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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Heresia</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Top 5 das expressões sem sentido que usamos nas Igrejas</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 15:06:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atendendo a pedidos, segue a lista de expressões que perderam (ou nunca tiveram) o sentido ao longo das experiências &#8220;cristãs&#8221; ensinadas pelas Igrejas. 5 &#8211; EXORTAR Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa &#8220;animar, incentivar, estimular&#8221;. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atendendo a pedidos, segue a lista de expressões que perderam (ou nunca tiveram) o sentido ao longo das experiências &#8220;cristãs&#8221; ensinadas pelas Igrejas.</p>
<p><strong>5 &#8211; EXORTAR</strong></p>
<p>Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa &#8220;animar, incentivar, estimular&#8221;. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio.<span id="more-1173"></span></p>
<p><strong>4 &#8211; LEVITA</strong></p>
<p>Essa morreu no Antigo Testamento. Os Levitas eram descendentes da Tribo de Levi, e eram encarregados de TODO O SERVIÇO no Templo. Mas Levita tem sido usado como sinônimo de músico. Besteira pura! Pra começar a música no serviço levítico era a menor das tarefas. A faxina, organização e carregar peso nas costas, isso sim era a parte mais importante do trabalho. Levando em conta que não somos judeus, não somos descendentes daquela tribo e também lembrando que o Templo não existe mais, então estamos dispensados do serviço levítico. Músico é músico. Ponto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 &#8211; PROFETA</strong></p>
<p>Segundo a bíblia, profeta é aquele que revela a vontade de Deus ao povo. Simples assim. Porém tornou-se comum considerar que profeta é uma espécie de adivinho. Heresia pura! Considerando que TODA A REVELAÇÃO está em Cristo Jesus e que o conhecimento acerca desta revelação está contida nas escrituras, um profeta legítimo não deve adivinhar nada, mas proclamar de maneira compreensível as coisas que estão contidas na palavra de Deus. Por isso Paulo afirma que o dom de profetizar é o dom mais excelente. E se você ainda paga pau pra adivinhos, lembre-se que ADIVINHAÇÃO é pecado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 &#8211; UNÇÃO</strong></p>
<p>Como dizem por aí, UNS SÃO, outros NÃO SÃO. Agora falando sério&#8230; a expressão unção virou clichê na boca de crente. É unção disso, unção daquilo&#8230; tudo sempre buscando atender ao interesse economico; ou garantindo o controle das massas sob o pretexto de que UNÇÃO É PODER. Pra começar no Novo Testamento a palavra unção só é usada no sentido de afirmar que Cristo está em nós. Logo, ter unção é ter Cristo. Em todos os outros contextos, há ensinos explícitos sobre o ato de &#8220;ungir&#8221; pessoas, que seria orar com óleo, pedindo a Deus por curas específicas. Há algum poder neste óleo? Não mesmo. Mas é bom lembrar que no contexto bíblico, óleo também era considerado remédio para muitas doenças.</p>
<p><strong>1 &#8211; ATO PROFÉTICO</strong></p>
<p>Essa é a campeã da lista de heresias. Se sua igreja usa essa expressão, então a teologia por aí tem sido profundamente contaminada com valores neopentecostais. Pra começar não existe a expressão &#8220;ato profético&#8221; na Bíblia. Essa expressão surgiu na verdade como uma tentativa de disfarçar o conceito de podemos fazer coisas que &#8220;movem a mão de Deus&#8221; na direção de nossos desejos. Ou seja, heresia pura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meu conselho é&#8230; cuidado com as expressões.<br />
Por que as mínimas coisas podem revelar grandes besteiras.<br />
Vão com Deus!</p>
<p>Ops! Como alguém poderia ir &#8220;sem Deus&#8221;, se Deus é onipresente e está em todos lugares mesmo antes de eu pensar em me mover?</p>
<p><a href="http://twitter.com/ariovaldojr" target="_blank">@ariovaldojr</a></p>
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		<title>Pastores serão os últimos no Reino de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 12:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote. Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote.</p>
