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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Reflexão</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Judas sou eu</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais. Quando milito a causa do pobre porém me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais.<span id="more-1256"></span></p>
<p>Quando milito a causa do pobre porém me deixo levar por desejos consumistas. Quando reclamo do governo mas defendo um partidarismo hipócrita que é ÓBVIO que não tem interesse algum em mudar a situação. Quando gasto meu dinheiro comigo mesmo e não com os que poderiam usufrir daquilo que Deus me deu.</p>
<p>Quando nego a Cristo em minhas pequenas ações.</p>
<p>Judas sou eu.<br />
Judas é você.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe width="500" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/nbg2gUILc0Y?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Produção de conteúdo cultural/intelectual</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 13:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A geração de cultura é algo natural. Em tudo produzimos lastro de &#8220;como, quando e onde&#8221; fazer. Porém uma das dificuldades na vida do cristão que ainda não compreendeu sua responsabilidade para com sua época, é consumir sem ser consumido; e gerar conteúdo que seja representativo de seus valores. O problema na execução disto é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A geração de cultura é algo natural. Em tudo produzimos lastro de &#8220;como, quando e onde&#8221; fazer. Porém uma das dificuldades na vida do cristão que ainda não compreendeu sua responsabilidade para com sua época, é consumir sem ser consumido; e gerar conteúdo que seja representativo de seus valores.<span id="more-1152"></span></p>
<p>O problema na execução disto é que supervalorizamos a profissionalização. Preferimos os autores de livros das grandes editoras aos blogueiros de fim de semana. Preferimos os artistas que cobram pequenas fortunas para &#8220;ministrarem&#8221;&#8230; e desprezamos aqueles que compõe e cantam canções que vem do coração. Preferimos os pregadores da moda a ouvir a verdade sendo proclamada nas praças por aquele tiozão de roupa social que grita &#8220;ARREPENDEI-VOS POIS O FIM ESTÁ PRÓXIMO&#8221;.</p>
<p>A profissionalização faz com que uma pequena parcela de nós se torne responsável pela maior parte da produção cultural/intelectual para toda uma geração. Este fato se explica pelo <a title="Princípio de Pareto - Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Pareto" target="_blank">Princípio de Pareto</a>. Porém não deveríamos nos conformar com isto. Afinal, nossa cultura está fundamentada em valores que não são deste mundo.</p>
<p>Se um cristão não se alimentar de cultura, perderá as nuances de tudo que Deus usa para comunicar sua imensurável graça. E se tal cristão não for capaz de amplificar/traduzir/transmitir tais &#8220;sinais&#8221; da parte de Deus para todos os que o cercam, então este não é digno de ser chamado de cristão.</p>
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		<title>Conhecimento, sabedoria e loucura</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 12:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que tudo se &#8220;assente&#8221;. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as necessidades da vida. Quando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que  tudo se &#8220;assente&#8221;. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é  mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós  jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as  necessidades da vida.</p>
<p>Quando o desequilíbrio toma conta de um ser humano, ele passa a se sentir o dono da verdade. Torna-se capaz de afirmar veementemente que Deus o enviou a fazer determinada coisa, mesmo que isto seja contraditório em metodologia com os valores instituídos pelo próprio Deus. Logo, todo homem tem o dever de reavaliar constantemente suas motivações, evitando que artimanhas maquiavélicas tomem espaço em suas decisões.<span id="more-1075"></span></p>
<p>Percebemos então que  a sabedoria se opõe à loucura. De nada adianta conhecer os mistérios da vida se a sanidade for perdida. Melhor seria a morte, pois se não somos mais capazes de auxiliar a outros, de nada mais servimos.</p>
<p>Embora a sabedoria seja de maneira grosseira um conjunto de conhecimentos aplicados, nem todo conhecimento gera real sabedoria. E estas podem até serem opostas uma à outra em diversas situações.  O sábio será aquele que encontrar os caminhos seguros para alcançar a maturidade intelectual, mesmo que desprovido de grande quantidade de informações.</p>
