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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Verdade</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>John Piper também erra</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar na atualidade, são pessoas que pensem e que sejam críticas sem descartar outros por possuírem opiniões divergentes das suas próprias. Então, por favor, tenha paciência antes de xingar minha mãe.<span id="more-873"></span></p>
<p>Citei John Piper, mas poderia listar vários outros nomes que são altamente inspiradores em minha vida. E que, ao não concordar 100% com nenhum deles, me alegro por saber que se tratam de seres humanos, restritos como todos nós às opiniões e experiências da vida.</p>
<p>Piper afirma no vídeo &#8220;Não desperdice seu púlpito&#8221; que os modismos dos pregadores contemporâneos deve ser deixado de lado em favor da pregação do evangelho puro e simples. E obviamente concordo com sua afirmação. Porém, o próprio Piper se enquadra no grupo dos que o fazem? Por um acaso, as formas e liturgias da pregação da palavra na Igreja Batista Bethlehem são essencialmente o evangelho de Cristo?</p>
<p>Todas as igrejas, com raríssimas excessões, incorporam o modelo de escola grega, utilizando do púlpito, das cadeiras e dos mecanismos acústicos adequados a uma exposição unilateral. A grande pergunta então é: foi Jesus que estabeleceu este modelo?</p>
<p>Mark Driscoll, de certa forma do lado oposto ao de Piper, também é um dos homens que admiro e ao mesmo tempo não engulo completamente. Ele me parece um conservador ao estilo do Piper, travestido de pós-moderno, com intenções explícitas de atingir a juventude de seu país. Por exemplo, sua opinião sobre o livro &#8220;A Cabana&#8221;, soa como altamente radical e intolerante. Através de suas observações, temos a sensação de que há pouca aceitação àqueles que enxergam Deus ligeiramente diferente.</p>
<p>O que une a todos os pregadores do Reino é a essência da mensagem da salvação, única e explicitamente representada pela figura do Deus encarnado sob o nome de Cristo Jesus. Porém devemos compreender que, toda crítica aos modelos de exposição das verdades contidas na Bíblia, é quase sempre exagerada. Jesus falava sobre árvores, sementes&#8230; sobre plantas das mais diversas espécies&#8230; sobre filhos estúpidos, sobre tesouros e sobre a relação empregado/patrão. Em cada pequeno detalhe e, através das mais diferentes técnicas e momentos, Ele comunicava as verdades eternas.</p>
<p>Por isso, concentre-se na mensagem de Piper, na ousadia de Driscoll&#8230; mas principalmente no evangelho de Jesus. Conte histórias que tenham a ver com a sua realidade; e que mexam com a vida das pessoas segundo aquilo que Deus já está fazendo e, muitas vezes, elas sequer são capazes de perceber. Lembre-se que o &#8220;seu púlpito&#8221; não é um lugar, mas uma atitude.</p>
<p>E nunca se esqueça que, o próprio Jesus defendeu a legitimidade daquele que não era &#8220;do grupo&#8221; dos discípulos a promulgar o evangelho. Por quem não é contra nós, é por nós.</p>
<p>Amo estes caras&#8230; por que são pessoas comuns, como todos nós.<br />
Amo o Piper, mesmo o considerando conservador demais.<br />
Amo o Driscoll, mesmo crendo que ele precisava ser ousado não apenas na aparência.</p>
<p>Estamos todos no mesmo barco.</p>
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		<title>Empregado? Prostituta!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-752" style="margin: 10px;" title="Prostituição" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prostituiçao.jpg" alt="Prostituição" width="324" height="269" />Que valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a produtividade do trabalho alheio.</p>
<p>O salário de um pastor-presidente é quantas vezes maior que o da faxineira da igreja? E quem trabalha mais? Este tipo de pergunta dificilmente é bem vinda. Somos um povo que possui garras afiadas para apontar as injustiças dos políticos, porém igualmente avessos à justa prestação de contas. Mas como replicar o ensino de que devemos nos envolver financeiramente nos desafios empreendidos pelas instituições religiosas se muitas vezes nem nós mesmos acreditamos neles?</p>
