Pesquisar

Categorias

Reflexão

Judas sou eu

Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais. Leia o Restante

Produção de conteúdo cultural/intelectual

A geração de cultura é algo natural. Em tudo produzimos lastro de “como, quando e onde” fazer. Porém uma das dificuldades na vida do cristão que ainda não compreendeu sua responsabilidade para com sua época, é consumir sem ser consumido; e gerar conteúdo que seja representativo de seus valores. Leia o Restante

Conhecimento, sabedoria e loucura

Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que tudo se “assente”. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as necessidades da vida.

Quando o desequilíbrio toma conta de um ser humano, ele passa a se sentir o dono da verdade. Torna-se capaz de afirmar veementemente que Deus o enviou a fazer determinada coisa, mesmo que isto seja contraditório em metodologia com os valores instituídos pelo próprio Deus. Logo, todo homem tem o dever de reavaliar constantemente suas motivações, evitando que artimanhas maquiavélicas tomem espaço em suas decisões. Leia o Restante

A fé experimentada através da minha bicicleta

Tentei pensar em várias comparações possíveis para explicar o sentimento de pedalar numa cidade onde não existe esta cultura. Então organizei algumas idéias e rodei cerca de 10 quilômetros, para que o texto represente bem minhas sensações e sentimentos. Além é claro, de comparar tais sentimentos ao que passei ao longo de minha caminhada cristã. Leia o Restante

Aconselhamento ao avesso

Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo. Leia o Restante

Um remédio chamado hipocrisia

João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como “as ovelhas perdidas da casa de Israel”. Já os que odiavam os discursos do profeta, ah… estes possuem participação ativa na história; e possuem um lugar “bem quentinho” reservado na eternidade. Mas o grupo que mais se assemelha aos cristãos do presente século é o terceiro tipo. Pessoas arrependidas… que podem não ser necessariamente salvas. Leia o Restante

Liberdade relativa

Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores. Leia o Restante

Solidão profética

Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou. Leia o Restante

A melhor maneira de…

Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.

A vida resume-se exclusivamente a isto? Leia o Restante

Empregado? Prostituta!

ProstituiçãoQue valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a produtividade do trabalho alheio.

O salário de um pastor-presidente é quantas vezes maior que o da faxineira da igreja? E quem trabalha mais? Este tipo de pergunta dificilmente é bem vinda. Somos um povo que possui garras afiadas para apontar as injustiças dos políticos, porém igualmente avessos à justa prestação de contas. Mas como replicar o ensino de que devemos nos envolver financeiramente nos desafios empreendidos pelas instituições religiosas se muitas vezes nem nós mesmos acreditamos neles?

Emprego é um tipo de prostituição. Fingimos satisfação para o patrão pensar que está valendo seu dinheiro gasto. Já o emprego na igreja pode ser duas vezes pior. Claro que em todo lugar há exemplos vivos de pessoas que derramam sua vida em favor do serviço (arte de servir). Só que infelizmente a grande maioria prostitui-se para sobreviver. E nós na maioria das vezes somos coniventes com isto. Não se pode desconsiderar que sacrificar-se por pouco sempre será mais difícil que sacrificar-se por muito. Podem distorcer o quanto quiserem o ensino de que passar camelos pelo fundo de uma agulha é algo viável em “seu caso”. Mas a indiferença dos que insistem em afirmar que isto pode ser feito tão facilmente, está refletida na história daqueles que todos os dias são injustiçados na divisão das “ofertas”. Partilhar segundo as necessidades? Este trecho está fora de moda.

“‘Trabalhador” é aquele que está mais preocupado com o resultado de seus esforços do que com os benefícios que obtém dele. Porém indiscutivelmente é mais fácil ser aquele que faz os próprios salários. Seja na iniciativa privada, ou na iniciativa eclesiástica.

Me pergunto se, de todos os “recursos” depositados aos pés dos apóstolos para que se exercessem justiça social, eles primeiramente separavam sua porção. Talvez eu tenha compreendido errado, mas parece que o povo sentiu-se compelido a ofertar por verem nos discípulos de Jesus o exemplo. Exemplo… coisa fácil de citar… e difícil de mostrar nos dias de hoje.

De toda sorte de “posições” existentes na igreja do primeiro século, claramente distinguimos duas importantíssimas: os que se dedicavam à palavra de Deus… e os que se dedicavam ao serviço. Curiosamente há mais pré-requisitos para os que seriam escalados para o tal diaconato do que para o ensino da palavra. Os mestres precisavam ser homens íntegros, exemplares e que dominam bem a palavra. Porém os diáconos precisavam ser também BONS ADMINISTRADORES. Assim, aqueles que ocupavam os púlpitos preocupavam-se apenas em serem bons “trabalhadores”. E igualmente usufruiam das ofertas segundo a medida da necessidade, idoneamente avaliadas pelos homens do serviço.

Penso que prostituição, a grosso modo, é pagar por aquilo que deve ser de graça.

A palavra de Deus diz que aquele que se prostitui, peca contra o próprio corpo. Portanto sexualmente ou ideologicamente, aqueles que se vendem em razão de obterem dinheiro para satisfazerem os desejos de seus ventres, inevitavelmente sofrerão as mesmas consequências.

Aos tais, alerto que abandonem suas práticas abomináveis, arrependam-se e vivam dignamente o caminho que leva à eternidade. E o que passar disto, é mentira.

Diante de tantas palavras duras, concluo: continuaremos nos prostituindo? E continuaremos a consumir o esforço alheio sem o justo pagamento? Não basta dizer “eu não estou envolvido nisto”. É preciso protestar, exigir, interferir. Os omissos são igualmente responsáveis e prestarão contas disto no devido tempo.

Ariovaldo Jr