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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Reino</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Crise missiológica</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente que desistiu de viver o evangelho da maneira primordial (comunhão constante, confronto intenso e submissão voluntária).<span id="more-928"></span></p>
<p>Na verdade não fomos chamados para resolver problemas. Mas para levar pessoas ao caminho da salvação. Ministério voltado à resolução de problemas em primeiro plano, acaba por negar os fundamentos da fé cristã genuína.</p>
<p>Analisando a trajetória de Jesus nos evangelhos, dá para perceber detalhes importantes que são negligenciados.</p>
<p>1. Quantas pessoas Jesus não curou? Muitas.<br />
2. Quantos foram alimentados por Jesus e passaram fome nos anos seguintes? Muitas.<br />
3. Por que os discípulos de Jesus não foram curados de nenhuma doença? Por que talvez isto não era tão importante.<br />
4. O apóstolo Paulo estava enganado quando levanta ofertas para ajudar primordiamente os &#8220;da fé&#8221;? Hoje em dia há muitos que defendem que precisamos acolher primordialmente os &#8220;de fora&#8221;.</p>
<p>Além de tudo isto, sejamos capazes de perceber que não temos a solução para todos os NOSSO problemas. Então como resolver os problemas do mundo se não somos capazes de solucionar nem nossas próprias mazelas?</p>
<p>Nossa missão é ensinar a vida piedosa pela graça redentora de Cristo Jesus. Mas piedade é, antes de qualquer coisa, devoção às coisas eternas. O cuidado com o próximo, embora imprescindível e parte da fé cristã, não pode jamais passar a ser o PRIMEIRO mandamento.</p>
<p>Por que SOMOS, nós CREMOS e FAZEMOS. A inversão desta afirmação é o começo da deturpação da missão.</p>
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		<title>A história que ninguém contou</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 12:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de outro. E  isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente virgem. Como diz o ditado: &#8220;família é tudo igual&#8230; só muda o endereço&#8221;. De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!<span id="more-807"></span></p>
<p>Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de dinheiro nas igrejas.</p>
<p>Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é considerado grupo de pagode. O nome da banda era &#8220;O Filho e os homens&#8221;. Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como &#8220;Filho do homem&#8221;. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo), ficou conhecido por Mestre.</p>
<p>A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro &#8220;Rock in Rio Jordão&#8221;, show em que Jesus se apresentou publicamente pela primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.</p>
<p>Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com afinco durante longos 3 anos de turnê.</p>
<p>A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia. Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus&#8230; amanhã já tá atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados, mas poucos escolhem para si este caminho.</p>
<p>Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação com &#8220;sangue nos zóio&#8221;. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.</p>
<p>Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa de <em>rockstar</em> mesmo.</p>
<p>E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em, sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que todos nós possamos conhecer sua música.</p>
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		<title>Conectando-se às pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos. Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos.<span id="more-765"></span></p>
<p>Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada ao momento tecnológico em que vivemos, principalmente pela influência da internet no cotidiano urbano. Mas é muito mais do que isso. O sucesso de cada ferramenta que surgiu nos últimos 10 anos da internet é como  uma resposta ao anseio de conectar-se e comunicar-se que está dentro de cada indivíduo. Isso é da natureza humana. Divinamente moldada pelo Criador.</p>
