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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Igreja</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>O evangelho e a lei</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 19:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de &#8220;autorizações&#8221; para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos. Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de &#8220;autorizações&#8221; para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos.</p>
<p>Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela quase unanimidade de todos os vereadores menos um. Tal lei limita os horários de Cerimônias (entenda-se cultos/vigílias/orações ou quaisquer outras práticas cristãs regulares) às 22h. E exige que, para exceder o horário, seja necessária uma autorização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.<span id="more-1155"></span></p>
<p>Acredito sinceramente que as igrejas que excedem os limites de barulho devem ser punidas exemplarmente, bem como todo tipo de estabelecimento. Mas, exigir que seja solicitada uma autorização para o exercício de uma prática cerimonial qualquer? Isto é simplesmente ridículo.</p>
<p>Provavelmente o interesse dos vereadores em aprovar tal absurdo foi o de manter o controle sobre os currais eleitorais, nos quais incluímos as Igrejas Evangélicas. Como a maioria esmagadora das cidades brasileiras possuem representatividade dos &#8220;evangélicos&#8221; nas bancadas municipais, torna-se extremamente interessante que ao longo dos mandatos dos vereadores, as instituições religiosas dependam de &#8220;favores&#8221; para facilitar o exercício de culto. E, em troca destes favores, os púlpitos continuam infestados de &#8220;candidatos cristãos&#8221; que representam mais o inferno do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Sinceramente não faz diferença alguma para mim ou para a congregação que represento. Já adotamos a postura de respeitarmos a vizinhança bem antes disto se tornar lei. Porém, nossa liberdade a cada dia vai se tornando menor. E nossa conduta em breve irá partir para a ilegalidade se necessário.</p>
<p>Mas o que realmente incomoda não é a pressão deste mundo e de seus valores interesseiros. O que dói mesmo é a suposição de que o conceito de JUSTIÇA do Direito brasileiro tenha alguma coisa a ver com os valores do Reino. O politicamente correto está tomando conta dos corações dos cristãos. E com certeza isto é o tal &#8220;princípio do fim&#8221;.</p>
<p>Por <a href="http://twitter.com/ariovaldojr" target="_blank">@ariovaldojr</a>, pastor levemente preocupado do <a href="http://uberlandia.manifestomissoesurbanas.com.br" target="_blank">Manifesto Missões Urbanas</a>.</p>
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		<title>Um ministério dispensável</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 12:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Me sinto angustiado com as pressões do dia a dia. Incomodado com o que afirmamos ser prioridade em nossa vida e o que simplesmente realizamos no &#8220;automático&#8221;. Tal automatismo costuma ter origem oculta aos olhos de quem sofre as pressões, de modo que cabe à maioria nós apenas obedecer. Afinal, uns tomam as decisões; enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me sinto angustiado com as pressões do dia a dia. Incomodado com o que afirmamos ser prioridade em nossa vida e o que simplesmente realizamos no &#8220;automático&#8221;. Tal automatismo costuma ter origem oculta aos olhos de quem sofre as pressões, de modo que cabe à maioria nós apenas obedecer. Afinal, uns tomam as decisões; enquanto o resto de nós as acata.</p>
<p>Na vida da Igreja esta desconexão entre as &#8220;decisões&#8221; e o trabalho diário se manifesta constantemente. Mas o jovem do século XXI, principal força de trabalho, não é tolo como fomos no passado. Eles não aceitam as velhas opressões, travestidas de pressões ministeriais. Buscam a liberdade, ainda que isto implique em romper com o que chamamos de Igreja de Cristo. Uma pena, muitas vezes.<span id="more-1147"></span></p>
