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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Identidade</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Mais sobre minha família</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 11:53:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meus pais compraram uma TV de 42 polegadas. Imensa&#8230; Full HD. Mais televisão do que um ser humano contemporâneo precisa. E então, sentados em volta da caixa gigante, começamos a relembrar coisas da vida mais uma vez. Meu pai ressuscitou lembranças da seleção brasileira de futebol chegando ao Brasil após a conquista da Copa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meus pais compraram uma TV de 42 polegadas. Imensa&#8230; Full HD. Mais televisão do que um ser humano contemporâneo precisa. E então, sentados em volta da caixa gigante, começamos a relembrar coisas da vida mais uma vez.</p>
<p>Meu pai ressuscitou lembranças da seleção brasileira de futebol chegando ao Brasil após a conquista da Copa do Mundo de 58, em imagens ao vivo assistidas da casa da patroa de uma tia, em São Paulo, quando havia muito mato por todo lugar próximo de onde fica o Morumbi hoje. Chega a ser difícil de imaginar.</p>
<p>E então vamos amarrando as pontas, percebendo o quanto a vida tem se tornado menos difícil. Da primeira TV preto e branco, nos anos 70, adquirida com muito esforço e que custou muito dinheiro e a cristaleira da minha avó, até a atual tela-monstro ultra fina de 42 polegadas, foram míseros 40 anos.</p>
<p>Neste período muitas coisas engraçadas aconteceram. Como por exemplo minha avó dizendo para a vizinhança que não gostava de TV colorida, simplesmente por despeito de não poder adquirir uma. Ou meus pais, que ao adquirirem a primeira televisão, precisaram colocá-la em cima de latas de tinta, por que não tinham dinheiro para a estante. Nos anos 80, sentimos a alegria da aquisição de um aparelho de som, comprado diretamente da Zona Franca de Manaus, com toca discos e e fita! Como éramos felizes com tão pouco.</p>
<p>Nos anos 90, demoramos a conseguir entrar na era do CD Player. Comprávamos CDs, sem ter onde tocá-los. Até que conseguimos em seis suas prestações, levar pra casa um aparelho de 1300 reais. Um verdadeiro monstro sonoro. Quem diria que em 2008 eu compraria um idêntico de meu vizinho, por míseros 100 reais. O mundo dá muitas voltas&#8230; e eu poderia fazer uma lista imensa. De celulares aos fornos de microondas e computadores.</p>
<p>Nossos eletrônicos não definem quem nós somos. Mas sinalizam melhoras significativas que as gerações sutilmente alcançam. Havia TVs maiores na loja. Sempre há uma maior. Porém nossa satisfação com a vida não pode ser baseada na ganância que o futuro promete saciar. Somos muito mais felizes quando aprendemos a enxergar no passado o quanto somos abençoados por Deus. É fácil viver gratidão quando reconhecemos os marcos estabelecidos pelos nossos antepassados, nos inpirando diariamente a fazer nossa parte em favor da próxima geração.</p>
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		<title>Minha família</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 17:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meu tio Benê virou palestrante motivacional. Sempre achei esse negócio de palestras motivacionais algo ridículo, mas pela primeira vez fiquei feliz pelas pessoas que terão o privilégio de ouvir esta apresentação por algumas horas. Digo isto por que há 30 anos me sinto motivado a cada vez que uma história é recontada. A história de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu tio Benê virou palestrante motivacional. Sempre achei esse negócio de palestras motivacionais algo ridículo, mas pela primeira vez fiquei feliz pelas pessoas que terão o privilégio de ouvir esta apresentação por algumas horas. Digo isto por que há 30 anos me sinto motivado a cada vez que uma história é recontada. A história de minha família é absolutamente fascinante. Não é possível não ter orgulho do sobrenome e do sangue que carregamos.</p>