<p>Já percebeu como um culto pode  parecer chato e entediante? Por que isto acontece se o conteúdo da mensagem transmitida continua o mesmo em dois mil anos de cristianismo? A resposta é óbvia. Perdemos a capacidade de interagirmos com o público. Até mesmo nas conversas mais informais, há uma tendência natural de que as gerações se distanciem pela maneira de conceber o mundo e expressar isto em palavras.</p>
<p>Enquanto a idade nos faz buscar estabilidade em todo os aspectos da vida (do humor à realidade financeira), as próximas gerações não estão nem um pouco preocupadas com isto. Cada indivíduo da geração seguinte sente-se livre para contemplar um mundo que vai além da segurança e do conhecimento empírico adquirido pela geração anterior. Este é o poder que todo adolescente sente&#8230; a sensação de poder enxergar mais que o mundo inteiro! E será que estão errados?</p>
<p>Como então nos conectarmos às pessoas desta geração? É bem simples. Basta renunciarmos a nossas posições confortáveis. É indispensável que a &#8220;verdade&#8221; não seja dissociada do contexto cultural e secular. Não há (e talvez nunca houve) uma separação entre gerações e culturas; nem tampouco entre secular e sacro. Tudo sempre esteve diretamente conectado. Então, compreendendo como tudo está interligado, passamos a nos relacionar com os indivíduos em todos os aspectos possíveis. Influenciamos e nos deixamos influenciar não apenas pelos conceitos filosóficos, mas também pelas cores, pelos sons e pelos aromas. Vivendo em meio a esta geração, sobrarão oportunidades de revelar a imensidão de um Deus que é cheio de detalhes e infinito em possibilidades.</p>
<p>Talvez nossa dificuldade esteja no fato de que nós mesmos não conhecemos Deus nesta profundidade. Preferimos permanecer na segurança do Cristo distante, que não participa de toda expressão artística, por causa de sua provável aparência humanista.</p>
<p>Até o sentido de &#8220;humanista&#8221; fica diluído ao nos relacionarmos com Deus e com as pessoas nesta intensidade. O ser humano deixa de ser o poderoso anti-cristo e passa a ser parte de uma criação maravilhosa e perfeita. Caída sim, mas ainda cheia da graça de Deus que se estende sobre toda a terra.</p>
<p>Quanto ao culto entediante, há maneiras simples de evitar isto. É preciso que cada indivíduo sinta-se parte do todo. As conexões pessoais devem ser intensas. Estas conexões se expressarão intensas também coletivamente. A pregação deverá deixar de ser um mero sermão e passará a ser uma história fantástica sobre pessoas de verdade. Pessoas acessíveis e humanas como você e eu. No meio de cada história, haverão dezenas de oportunidades para explicações expositivas. Mas o principal é como uma pregação possui o poder de conectar-se pessoas. Há nelas o poder de tirar um indivíduo da cadeira, levá-lo a mundos que ele nunca imaginou. Haverá choro, riso e êxtase em cada instante. Cada palavra será inesquecível. Marcará as pessoas como fogo. E terminará trazendo todos de volta à realidade, mas com o desafio de elevarem-se diariamente às dimensões maravilhosas que somente a palavra de Deus é capaz de apresentar.</p>
<p>Como transformar seu &#8220;sermão&#8221; nisto? Comece VIVENDO intensamente todas estas coisas. Naturalmente as pessoas acreditarão quando tudo isto for verdade em sua própria vida. Daí em diante, não saberá falar de outras coisas. Não saberá mais como evitar as conexões com todos que estiverem à sua volta. E aqueles que se permanecerem se afastando do relacionamento, serão expurgados pelas intenções de seus próprios corações.</p>
<p>Igreja. Conexões. Cultura.  Música. Cores. Evangelho. Como dissociar estas palavras?</p>
<p>Não é possível ser um autêntico cristão enquanto não assumirmos o grau necessário de exposição de nossas vidas. Quem não está disposto a ficar nu diante do mundo, jamais exercitará a plenitude de sua capacidade de conectar-se às pessoas que Cristo ama.</p>