<p>Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão consideradas relevantes à medida que atinjam um público expressivo; e que haja repercussão entre estes &#8220;atingidos&#8221;. O fato é que eu não sei fazer outra coisa. Talvez minha maior contribuição com o Reino, segundo o chamado e vocação da parte de Deus, seja expressar em palavras as angústias que me afligem. E, identificando-se com tais situações, pessoas sejam levadas a ouvirem a voz de Deus.<span id="more-1168"></span></p>
<p>Porém a exposição gera popularidade no mau sentido da palavra, de modo que nossa função passa a ser mais valorizada do que o &#8220;serviço&#8221;. Isto é prejudicial e ao mesmo tempo uma maldição para os pregadores. Assim como aquele que jejua para parecer espiritual, o pregador recebe seu galardão à medida em que prega. E quanto mais prega, mais honra recebe por parte de homens. E quanto mais honra, menor tal homem se torna no Reino.</p>
<p>Isto culmina com a realidade de que nós pastores seremos os menores no Reino de Deus. Por que aqueles que fazem o Reino funcionar anonimamente são os verdadeiros heróis desta história. Todas aquelas pessoas que oraram, visitaram, choraram&#8230; e moveram os céus para que as coisas acontecessem&#8230; estes sim são os verdadeiros heróis.</p>
<p>Mas está tudo bem. Nada traz mais satisfação do que compreender os desígnios de Deus para sua vida.<br />
E àqueles que desejam tornarem-se pregadores, avaliem bem suas motivações. Por que entramos nessa vida para perder&#8230; de modo que outros possam ganhar. Parecemos grandes, mas no final seremos os menores&#8230; para que os menores possam ser grandes no Reino.</p>
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		<title>Extremos</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 13:31:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho medo de pessoas que tem certeza demais. Não suspeito da fé, que de algum modo é também uma certeza, mas não consigo compreender as absolutizações de conceitos. E sendo base do Reino de Deus o princípio do equilíbrio, torna-se inaceitável que alguém julgue encontrar a verdade em um posicionamento extremista. De modo que todo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho medo de pessoas que tem certeza demais. Não suspeito da fé, que de algum modo é também uma certeza, mas não consigo compreender as absolutizações de conceitos. E sendo base do Reino de Deus o princípio do equilíbrio, torna-se inaceitável que alguém julgue encontrar a verdade em um posicionamento extremista. De modo que todo radicalismo torna-se pragmático&#8230; pois serve a um propósito inevitavelmente interesseiro.<span id="more-1162"></span></p>
<p>A vantagem da onipresença de Deus é que Ele pode estar nos dois extremos ao mesmo tempo. Não digo que sempre está, mas PODE estar. Como se extremos compusessem diferentes verdades; mas Deus fosse a verdade absoluta que está além de nossa capacidade de conciliar coisas aparentemente divergentes. E isto faz sentido quando percebemos que, para que Deus seja verdadeiramente Deus, é necessário que seu tamanho exceda a capacidade de compreensão de sua criação. Um deus que pode ser &#8220;medido&#8221;, é pequeno demais para ser verdadeiro.</p>
<p>A correta perspectiva do homem deveria ser a de ouvir mais, afirmando menos. Pois apenas no fim dos dias saberemos se no céu estará um ou dois ladrões crucificados juntos com Cristo. Apenas no fim saberemos se nos sentaremos à mesa com pessoas que nós condenamos em nosso coração ao inferno. Exatamente por estas práticas, enganoso é o coração&#8230; pois é rápido para condenar a outros; e incapaz de condenar a si próprio.</p>
<p>Na dúvida, devemos exercer misericórdia para com todos. Confiantes na graça; esperançosos no amor; humildes nas convicções que construímos. Deixando as certezas absolutas para quem possui ciência.</p>
<p><a title="Pastor, analista de sistemas e palestrante desmotivacional. Não necessariamente nesta ordem." href="http://twitter.com/ariovaldojr" target="_blank">@ariovaldojr</a></p>