<p>Ou como resume bem as escrituras:</p>
<p><strong>&#8220;Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.&#8221; (Salmos 25:12)</strong></p>
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		<title>A fé experimentada através da minha bicicleta</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 17:44:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
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		<description><![CDATA[Tentei pensar em várias comparações possíveis para explicar o sentimento de pedalar numa cidade onde não existe esta cultura. Então organizei algumas idéias e rodei cerca de 10 quilômetros, para que o texto represente bem minhas sensações e sentimentos. Além é claro, de comparar tais sentimentos ao que passei ao longo de minha caminhada cristã. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tentei pensar em várias comparações possíveis para explicar o sentimento de pedalar numa cidade onde não existe esta cultura. Então organizei algumas idéias e rodei cerca de 10 quilômetros, para que o texto represente bem minhas sensações e sentimentos. Além é claro, de comparar tais sentimentos ao que passei ao longo de minha caminhada cristã.<span id="more-1078"></span></p>
<p>Pedalar é como voar. Experimentar a liberdade simples que a maioria das pessoas ignora que exista. É também poder mudar de trajetória sem se preocupar. Se este caminho não lhe aprouver, simplesmente desça da bicicleta, atrevesse o canteiro e mude de direção. Digamos que a &#8220;conversão&#8221; deixa de ser um problema.</p>
<p>Mas ainda há outros sentimentos que tenho experimentado. A minha carne pergunta: &#8220;Pra que o esforço se você tem um carro novinho e com tanque cheio estacionado na garagem de casa?&#8221;. Então preciso me lembrar em todo o tempo que não devo ouvir a vontade da minha carne. Tudo que ela escolheu pra si até hoje resultou em tragédia e morte. Não é fácil negar seu instinto de manter o repouso a qualquer preço.</p>
<p>Quando as pessoas te veem usando capacete, aí você experimenta da sensação de saber que sua escolha o tornou espetáculo ao mundo. Mesmo sabendo que está fazendo a coisa certa, ainda sim tem que administrar a pressão das pessoas apontando e olhando para você. Assim com o cristão genuíno, você está exposto e, ao menor sinal de falha, muitos estarão lá para apontar seu erro.</p>
<p>E por último, o sentimento de ter até seus amigos rindo de você. Nem as muitas palavras são capazes de amenizar as ironias dos que nos conhecem. Semelhante ao tempo em que afirmar que agora era &#8220;crente&#8221; era motivo de riso. E não, as pessoas não estavam rindo com você. Elas riam DE VOCÊ.</p>
<p>Superando todas estas coisas, quem sabe um dia a luz do entendimento brilhe sobre todos. E que a excessão seja a ignorância. Mas para isso só há uma maneira: despir-se do pudor e insistir em fazer e viver o que é certo. E que cada um revele em si mesmo se este caminho lhe serve ou não.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aconselhamento ao avesso</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo. Ao lidar com pessoas e seus problemas, quase sempre me oponho aos que preferem dizer às pessoas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo.<span id="more-938"></span></p>
<p>Ao lidar com pessoas e seus problemas, quase sempre me oponho aos que preferem dizer às pessoas o que elas devem fazer. Digo isto por que a experiência revela que a maioria das pessoas SABE O QUE DEVE FAZER. Mas, se as pessoas sabem, por que procuram &#8220;conselheiros&#8221;? Simplesmente por que precisam de cúmplices para suas próprias decisões contrárias ao que sabem que é a verdade. Afinal, quando tudo der errado, tais pessoas tem a quem culpar.</p>
<p>Em um aconselhamento, devemos ajudar as pessoas a dizerem com sua própria boca aquilo que sabem que é o melhor. E então podemos ser aqueles que irão ajudar a viabilizar tais coisas. Acredite&#8230; isto é possível na maioria esmagadora das vezes. E nas vezes restantes, apenas choraremos com as pessoas; mostrando o quanto realmente nos importamos com elas da mesma maneira que Cristo se importa.</p>
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		<title>Um remédio chamado hipocrisia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 01:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam os discursos do profeta, ah&#8230; estes possuem participação ativa na história; e possuem um lugar &#8220;bem quentinho&#8221; reservado na eternidade. Mas o grupo que mais se assemelha aos cristãos do presente século é o terceiro tipo. Pessoas arrependidas&#8230; que podem não ser necessariamente salvas.<span id="more-880"></span></p>