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		<title>Autoridade e governo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O apóstolo Paulo enfatiza no livro de Romanos, especificamente no capítulo 13, a importância de que toda alma esteja sujeita às autoridades. E completa, de maneira curta e grossa que, para tristeza da maioria de nós, TODA autoridade provém de Deus. O propósito deste artigo é divagar sobre como este conceito de autoridade se dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O apóstolo Paulo enfatiza no livro de Romanos, especificamente no capítulo 13, a importância de que toda alma esteja sujeita às autoridades. E completa, de maneira curta e grossa que, para tristeza da maioria de nós, TODA autoridade provém de Deus. O propósito deste artigo é divagar sobre como este conceito de autoridade se dá na prática e, como deveríamos conceber tal autoridade para preservarmos a coerência de nosso discurso ao afirmarmos que somos &#8220;cristãos.<span id="more-892"></span></p>
<p>A figura de Jesus, enquanto Deus encarnado, representa o auge do modelo de autoridade para a sua então recém fundada Igreja. Sua autoridade se dá por influência, jamais ultrapassando a liberdade concedida por cada um nas relações individuais durante os 3 anos de seu ministério. Obviamente o conceito desta liderança que necessita de esforço para conquistar sua autoridade, agrada imediatamente a qualquer um. Porém a grande dificuldade é o quanto este modelo depende incondicionalmente da disposição das pessoas em submeter-se. Até mesmo Jesus foi confrontado por uma geração de rebeldes, bem armados e preparados com palavras que se tornaram muito comuns em nossos dias. Palavras de auto-defesa e que militam em favor de nossos próprios interesses.</p>
<p>Em tempos cada vez mais conturbados, torna-se fácil que digamos que a autoridade por influência é cativada dentro do ambiente do relacionamento, sendo necessário que haja disposição mútua no sentido de ser criado um ambiente de convívio constante e íntimo. Porém, esta linha de raciocínio soa como contraditória quando o contexto relacional de Jesus e seus discípulos é analisado. Claramente o texto bíblico enfatiza o quanto Jesus dedicou seu tempo a caminhar com os 12. Porém também é evidente no texto que, cada um dos 12 homens teve que renunciar a seus interesses em favor de fazerem parte do grupo. Não foi o &#8220;líder&#8221; que precisou passar tempo pescando junto com Pedro e André, mas exatamente o contrário. A submissão à autoridade de Jesus se deu primeiramente na atitude dos pescadores em encontrar tempo em sua agenda para se aproximarem de seu líder.</p>
<p>Um dos maiores problemas de todos nós é a dualidade entre a compreensão da importância de submetermos nossa vida a outros e a luta em defesa pelos nossos próprios interesses. Na maioria das vezes a figura do líder que nos agrada é também aquele que é idealizado pela conveniência. Pessoas buscam líderes que possam ser seus reféns. Sempre preferimos aqueles que lutam junto conosco em favor de nossas causas pessoais. E que não nos confrontem com palavras que sejam desagradáveis. Líderes devem pensar sempre o &#8220;bem&#8221;; e devem ser substituídos quanto não atendem às nossas necessidades. Um verdadeiro pseudo-evangelho self-service.</p>
<p>Curiosamente, a figura do &#8220;rei&#8221; é enfatizada por Paulo em sua carta a Timóteo. E é diretamente associada ao mesmo discurso acerca da autoridade e necessidade de submissão. Porém é importante destacar que rei não era eleito democraticamente; não podia ser destituído por desagrado de seus súditos; e sua autoridade possuía duração vitalícia.</p>
<p>O apóstolo Paulo insiste que a verdade absoluta é que não há escolha. E provavelmente a grande confusão de nossa geração seja com relação aos conceitos de &#8220;autoridade espiritual&#8221;, &#8220;governo&#8221; e &#8220;sacerdócio universal&#8221;. De fato somos todos sacerdotes e co-pastores uns dos outros. Mas a autoridade espiritual só se dá dentro do ambiente da submissão voluntária. Já o governo, é a mistura de todos estes elementos. Os que governam são sacerdotes (como todos os demais), levantados como autoridade espiritual (daqueles que se submetem), com o propósito de proporcionar os ajustes necessários para que o corpo viva de maneira coordenada.</p>
