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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Subversão</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Desigrejados: a difícil adaptação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 15:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos desafios de qualquer tentativa de &#8220;ser Igreja&#8221; está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes. Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos desafios de qualquer tentativa de &#8220;ser Igreja&#8221; está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes.</p>
<p>Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente fica deslumbrada com o ensino claro e direto das escrituras. Mas o crente &#8220;de outra Igreja&#8221;, embora rejeite completamente a experiência que passou, ao mesmo tempo se recusa a reaprender os fundamentos de uma vida cristã inspiradora. Ele muda de ambiente mas não quer abandonar os vícios.</p>
<p>Alcançar as pessoas desigrejadas é algo relativamente simples. Basta descer do púlpito, renunciar ao microfone e viver diretamente em meio às pessoas. A beleza do evangelho EXPERIMENTADO por si só é suficiente para atrair a todos. Mas num segundo momento torna-se necessário filtrar quem realmente está disposto a carregar a sua própria cruz daqueles que estão procurando apenas mais uma experiência religiosa para sua coleção.<span id="more-1248"></span></p>
<p>Nossa experiência tem ensinado que duas coisas são importantíssimas para se obter êxito neste processo de adaptação. A primeira é elevar os conflitos pessoais a um nível extremo. O caráter das pessoas deve ser (voluntariamente) exposto. E isto acontece quando usamos nosso próprio exemplo de vida como modelo. Torna-se insuportável tentar manter as aparências quando convivemos com &#8220;pessoas de verdade&#8221;. A segunda coisa importante é repartir os &#8220;custos&#8221; de tudo que for feito em comunidade. Isto significa que, mesmo quando pudermos pagar uma determinada conta sozinhos, ainda sim não o faremos. Preferiremos desafiar cada um a assumir sua parcela de responsabilidade. E se as coisas andarem mais devagar do que o desejado, ficará EXPLÍCITO que a culpa é partilhada tanto quanto as despesas financeiras.</p>
<p>Estas duas pequenas atitudes servirão como filtro para revelar quem É e quem, além de não ser, está mais interessado em atrapalhar os outros com suas crises pessoais infinitas do que em resolver sua própria vida.</p>
<p>O propósito de nossa pregação é apenas tornar as pessoas indesculpáveis diante de Deus. Se elas desejam ou não ter uma vida RETA com Cristo, isto não é diretamente responsabilidade nossa. Basta que TODAS as oportunidades, abraços, explicações e segundas-chances sejam dadas sem que os poupemos do CONFRONTO que o  evangelho naturalmente traz.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong><em>&#8220;Nunca recuse um convite.</em></strong><br />
<strong><em>Nunca resista ao desconhecido.</em></strong><br />
<strong><em>Nunca deixe de ser educado.</em></strong><br />
<strong><em>E nunca abuse da hospitalidade alheia.</em></strong><br />
<strong><em>Mantenha a mente aberta e usufrua a experiência.</em></strong><br />
<strong><em>E se doer, provavelmente é porque valeu a pena.&#8221; </em></strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Richard (Leonardo DiCaprio), no filme <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Praia" target="_blank">A Praia</a></em></p>
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		<title>Regras e ingratidão</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 12:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente. Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente.</p>
<p>Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos de que a Graça SEMPRE excede o cumprimento de qualquer lei. Que os &#8220;mandamentos&#8221; dos cristãos são expressos quando voluntariamente doamos nossa vida. Quando repartimos o pouco e abrimos mão do tudo.<span id="more-1190"></span></p>
<p>Preferimos as ordenanças por que ficamos livres do PENSAR. Ou seja&#8230; preferimos ser como animais debaixo de cabresto a exercermos o ministério da reconciliação. Até que venha a crise e a vida se torne insuportável.</p>
<p>E a ovelha fica desgarrada. Até ser encontrada por um pastor de verdade.</p>
<p>Mas é uma pena que nem tudo são flores. Passado algum tempo, muitos daqueles que alcançaram a graça através do ensino legítimo do evangelho tornam-se ingratos. Por que uma vez libertos das regras, assim que superficialmente curados de suas feridas da alma, retornam a reclamar e criticar. Uma verdadeira geração ingrata, veloz como o escorpião em destilar seu veneno. Se a velha Igreja não serve, parece que a nova também não. Lembrando que se nenhuma Igreja é boa o suficiente pra você, então provavelmente você é que não presta.</p>