<p>A expressão utilizada por João para confrontar a tais pessoas era &#8220;raça de víboras&#8221;. Particularmente considero esta expressão muito mais dura do que o &#8220;idiota&#8221; que usei recentemente em alguns textos e, por isso, recebi trocentas mensagens de repúdio ao meu linguajar. Mas voltando ao assunto&#8230; parece que o texto bíblico não se importa com a dureza do profeta. Afinal, todo aquele povo não passava de um bando de cobras. Bicho bonitinho&#8230; e traiçoeiro.</p>
<p>O motivo pelo qual os arrependidos daquela época foram confrontados é bem simples. Faziam questão de batizar-se mediante a confissão de seus pecados. E, voltando à realidade de suas vidas egoístas e totalmente longe dos preceitos da justiça de Deus, necessitavam retornar ao rio Jordão para novamente serem batizados mediante a demonstração de arrependimento.</p>
<p>Como João Batista não era besta, ferozmente alertou àquelas pessoas que a única maneira de fugirem definitivamente da ira vindoura era PRODUZINDO FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO.</p>
<p>E eis a questão que continua a soar como condenação a toda uma geração.</p>
<p>Mudamos a figura do profeta pelo pastor do domingo. E semana após semana, o arrependido recebe a oração em um momento de grande contrição. Pena que, devido à ausência dos frutos de arrependimento, nem o infinito de orações de fim de culto serão capazes de transformar este pecador safado em um pecador genuinamente salvo.</p>
<p>E, obviamente, se temos que lidar com uma geração contaminada com tais preceitos, quem serãos os responsáveis senão nós mesmos que semeamos as devidas sementes equivocadas?</p>
<p>Somos os mestres em ouvir discursos maravilhosos, concedidos aos nossos ouvidos através das palavras de tantos homens em nossa geração. E como as coisas mudaram! Há dúzias de bons cristãos, gritando a verdade das mais diversas maneiras.</p>
<p>Mas preferimos continuar em nossa caminhada mesquinha e egoísta. Passando na drogaria mais próxima antes de cada momento de confronto; adquirindo e se entorpecendo com o remédio chamado hipocrisia. Pois só assim conseguiremos aplaudir aos homens de Deus; e em seguida voltarmos aos nossos próprios interesses.</p>
<p>Pregadores da minha geração&#8230; gritem!<br />
Cristãos genuínos que ainda respiram&#8230; procurem uma maneira da verdade transformar-se em FRUTOS DIGNOS.</p>
<p>É nossa responsabilidade.</p>
<p><strong>&#8220;Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.&#8221; (Tiago 2:18)</strong></p>
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		<title>Liberdade relativa</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 12:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores. Não pretendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores.<span id="more-831"></span></p>
<p>Não pretendo expor detalhes sobre meus pontos de vista neste momento. Entendo que faço isso o tempo inteiro&#8230; desde os não-motivos pelos quais sou corinthiano, às minhas convicções bíblicas mais fundamentadas. Gostaria de propor idéias absurdas, numa tentativa de relativizar o que vem a ser liberdade.</p>
<p>Pra começar, imagine o velho jardim do Éden, segundo a bíblia, habitação do primeiro homem e de sua mulher nos primórdios da humanidade. Tenho plena convicção de que a maioria esmagadora das pessoas idealiza uma imagem muito semelhante de tal jardim. Pois tentemos olhar para os fatos de um ponto de vista diferente. O jardim era como um bordel. Sexo rolando em todo e qualquer lugar. Adão era um cara atacado. Traçava todas as mulheres do local. E sua mulher também não ficava atrás. Entregava-se com prazer ao primeiro homem que passasse em sua frente. Deus fazia vistorias periódicas ao final do dia, embora na verdade ele estava de olho em tudo, numa espécie de pay-per-view do Big Brother. E homem e mulher eram seres livres. Sem o peso (e a possibilidade) de compararem indivíduos, estavam livres e plenamente satisfeitos com o que tinham. Esta liberdade é suficiente para você?</p>
<p>Passemos a outro assunto bem interessante. Posso eu, enquanto cristão, consumir bebidas alcoólicas? Creio que esta discussão rende muitas controvérsias. Mas para relativizarmos o assunto de maneira definitiva, que tal falarmos sobre o consumo da maconha?</p>