<p>Fora da coordenação do governo, ou trata-se de um câncer, ou de outro corpo.<br />
E submissão parcial é algo que soa altamente incoerente no contexto do evangelho. Ou somos de Cristo, com todos os requisitos e esforços, ou não.</p>
<p>Ou fazermos parte do corpo, devidamente organizado e ajustado, ou não.</p>
<p>E quem considera que seus problemas são com o ambiente institucional, que se mudem para encontrar um ambiente mais propício e saudável. E, depois de alguns anos, entrem para o grupo do qual eu faço parte, dos que sabem que todas as igrejas são iguais, afinal há uma só &#8220;Igreja&#8221;. O que realmente muda é a disposição de nosso coração.</p>
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		<title>Um remédio chamado hipocrisia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 01:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam os discursos do profeta, ah&#8230; estes possuem participação ativa na história; e possuem um lugar &#8220;bem quentinho&#8221; reservado na eternidade. Mas o grupo que mais se assemelha aos cristãos do presente século é o terceiro tipo. Pessoas arrependidas&#8230; que podem não ser necessariamente salvas.<span id="more-880"></span></p>
<p>A expressão utilizada por João para confrontar a tais pessoas era &#8220;raça de víboras&#8221;. Particularmente considero esta expressão muito mais dura do que o &#8220;idiota&#8221; que usei recentemente em alguns textos e, por isso, recebi trocentas mensagens de repúdio ao meu linguajar. Mas voltando ao assunto&#8230; parece que o texto bíblico não se importa com a dureza do profeta. Afinal, todo aquele povo não passava de um bando de cobras. Bicho bonitinho&#8230; e traiçoeiro.</p>
<p>O motivo pelo qual os arrependidos daquela época foram confrontados é bem simples. Faziam questão de batizar-se mediante a confissão de seus pecados. E, voltando à realidade de suas vidas egoístas e totalmente longe dos preceitos da justiça de Deus, necessitavam retornar ao rio Jordão para novamente serem batizados mediante a demonstração de arrependimento.</p>
<p>Como João Batista não era besta, ferozmente alertou àquelas pessoas que a única maneira de fugirem definitivamente da ira vindoura era PRODUZINDO FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO.</p>
<p>E eis a questão que continua a soar como condenação a toda uma geração.</p>
<p>Mudamos a figura do profeta pelo pastor do domingo. E semana após semana, o arrependido recebe a oração em um momento de grande contrição. Pena que, devido à ausência dos frutos de arrependimento, nem o infinito de orações de fim de culto serão capazes de transformar este pecador safado em um pecador genuinamente salvo.</p>
<p>E, obviamente, se temos que lidar com uma geração contaminada com tais preceitos, quem serãos os responsáveis senão nós mesmos que semeamos as devidas sementes equivocadas?</p>
<p>Somos os mestres em ouvir discursos maravilhosos, concedidos aos nossos ouvidos através das palavras de tantos homens em nossa geração. E como as coisas mudaram! Há dúzias de bons cristãos, gritando a verdade das mais diversas maneiras.</p>
<p>Mas preferimos continuar em nossa caminhada mesquinha e egoísta. Passando na drogaria mais próxima antes de cada momento de confronto; adquirindo e se entorpecendo com o remédio chamado hipocrisia. Pois só assim conseguiremos aplaudir aos homens de Deus; e em seguida voltarmos aos nossos próprios interesses.</p>
<p>Pregadores da minha geração&#8230; gritem!<br />
Cristãos genuínos que ainda respiram&#8230; procurem uma maneira da verdade transformar-se em FRUTOS DIGNOS.</p>
<p>É nossa responsabilidade.</p>
<p><strong>&#8220;Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.&#8221; (Tiago 2:18)</strong></p>