<p>Neste sábado, dentre tantas histórias hilárias que relembramos, meu tio Benê chamava a atenção a uma velha comparação. Segundo ele, meu finado avô Dico Paraguai levou cerca de 17 horas para mudar-se de Boa Esperança até Araraquara, percorrendo a incrível distância de uns 30 quilômetros. Alguns anos depois, meu tio Assis percorreu em míseras 7 horas os 131 quilômetros que separam Araraquara de Bauru. E por fim, muitos anos depois, meus primos Márcio e Danilo percorreram mais de 7000 quilômetros em tão poucas horas para fazerem um intercâmbio nos Estados Unidos.</p>
<p>Quanto mais os anos passam, mais longe conseguimos ir. Mas definitivamente não há como entender a dimensão daquilo que estamos construindo diariamente. Meu avô jamais poderia imaginar quantas pessoas somos hoje devido à simplicidade de sua vida sofrida e vencida um dia de cada vez. Ele jamais poderia sonhar com quantas almas se agregaram a estra grande família graças aos relacionamentos e casamentos que se sucederam.</p>
<p>E nós não podemos sequer imaginar como foi o sofrimento de nosso querido avô. Não sabemos como é sustentar uma família de umas 10 pessoas com um salário mínimo. Por muito menos sofrimento, as pessoas hoje estão morrendo de estresse e alguns até arriscam dar cabo da própria existência. Bando de gente MOLE que todos nós somos.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lNNqwQU19cc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/lNNqwQU19cc&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=pt-br&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Como fico feliz em lembrar dos banheiro que éramos &#8220;gentilmente&#8221; obrigados a lavar na casa de meus avós. Enquanto o serviço não terminasse, ninguém estava dispensado para poder ir brincar. Acha que alguém tinha coragem de reclamar pra dona Maria? Melhor era encarar logo o trabalho. Assim terminaríamos logo e o resto do dia nos pertencia.</p>
<p>A cada geração, mudamos um pouco. Às vezes para melhor.</p>
<p>Olhando para toda esta grande família, sinto o desejo de ter muitos filhos. Tenham o meu sangue ou não. Não importa. Minha vontade é sofrer por mais pessoas. É gastar tudo o que tenho com GENTE. Poder chegar no final e dizer que tudo valeu a pena&#8230; que nada foi desperdiçado. Quero ter a certeza de que continuei a grande obra que meu avô iniciou. A certeza de que muitos se lembrarão do quanto você, apesar de todos os defeitos inerentes aos verdadeiros seres humanos, era uma pessoa exemplar.</p>
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		<title>Estou cansado de protestos</title>
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		<pubDate>Mon, 11 May 2009 13:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O protesto ou manifestação expressa a reação relativamente contra os eventos ou às situações, às vezes a favor. Os manifestantes organizam um protesto como uma maneira pública de que suas opiniões sejam ouvidas em uma tentativa de influenciar a opinião pública ou a política do governo, ou podem empreender a ação direta tentando, elas mesmas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 30px;"><em>O <strong>protesto</strong> ou <strong>manifestação</strong> expressa a reação relativamente contra os eventos ou às situações, às vezes a favor. Os manifestantes organizam um protesto como uma maneira pública de que suas opiniões sejam ouvidas em uma tentativa de influenciar a opinião pública ou a <a title="Política" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica">política</a> do <a title="Governo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Governo">governo</a>, ou podem empreender a <a class="mw-redirect" title="Acção direta" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A7%C3%A3o_direta">ação direta</a> tentando, elas mesmas, decretar diretamente as mudanças desejadas.</em></p>
<p style="padding-left: 30px;">Fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Protesto" target="_blank">wikipédia</a></p>