<p>Regras não podem nos salvar. Só o amor pode. Compreenda qual sua porção nesta jornada com Cristo e MORRA para si mesmo. E só assim encontrará a verdadeira VIDA ETERNA, que aliás já começou para muitos de nós.</p>
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		<title>Tiro no pé</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 10:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Profeta]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando Cristo afirma que ao julgarmos também somos julgados, fica explícito que não fazem parte do Reino aqueles que porventura venham a imaginar que as medidas servem apenas para os outros. De modo que aquele que profere julgamento, condena a si mesmo primordialmente; e num segundo plano revela o pecado alheio. Tal revelação jamais é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Cristo afirma que ao julgarmos também somos julgados, fica explícito que não fazem parte do Reino aqueles que porventura venham a imaginar que as medidas servem apenas para os outros. De modo que aquele que profere julgamento, condena a si mesmo primordialmente; e num segundo plano revela o pecado alheio. Tal revelação jamais é condenatória de fato por parte de quem a proferiu, visto que a responsabilidade pelo pecado é exclusivamente daquele que o cometeu.</p>
<p>O propósito desta revelação de pecados jamais é gerar competição, mas fazer valer a voz profética (a verdadeira voz profética), que enfatiza os fundamentos da palavra de Deus corrigindo qualquer desvio (como o fazem com excelência as cartas de Paulo).<span id="more-1204"></span></p>
<p>Na vida dos profetas podemos também perceber duas coisas. A primeira é que eles são sempre redundantes. Ou seja, raramente trazem algo de novo à narrativa do texto bíblico. Profeta de verdade é o que aponta para o óbvio de uma maneira ousada o suficiente para incomodar os acomodados. A segunda coisa é que eles incomodam DE VERDADE. E se não o fazem, é por que geralmente são falsos. Mas quando analisamos com delicadeza a questão, percebemos que não é bem o profeta que traz o incômodo, mas sua persistência em relembrar os fundamentos da fé.</p>
<p>Por isso antes de dar um tiro pro alto, recomendo que atire no próprio pé. Pra se lembrar o quanto dói. E se ainda sim a fúria não cessar, pelo menos irá caminhar bem mais devagar devido à ferida auto infligida. Um profeta que sofre e conhece o peso de suas palavras tende a ser um homem melhor.</p>
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		<title>Os relacionamentos e o céu</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 12:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas vezes, até de morrermos.<span id="more-1134"></span></p>
<p>A incapacidade de compreender a importância dos relacionamentos na vida do cristão é o que automaticamente o desqualifica para o céu. Isto se dá como se na verdade o céu e o inferno fossem a mesma coisa, mas o abismo que os separa é exatamente a incapacidade de relacionar-se. Então, nós é que levamos conosco o inferno, fazendo do céu um lugar insuportável. E se nesta vida ainda dispomos da presença divina mediante seu Espírito, neste inferno estaremos eternamente apartados de tal presença.</p>
<p>Para o salvo, todo inferno torna-se um céu. Para o perdido, qualquer céu torna-se um inferno.</p>
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		<title>Liberdade graciosa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 21:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA. Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA.<span id="more-1028"></span></p>
<p>Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo de um discurso de liberdade, a realidade não costuma ser tão generosa. As organizações e seus métodos de tomar decisões são altamente autoritários. E as liberdades dos indivíduos são desrespeitadas no convívio coletivo, através de pressões que visam manipular pessoas segundo o interesse da liderança.</p>
<p>Mas analisando os princípios bíblicos da liberdade e da organização social/espiritual que chamamos de Igreja, isto não era para ser exatamente assim. O propósito da vida em comunidade deveria ser expressar graciosamente a vocação e identidade dos indivíduos; deixando os interesses pessoais de todos sujeitos às verdadeiras prioridades da  vida coletiva.</p>
<p>Cristo morreu na cruz para garantir a liberdade total e irrestrita. Isto significa que somos livres para TODAS AS COISAS sem nenhuma restrição. Todos os seres humanos são livres para fazerem o que quiserem, sabendo que não mais respondem ao conjunto bíblico velho-testamentário de leis. Fomos comprados pelo Filho de Deus e, agora, devemos satisfações unica e exclusivamente a ele.</p>