<p>Porém há esperança. E nem é preciso criar algo novo ou diferente. Basta que sejam ressuscitados os fundamentos de nossa fé. Que haja a clara compreensão de que TER TUDO EM COMUM é um princípio que não se aplica convenientemente apenas nas finanças, mas também à fé e aos sonhos. Na prática, isto significa que a horizontalização institucional proporcionará fácil acesso à frente de trabalho. Sem as burocracias &#8220;modernas&#8221; que criamos ao longo da história do cristianismo. Inicialmente nós, os líderes, continuaremos à frente de todo trabalho, mas viabilizando que os que chegam tomem parte nas decisões e assumam posições privilegiadas.</p>
<p>E a pergunta que me vem à cabeça hoje é: SE EU MORRER AGORA, O TRABALHO CONTINUA? Por que meu ministério está 100% fundamentado na minha pessoa, então ele é totalmente dispensável.</p>
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		<title>Como não plantar Igrejas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 12:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido. Uma das coisas mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido.</p>
<p>Uma das coisas mais engraçadas ao se planejar o nascimento de uma nova Igreja, é exatamente a capacidade que temos de criar um anti-modelo bíblico e então justificá-lo até o fim. Coisas simples, porém não pequenas, revelam as verdadeiras intenções do coração de quem está metido nisso. <span id="more-1127"></span></p>
<p>Antigamente, quando Igreja ainda tinha algo a ver com &#8220;Reino de Deus&#8221;, &#8220;comunidade dos remidos&#8221; e &#8220;pregação das boas novas&#8221;, o líder visionário focava seu esforço em equipar determinada liderança. E uma vez que estes estivessem aptos para &#8220;suportar&#8221; o trabalho, o líder DEIXAVA A COMUNIDADE para continuar a obra de expansão do Reino através do trabalho em outro ponto de pregação. Mas curiosamente aprendemos a fazer o contrário. Criamos a expressão &#8220;Igreja Mãe&#8221;, possivelmente inspirados em Star Wars e outros filmes de ficção cientifica onde há uma matriz do Império que representa todo o mal. Hoje preferimos &#8220;enviar&#8221; os sem experiência para se aventurarem no trabalho e edificação de algo que pouco conhecem. E talvez isto explique o indíce tão alto de &#8220;pastores&#8221; desistentes.</p>
<p>Por que fazemos isto? Simplesmente por que preferimos ficar no conforto do que construímos. Afinal, começar tudo de novo pra que, se eu posso terceirizar a responsabilidade?</p>
<p>Ou como diz o texto de Mateus 23:3-7 numa interpretação livre:</p>
<p><strong><em>&#8220;Todas as coisas que disserem que vocês devem observar, observem e façam. Mas não procedam em conformidade com as obras destes que falam, por que eles dizem e não fazem. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem  sobre os ombros dos homens. Eles porém nem com o dedo querem movê-los. E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens. Pois até suas roupas são para aparecer. E amam os primeiros lugares nos jantares e as primeiras cadeiras nas igrejas, as saudações nas ruas e serem chamados pelos homens de PASTOR.&#8221;</em></strong></p>
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		<title>Salvar a igreja? Pra que?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 19:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual  acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com  os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como  então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem  colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar logo a pá de  cal sobre algumas delas para que morram de uma vez.<span id="more-1116"></span></p>
