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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Morte</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Minha família</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 17:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu tio Benê virou palestrante motivacional. Sempre achei esse negócio de palestras motivacionais algo ridículo, mas pela primeira vez fiquei feliz pelas pessoas que terão o privilégio de ouvir esta apresentação por algumas horas. Digo isto por que há 30 anos me sinto motivado a cada vez que uma história é recontada. A história de minha família é absolutamente fascinante. Não é possível não ter orgulho do sobrenome e do sangue que carregamos.</p>
<p>Neste sábado, dentre tantas histórias hilárias que relembramos, meu tio Benê chamava a atenção a uma velha comparação. Segundo ele, meu finado avô Dico Paraguai levou cerca de 17 horas para mudar-se de Boa Esperança até Araraquara, percorrendo a incrível distância de uns 30 quilômetros. Alguns anos depois, meu tio Assis percorreu em míseras 7 horas os 131 quilômetros que separam Araraquara de Bauru. E por fim, muitos anos depois, meus primos Márcio e Danilo percorreram mais de 7000 quilômetros em tão poucas horas para fazerem um intercâmbio nos Estados Unidos.</p>
<p>Quanto mais os anos passam, mais longe conseguimos ir. Mas definitivamente não há como entender a dimensão daquilo que estamos construindo diariamente. Meu avô jamais poderia imaginar quantas pessoas somos hoje devido à simplicidade de sua vida sofrida e vencida um dia de cada vez. Ele jamais poderia sonhar com quantas almas se agregaram a estra grande família graças aos relacionamentos e casamentos que se sucederam.</p>
<p>E nós não podemos sequer imaginar como foi o sofrimento de nosso querido avô. Não sabemos como é sustentar uma família de umas 10 pessoas com um salário mínimo. Por muito menos sofrimento, as pessoas hoje estão morrendo de estresse e alguns até arriscam dar cabo da própria existência. Bando de gente MOLE que todos nós somos.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lNNqwQU19cc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/lNNqwQU19cc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Como fico feliz em lembrar dos banheiro que éramos &#8220;gentilmente&#8221; obrigados a lavar na casa de meus avós. Enquanto o serviço não terminasse, ninguém estava dispensado para poder ir brincar. Acha que alguém tinha coragem de reclamar pra dona Maria? Melhor era encarar logo o trabalho. Assim terminaríamos logo e o resto do dia nos pertencia.</p>
<p>A cada geração, mudamos um pouco. Às vezes para melhor.</p>
<p>Olhando para toda esta grande família, sinto o desejo de ter muitos filhos. Tenham o meu sangue ou não. Não importa. Minha vontade é sofrer por mais pessoas. É gastar tudo o que tenho com GENTE. Poder chegar no final e dizer que tudo valeu a pena&#8230; que nada foi desperdiçado. Quero ter a certeza de que continuei a grande obra que meu avô iniciou. A certeza de que muitos se lembrarão do quanto você, apesar de todos os defeitos inerentes aos verdadeiros seres humanos, era uma pessoa exemplar.</p>
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		<title>Ensaio sobre por que devo me tornar um fora-da-lei</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 13:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Igrejas, TVs, jornais&#8230; Tive o desprazer de folhear o pobre jornal da cidade de Uberlândia. Dá pra imaginar a decadência de um jornal único numa cidade com mais de 600 mil habitantes? O nível editorial é inferior a 99% dos blogs que leio rotineiramente na internet. Mas de todas, a sessão de &#8220;cartas do leitor&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Igrejas, TVs, jornais&#8230;</p>
<p>Tive o desprazer de folhear o pobre jornal da cidade de Uberlândia. Dá pra imaginar a decadência de um jornal único numa cidade com mais de 600 mil habitantes? O nível editorial é inferior a 99% dos blogs que leio rotineiramente na internet. Mas de todas, a sessão de &#8220;cartas do leitor&#8221; é minha parte menos preferida. Revela claramente a ignorância dos professores, bacharéis de direito, aposentados e comerciantes que, insistentemente, enviam e-mails com comentários que beiram o ridículo.</p>
<p>Ontem, conversando com minha irmã, falávamos sobre as pessoas &#8220;de verdade&#8221;, que estão diluídas e apagadas em meio às multidões. Afirmava que passou momentaneamente por sua cabeça a possibilidade de um dia se candidatar a algo para, quem sabe, fazer mais por estas pessoas.</p>