<p>Emprego é um tipo de prostituição. Fingimos satisfação para o patrão pensar que está valendo seu dinheiro gasto. Já o emprego na igreja pode ser duas vezes pior. Claro que em todo lugar há exemplos vivos de pessoas que derramam sua vida em favor do serviço (arte de servir). Só que infelizmente a grande maioria prostitui-se para sobreviver. E nós na maioria das vezes somos coniventes com isto. Não se pode desconsiderar que sacrificar-se por pouco sempre será mais difícil que sacrificar-se por muito. Podem distorcer o quanto quiserem o ensino de que passar camelos pelo fundo de uma agulha é algo viável em &#8220;seu caso&#8221;. Mas a indiferença dos que insistem em afirmar que isto pode ser feito tão facilmente, está refletida na história daqueles que todos os dias são injustiçados na divisão das &#8220;ofertas&#8221;. Partilhar segundo as necessidades? Este trecho está fora de moda.</p>
<p>&#8220;&#8216;Trabalhador&#8221; é aquele que está mais preocupado com o resultado de seus esforços do que com os benefícios que obtém dele. Porém indiscutivelmente é mais fácil ser aquele que faz os próprios salários. Seja na iniciativa privada, ou na iniciativa eclesiástica.</p>
<p>Me pergunto se, de todos os &#8220;recursos&#8221; depositados aos pés dos apóstolos para que se exercessem justiça social, eles primeiramente separavam sua porção. Talvez eu tenha compreendido errado, mas parece que o povo sentiu-se compelido a ofertar por verem nos discípulos de Jesus o exemplo. Exemplo&#8230; coisa fácil de citar&#8230; e difícil de mostrar nos dias de hoje.</p>
<p>De toda sorte de &#8220;posições&#8221; existentes na igreja do primeiro século, claramente distinguimos duas importantíssimas: os que se dedicavam à palavra de Deus&#8230; e os que se dedicavam ao serviço. Curiosamente há mais pré-requisitos para os que seriam escalados para o tal diaconato do que para o ensino da palavra. Os mestres precisavam ser homens íntegros, exemplares e que dominam bem a palavra. Porém os diáconos precisavam ser também BONS ADMINISTRADORES. Assim, aqueles que ocupavam os púlpitos preocupavam-se apenas em serem bons &#8220;trabalhadores&#8221;. E igualmente usufruiam das ofertas segundo a medida da necessidade, idoneamente avaliadas pelos homens do serviço.</p>
<p>Penso que prostituição, a grosso modo, é pagar por aquilo que deve ser de graça.</p>
<p>A palavra de Deus diz que aquele que se prostitui, peca contra o próprio corpo. Portanto sexualmente ou ideologicamente, aqueles que se vendem em razão de obterem dinheiro para satisfazerem os desejos de seus ventres, inevitavelmente sofrerão as mesmas consequências.</p>
<p>Aos tais, alerto que abandonem suas práticas abomináveis, arrependam-se e vivam dignamente o caminho que leva à eternidade. E o que passar disto, é mentira.</p>
<p>Diante de tantas palavras duras, concluo: continuaremos nos prostituindo? E continuaremos a consumir o esforço alheio sem o justo pagamento? Não basta dizer &#8220;eu não estou envolvido nisto&#8221;. É preciso protestar, exigir, interferir. Os omissos são igualmente responsáveis e prestarão contas disto no devido tempo.</p>
<p><a href="http://www.ariovaldo.com.br/eu/" target="_self">Ariovaldo Jr</a></p>
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		<title>Parábolas do século XXI</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 19:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A figura de Cristo ao expor determinada história através de uma parábola, representa a tentativa de levar indivíduos incapazes de compreenderem uma realidade totalmente lógica e racional, a experimentarem novos pontos de vista, frequentemente perdendo o rumo de suas vidas e abalando suas convicções mais profundas. Ao contrário do que preferimos adotar como método &#8220;perfeito&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A figura de Cristo ao expor determinada história através de uma parábola, representa a tentativa de levar indivíduos incapazes de compreenderem uma realidade totalmente lógica e racional, a experimentarem novos pontos de vista, frequentemente perdendo o rumo de suas vidas e abalando suas convicções mais profundas.</p>