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		<title>John Piper também erra</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar na atualidade, são pessoas que pensem e que sejam críticas sem descartar outros por possuírem opiniões divergentes das suas próprias. Então, por favor, tenha paciência antes de xingar minha mãe.<span id="more-873"></span></p>
<p>Citei John Piper, mas poderia listar vários outros nomes que são altamente inspiradores em minha vida. E que, ao não concordar 100% com nenhum deles, me alegro por saber que se tratam de seres humanos, restritos como todos nós às opiniões e experiências da vida.</p>
<p>Piper afirma no vídeo &#8220;Não desperdice seu púlpito&#8221; que os modismos dos pregadores contemporâneos deve ser deixado de lado em favor da pregação do evangelho puro e simples. E obviamente concordo com sua afirmação. Porém, o próprio Piper se enquadra no grupo dos que o fazem? Por um acaso, as formas e liturgias da pregação da palavra na Igreja Batista Bethlehem são essencialmente o evangelho de Cristo?</p>
<p>Todas as igrejas, com raríssimas excessões, incorporam o modelo de escola grega, utilizando do púlpito, das cadeiras e dos mecanismos acústicos adequados a uma exposição unilateral. A grande pergunta então é: foi Jesus que estabeleceu este modelo?</p>
<p>Mark Driscoll, de certa forma do lado oposto ao de Piper, também é um dos homens que admiro e ao mesmo tempo não engulo completamente. Ele me parece um conservador ao estilo do Piper, travestido de pós-moderno, com intenções explícitas de atingir a juventude de seu país. Por exemplo, sua opinião sobre o livro &#8220;A Cabana&#8221;, soa como altamente radical e intolerante. Através de suas observações, temos a sensação de que há pouca aceitação àqueles que enxergam Deus ligeiramente diferente.</p>
<p>O que une a todos os pregadores do Reino é a essência da mensagem da salvação, única e explicitamente representada pela figura do Deus encarnado sob o nome de Cristo Jesus. Porém devemos compreender que, toda crítica aos modelos de exposição das verdades contidas na Bíblia, é quase sempre exagerada. Jesus falava sobre árvores, sementes&#8230; sobre plantas das mais diversas espécies&#8230; sobre filhos estúpidos, sobre tesouros e sobre a relação empregado/patrão. Em cada pequeno detalhe e, através das mais diferentes técnicas e momentos, Ele comunicava as verdades eternas.</p>
<p>Por isso, concentre-se na mensagem de Piper, na ousadia de Driscoll&#8230; mas principalmente no evangelho de Jesus. Conte histórias que tenham a ver com a sua realidade; e que mexam com a vida das pessoas segundo aquilo que Deus já está fazendo e, muitas vezes, elas sequer são capazes de perceber. Lembre-se que o &#8220;seu púlpito&#8221; não é um lugar, mas uma atitude.</p>
<p>E nunca se esqueça que, o próprio Jesus defendeu a legitimidade daquele que não era &#8220;do grupo&#8221; dos discípulos a promulgar o evangelho. Por quem não é contra nós, é por nós.</p>
<p>Amo estes caras&#8230; por que são pessoas comuns, como todos nós.<br />
Amo o Piper, mesmo o considerando conservador demais.<br />
Amo o Driscoll, mesmo crendo que ele precisava ser ousado não apenas na aparência.</p>
<p>Estamos todos no mesmo barco.</p>
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		<title>Eu realmente quero a verdade?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 11:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O problema de lidar com coisas espirituais é que, inevitavelmente, quem procura acha. Quem busca ouvir mentiras, irá encontrar centenas delas. Quem busca a verdade, baterá de frente com ela. Ao esbarrarmos na verdade, não dá mais pra continuar a vida do mesmo jeito. Juro que já tentei diversas vezes simplesmente ignorar os fatos. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O problema de lidar com coisas espirituais é que, inevitavelmente, quem procura acha. Quem busca ouvir mentiras, irá encontrar centenas delas. Quem busca a verdade, baterá de frente com ela.<span id="more-837"></span></p>