<p>Pode parecer radicalismo, mas a realidade faz com que isto se torne  necessário. Claro que vai chover pastores conservadores me escrevendo  pra defender “seu” rebanho, sustento e estruturas. Mas se a maioria dessas coisas não tivessem sido criadas nos moldes em que existem hoje, com  certeza suas opiniões seriam bem diferentes. Claro que os velhos modelos serviram e (de um modo ou de outro) até trouxeram o evangelho até nossa geração. Mas a vida se vive PRA FRENTE, de modo que a tradição se torna a menor das virtudes quando falamos na interação entre igreja e cultura.</p>
<p>O velho vinho está confortavelmente acomodado nos velhos odres. E  quem experimenta do velho, considera-o excelente. Ponto. Mas o novo  vinho precisa de espaço na adega da pós-modernidade. Para isto  precisamos que o velho vinho seja “consumido” rapidamente. Não que o  novo combata o velho. Mas o “fim” que atinge todo organismo vivo deve  igualmente encerrar a continuidade de muitos ministérios. Isto nada tem a  ver com “utilidade” ou “santidade”. Acontece que TUDO QUE É VIVO segue a  regra do nascer-crescer-reproduzir-morrer. E a insistência de homens em  salvar o que não deveria ser salvo, tem criado verdadeiros zumbis:  ministérios que já fedem como mortos, mas continuam na ativa.</p>
<p>Esta mortalidade ministerial é algo bonito e parte daquilo que Deus  fez ao longo da história. As igrejas permanecem à medida que se  reproduzem. E se reproduzem à medida que geram cristãos maduros. Não  existe interesse da parte de Deus em manter determinada estrutura por  tempo indeterminado. Mas a vida se renova na reprodução dos valores e da  fé que nos foi dada.</p>
<p>Espero ansiosamente que tudo aquilo que Deus nos usou para construir,  um dia tenha celebrado o seu velório. E que neste tempo haja muitos  filhos e filhas, todos com a alegria e a gratidão de quem foi abençoado  por aquilo que a Igreja de Cristo fez através de tal ministério.  Celebraremos, choraremos e também nos alegraremos. E daremos  continuidade através dos frutos.</p>
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		<title>Igreja Bonsai</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 19:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação a ser perpetuado com verdade e sinceridade, repugnando naturalmente toda tentativa de controle.<span id="more-1053"></span></p>
<p>Obviamente as pessoas procuram normatizar manuais a respeito do funcionamento da Igreja. A ponto de torná-la em uma &#8220;igreja bonsai&#8221;. Esculpida segundo a visão humanística de alguns indivíduos e de raízes limitadas ao ambiente seguro e conveniente da pouca terra que lhe abriga. Ela não se arrisca a crescer em solos desconhecidos. E todo galho é bem aparado, segundo a estética  aprazível aos olhos humanos.</p>
<p>Tais tentativas de controlar o crescimento da Igreja implicam necessariamente em mutilar partes que não correspondem aos paradigmas empresariais de produtividade. Graças a Deus não existiam &#8220;auditores&#8221; no primeiro século da Igreja. Ela teria perdido a oportunidade que apenas um ser vivo possui de crescer livre e descontroladamente. E também teria perdido o privilégio de MORRER.</p>
<p>Consegue imaginar uma igreja institucional com 2 mil anos de existência? Não mesmo! Deus nos livrou deste mal. Ele fez com que o seu Reino fosse como o grão de mostarda que, embora pareça pequeno, é capaz de crescer além das estruturas controladoras do jardineiro/pastor.</p>
<p>E quando o amor for o verdadeiro vínculo, então seremos uma só Igreja. E as organizações intitucionais servirão aos propósitos da Igreja Invisível de Cristo, sob pena de aniquilação total quando não mais servirem. Ninguém mais atará fardos ao pescoço alheio, tomando das pessoas a coisa mais preciosa que elas possuem: tempo. Mas, assim como o cristão que compreende a &#8220;graça&#8221; é desembaraçado com suas finanças sem que ninguém lhe pressione, naturalmente será também generoso ao doar seu tempo a tudo que o Espírito lhe pesar o coração.</p>