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		<title>Salvar a igreja? Pra que?</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 19:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual  acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com  os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como  então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem  colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar logo a pá de  cal sobre algumas delas para que morram de uma vez.<span id="more-1116"></span></p>
<p>Pode parecer radicalismo, mas a realidade faz com que isto se torne  necessário. Claro que vai chover pastores conservadores me escrevendo  pra defender “seu” rebanho, sustento e estruturas. Mas se a maioria dessas coisas não tivessem sido criadas nos moldes em que existem hoje, com  certeza suas opiniões seriam bem diferentes. Claro que os velhos modelos serviram e (de um modo ou de outro) até trouxeram o evangelho até nossa geração. Mas a vida se vive PRA FRENTE, de modo que a tradição se torna a menor das virtudes quando falamos na interação entre igreja e cultura.</p>
<p>O velho vinho está confortavelmente acomodado nos velhos odres. E  quem experimenta do velho, considera-o excelente. Ponto. Mas o novo  vinho precisa de espaço na adega da pós-modernidade. Para isto  precisamos que o velho vinho seja “consumido” rapidamente. Não que o  novo combata o velho. Mas o “fim” que atinge todo organismo vivo deve  igualmente encerrar a continuidade de muitos ministérios. Isto nada tem a  ver com “utilidade” ou “santidade”. Acontece que TUDO QUE É VIVO segue a  regra do nascer-crescer-reproduzir-morrer. E a insistência de homens em  salvar o que não deveria ser salvo, tem criado verdadeiros zumbis:  ministérios que já fedem como mortos, mas continuam na ativa.</p>
<p>Esta mortalidade ministerial é algo bonito e parte daquilo que Deus  fez ao longo da história. As igrejas permanecem à medida que se  reproduzem. E se reproduzem à medida que geram cristãos maduros. Não  existe interesse da parte de Deus em manter determinada estrutura por  tempo indeterminado. Mas a vida se renova na reprodução dos valores e da  fé que nos foi dada.</p>
<p>Espero ansiosamente que tudo aquilo que Deus nos usou para construir,  um dia tenha celebrado o seu velório. E que neste tempo haja muitos  filhos e filhas, todos com a alegria e a gratidão de quem foi abençoado  por aquilo que a Igreja de Cristo fez através de tal ministério.  Celebraremos, choraremos e também nos alegraremos. E daremos  continuidade através dos frutos.</p>
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		<title>Uns chamam de ar. Eu chamo de salvação.</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 13:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uns dizem que precisamos de uma revolução. Outros querem a inquisição. Eu sinceramente não sei muito a respeito do que seria &#8220;melhor&#8221;. Mas em minha mente apenas uma questão se passa. Pois, se eu concordo com as idéias &#8220;estabelecidas&#8221; por este sistema corrupto, sou fundamentalista. Mas se ouso discordar, então sou chamado de liberal. Ah&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uns dizem que precisamos de uma revolução. Outros querem a inquisição. Eu sinceramente não sei muito a respeito do que seria &#8220;melhor&#8221;. Mas em minha mente apenas uma questão se passa. Pois, se eu concordo com as idéias &#8220;estabelecidas&#8221; por este sistema corrupto, sou fundamentalista. Mas se ouso discordar, então sou chamado de liberal. Ah&#8230; gostaria eu de poder demonstrar para estas pessoas que vivemos uma crise que vai além das velhas definições. Por que nossa geração não clama por respostas, pois sequer aprendeu ainda a formular as perguntas. Nossa geração respira a pós-modernidade. E não somos nós que estamos na pós-modernidade. Ela é que está em nós.<span id="more-1039"></span></p>
<p>E dentre as muitas coisas que me intrigam, a maior delas é como pode o homem se entusiasmar tanto com a liberdade; mas diante da primeira oportunidade de voltar ao cabresto, torna a submeter-se à pseudo autoridade espiritual daqueles que continuam geração após geração a atar fardos nas pessoas.</p>