<p>Ao contrário do que preferimos adotar como método &#8220;perfeito&#8221; de ensino das verdades eternas através da &#8220;exposição sistemática&#8221; da palavra de Deus, o próprio Messias utilizava maneiras totalmente avessas ao nosso doutrinamento teológico. Simplesmente sacudia ao mais sábio dos homens ao propor de forma totalmente fantasiosa e figurativa, uma verdade que é absoluta. Este tal de Jesus era o mestre da pedagogia que mexe com as pessoas.</p>
<p>Imagine quantas cenas passaram pela cabeça de Nicodemos segundo <a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/3" target="_blank">João 3</a> ao concluir que, se conforme as palavras do mestre, era necessário nascer de novo, então obviamente seria indispensável que ele, mesmo sendo velho, entrasse novamente para dentro do ventre de sua mãe para poder nascer de novo. Sim meu amigo. Ele imaginou a pobre senhora sua mãe de pernas abertas, enquanto ele calculava como seria possível adentrar a vagina da pobre velha.</p>
<p>Como pode um homem considerado um sábio em sua época, perder-se totalmente em meio a uma proposição tão simples de Jesus? Pois afirmo que este homem foi incapaz de viver enquanto de si não vomitou desesperadamente a pergunta que traria sua segurança de volta. Ele precisava da resposta mais do que do ar que respirava.</p>
<p>Será que temos sido aqueles que têm contado as parábolas do século XXI? Na iminência do pensamento pós-moderno, ainda há uma carência imensa dos verdadeiros pregadores, que falam com as pessoas na linguagem que elas entendem. E que fazem proposições que as levam ao céu, com todas as cores, sons e aromas.</p>
<p>Esta não é uma geração apática ao evangelho. Nós é que temos sido incapazes de mostrar as belezas da eternidade que já começou.</p>
<p>Por que refletir sobre todas esta coisas? Por que neste seu céu todo branquinho e silencioso, nem eu quero entrar.</p>
<p><a href="http://www.ariovaldo.com.br" target="_blank"><br />
</a></p>
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		<title>Simplicidade idiota</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 00:24:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Me admira que pessoas prefiram categorizar a vida de modo tão radical e simplista. Como se fôssemos amebas, limitadas a uma constituição unicelular ridícula e totalmente compreensível. Ignoramos até mesmo as complexidades sentimentais e, por isto, frustramos a outros e a nós mesmos na tentativa de encontrar modelos de conduta verdadeiramente aplicáveis na vida prática. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me admira que pessoas prefiram categorizar a vida de modo tão radical e simplista. Como se fôssemos amebas, limitadas a uma constituição unicelular ridícula e totalmente compreensível. Ignoramos até mesmo as complexidades sentimentais e, por isto, frustramos a outros e a nós mesmos na tentativa de encontrar modelos de conduta verdadeiramente aplicáveis na vida prática.</p>
<p>Tentamos fazer do evangelho uma série de regras em que podemos acertadamente dizer &#8220;isto é certo&#8221; ou &#8220;isto é errado&#8221;. Como se a vida dada por Deus pudesse ser reduzida a meros erros e acertos. Como se as complexidades de nosso ser tivessem fugido ao controle do Criador.</p>
<p>Apenas a VERDADE pode nos libertar por que ela revela quem somos e o quanto somos incapazes de encontrar uma auto-redenção. Apenas renunciando até à capacidade de acertar, seremos encontrados aptos a genuinamente vivermos a nova vida em Cristo. Aquele que desistiu de não errar, encontra-se na situação ideal e preferida do Redentor.</p>
<p>Mais do que apenas abandonar as velhas práticas, a fé operosa será caracterizada como aquela que possui seu foco em SER aquilo que Cristo diz que devemos ser. Apenas isto.</p>
<p>Aqueles que insistirem em simplificar os processos, concentrando seus esforços na luta contra as práticas da carne, inevitavelmente se frustrarão. Pois a carne sempre vencerá. Não se pode combater fogo com fogo. Por isso, esta é uma luta perdida.</p>
<p>Pra exterminar o fogo, deve-se primeiramente encontrar uma fonte suficiente de água. Pra um fogo incontrolável,  uma fonte inesgotável.</p>
<p>Em cada nuance de nossa miséria, complexidade, sentimentos e angústias; em cada pequeno detalhe, podemos sentir a inspiração do Criador. Em cada gole, em cada respiração. Em cada segundo, a eternidade. Em cada detalhe, o infinito.</p>
<p>Consegue sentar-se com amigos verdadeiros de frente à praia e não sentir-se em casa?<br />