<p>Se as pessoas acreditam mesmo que o Reino de Deus é real, por que então insistem em não levarem as coisas deste reino a sério? Pra começar não levam a si mesmos a sério. Ou preferem não pensar muito a respeito de si próprios, ou pensam mais do que deveriam. Esta presunção gera toda sorte de males; e corrói relacionamentos como um câncer.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-461" style="margin: 10px;" title="Rebeldia" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/05/rebeldia01.jpg" alt="rebeldia01" width="345" height="250" />Estou farto de manifestações vazias em favor daquilo que indivíduos consideram estar acima dos interesses coletivos. Parece que o amar a si mesmo está valendo mais do que o amar ao próximo. Despidos da bandeira do amor, vejo diariamente pessoas armadas e prontas para explodirem outras em favor de causas pessoais, hereticamente associadas à vontade de Deus.</p>
<p>Gosto de pensar que estou em meio a uma guerra e com poucos soldados aliados. Esta milícia da qual faço parte possui uma missão. Porém tão importante quanto cumprir a missão, é que todos cheguem VIVOS ao final. Por isso se torna necessário gastar tanto tempo tratando relacionamentos e gerando um ambiente de confiança mútua. Aqueles que pensam que basta pegar em armas e AGIR, erroneamente não percebem que estão causando divisões que irão culminar no extermínio de boa parte dos indivíduos envolvidos na ação. Então questiono: acreditamos mesmo que o método maquiavélico de lidar com pessoas é válido?</p>
<p>Toda crítica realizada &#8220;nas costas&#8221; trata-se simplesmente de uma forma de rebelião. Toda tentativa de se passar por cima de pessoas, é como uma tentativa de assassinato. Estas ações podem afirmativamente serem classificadas como &#8220;escândalo&#8221;, pois são danosas a ponto de afastar alguém do caminho. E curiosamente tenho propriedade para fazer este tipo de afirmação, pois eu é que sei o quanto já fui um idiota. E pior do que um rebelde sem causa: um defensor de causas perdidas.</p>
<p>Como defensor da palavra de Deus, obviamente não estou conformado com toda sorte de besteiras que têm sido ditas nos nossos dias. Mas não dá mais para fingir que está tudo bem nesta atitude infantil de realizar críticas sem sermos parte ativa na solução dos problemas.</p>
<p>Apontar erros é fácil. Difícil mesmo é guiar pessoas pelo caminho da verdade. Difícil mesmo é ser zeloso dos interesses coletivos. É renunciar a si mesmo para que outros possam enxergar o caminho.</p>
<p>Estou cansado de auto-intitulados &#8220;defensores do evangelho&#8221;. Curiosamente o evangelho não parece se preocupar em defender a si mesmo. Matar pessoas pela &#8220;causa&#8221; é ridículo como empreender uma Cruzada ou promover a volta da Inquisição.</p>
<p>Não tenho tempo a perder com isto. Meu objetivo é perder para que outros vençam. E o que passar disto, é vaidade pura.</p>
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		<title>Transtorno de Déficit de Atenção não existe!</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 13:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já conheceu alguém que não acreditasse que o homem realmente foi à Lua? Hoje em dia não é tão comum encontrar pessoas com este tipo de opinião. Mas antigamente era bem comum. Curiosamente percebo que as pessoas que duvidam de tudo estão invariavelmente mais próximas da verdade. Pelo menos se ao mesmo tempo que possuem forte senso crítico, tais pessoas não se deixarem envenenar pela presunção de serem inflexíveis em suas opiniões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já conheceu alguém que não acreditasse que o homem realmente foi à Lua? Hoje em dia não é tão comum encontrar pessoas com este tipo de opinião. Mas antigamente era bem comum. Curiosamente percebo que as pessoas que duvidam de tudo estão invariavelmente mais próximas da verdade. Pelo menos se ao mesmo tempo que possuem forte senso crítico, tais pessoas não se deixarem envenenar pela presunção de serem inflexíveis em suas opiniões. É aquela lógica simples: &#8220;quem procura, acha&#8221;.</p>