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		<title>Em nome da conveniência</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 14:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já reparou como as pessoas usam pejorativamente a expressão &#8220;viado&#8221; para referir-se a um homossexual? Pois a vida é assim. Viado é sempre o outro. Os da nossa família são homossexuais mesmo. Fica até bonito pela pompa no jeito de falar. Igualmente há diversas expressões convenientes. Eu particularmente nunca vi um EMO que se assumisse. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já reparou como as pessoas usam pejorativamente a expressão &#8220;viado&#8221; para referir-se a um homossexual? Pois a vida é assim. Viado é sempre o outro. Os da nossa família são homossexuais mesmo. Fica até bonito pela pompa no jeito de falar. Igualmente há diversas expressões convenientes. Eu particularmente nunca vi um EMO que se assumisse. Emo é o outro. Quando referindo-se a si mesmo, chovem atributos convenientes&#8230; passando pelo rótulo de hardcore melódico&#8230; e chegando ao power pop.<span id="more-1019"></span></p>
<p>Rótulos são sempre desprezíveis, pois invariavelmente são baseados em julgamentos segundo a aparência. Exatamente o tipo de julgamento que somos proibidos de fazer. No entanto, nem todo julgamento é ilícito, já que devemos julgar todas as coisas para retermos apenas o que é bom. Julgar neste contexto refere-se a aplicar os valores do Reino de Deus seguindo a metodologia da reta justiça e da misericórdia.</p>
<p>Porém a conveniência subjuga o bom senso da maioria. Pessoas são rápidas em condenar outras pessoas&#8230; e mais rápidas ainda em elogiar outras.</p>
<p>Exemplos? Tenho visto muitas pessoas que idolatram o Caio Fábio. Particularmente simpatizo muito com as idéias do Caio. Com excessão da insistência dele em retrucar outros fanfarrões do meio evangélico. Em meus ouvidos isto soa como um cristianismo hipócrita&#8230; incapaz de dar a outra face. Incapaz de perdoar e tocar a vida. Baseado na máxima &#8220;faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço&#8221;.</p>
<p>Porém, não possuo autoridade alguma para condenar o Caio. Se ele é um filho do Reino ou apenas uma mula de Balaão, o tempo o revelará. Cabe a mim apenas filtrar suas palavras através do Evangelho&#8230; retendo o que é bom; e não me contaminando com o que não faz sentido.</p>
<p>Como eu disse, não tenho nada contra o Caio. Mas estou farto de idiotas que o idolatram. Amam a sua igreja que, por mais que afirmem que não é uma igreja, É UMA IGREJA no sentido mais institucional da palavra. E desprezam todas as demais&#8230; como se a verdade estivesse exclusivamente alí.</p>
<p>Esta exclusividade é contraditória com os valores do Reino. Por isso registro minha indignação com aqueles que supervalorizam o trabalho DE FORA e rejeitam a correção dos que estão perto. Fazer parte de UM CAMINHO que não envolva convívio pessoal é o mesmo que buscar o comodismo. Pois não importa o quanto seu pastor seja um saco&#8230; os anos revelam que TODOS NÓS TAMBÉM SOMOS.</p>
<p>A perspectiva de que apenas nós é que somos &#8220;legais&#8221;, é ridícula. A perspectiva de que apenas o pastor tal, ou o ministério tal PRESTA, é mais ridícula ainda. Somos idiotas&#8230; mesquinhos, interesseiros&#8230; e que buscam apenas conforto e conveniência. Por isso amamos os pregadores de longe&#8230; pois não precisamos prestar contas a ninguém. Se bem que não importa a distância. NINGUÉM É OBRIGADO a submeter-se. Mas ao mesmo tempo todos que fazem parte do legítimo CAMINHO não resistem e submetem-se voluntariamente. Não é pela obrigação&#8230; mas por que conhecemos o propósito de nossa existência. Sabemos que servir é parte inegociável da vida. Não prestamos para mais nada.</p>
<p>E assumindo que todos são passíveis de errar, torna-se simples conviver com as diferenças. Sem a hipocrisia de dizer que conviver com o pecado alheio nos faz igualmente pecadores. Pois Jesus conviveu com Judas durante todo o seu ministério. E ele sabia tanto das maracutaias financeiras de suas &#8220;administração&#8221;, quanto dos planos secretos para traí-no &#8220;no final do filme&#8221;. Ainda sim o Mestre o tolerou.</p>