Consegue perceber que há amigos recentes que parecem ser velhos conhecidos?<br />
Consegue ouvir Coldplay e não sentir Deus?</p>
<p>Será que o evangelho realmente o tornou livre o suficiente para que possa compreender o que estou tentando dizer?</p>
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		<title>O pastor e o caixa dois</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 13:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. Porém nem todas as letras escritas foram suficientes para animar aos demais membros da igreja, pois estes se cansaram de ver planos que jamais se tornaram realidade.</p>
<p>Tentando mudar esta realidade, os pastores procuraram apoio para seus planos mirabolantes junto à sua denominação. Quem sabe encontrariam algum &#8220;toddy&#8221; destinado a investimentos para melhorar a vida das pessoas. Porém, foram informados pelo departamento financeiro que suas possibilidades de arrecadação são o limite do risco que estão autorizados a correr. O plano de reestruturação da forma da igreja nem sequer foi olhado, pois afinal, o que pode um plano contra os números?</p>
<p>Para que pudessem viabilizar um financiamento dos investimentos estruturais junto à sua denominação, foi proposto que um dos pastores se tornasse fiador da dívida pessoalmente. A proposta inicialmente pareceu razoável, já que as finanças pessoais de todos os que estão realmente envolvidos com o ministério, costumam estar sempre à disposição da coletividade. É quase a materialização da utopia de Atos 2:42.</p>
<p>Após preencher várias promissórias (que todos sabem que com certeza serão executadas em caso de não pagamento), o financiamento foi autorizado. E os pastores passaram a colocar em prática todos os sonhos que Deus havia dado. Milagrosamente, o ânimo foi aceso na vida daqueles que estavam mais apáticos. Um verdadeiro milagre aconteceu.</p>
<p>Às custas de uma série de atividades paralelas desenvolvidas dentro do local onde a Igreja se reúne, os pastores conseguiram mês após mês honrar os compromissos financeiros assumidos no financiamento. Foi criada uma administração financeira paralela à arrecadação do gasofilácio, com propósito específico de custear a dívida assumida. E tudo ia muito bem.</p>
<p>Só que um dia, em meio a uma tempestade de pensamentos desordenados, um dos pastores se perguntou:</p>
<p>- Por que, à semelhança da Universal do Reino de Deus, a maioria das denominações incentivam seus pastores a fazer caixa dois?</p>
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		<title>Liturgia dos infernos</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 19:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Curiosamente, a palavra liturgia representava originalmente no ambiente cristão, tudo aquilo que deveria ser evitado. Mas nem mesmo a reforma protestante conseguiu abolir as formas litúrgicas. Na verdade, apenas remendamos aquilo que nos incomodava. Em pleno século XXI, ainda sofremos em demasia por conta das práticas litúrgicas. Não digo apenas as formas e aparências dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosamente, a palavra liturgia representava originalmente no ambiente cristão, tudo aquilo que deveria ser evitado. Mas nem mesmo a reforma protestante conseguiu abolir as formas litúrgicas. Na verdade, apenas remendamos aquilo que nos incomodava.</p>
<p>Em pleno século XXI, ainda sofremos em demasia por conta das práticas litúrgicas. Não digo apenas as formas e aparências dos cultos, mas a maneira de lidar com as pessoas em todas as estruturas e reuniões.</p>
<p>Ficar parado por duas horas ouvindo alguém falar, exige do locutor que, no mínimo, desenvolva um assunto interessante e de forma interessante. Tenho séria dificuldade em me concentrar em algo CHATO. Na maioria das vezes concordo com os assuntos a serem tratados. Porém suportar calado longos períodos &#8220;da mesma coisa de sempre&#8221;, mata qualquer um. Como seremos capazes de inspirar outros a participarem de reuniões em que nós mesmos não acreditamos?</p>
<p>Pra ser sincero, não acho que os compromissos que possuo na vida me sufocam. A realidade é que ainda estou morrendo de tédio. Suportaria cem vezes mais do mesmo, caso acreditasse. Não é o número de reuniões que me cansa, mas seu conteúdo. Compromisso com formas litúrgicas desinteressantes são o pior tipo de fardo que um homem pode ser obrigado a carregar. E falando de fardo, o texto bíblico que me vem à mente é:</p>