<p>Sob influência da minha mãe, comecei a ler um livro do Augusto Cury. Olha&#8230; eu odeio livro de auto-ajuda. Sério mesmo. Eu não preciso de ninguém me dando conselhos sobre como eu sou um vencedor por que &#8220;pelo menos quando eu era apenas um pouco de esperma, venci a corrida para a vida&#8221;. Arghhhhhhhh! Odeio este tipo de retórica oca! Mas como fiquei com vergonha de devolver o livro sem ter concluído a leitura, resolvi persistir e engolir aquelas palavras à força. E dá pra acreditar que depois das baboseiras todas sobre &#8220;ser um vencedor&#8221;, encontrei atitudes ousadas e criativas que de fato conseguiram me trazer inspiração?</p>
<p>Fiquei admirado com a capacidade deste tal de Cury de criar paradigmas, muitas vezes avessos ao que a ciência &#8220;sabe&#8221;, para explicar realidades que ele considera mal explicadas. Me identifiquei totalmente com isto. Às vezes me sinto o Adam Savage, apresentador do Mythbusters, quando afirma: &#8220;Eu rejeito sua realidade e substituo pela minha&#8221;.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-318" style="margin: 10px;" title="Adam Savage" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2009/04/adam_savage-300x227.jpg" alt="Adam Savage" width="300" height="227" /></p>
<p>Chegando finalmente na parte polêmica, afirmo que não acredito em Transtorno de Déficit de Atenção. Esta &#8220;doença&#8221; da moda não faz sentido algum se analisar atentamente os fatos. Simplesmente por que me considero uma das vítimas deste mal recentemente diagnosticado e catalogado, percebo que na verdade o que chamam de transtorno, deveria ser entendido como um dom. Enquanto valorizavam no ambiente escolar o perfil de &#8220;ovelha&#8221; (passivo, mudo e obediente), percebo que nunca me encaixei muito neste sistema. Reparei que  pessoas diagnosticadas com TDA não possuem dificuldade alguma em concentrar-se. Sua dificuldade real é de <strong>concentrar-se naquilo que não lhes interessa</strong>!</p>
<p>No entanto, é visível a impressionante capacidade de concentração de tais pessoas quando encontram algo que seja de seu interesse. Focam como se todo o mundo não fosse importante (ou simplesmente não existisse).</p>
<p>Conheço também pessoas que em 5 minutos revelam que possuem algum tipo de retardamento mental. Limitações mais sérias. Pessoas que são estereotipadas por suas restrições intelectuais que, usualmente, consideramos serem parâmetros de eficiência. Porém há uns 2 anos tenho me sentido como aquela música do Raul Seixas:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #999999;"><em>Era uma vez um sábio chinês<br />
Que um dia sonhou que era uma borboleta<br />
Voando nos campos, pousando nas flores<br />
Vivendo assim, um lindo sonho&#8230;</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #888888;"><em>Até que um dia acordou<br />
E pro resto da vida uma dúvida lhe acompanhou&#8230;</em></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #888888;"><em>Se ele era um sábio chinês que sonhou que era uma borboleta<br />
Ou se era uma borboleta sonhando que era um sábio chinês&#8230; (2x)</em></span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="color: #000000;">Será que o padrão de normalidade é realmente o estabelecido e catalogado pelo mundo? Será que de fato meus amigos &#8220;deficientes mentais&#8221; ou que sofrem dos mais variados &#8220;transtornos&#8221; são os problemáticos, ou será que EU é que sou limitado por minha pseudo-intelectualidade de modo que estou condenado a não enxergar o que é tão óbvio? </span></span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="color: #000000;">Já pensou em tentar observar as coisas através dos olhos daqueles que possuem &#8220;transtornos&#8221; para tentarmos identificar qual parte da realidade não estamos conseguindo perceber? </span></span><span style="color: #999999;"><span style="color: #000000;">Me sinto obrigado a tentar enxergar as coisas pelos olhos destes míseros &#8220;insetos&#8221;. Quero discernir qual ponto de vista é a realidade e qual está fundamentado apenas na aparência. Esta lógica linear que define nossas vidas é realmente tudo que existe? Não seria presunção demais pensar que meu ponto de vista é único e portanto não carece de correções? Posso mesmo tentar limitar Deus (e todo seu Reino) nas coisas possíveis, imagináveis e lógicas?