<p>Por isso caro amigo hipócrita, lute sim contra os valores distorcidos das igrejas em que fazermos parte. Combata a ganância, a mentira e a hipocrisia pastoral. Mas ao mesmo tempo seja paciente e misericordioso. Pois se estes atributos lhe faltarem, definitivamente você será incapaz de caminhar junto com qualquer pastor.</p>
<p>Vacine-se contra o veneno pastoral.<br />
E seja a cura para a Igreja de Cristo.</p>
<p>Não será fácil. Irá doer e custar caro.<br />
Mas talvez não haja outro caminho para você.</p>
<p>Portanto aprenda a honrar os pecadores ao seu redor. E exercite a piedade e misericórdia.<br />
Acredite. As pessoas saberão distinguir o que é falso quando forem confrontadas com a verdade.</p>
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		<title>Priorizamos o que é importante?</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 18:27:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Numa convocação de oração para homens, mais de 200 prontamente responderam. Coisa bonita de se ver. Dois mil anos de cristianismo e ainda está viva a chama que faz com que pessoas deixem o conforto de suas casas para reunirem-se num lugar afastado, longe da civilização, para contemplarem os céus e participarem de momentos intensos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa convocação de oração para homens, mais de 200 prontamente responderam. Coisa bonita de se ver. Dois mil anos de cristianismo e ainda está viva a chama que faz com que pessoas deixem o conforto de suas casas para reunirem-se num lugar afastado, longe da civilização, para contemplarem os céus e participarem de momentos intensos de oração coletiva.</p>
<p>Mas então não pude deixar de reparar na ORDEM com que as orações acabaram por ser dirigidas. E isto sinceramente me incomoda muito. Principalmente por que não estou falando do erro alheio, mas de erros dos quais eu sou cúmplice.<span id="more-1013"></span></p>
<p>As orações foram realizadas na seguinte ordem: para os empresários; para as autoridades; para os autônomos; para os artistas e médicos; para os professores&#8230;</p>
<p>Então imediatamente imaginei como seria a figura de Cristo mobilizando um grupo de oração. Ele chamaria seus doze discípulos e dirigiriam-se a um certo &#8220;monte&#8221; afastado. E lá começariam orando na seguinte ordem: primeiro para o Império Romano; depois para os Fariseus; para os Saduceus; para os Publicanos cobradores de impostos&#8230;</p>
<p>Ei! Pera lá! Jesus jamais fez estas orações. E afirmava que o seu Reino não era deste mundo. Que nada tinha a ver com este modelo de organização social e política estabelecidos. Este mundo, seus líderes e seus interesses, apesar de estarem debaixo da autoridade divina, ainda sim não fazem parte DO REINO.</p>
<p>Jesus não serviria para ser pastor em uma igreja evangélica contemporânea. Por que sua insistência em orar prioritariamente pelos perdidos, pelos abandonados, pelas viúvas, pelos órfãos, pelos que sofrem&#8230; por todas as ovelhas perdidas&#8230; ahhh&#8230; essa insistência de Jesus o desqualifica para o nosso sistema.</p>
<p>Somos melhores que Cristo?<br />
Então por que nossos interesses são tão divergentes dos valores do Reino?<br />
Ou será que minha bíblia está errada?</p>
<p>Priorizamos o que é realmente importante?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que ninguém gosta de mudanças</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 12:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mudanças geram desconforto. Por mais que nosso espírito seja aventureiro e movido por novas emoções, nosso corpo invariavelmente clama por rotinas. E a vida passa a ser considerada agradável (e segura) quando estamos cercados de rotinas. A vida do cristão obedece a mesma lógica. Ou vivemos confortavelmente em estruturas que exigem um nível controlado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mudanças geram desconforto. Por mais que nosso espírito seja aventureiro e movido por novas emoções, nosso corpo invariavelmente clama por rotinas. E a vida passa a ser considerada agradável (e segura) quando estamos cercados de rotinas.</p>