<p>Posso eu, enquanto cristão, enquanto salvo, enquanto pastor&#8230; ser um consumidor de maconha? Sejamos diretos: o que a  bíblia diz explicitamente sobre o assunto? Pra começar, não há uma referência sequer direcionada ao consumo de produtos fumígeros. Mas há uma quantidade significativa de instruções no Novo Testamento em favor de não destruírmos a nós mesmos. Porém, o conceito de destruir-se pode ser estendido a tudo aquilo pode causar dano a nossa saúde. Da Coca Cola gelada que bebemos diariamente&#8230; passando pelo consumo excessivo de carne vermelha&#8230; e chegando finalmente na abstensão de determinados alimentos (que nos prejudica pela falta de determinados nutrientes).</p>
<p>Afinal, é PERMITIDO ou não que um cristão consuma maconha?</p>
<p>Claro que sim! A liberdade conquistada na cruz nos garante o direito de fazer todas as coisas. Porém, o apóstolo Paulo enfatiza o quanto PODER não significa DEVER. Somos livres inclusive para pecar. Mas não devemos. Algumas coisas não valem a pena. E liberdade nada tem a ver com fazer, mas simplesmente como compreender que a possibilidade e responsabilidade moral de errar existe.</p>
<p>Exijo o meu direito de consumir entorpecentes. Para que eu possa, no auge da concepção da liberdade em Cristo, renunciar. Quero o direito de fumar cigarros, para evitá-los. Quero poder beber livremente, para nunca exagerar.</p>
<p>E aqueles que não vivem em plena liberdade por não possuírem conceitos esclarecidos sobre o que é PODER e o que vem a ser CONVENIENTE, estes serão recebidos no convívio da Igreja sem pré-julgamentos.</p>
<p>Apenas quem vive em plena liberdade é capaz de amar incondicionalmente a outros. Apenas quem aprendeu a ser livre, será capaz de ajudar outros a encontrarem o único CAMINHO para a verdadeira liberdade.</p>
<p>Esta liberdade é suficiente para você?</p>
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		<title>Solidão profética</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 12:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
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		<description><![CDATA[Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou. Em um mundo de incertezas, o profeta é dominado pela convicção. No meio à miopia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou.<span id="more-827"></span></p>
<p>Em um mundo de incertezas, o profeta é dominado pela convicção. No meio à miopia generalizada, discerne o que apenas para si é óbvio. Uma pena que discernir é uma coisa&#8230; explicar a outros é outra completamente diferente.</p>
<p>Um aspecto importante dos profetas é que possuem a tendência a machucarem pessoas. Seja por intermédio de suas palavras ou da tendência quase suicida comum a todos eles. Dar a vida por algo que ninguém compreende é coisa de gente obstinada. Nem mesmo o próprio Cristo, o auge histórico da misericórdia na humanidade, foi capaz de poupar sua própria família. Sua mãe e irmãos tiveram que padecer o mesmo que todos os demais meros mortais em qualquer favela brasileira. Tiveram que suportar a dura realidade de perder um filho/irmão para a violência gratuíta. Portanto, faça as contas. Pra ser uma voz profética, terá que entristecer aqueles que ama.</p>
<p>Sempre houve uma categoria safada, composta por aqueles que adoram serem chamados de profetas. Mas a palavra que representa melhor a estes é &#8220;pilantras&#8221;. Dizem palavras genéricas e direcionadas aos ouvidos daqueles que as procuram. São como cacos de vidro enroladas em carne fresca, jogadas aos cães para que morram logo.</p>
<p>O apóstolo Paulo diz que bom seria que todos profetizássemos. Será que ele tomou demais do remédio que indicou a Timóteo para curar seus problemas estomacais ou simplesmente acreditava que amar é morrer e às vezes machucar pessoas, se necessário.</p>
<p>Se pretende escolher o caminho dos profetas para si, faça as contas antes. Por que alguns caminhos não tem volta.</p>
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		<title>A melhor maneira de&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Outros]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.</p>
<p>A vida resume-se exclusivamente a isto?<span id="more-815"></span></p>
<p>Quero de volta minha liberdade. Mas não consigo ser livre sozinho. Moisés bem que tentou, mas viu que não havia graça alguma. Preferiu afastar-se. E Deus, numa das atitudes mais sacanas da bíblia, o envia de volta, como líder para resgatar os demais do velho sistema.</p>
<p>Sair do sistema é usufruir moderadamente de todas as coisas; sem se deixar dominar por nenhuma delas. É saber que algumas coisas são únicas na vida; portanto ninguém poderá dar conselhos que sejam realmente absolutos. É reconhecer que embora não haja nada de novo debaixo do céu, o que alguns apenas apontaram, nós temos o desafio de experimentar.</p>