</span></span></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #999999;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #ff0000;">&#8220;Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; <strong>mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus</strong>.&#8221; (João 9:3)</span><br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #999999;"><span style="color: #000000;">Eu tinha tanta coisa pra fazer hoje. Mas graças ao meu dom chamado TDA, me concentrei tanto nestas idéias, que deixei todo o resto de lado. Um abraço a todos que conseguiram chegar até o final deste texto.<br />
</span></span></p>
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		<title>Meditação? Que diabos é isso?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Nov 2008 12:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dá pra perceber claramente que nós ocidentais temos aversão à palavra meditação. Principalmente nós que nos consideramos cristãos evangélicos. Como se meditação estivesse associada a sentar-se no chão, acender um incenso fedido, cruzar as pernas, fechar os olhos e dizer &#8220;aummm&#8221;. Particularmente, gosto de todas estas coisas, com excessão de cruzar as pernas. Mas este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dá pra perceber claramente que nós ocidentais temos aversão à palavra meditação. Principalmente nós que nos consideramos cristãos evangélicos. Como se meditação estivesse associada a sentar-se no chão, acender um incenso fedido, cruzar as pernas, fechar os olhos e dizer &#8220;aummm&#8221;. Particularmente, gosto de todas estas coisas, com excessão de cruzar as pernas. Mas este estigma de meditação muitas vezes não permite que tenhamos um tempo de qualidade na leitura, tanto da palavra quanto de artigos de outras pessoas.</p>
<p>Tenho me dedicado bastante à leitura de artigos nos últimos meses. E a cada dia fico mais surpreso com a qualidade dos materiais que gratuitamente podemos encontrar na internet. Inclusive este site é uma tentativa minimalista de colaborar com a produção intelectual cristã independente, pois creio que nem sempre há uma correta valorização do conhecimento no meio evangélico. Lidar com pessoas que pensam pode ser algo problemático realmente. Mas quem disse que pastorear é fácil?</p>
<p>Há alguns anos, quando ainda estava na faculdade, eu disse em uma roda de amigos que gostaria que existissem &#8220;livros do Paraguai&#8221;. Isto por que sempre considerei um livro um artigo caro. Devido à grande desvalorização da moeda do país nos últimos 15 anos, hoje não considero que 30 reais em um bom livro seja tão caro assim. Mas, o mau hábito de querer comprar coisas de 1,99 as vezes me impede de comprar mais.</p>
<p>Quando comecei a ler mais artigos cristãos na internet, passei por uma crise de identidade ao me deparar com textos tão críticos e embasados biblicamente, que abalaram minhas convicções mais sólidas. Demorei um certo tempo para digerir tudo aquilo. E, uma vez terminado este processo, aprendi a meditar em idéias diferentes com paciência, mesmo que estas idéias pareçam absurdas inicialmente.</p>
<p>Quem disse que não podemos dedicar tempo para entendermos as coisas loucas e absurdas? Se investirmos tempo na busca da revelação que apenas o Espírito Santo pode trazer, necessariamente iremos bater de frente com as respostas.</p>
<p>Gasto boa parte de meu dia em meditação. Mesmo que seja sentado no sofá ao lado de minha mesa no trabalho. Medito lendo o jornal e a revista. Ou ouvindo a conversa das pessoas ao meu redor. Medito na palavra de Deus e nos artigos de pensadores cristãos que leio na internet. Medito nas heresias que ouço a todo tempo na TV. E neste processo Deus vai falando pacientemente comigo, de modo que eu possa compreender ainda mais o que significa andar com Cristo.</p>
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