O evangelho e a lei
Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de “autorizações” para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos.
Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela quase unanimidade de todos os vereadores menos um. Tal lei limita os horários de Cerimônias (entenda-se cultos/vigílias/orações ou quaisquer outras práticas cristãs regulares) às 22h. E exige que, para exceder o horário, seja necessária uma autorização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Leia o Restante
Um ministério dispensável
Me sinto angustiado com as pressões do dia a dia. Incomodado com o que afirmamos ser prioridade em nossa vida e o que simplesmente realizamos no “automático”. Tal automatismo costuma ter origem oculta aos olhos de quem sofre as pressões, de modo que cabe à maioria nós apenas obedecer. Afinal, uns tomam as decisões; enquanto o resto de nós as acata.
Na vida da Igreja esta desconexão entre as “decisões” e o trabalho diário se manifesta constantemente. Mas o jovem do século XXI, principal força de trabalho, não é tolo como fomos no passado. Eles não aceitam as velhas opressões, travestidas de pressões ministeriais. Buscam a liberdade, ainda que isto implique em romper com o que chamamos de Igreja de Cristo. Uma pena, muitas vezes. Leia o Restante
Como não plantar Igrejas
Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos “líderes visionários”, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido.
Uma das coisas mais engraçadas ao se planejar o nascimento de uma nova Igreja, é exatamente a capacidade que temos de criar um anti-modelo bíblico e então justificá-lo até o fim. Coisas simples, porém não pequenas, revelam as verdadeiras intenções do coração de quem está metido nisso. Leia o Restante
Salvar a igreja? Pra que?
Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar logo a pá de cal sobre algumas delas para que morram de uma vez. Leia o Restante
Igreja Bonsai
As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a “visão” de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação a ser perpetuado com verdade e sinceridade, repugnando naturalmente toda tentativa de controle. Leia o Restante
Em nome da conveniência
Já reparou como as pessoas usam pejorativamente a expressão “viado” para referir-se a um homossexual? Pois a vida é assim. Viado é sempre o outro. Os da nossa família são homossexuais mesmo. Fica até bonito pela pompa no jeito de falar. Igualmente há diversas expressões convenientes. Eu particularmente nunca vi um EMO que se assumisse. Emo é o outro. Quando referindo-se a si mesmo, chovem atributos convenientes… passando pelo rótulo de hardcore melódico… e chegando ao power pop. Leia o Restante
Priorizamos o que é importante?
Numa convocação de oração para homens, mais de 200 prontamente responderam. Coisa bonita de se ver. Dois mil anos de cristianismo e ainda está viva a chama que faz com que pessoas deixem o conforto de suas casas para reunirem-se num lugar afastado, longe da civilização, para contemplarem os céus e participarem de momentos intensos de oração coletiva.
Mas então não pude deixar de reparar na ORDEM com que as orações acabaram por ser dirigidas. E isto sinceramente me incomoda muito. Principalmente por que não estou falando do erro alheio, mas de erros dos quais eu sou cúmplice. Leia o Restante
Por que ninguém gosta de mudanças
Mudanças geram desconforto. Por mais que nosso espírito seja aventureiro e movido por novas emoções, nosso corpo invariavelmente clama por rotinas. E a vida passa a ser considerada agradável (e segura) quando estamos cercados de rotinas.
A vida do cristão obedece a mesma lógica. Ou vivemos confortavelmente em estruturas que exigem um nível controlado de comprometimento, ou preferimos nos arriscar num pioneirismo desenfreado e inconsequente, sem compromisso intenso com ninguém e com nada; como uma busca insana pela adrenalina do novo. Mais uma vez vale a lei da inércia. O parado prefere ficar imóvel. E o que se move recusa-se a parar, pois é conveniente continuar caminhando. Leia o Restante
Fracasso bíblico
Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece “liga” para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são “bençãos” ou “conveniências”.
A hipocrisia nos relacionamentos se torna comum em ambos os casos. E então as pessoas vivem de evento em evento, celebrando o culto de si mesmos; aproveitando cada momento para compartilhar do lado mais bonito de seus ministérios fracassados. E antes que me acusem de herege por chamar a outros de fracassados, deixe-me explicar mais detalhadamente o conceito do que vem a ser fracasso. Leia o Restante
Exposição: uma necessidade
Expor a si mesmo é uma necessidade. E em tempos em que se você não está no Google, praticamente não existe, esta verdade ganha maior peso. Porém, uma parcela das pessoas prefere ocultar-se no anonimato. Não chamo de anonimato o esconder de sua identidade, mas o ato de ocultar suas idéias. E então estes tranformam-se em defensores da moral hipócrita; criticando com fervor qualquer pensamento divergente do sistema vigente. Como se o exercício da liberdade alheia trouxesse incômodo. Como se fosse preferível guardar suas mazelas para si mesmo do que publicá-las. Leia o Restante