<p>Confesso que considerei isto uma ótima motivação. Mas será possível mudar as regras do jogo, participando dele? Às vezes fico em dúvida sobre se estamos jogando Ludo ou Poker. Parece que alguns podem mentir, enquanto outros são punidos severamente caso tentem fazê-lo.</p>
<p>Igrejas, TVs, jornais&#8230; qual a diferença? Há milhares de consumidores de suas linhas editoriais enquanto poucos possuem a autonomia de criar temas. E independente da motivação destes &#8220;redatores&#8221;, é preciso tomar muito cuidado para não tocarem em algum ponto sensível demais, que ofenderia os proprietários dos meios de comunicação. Danem-se as pessoas de verdade e suas necessidades reais. O que importa mesmo é oferecer entretenimento, comprovadamente a melhor ferramenta de controle já inventada.</p>
<p>Um dia uma costureira negra teve coragem de não se levantar no ônibus para que um branco se sentasse. Ela foi presa,  julgada e condenada por sua desobediência civil. Mas sua atitude &#8220;criminosa&#8221; deflagrou uma série de protestos que culminou com o fim da preferência de assentos. Motivados com a atitude da humilde costureira, Martin Luther King Jr mobilizou um boicote geral ao transporte público. Aquela mulher ousou quebrar as regras, por que se cansou de ter sua realidade decidida por dados viciados. Ela fez pelas pessoas &#8220;de verdade&#8221; mais do que a maioria de nós irá fazer em toda a vida, ora confrontando, ora contornando as regras estabelecidas.</p>
<p>Quero reaprender a pensar fora do quadrado, fora das regras, fora dos mandamentos, fora das profecias e principalmente fora da lei. Quero uma vacina que me imunize das opiniões &#8220;editoriais&#8221; interesseiras.</p>
<p>E espero ansiosamente morrer com a bala que foi preparada para mim.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-620" title="Rosa Parks" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/07/Rosa-Parks.jpg" alt="Rosa Parks" width="360" height="465" /></p>
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		<title>Viva a perseguição? Talvez.</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 12:05:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem (2 de maio de 2009) morreu Augusto Boal. Já ouviu falar dele? Eu também nunca tinha ouvido até ontem, quando assisti a notícia de sua morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anteontem (2 de maio de 2009) morreu Augusto Boal. Já ouviu falar dele? Eu também nunca tinha ouvido até ontem, quando assisti a notícia de sua morte.</p>
<p>O que me chamou atenção para a notícia foi o fato do repórter citar que ele criou o &#8220;teatro invisível&#8221;. A convergência entre minha vida e a de Boal está exatamente nesta forma teatral tão diferente. Considerando que eu nunca estudei teatro (aliás, nem tenho interesse pelo assunto), fiquei surpreso ao ser informado no ano passado de que uma das atividades que planejei já havia sido inventada e possuía até nome.</p>
<p>Boal inventou o teatro invisível durante o exílio na Argentina, entre os anos de 1971 e 1976. Foi a maneira que encontrou de proporcionar voz às idéias políticas de sua época, possibilitando com que amadores (como eu e você) pudessem utilizar as artes cênicas para se manifestar.</p>
<p>Me incomoda o fato de a maioria de nós estar acomodado a ponto de não mais buscar a inovação em área alguma. Boal morreu anteontem! Fomos contemporâneos de um homem que por sua ousadia e inconformismo foi expulso de sua pátria. Questiono se estas facilidades da vida moderna não nos transformaram em réplicas subdesenvolvidas do pior tipo de estadunidense que existe: Homer Simpson.</p>
<p>Enquanto muitos lutam por defender o direito de livre manifestação religiosa, prefiro ficar meditando sobre o quão isso é realmente fundamental e apropriado. A perseguição é inevitável. É também algo amargo e que irá trazer muito sofrimento. Mas poderá ser um divisor de águas, mostrando claramente quem está de qual lado.</p>
<p>Felizmente Deus tem sustentado um remanescente, no qual me esforço diligentemente para ser incluído. Pessoas que vivem como se estivessem sendo perseguidas por um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ato_Institucional_n%C2%BA_5" target="_blank">AI-5</a> das regiões celestiais. Inconformados com a incapacidade de questionar que está tão na moda. Será tão difícil de compreender que toda a criatividade É em Cristo?</p>