<p><em><span style="color: #ff0000;">&#8220;Amarram fardos pesados e os põem nas costas dos outros, mas eles mesmos não os ajudam, nem ao menos com um dedo, a carregar esses fardos. Tudo o que eles fazem é para serem vistos pelos outros. Vejam como são grandes os trechos das Escrituras Sagradas que eles copiam e amarram na testa e nos braços! E olhem os pingentes grandes das suas capas! Eles preferem os melhores lugares nos banquetes e os lugares de honra nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e de ser chamados de “mestre”. Porém vocês não devem ser chamados de “mestre”, pois todos vocês são membros de uma mesma família e têm somente um Mestre.&#8221; (Mateus 23:4-8)</span></em></p>
<p>Já imaginou uma comunidade onde o vínculo principal é o amor?</p>
<p>Quem sabe com um pouco deste tempero especial, seja possível que haja entre todos uma compreensão clara da importância de estarem juntos.</p>
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		<title>Demandas</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 14:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O problema de se obter sucesso ministerial é que podemos nos tornar reféns das demandas que antes não existiam. Ser bem sucedido é uma promessa da lei, estuprada para atender a conveniências em meio a uma geração que deveria depender totalmente da graça. A verdadeira promessa que temos da parte de Deus para nós é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema de se obter sucesso ministerial é que podemos nos tornar reféns das demandas que antes não existiam. Ser bem sucedido é uma promessa da lei, estuprada para atender a conveniências em meio a uma geração que deveria depender totalmente da graça. A verdadeira promessa que temos da parte de Deus para nós é morte, perseguição, angústia e sofrimento de toda espécie. E pra fechar com chave de ouro, somos chamados a ser corajosos, lembrando sempre que Jesus venceu o mundo e, por isso, seremos nós vencedores junto com ele NO FINAL.</p>
<p>Claro que o caminho do evangelho implica em vivermos para as pessoas. Mas não há como viver para os outros sem morrer para si mesmo. Renunciar aos próprios interesses é algo indispensável. E renunciar às estruturas, ainda que elas sejam dadas pessoalmente pelo próprio Deus, faz parte do pacote.</p>
<p>A realidade é que recebemos muitas dádivas de Deus. Todos nós. A chuva cai sobre justos e injustos. E saberemos separar quem é o que, simplesmente analisando a capacidade que cada um demonstra de desistir INCLUSIVE das bençãos de Deus em favor das pessoas.</p>
<p>As bençãos de Deus e a pessoa de Deus são absolutamente diferentes. Pessoas abençoadas vão para o inferno com a &#8220;benção de Deus&#8221;. Pessoas transformadas, vivem o céu em cada sorriso alheio, fruto de atitudes que expressam na simplicidade o compromisso que temos de negarmos até a nós mesmos. Homens abençoadores não são necessariamente homens salvos. Ainda que haja poder em seu suor, sua miséria é igual a de todos os demais.</p>
<p>Seja Deus sempre verdadeiro. Sejam os homens sempre mentirosos. E sejam os verdadeiros filhos de Deus os que confundem o entendimento dos sábios e dos ricos, pois a sua felicidade está em perder voluntariamente.</p>
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		<title>Não somos os protagonistas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 12:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É fácil perceber a dificuldade que as pessoas possuem em compreender que os problemas dos demais são tão importantes quanto os seus próprios. Na ótica do egoísta, tudo que importa é o que o afeta. O resto tem serventia apenas para fins de entretenimento ou para ter assunto em conversas. O egoísta vive no senso do prejuízo. Sente-se o prejudicado por todas as circunstâncias e pessoas. E para vacinar-se contra a &#8220;perda&#8221;, desenvolve em si mesmo uma personalidade capaz de conviver com a malandragem, discretamente disfarçada de esperteza.</p>