<p>Somos livres para fumar maconha; para praticar sexo sem restrições; para consumir pornografia. Porém é fato que o propósito pelo qual a liberdade nos foi dada não é exatamente o uso abusivo de todas as coisas que nos foram consideradas lícitas.</p>
<p>Jesus afirma que sua vinda não possui o propósito de REVOGAR a lei, mas de CUMPRÍ-LA. Como então faz sentido esta nova concepção de plena liberdade diante da afirmação de que o cumprimento da lei continua sendo obrigatória? Isto é bem simples. A graça é a possibilidade de excedermos o cumprimento da lei, mediante o caminho chamado GRAÇA. Não somos obrigados a fazer, mas não há outra possibilidade. O problema diante de tamanha liberdade é que o MEDO do julgamento divino não basta para criar indivíduos verdadeiramente beatos. A religiosidade não é capaz de criar uma consciência transformada. Mas aqueles que compreendem plenamente o propósito de Deus para suas vidas, não conseguem resistir ao CAMINHO.</p>
<p>Este caminho é o da RENÚNCIA. Diante de toda a liberdade que possuímos, espiritualmente somente seremos livres quando soubermos escolher dentre TODA AS COISAS apenas aquelas que CONVÉM. E esta &#8220;noção&#8221; de conveniência não está no indivíduo, mas expressa em cada pequeno detalhe da pessoa de Jesus.</p>
<p>Antes eu não podia adulterar. Agora pela graça eu estou livre. Mas excederei o cumprimento da lei quando entender que NEM OLHAR para uma mulher com intenção impura eu devo. Antes o povo judeu devia 10% de tudo que ganhava aos sacerdotes e ao templo. Hoje somos totalmente desobrigados disto. E vivemos de maneira graciosa a responsabilidade de darmos 100% de nossas vidas para o convívio em comunidade. O &#8220;dízimo&#8221; não passa de um compromisso entre homens para garantir a manutenção estrutural de prédios que não são mais templos. E aqueles que não contribuem, de maneira nenhuma são &#8220;menos abençoados&#8221;. Mas o verdadeiro cristão se manifesta na capacidade de assumir responsabilidades coletivas. Ele faz questão de colaborar por que acredita. E a liderança não tem papel fiscalizador no que se refere a finanças, mas seu papel é despertar FÉ. Quem crê, contribui. Não com dinheiro apenas. Mas com sua própria vida.</p>
<p>A função dos líderes é falar graciosamente do amor de Cristo e desta liberdade que tem sido negligenciada. Temos sim escravizado pessoas através da inserção do indivíduo em estruturas e métodos que nada tem a ver com a essência do cristianismo. Nosso papel enquanto pastores DEVE SER provocar o desejo da autêntica liberdade conquistada na cruz por nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>Aqueles que compreenderem a profundidade da liberdade e o privilégio de administrá-la, automaticamente conhecerão O CAMINHO DA SALVAÇÃO à medida que aprenderem a renunciar a coisas que lhe são lícitas, pelo puro interesse em agradar a Deus.</p>
<p>Ninguém poderá lhe dizer o que fazer. O que devemos é levar pessoas a se encontrarem pessoalmente com este Cristo que nos faz renunciar a todas as coisas. E por que nós renunciamos? Por que somos bons? DE MANEIRA NENHUMA! Renunciamos por que conhecemos A VERDADE&#8230; e a verdade é que não servimos para mais nada. Agora conhecemos nossa identidade e nossa vocação. E nosso caminho, embora vivamos uma luta constante contra os desejos de nossa própria carne, é O CAMINHO DE DEUS.</p>
<p>Você é livre. E ninguém pode tirar isto de você. A não ser você mesmo.</p>
<p>Este Cristo e toda sua glória e amor será visto na vida daqueles que, diante da plenitude da liberdade, aprenderam a renunciar voluntariamente a tudo que não convém. E o amor de Deus em nós constrangerá de maneira irresistível aos que ainda não possuem consciência de sua existência.</p>
<p>Você pode suportar este amor?</p>
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		<title>A história que ninguém contou</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 12:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de outro. E  isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente virgem. Como diz o ditado: &#8220;família é tudo igual&#8230; só muda o endereço&#8221;. De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!<span id="more-807"></span></p>
<p>Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de dinheiro nas igrejas.</p>
<p>Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é considerado grupo de pagode. O nome da banda era &#8220;O Filho e os homens&#8221;. Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como &#8220;Filho do homem&#8221;. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo), ficou conhecido por Mestre.</p>
<p>A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro &#8220;Rock in Rio Jordão&#8221;, show em que Jesus se apresentou publicamente pela primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.</p>