<p>A vida do cristão obedece a mesma lógica. Ou vivemos confortavelmente em estruturas que exigem um nível controlado de comprometimento, ou preferimos nos arriscar num pioneirismo desenfreado e inconsequente, sem compromisso intenso com ninguém e com nada; como uma busca insana pela adrenalina do novo. Mais uma vez vale a lei da inércia. O parado prefere ficar imóvel. E o que se move recusa-se a parar, pois é conveniente continuar caminhando.<span id="more-990"></span></p>
<p>Pouco tem sido discutido na realidade eclesiástica brasileira sobre reforma teológica e, percebo que o assunto não agrada a muitas pessoas. Simplesmente por que independente de sermos pró ou contra o sistema vigente, de algum modo consideramos o modelo estabelecido como CONVENIENTE. Não queremos uma mudança real nas relações. Queremos apenas nos libertar do que existe, sem o compromisso de uma nova proposta.</p>
<p>Curiosamente Jesus fala sobre os fundamentos de sua Igreja, encarregando o apóstolo Pedro de ser uma espécie de guardião de tais fundamentos. Mas nosso foco no estudo do livro de &#8220;Atos dos Apóstolos&#8221; invariavelmente está nas gambiarras doutrinárias estabelecidas para traduzir verdades eternas à cultura judaica. Mas como somos programados para aceitar o software de 2 mil anos de cristianismo sem questionamentos, preferimos nos dividir em pró e contra o &#8220;sistema&#8221;. Não queremos algo novo se isto vier a exigir compromisso.</p>
<p>Nossa função enquanto cristãos do século XXI consiste em costurar o passado e viabilizar o futuro. Por que embora não haja nada de novo debaixo do céu, ainda sim torna-se imprescindível a ousadia em romper com a inércia dos fundamentos em que fomos gerados. De modo que a luz do evangelho volte a ofuscar a vida das pessoas que nos cercam. E saberemos que estamos no caminho certo quando encontrarmos homens que abandonarão todas as coisas para nos seguirem. Não por que somos bons, mas por que conhecemos &#8220;o caminho&#8221;.</p>
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		<title>Fracasso bíblico</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 20:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece &#8220;liga&#8221; para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são &#8220;bençãos&#8221; ou &#8220;conveniências&#8221;. A hipocrisia nos relacionamentos se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece &#8220;liga&#8221; para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são &#8220;bençãos&#8221; ou &#8220;conveniências&#8221;.</p>
<p>A hipocrisia nos relacionamentos se torna comum em ambos os casos. E então as pessoas vivem de evento em evento, celebrando o culto de si mesmos; aproveitando cada momento para compartilhar do lado mais bonito de seus ministérios fracassados. E antes que me acusem de herege por chamar a outros de fracassados, deixe-me explicar mais detalhadamente o conceito do que vem a ser fracasso.<span id="more-980"></span></p>
<p>O modelo de fracasso bíblico consistem em dizer que, por mais abençoado que Deus tenha lhe feito, haverão muitas oportunidades em que teremos todos os motivos para nos sentirmos desmotivados. Por mais que uns vivam debaixo da proteção fictícia dos &#8220;brados de vitória&#8221; e dos &#8220;atos proféticos&#8221;, inevitavelmente estes também irão falhar. É como se Deus tivesse um prazer sádico em ver seu povo perecer. Mas, quando conhecemos a Deus e à sua palavra mais detalhadamente, percebemos que seu intuito está em nos trazer algum aprendizado. Não que seja necessário sofrer para se aprender algo, mas&#8230; inevitavelmente, algumas lições só se aplicam em determinadas pessoas por intermédio da didática adequada. Então, se você é um mané qualquer caminhando sobre a face da terra, ou um dos 70 que foram treinados pessoalmente por Cristo, para todos se aplicam os mesmos conselhos do mestre:</p>