<p>Em meio à perseguição a verdade brilhará como o ouro. Ninguém se sacrificará para viver uma religiosidade meia-boca. E talvez esta cultura da graça barata (conceito elaborado por Dietrich Bonhoefer) seja amenizada.</p>
<p>Aguardo ansiosamente o dia do extermínio de tudo aquilo que não É. Meu empenho está em obedecer à voz da revolução, trazendo consciência da verdade, transformando sutilmente este mundo em algo mais próximo daquilo que existe apenas na eternidade. Gostaria de compreender tudo que Deus tem para os próximos anos de minha vida. Porém não irei ficar de braços cruzados até lá. O tempo voa e precisamos correr enquanto é dia.</p>
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		<title>Os últimos</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 12:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho o hábito de brigar com conceitos.  Gasto as vezes alguns anos para entender um conceito e, até que isto ocorra, mastigo incansavelmente as palavras até que um dia eu &#8220;veja a luz&#8221;. No dia de ontem, vi a luz para um dos textos mais antigos que me tiraram do sério. Mateus, capítulo vinte, versículos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho o hábito de brigar com conceitos.  Gasto as vezes alguns anos para entender um conceito e, até que isto ocorra, mastigo incansavelmente as palavras até que um dia eu &#8220;veja a luz&#8221;.</p>
<p>No dia de ontem, vi a luz para um dos textos mais antigos que me tiraram do sério. Mateus, capítulo vinte, versículos quinze e dezesseis.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><em>&#8220;Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.&#8221;</em></span></p>
<p>Ontem &#8220;deixaram&#8221; uma mensagem no meu messenger dizendo:</p>
<p><span style="color: #999999;"><em>&#8220;(&#8230;) Deus não vai ficar esperando eu ficar melhor por isso se eu não fizer outro faz  então é melhor que seja eu a fazer, porque eu quero ter algo que agrade a Deus  pra entregar pra ele e quem sabe talvez poder fugir do inferno.&#8221;</em></span></p>
<p>Vamos por partes. <strong>Primeiro.</strong> Deus vai esperar o quanto for necessário. Se ele não esperasse, estaríamos literalmente ferrados. A paciência de Deus é, de fato, divina e eterna. <strong>Segundo.</strong> Para ter algo que agrade a Deus, basta fazer a vontade de Deus explícita de modo óbvio em sua palavra. O problema é que isto envolve negar a si mesmo e carregar a sua cruz. Envolve amar as pessoas como Deus as ama. E então poderá dizer que conhece a Deus, pois DEUS É AMOR. <strong>Terceiro.</strong> Não tem como fugir do inferno. A sentença sobre a minha vida é irrevogável. Eu sou merecedor do inferno e nada que eu faça poderá mudar isto. A morte é minha única herança por direito legítimo.</p>
<p>Felizmente fomos comprados com sangue. Minha dívida foi paga. Não foi suspensa a minha sentença, mas alguém a cumpriu em meu lugar. Isto não tem nada a ver com o que eu fiz ou deixei de fazer. Cristo pagou minha dívida, mesmo que eu não seja digno disto.</p>
<p>Agora vem a minha parte. Por que eu SOU, estou apto para FAZER. Não que Deus precise de mim ou dos meus supostos talentos, mas por que Ele permite que eu tenha parte na construção do Reino. Só não podemos nos esquecer da nossa responsabilidade para com as pessoas que Deus ama. Precisamos ser MODELO para as pessoas perdidas deste mundo (e como há pessoas perdidas!). Não modelo de como sermos os PRIMEIROS. Pois uma igreja cheia de &#8220;primeiros&#8221; seria inútil como um clube de campo. Nosso chamado é para sermos voluntariamente os ÚLTIMOS. Por que no Reino de Deus, o maior é aquele que serve.</p>
<p>Com um coração movido por gratidão, ofereceremos voluntariamente nossa vida. Correremos e não nos sentiremos cansados. Gastaremos tudo que possuímos e nosso coração ficará satisfeito. Enquanto houver uma gota de sangue para ser derramada, faremos questão de persistir no chamado. Até que o Reino se torne visível inclusive para os que não enxergam.</p>
<p>E no fim, voltaremos para a nossa pátria, que não é deste mundo. Sentaremos na mesa junto com nossa família, cuja filiação não é carne e nem sangue.</p>
<p>Senhor! O Reino é seu. O Senhor pode fazer o que quiser e minha opinião não é relevante o suficiente para ser considerada. O Senhor pode me mandar para o inferno ou me tornar parte do Seu Reino. A mim, só cabe obedecer sua palavra, com um coração grato e confiante de que minha vida Lhe pertence.</p>
<p><span style="color: #ff0000;">&#8220;Pois, se vivemos , para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.&#8221; (Romanos 14-8)</span></p>
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