<p>Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com afinco durante longos 3 anos de turnê.</p>
<p>A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia. Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus&#8230; amanhã já tá atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados, mas poucos escolhem para si este caminho.</p>
<p>Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação com &#8220;sangue nos zóio&#8221;. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.</p>
<p>Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa de <em>rockstar</em> mesmo.</p>
<p>E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em, sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que todos nós possamos conhecer sua música.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<hr />
<p><a href="http://braobarbosa.com/jesusrocks/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1238" title="" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2010/02/quadrinho.jpg" alt="" width="450" height="166" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://braobarbosa.com/jesusrocks/" target="_blank">http://braobarbosa.com/jesusrocks/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Solidão profética</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou. Em um mundo de incertezas, o profeta é dominado pela convicção. No meio à miopia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou.<span id="more-827"></span></p>
<p>Em um mundo de incertezas, o profeta é dominado pela convicção. No meio à miopia generalizada, discerne o que apenas para si é óbvio. Uma pena que discernir é uma coisa&#8230; explicar a outros é outra completamente diferente.</p>
<p>Um aspecto importante dos profetas é que possuem a tendência a machucarem pessoas. Seja por intermédio de suas palavras ou da tendência quase suicida comum a todos eles. Dar a vida por algo que ninguém compreende é coisa de gente obstinada. Nem mesmo o próprio Cristo, o auge histórico da misericórdia na humanidade, foi capaz de poupar sua própria família. Sua mãe e irmãos tiveram que padecer o mesmo que todos os demais meros mortais em qualquer favela brasileira. Tiveram que suportar a dura realidade de perder um filho/irmão para a violência gratuíta. Portanto, faça as contas. Pra ser uma voz profética, terá que entristecer aqueles que ama.</p>
<p>Sempre houve uma categoria safada, composta por aqueles que adoram serem chamados de profetas. Mas a palavra que representa melhor a estes é &#8220;pilantras&#8221;. Dizem palavras genéricas e direcionadas aos ouvidos daqueles que as procuram. São como cacos de vidro enroladas em carne fresca, jogadas aos cães para que morram logo.</p>
<p>O apóstolo Paulo diz que bom seria que todos profetizássemos. Será que ele tomou demais do remédio que indicou a Timóteo para curar seus problemas estomacais ou simplesmente acreditava que amar é morrer e às vezes machucar pessoas, se necessário.</p>
<p>Se pretende escolher o caminho dos profetas para si, faça as contas antes. Por que alguns caminhos não tem volta.</p>
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		<title>A melhor maneira de&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.</p>
<p>A vida resume-se exclusivamente a isto?<span id="more-815"></span></p>
<p>Quero de volta minha liberdade. Mas não consigo ser livre sozinho. Moisés bem que tentou, mas viu que não havia graça alguma. Preferiu afastar-se. E Deus, numa das atitudes mais sacanas da bíblia, o envia de volta, como líder para resgatar os demais do velho sistema.</p>
<p>Sair do sistema é usufruir moderadamente de todas as coisas; sem se deixar dominar por nenhuma delas. É saber que algumas coisas são únicas na vida; portanto ninguém poderá dar conselhos que sejam realmente absolutos. É reconhecer que embora não haja nada de novo debaixo do céu, o que alguns apenas apontaram, nós temos o desafio de experimentar.</p>
<p>A teologia nunca salvou ninguém. Mas matou a muitos.<br />
O amor nunca matou ninguém. Mas salvou a muitos.</p>
<p>A melhor maneira de&#8230; &#8220;qualquer coisa&#8221; é a sua maneira.<br />
Se algo vale à pena ser aprendido com o passado, provavelmente é &#8220;como não fazer&#8221;.</p>
<p>Então, transpire a verdade; e seja a encarnação do Cristo que o mundo procura.</p>
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		<title>Pessoas de verdade, problemas de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sei que ninguém é igual. Mas alguns são menos iguais que os demais. A maneira com que organizo minhas idéias não é algo muito fácil de se explicar. Se parece um pouco com o sistema exotérico pelo qual você encontrará minhas cuecas espalhadas por várias partes dos armários localizados em dois quartos de minha casa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que ninguém é igual. Mas alguns são menos iguais que os demais. A maneira com que organizo minhas idéias não é algo muito fácil de se explicar. Se parece um pouco com o sistema exotérico pelo qual você encontrará minhas cuecas espalhadas por várias partes dos armários localizados em dois quartos de minha casa.<span id="more-505"></span></p>