<p>Outro erro usual é quando o egoísta tenta agir como coadjuvante. É ridículo por que, no fundo de seu coração, deseja a posição do protagonista. Então projeta suas expectativas e até mesmo sua inveja na figura de outro ser humano. Se o positivismo beira o ridículo, a comparação com fins de se adquirir o que outros possuem, é mais ridícula ainda. Quando pensamos desta maneira, nos excluímos do grupo dos criticados. Sempre atacamos OS OUTROS. Preferimos pensar que somos imunes a determinados erros e que, pelo menos &#8220;neste caso&#8221;, somos totalmente inocentes.</p>
<p>Somos figurantes. Aqueles que não deveriam, em tese, preocupar-se em aparecer demais na história. Nosso papel é favorecer todo o enredo desenvolvido pelo protagonista. E só.</p>
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		<title>Contra cultura anal</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 13:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<description><![CDATA[Olhando pra história da contra cultura, principalmente do século XX, me sinto diante de um impasse. Ou escolho enxergar o lado bonito dos fatos, ou sinto-me incomodado o suficiente pra, no mínimo, desejar um pouco de ousadia e coragem para realizar questionamentos. Meditava eu estes dias sobre o conceito de liberdade, no que se refere [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olhando pra história da contra cultura, principalmente do século XX, me sinto diante de um impasse. Ou escolho enxergar o lado bonito dos fatos, ou sinto-me incomodado o suficiente pra, no mínimo, desejar um pouco de ousadia e coragem para realizar questionamentos.</p>
<p>Meditava eu estes dias sobre o conceito de liberdade, no que se refere aos pensamentos que culminam em ações práticas. Então questionei: de fato me tornei<span><span> mais inteligente por que aprendi a medir as palavras que penso ou apenas me tornei menos livre?</span></span></p>
<p><span><span>Se libertar da escravidão dos próprios pensamentos não implica em deixar de ser escravo do pensamento alheio. Então de qualquer modo, quer seja um conformado, quer seja um &#8220;alternativo&#8221;, você continua escravo. Parece que não há muitas pessoas preocupadas com a verdade que liberta. Importante mesmo é não perdermos o controle, tanto sobre nossa própria vida quanto sobre a vida daqueles que estão sob nossos cuidados.</span></span></p>
<p><span><span>Controle&#8230; controle&#8230; controle&#8230;</span></span></p>
<p><span><span>Como podemos ensinar pessoas a pensarem e libertarem-se definitivamente de toda forma de controle? A verdadeira liberdade pode ser ensinada?</span></span></p>
<p><span><span>No fim de semana passado, minha irmã mais nova tentou burlar as regras de controle familiar para que pudesse ir a uma festa. Coitada. Além de ter sido pega no ato, não aprendeu ainda que continuaria submissa ao sistema mesmo que seu plano tivesse dado certo. Não importa se sua atitude parece ousada se, primeiro, não reconhecer que precisa se libertar de toda forma de controle. Jovens revoltados não percebem que ainda são pouco revolucionários. Mas preferem alienar-se aos problemas reais do que encarar de frente a responsabilidade de lutar contra si mesmos. Não percebem que engolem camelos enquanto coam os mosquitos. Questionam coisas mínimas, mas aceitam o &#8220;programa&#8221; principal, que os doutrina de maneira eficaz e definitiva. No fim, todos saem da linha de produção absolutamente iguais.<br />
</span></span></p>
<p><span><span>Como pode alguém que não enxerga o cabresto do sistema educacional estar apto a reclamar do controle de horários e locais que pode frequentar?<br />
</span></span></p>
<p><span><span>Continuo à procura dos verdadeiros revolucionários. Sei que eles estão por perto. Talvez ainda não saibam, mas sua hora está próxima. </span></span></p>
<p><span><span>Quanto ao que parece revolucionário mas não é, isso tudo fede demais pro meu gosto (por  isso o &#8220;anal&#8221; estrategicamente colocado no título deste texto).</span></span></p>
<p><span><span><img class="alignright size-full wp-image-629" title="anal" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/anal.jpg" alt="anal" width="276" height="268" /><br />
</span></span></p>
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		<title>Para não morrer de tédio</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 11:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Heresia]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Reino]]></category>