<p>Ao esbarrarmos na verdade, não dá mais pra continuar a vida do mesmo jeito. Juro que já tentei diversas vezes simplesmente ignorar os fatos. Mas não funciona assim. É preciso haver um posicionamento, seja para a vida, seja para a perdição. Por que diante das grandes questões da vida, distingue-se claramente quem são os homens e quem são apenas os meninos. Os homens confiam na força de seu braço e no quanto podem garantir segurança para si. Os meninos sonham livremente, sabendo que há mais do que esta realidade áspera. Possuem uma fé operante, pois não foram mutilados pelas certezas incertas que regem o mundo dos adultos. Pobres crianças&#8230; em breve ficarão cegas, até que Cristo abra novamente seus olhos.</p>
<p>O Reino de Deus não possui espaço para preguiçosos. Mas há muitas vagas para os angustiados. Se cada um que sofre por estar cansado dessa vida real tão falsa, tivesse ao menos coragem para buscar a verdade. Encontraria descanso para sua alma e força para desistir do que não vale a pena. Seria o primeiro da fila para oferecer sua vida em favor do pobre e do faminto. Feliz por que não há nada mais importante do que aqueles que sofrem.</p>
<p>Podemos e devemos ser a resposta das orações de muitas pessoas. Basta para isso renunciarmos a tudo.</p>
<p>De nada adianta ser sábio se o conhecimento não transforma a vida de ninguém. Não adianta ser hábil, se não tranformamos em prática aquilo que outros são incapazes de fazer. E não adianta ter todo dinheiro do mundo, se as melhores coisas da vida não podem ser compradas. A realidade é que quem tem dinheiro, nada faz. E quem nada tem, realiza feitos miraculosos. E aqueles que veem tais coisas, exclamam: &#8220;Aí está o poder de Deus!&#8221;.</p>
<p>O tempo não cura nenhuma ferida, mas revela a natureza da semente que cada um plantou. Haverá grande desgraça para quem prefere não enxergar a verdade. E grande alegria para quem se cansou do óbvio e ajustou sua visão a tempo.</p>
<p>Mas tudo ainda resume-se a uma simples pergunta: &#8220;Eu realmente quero a verdade?&#8221;.</p>
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		<title>A melhor maneira de&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.</p>
<p>A vida resume-se exclusivamente a isto?<span id="more-815"></span></p>
<p>Quero de volta minha liberdade. Mas não consigo ser livre sozinho. Moisés bem que tentou, mas viu que não havia graça alguma. Preferiu afastar-se. E Deus, numa das atitudes mais sacanas da bíblia, o envia de volta, como líder para resgatar os demais do velho sistema.</p>
<p>Sair do sistema é usufruir moderadamente de todas as coisas; sem se deixar dominar por nenhuma delas. É saber que algumas coisas são únicas na vida; portanto ninguém poderá dar conselhos que sejam realmente absolutos. É reconhecer que embora não haja nada de novo debaixo do céu, o que alguns apenas apontaram, nós temos o desafio de experimentar.</p>
<p>A teologia nunca salvou ninguém. Mas matou a muitos.<br />
O amor nunca matou ninguém. Mas salvou a muitos.</p>
<p>A melhor maneira de&#8230; &#8220;qualquer coisa&#8221; é a sua maneira.<br />
Se algo vale à pena ser aprendido com o passado, provavelmente é &#8220;como não fazer&#8221;.</p>
<p>Então, transpire a verdade; e seja a encarnação do Cristo que o mundo procura.</p>
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		<title>Pessoas de verdade, problemas de verdade</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 12:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sei que ninguém é igual. Mas alguns são menos iguais que os demais. A maneira com que organizo minhas idéias não é algo muito fácil de se explicar. Se parece um pouco com o sistema exotérico pelo qual você encontrará minhas cuecas espalhadas por várias partes dos armários localizados em dois quartos de minha casa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que ninguém é igual. Mas alguns são menos iguais que os demais. A maneira com que organizo minhas idéias não é algo muito fácil de se explicar. Se parece um pouco com o sistema exotérico pelo qual você encontrará minhas cuecas espalhadas por várias partes dos armários localizados em dois quartos de minha casa.<span id="more-505"></span></p>