<p>Certa vez, quando estávamos saindo de casa (sei lá onde íamos), a Marina me perguntou por que eu me vesti de bombeiro. Então percebi que estava completamente de vermelho. Não querendo parecer mais ridículo que o natural, fui até a minha parte do guarda roupas, enfiei a mão lá dentro e peguei outra camiseta utilizando meu critério totalmente aleatório de escolher camisetas. Já vestido novamente, fui redistribuindo pelos bolsos as chaves e a carteira, quando novamente ouvi a Marina perguntar se eu não ia trocar de roupa. Só então percebi que novamente estava vestido totalmente de vermelho. Pelo menos na terceira tentativa, com um pouco de concentração, consegui sanar o problema.</p>
<p>O que me permite viver disfarçadamente no meio de tanta gente &#8220;normal&#8221;, é o fato de eu mesmo não acreditar nas coisas que tenho certeza empírica. Aprendi a ser flexível para tentar compreender o outro lado. Na dúvida, dou crédito ao improvável.</p>
<p>No Reino de Deus, não há pessoas perfeitas. Os perfeitos fazem parte do grupo dos hipócritas, que insistem em repetir que suas vidas não possuem problema algum.</p>
<p>Se você não tem problemas, então não está vivo.</p>
<p>Se é uma pessoa sem problemas, não entrará no céu. Lá é proibido pessoas como você.</p>
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		<title>A preocupação dos pretensiosos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 11:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pretensiosos são aqueles que pensam saber sobre a vida mais que os demais. Como se formas, métodos e técnicas empíricas fossem suficientes para que alguém pudesse ser considerado verdadeiramente sábio. Não há como desprezar a realidade de que o povo judeu possuía alguns milhares de anos de história e conhecimento. E ainda sim negaram com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pretensiosos são aqueles que pensam saber sobre a vida mais que os demais. Como se formas, métodos e técnicas empíricas fossem suficientes para que alguém pudesse ser considerado verdadeiramente sábio. Não há como desprezar a realidade de que o povo judeu possuía alguns milhares de anos de história e conhecimento. E ainda sim negaram com suas doutrinas e ensinamentos, ao próprio Cristo.</p>
<p>Maturidade não consiste em formatar-se segundo o curso deste mundo, ou dos modelos religiosos, doutrinários e teológicos historicamente estabelecidos. Mas em reconhecer que, somos pequenos demais em relação ao futuro. Independente de quão fantásticas eram as visões de Paulo acerca do futuro da Igreja, definitivamente ele jamais poderia contemplar uma vida com celulares, ipods e internet. Ele pôde fazer afirmações referindo-se até ao terceiro céu, porém preferiu calar-se no que se refere ao futuro das sementes que plantou. O apóstolo da unidade concentrou seus esforços em replicar o ensino de que é preciso ater-se aos fundamentos da fé. E que todo o mais é altamente desnecessário e, eventualmente, pode ser classificado como &#8220;escândalo&#8221;.</p>
<p>Escândalo é negar pessoas. É sufocá-las com fardos que elas não podem (ou não querem) carregar. É supor que, somos todos iguais e que a compreensão acerca daquilo que vem a ser &#8220;correto&#8221; ou &#8220;errado&#8221;, seja absolutamente igual em todo tipo de contexto cultural, ideológico e temporal. Deus é imutável e ele é a verdade absoluta. Porém todo o restante é mutável. Tudo. Todos.</p>
<p>O mundo mudou e continua a mudar. Cabe a nós decidir se continuaremos a tentar armazenar vinho novo em odres velhos. Segundo a bíblia, o velho é excelente. Mas ainda sim é incapaz de conter o novo.</p>
<p>Mais do que inspirar outros, nossa geração possui desafios que até aqui tem sido intransponíveis para os que possuem mais de 40 anos. Desafios como permitir um debate aberto sobre nossos fundamentos teológicos; favorecer o aprimoramento de todo modelo eclesiológico conhecido; gerar pessoas que tenham sonhos que vão além do que somos capazes de compreender; criar espaço para que tais pessoas sejam plenas em suas vocações.</p>
<p>Assim como aconteceu em todas as épocas, às vezes preferimos pensar que estamos no auge do conhecimento teológico e da revelação acerca das escrituras. Mais uma geração de mendigos somos nós. Nos contentamos com pouco; e ainda achamos que ninguém precisa de mais do que nós mesmos temos experimentado até o presente momento.</p>
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