		<category><![CDATA[Subversão]]></category>
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		<description><![CDATA[Vejo as pessoas cansadas e exaustas. Mas não as consigo compreender. Como pessoas podem permitir a si mesmas dominar-se pelas fadigas da vida? Hoje tenho 30 anos. Mas ainda vivo na angústia infantil do &#8220;mais&#8221;. Como uma criança que aproveita cada momento sem preocupar-se com o amanhã. Fazendo questão muitas vezes de apagar da memória [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo as pessoas cansadas e exaustas. Mas não as consigo compreender. Como pessoas podem permitir a si mesmas dominar-se pelas fadigas da vida? Hoje tenho 30 anos. Mas ainda vivo na angústia infantil do &#8220;mais&#8221;. Como uma criança que aproveita cada momento sem preocupar-se com o amanhã. Fazendo questão muitas vezes de apagar da memória o ontem, afinal ele já não existe mais. Parece que esqueceram de me avisar quando estarei velho. Quando devo começar a me preocupar com as futilidades desta vida. No momento não tenho tempo e nem estômago para isto.</p>
<p>Minha angústia é provocada pelas coisas deste sistema repetitivo. Entra e sai semana, sempre a mesma coisa. Rotina. Odeio isso. Eu seria um sério candidato ao suicídio, caso isto fizesse sentido, parecesse divertido ou achasse que tenho direitos sobre minha existência. Se eu morasse na Europa, encheria a cara com álcool e acenderia um cigarro na igreja. E fingiríamos que tudo está bem.</p>
<p>Minha angústia é por que embora meu corpo esteja cansado das atividades rotineiras a que estou submetido, me sinto como o <a href="http://solomon1.com/a/2009/30/vicios/" target="_blank">viciado que luta para abster-se de seu vício</a>. Preciso de emoção diária. Preciso de mais.</p>
<p>Peço encarecidamente que os super-crentes guardem para si os conselhos do tipo &#8220;no Senhor há alívio para sua angústia&#8221;. Claro que eu sei disto. Mas se a responsabilidade de me entorpecer fosse exclusivamente divina, &#8220;Eles&#8221; já teriam me levado daqui. Mas se permaneço neste estado de não-morte, deve haver propósitos provisoriamente obscuros. Quem sabe seja chamar a SUA atenção para a responsabilidade que tem em aliviar o meu tédio? Quem sabe há algo mais divertido ali à frente. Adoro o jeito que &#8220;Eles&#8221; fazem as coisas. Com certeza sabem se divertir ao extremo.</p>
<p>Aliás, preciso me divertir também. Perder a rotina que a ditadura dos compromissos obrigou meu relógio biológico a se acostumar. Quem sabe um violão, uma fogueira e pessoas estranhas, com suas conversas estranhas. Talvez problemas novos, diferentes da nossa burocracia usual.</p>
<p>Tenho saudades das pessoas de verdade, com problemas de verdade. Aqueles que, embora eventualmente compartilhem seus problemas, não esperam que nós resolvamos nada.</p>
<p>Compreendo a compulsão do viciado. Entendo o tamanho de sua busca e o espaço a ser preenchido em si mesmo. Cocaína, maconha, crack&#8230; qual a diferença? Intensidades diferentes para anestesiar a mesma dor.</p>
<p>Meu humor muitas vezes oscila entre euforia intensa e tédio depressivo e mortal. Só que parece que estou à parte de mim mesmo. Olho para todos estes sentimentos e ainda consigo achar graça nisso tudo.</p>
<p>Pra não morrer de tédio, que tal derramarmos um pouco do próprio sangue em favor dos outros?<br />
Que tal gastarmos todo nosso dinheiro e tempo com os interesses de completos estranhos?<br />
Que você acha de dedicar uma vida toda à busca das pessoas de verdade?</p>
<p>Eu sei que existe mais além do nosso mundo &#8220;cristão&#8221;. Há pessoas desesperadas, vivendo angústias inferiores às nossas. Nem precisamos fingir que está tudo bem. Afinal, nem sempre está. Deveríamos aplicar mais ênfase em nossa esperança de que NO FINAL, tudo dará certo. Por enquanto, podemos nos despir completamente de nossas certezas para que outros se identifiquem com nossa humanidade. Podemos rir juntos. E de vez em quando chorar, só pra variar.</p>
<p>Você já viu uma pessoa de verdade hoje?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-613" title="Mendigo" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Mendigo-300x191.jpg" alt="Mendigo" width="300" height="191" /></p>
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