<p>A teologia nunca salvou ninguém. Mas matou a muitos.<br />
O amor nunca matou ninguém. Mas salvou a muitos.</p>
<p>A melhor maneira de&#8230; &#8220;qualquer coisa&#8221; é a sua maneira.<br />
Se algo vale à pena ser aprendido com o passado, provavelmente é &#8220;como não fazer&#8221;.</p>
<p>Então, transpire a verdade; e seja a encarnação do Cristo que o mundo procura.</p>
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		<title>Empregado? Prostituta!</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 14:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<description><![CDATA[Que valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-752" style="margin: 10px;" title="Prostituição" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/10/prostituiçao.jpg" alt="Prostituição" width="324" height="269" />Que valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a produtividade do trabalho alheio.</p>
<p>O salário de um pastor-presidente é quantas vezes maior que o da faxineira da igreja? E quem trabalha mais? Este tipo de pergunta dificilmente é bem vinda. Somos um povo que possui garras afiadas para apontar as injustiças dos políticos, porém igualmente avessos à justa prestação de contas. Mas como replicar o ensino de que devemos nos envolver financeiramente nos desafios empreendidos pelas instituições religiosas se muitas vezes nem nós mesmos acreditamos neles?</p>
<p>Emprego é um tipo de prostituição. Fingimos satisfação para o patrão pensar que está valendo seu dinheiro gasto. Já o emprego na igreja pode ser duas vezes pior. Claro que em todo lugar há exemplos vivos de pessoas que derramam sua vida em favor do serviço (arte de servir). Só que infelizmente a grande maioria prostitui-se para sobreviver. E nós na maioria das vezes somos coniventes com isto. Não se pode desconsiderar que sacrificar-se por pouco sempre será mais difícil que sacrificar-se por muito. Podem distorcer o quanto quiserem o ensino de que passar camelos pelo fundo de uma agulha é algo viável em &#8220;seu caso&#8221;. Mas a indiferença dos que insistem em afirmar que isto pode ser feito tão facilmente, está refletida na história daqueles que todos os dias são injustiçados na divisão das &#8220;ofertas&#8221;. Partilhar segundo as necessidades? Este trecho está fora de moda.</p>
<p>&#8220;&#8216;Trabalhador&#8221; é aquele que está mais preocupado com o resultado de seus esforços do que com os benefícios que obtém dele. Porém indiscutivelmente é mais fácil ser aquele que faz os próprios salários. Seja na iniciativa privada, ou na iniciativa eclesiástica.</p>
<p>Me pergunto se, de todos os &#8220;recursos&#8221; depositados aos pés dos apóstolos para que se exercessem justiça social, eles primeiramente separavam sua porção. Talvez eu tenha compreendido errado, mas parece que o povo sentiu-se compelido a ofertar por verem nos discípulos de Jesus o exemplo. Exemplo&#8230; coisa fácil de citar&#8230; e difícil de mostrar nos dias de hoje.</p>
<p>De toda sorte de &#8220;posições&#8221; existentes na igreja do primeiro século, claramente distinguimos duas importantíssimas: os que se dedicavam à palavra de Deus&#8230; e os que se dedicavam ao serviço. Curiosamente há mais pré-requisitos para os que seriam escalados para o tal diaconato do que para o ensino da palavra. Os mestres precisavam ser homens íntegros, exemplares e que dominam bem a palavra. Porém os diáconos precisavam ser também BONS ADMINISTRADORES. Assim, aqueles que ocupavam os púlpitos preocupavam-se apenas em serem bons &#8220;trabalhadores&#8221;. E igualmente usufruiam das ofertas segundo a medida da necessidade, idoneamente avaliadas pelos homens do serviço.</p>
<p>Penso que prostituição, a grosso modo, é pagar por aquilo que deve ser de graça.</p>
<p>A palavra de Deus diz que aquele que se prostitui, peca contra o próprio corpo. Portanto sexualmente ou ideologicamente, aqueles que se vendem em razão de obterem dinheiro para satisfazerem os desejos de seus ventres, inevitavelmente sofrerão as mesmas consequências.</p>
<p>Aos tais, alerto que abandonem suas práticas abomináveis, arrependam-se e vivam dignamente o caminho que leva à eternidade. E o que passar disto, é mentira.</p>
<p>Diante de tantas palavras duras, concluo: continuaremos nos prostituindo? E continuaremos a consumir o esforço alheio sem o justo pagamento? Não basta dizer &#8220;eu não estou envolvido nisto&#8221;. É preciso protestar, exigir, interferir. Os omissos são igualmente responsáveis e prestarão contas disto no devido tempo.</p>
<p><a href="http://www.ariovaldo.com.br/eu/" target="_self">Ariovaldo Jr</a></p>
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