<p>Certa vez, quando estávamos saindo de casa (sei lá onde íamos), a Marina me perguntou por que eu me vesti de bombeiro. Então percebi que estava completamente de vermelho. Não querendo parecer mais ridículo que o natural, fui até a minha parte do guarda roupas, enfiei a mão lá dentro e peguei outra camiseta utilizando meu critério totalmente aleatório de escolher camisetas. Já vestido novamente, fui redistribuindo pelos bolsos as chaves e a carteira, quando novamente ouvi a Marina perguntar se eu não ia trocar de roupa. Só então percebi que novamente estava vestido totalmente de vermelho. Pelo menos na terceira tentativa, com um pouco de concentração, consegui sanar o problema.</p>
<p>O que me permite viver disfarçadamente no meio de tanta gente &#8220;normal&#8221;, é o fato de eu mesmo não acreditar nas coisas que tenho certeza empírica. Aprendi a ser flexível para tentar compreender o outro lado. Na dúvida, dou crédito ao improvável.</p>
<p>No Reino de Deus, não há pessoas perfeitas. Os perfeitos fazem parte do grupo dos hipócritas, que insistem em repetir que suas vidas não possuem problema algum.</p>
<p>Se você não tem problemas, então não está vivo.</p>
<p>Se é uma pessoa sem problemas, não entrará no céu. Lá é proibido pessoas como você.</p>
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		<title>O extermínio da igreja primitiva</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de ouvir a expressão &#8220;precisamos ser como a igreja primitiva&#8221;. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de ouvir a expressão &#8220;precisamos ser como a igreja primitiva&#8221;. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim naquela igreja.<span id="more-727"></span></p>
<p>Onde estão as igrejas de 100 anos de idade? Eu conheço poucas. E as de 200 anos? E 1000 anos? Definitivamente de 2000 anos não deve haver nenhuma. Isto é parte do processo natural estabelecido por Deus para que haja crescimento em meio a um mundo de constantes mudanças: um modelo orgânico. Igrejas nascem, crescem, se reproduzem e MORREM. Pena que ainda somos pessoas que preferem adiar ao máximo o ponto máximo de toda criação: morrer. Sem morrer, a maioria não terá o privilégio de encontrar-se com o Criador.</p>
<p>O ponto forte da igreja dos primeiros séculos é ter conseguido, com tão poucos homens, viver intensamente o chamado e o compartilhar de sua fé. Isto sim é algo que devemos buscar e replicar em todas as épocas. Mas todos os aspectos culturais, sociais e morais, precisam ser constantemente reavaliados. Precisamos encontrar um equilíbrio entre a super valorização do ensino apostólico que é naturalmente carregado de influências judaicas, e a percepção de que somos sementes plantadas em terras bem diferentes. Para cada tipo de terra, há cuidados específicos a serem tomados para que haja uma boa frutificação. E afirmo sem medo de errar que, BOA FRUTIFICAÇÃO é aquela que cria frutos que serão melhores que a própria planta matriz.</p>
<p>Conceitualmente podemos chamar de ídolo a qualquer coisa ou pessoa que é colocada numa posição que deveria ser exclusivamente de Deus. E muitas vezes é nisto que temos transformado a história da igreja de nossos antepassados: um ídolo inflexível. Morto. E que insistimos em dar-lhe poder para controlar nossas vidas.</p>
<p>Não sou um liberal. Definitivamente não sou. Entre o extremo do pensamento pós-moderno e dos velhos conceitos estabelecidos em 2 mil anos de cristianismo, me sinto preso AOS DOIS. Só espero que cada um possa compreender a necessidade de constante reavaliação de sua vida, pois, independente de qual linha de pensamento escolhermos viver presos, prestaremos contas diretamente ao próprio Deus.</p>
<p>Duvido que seja possível aborrecer tanto ao Senhor como quando nos transformamos em uma âncora que impede que as próximas gerações naveguem por águas ainda desconhecidas.</p>
<p>Nosso Deus é um oceano infinito de misericórdia e amor. Pra você pode ser suficiente molhar apenas os calcanhares. Só não se esqueça de que a sua falta de perspectiva e diligência não pode ser chamada de &#8220;padrão dos fiéis&#8221;.</p>
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