<p>- Quando chegarem em uma cidade e não lhes receberem, partam para a próxima cidade. Sem levar poeira nos sapatos&#8230; e nem rancor.</p>
<p>Jesus enfatiza este discurso pelo simples fato de que IREMOS FALHAR. Por mais que você se santifique, uma hora a vaca vai pro brejo.</p>
<p>Compreendido este conceito, torna-se possível perceber que os relacionamentos entre ministérios diferentes só são autênticos quando fundamentados nas carências de cada um. Por que, se a fundamentação estiver na conveniência, logo substituímos os relacionamentos por outros mais convenientes; e se fundamentados na hipocrisia, logo nos cansamos e simplesmente não nos esforçamos mais em manter a unidade.</p>
<p>Nossas desgraças é que nos unem verdadeiramente. Por que ao compartilhar do sofrimento, percebemos que nossos irmãos por todo o mundo estão sofrendo das mesmas angústias. E também percebemos que Deus continua a nos guiar, mesmo que ainda não sejamos capazes de perceber como os problemas serão resolvidos.</p>
<p>Mas como objetivo do evangelho não é resolver problemas, então está tudo bem.<br />
Pois não são os problemas que nos &#8220;tirarão&#8221; do céu&#8230; mas os detalhes.</p>
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		<title>Exposição: uma necessidade</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 12:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Conspirações]]></category>
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		<description><![CDATA[Expor a si mesmo é uma necessidade. E em tempos em que se você não está no Google, praticamente não existe, esta verdade ganha maior peso. Porém, uma parcela das pessoas prefere ocultar-se no anonimato. Não chamo de anonimato o esconder de sua identidade, mas o ato de ocultar suas idéias. E então estes tranformam-se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Expor a si mesmo é uma necessidade. E em tempos em que se você não está no Google, praticamente não existe, esta verdade ganha maior peso. Porém, uma parcela das pessoas prefere ocultar-se no anonimato. Não chamo de anonimato o esconder de sua identidade, mas o ato de ocultar suas idéias. E então estes tranformam-se em defensores da moral hipócrita; criticando com fervor qualquer pensamento divergente do sistema vigente. Como se o exercício da liberdade alheia trouxesse incômodo. Como se fosse preferível guardar suas mazelas para si mesmo do que publicá-las.<span id="more-975"></span></p>
<p>Boa parte dos e-mails que recebo tecem duras críticas a minhas opiniões e ao meu &#8220;estilo&#8221; (ou falta dele) de escrever. Particularmente, me sinto honrado com comentários que desabonam minha linha de pensamento. Mas aos que xingam minha mãe ou me descrevem como satanista e herege, estes me proporcionam apenas momentos de riso.</p>
<p>A verdade é que internamente somos todos polêmicos. E à medida que nos tornamos pessoas influentes socialmente (seja na política, ou nas estruturas funcionais das igrejas), preferimos nos abster de tudo que possa ser criticado. Isto é uma atitude bem vista politicamente e, ao mesmo tempo, bem hipócrita.</p>
<p>A Igreja de Cristo, enquanto comunidade dos arrependidos, precisa necessariamente estar fundamentada em homens e mulheres que fazem da exposição de suas mazelas, uma bandeira. Não, não somos os santos que abandonaram as práticas do pecado e blábláblá, como muitos insistem em gritar nos comentários deste site. Santidade é apenas um caminho. E santificados somos por fé, ao nos lembrarmos de para ONDE estamos caminhando.</p>
<p>Porém, a caminhada do evangelho é uma longa maratona. Não adianta se vangloriar de estar à frente nos primeiros dois quilômetros. A corrida ainda é longa e o que realmente conta é se conseguiremos ser constantes o suficiente para cruzarmos a linha de chegada.</p>
<p>Portanto, não devo esconder meus defeitos.<br />
Pois é melhor começar mancando e terminar correndo, do que o contrário.</p>
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