<p>As vozes proféticas de nossa geração dia após dia se vendem. Trocam o privilégio de relembrar a verdade que já foi revelada pelos cargos eclesiásticos e toda a sua política suja. E o coração do homem de bem, chamado para servir, corrompe-se pela inobservância de que obedecer a Deus é exatamente o contrário de concordar com esta corja.</p>
<p>Mas há esperança! Por que a pós-modernidade diluirá os valores seculares daquela que reinvindica o título de Igreja. E os gasofilácios morrerão vazios. Os prédios se tornarão cheios de teias de aranha; e seremos iguais ao cristianismo morto do Velho Mundo. Não é preciso muita &#8220;revelação&#8221; para perceber que quando fazemos as MESMAS COISAS, obviamente iremos obter aproximadamente OS MESMOS RESULTADOS. E se de fato queremos ser diferentes, o ideal seria fazer o contrário de tudo que temos feito.</p>
<p>E o evangelho não morre por que é como o ar. Fundamental a todos os que permanecem vivos, mesmo que estes não se deem conta disto. E quando se acabarem os modelos passageiros com todas as suas mentiras de prosperidade e empreendedorismo, então o Reino se manifestará novamente. Glorioso e implacável. Fazendo de novo com que a salvação seja medida pela sinceridade das orações dos santos e não por indíces monetários.</p>
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		<title>Liberdade graciosa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 21:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA. Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA.<span id="more-1028"></span></p>
<p>Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo de um discurso de liberdade, a realidade não costuma ser tão generosa. As organizações e seus métodos de tomar decisões são altamente autoritários. E as liberdades dos indivíduos são desrespeitadas no convívio coletivo, através de pressões que visam manipular pessoas segundo o interesse da liderança.</p>
<p>Mas analisando os princípios bíblicos da liberdade e da organização social/espiritual que chamamos de Igreja, isto não era para ser exatamente assim. O propósito da vida em comunidade deveria ser expressar graciosamente a vocação e identidade dos indivíduos; deixando os interesses pessoais de todos sujeitos às verdadeiras prioridades da  vida coletiva.</p>
<p>Cristo morreu na cruz para garantir a liberdade total e irrestrita. Isto significa que somos livres para TODAS AS COISAS sem nenhuma restrição. Todos os seres humanos são livres para fazerem o que quiserem, sabendo que não mais respondem ao conjunto bíblico velho-testamentário de leis. Fomos comprados pelo Filho de Deus e, agora, devemos satisfações unica e exclusivamente a ele.</p>
<p>Somos livres para fumar maconha; para praticar sexo sem restrições; para consumir pornografia. Porém é fato que o propósito pelo qual a liberdade nos foi dada não é exatamente o uso abusivo de todas as coisas que nos foram consideradas lícitas.</p>
<p>Jesus afirma que sua vinda não possui o propósito de REVOGAR a lei, mas de CUMPRÍ-LA. Como então faz sentido esta nova concepção de plena liberdade diante da afirmação de que o cumprimento da lei continua sendo obrigatória? Isto é bem simples. A graça é a possibilidade de excedermos o cumprimento da lei, mediante o caminho chamado GRAÇA. Não somos obrigados a fazer, mas não há outra possibilidade. O problema diante de tamanha liberdade é que o MEDO do julgamento divino não basta para criar indivíduos verdadeiramente beatos. A religiosidade não é capaz de criar uma consciência transformada. Mas aqueles que compreendem plenamente o propósito de Deus para suas vidas, não conseguem resistir ao CAMINHO.</p>
<p>Este caminho é o da RENÚNCIA. Diante de toda a liberdade que possuímos, espiritualmente somente seremos livres quando soubermos escolher dentre TODA AS COISAS apenas aquelas que CONVÉM. E esta &#8220;noção&#8221; de conveniência não está no indivíduo, mas expressa em cada pequeno detalhe da pessoa de Jesus.</p>
<p>Antes eu não podia adulterar. Agora pela graça eu estou livre. Mas excederei o cumprimento da lei quando entender que NEM OLHAR para uma mulher com intenção impura eu devo. Antes o povo judeu devia 10% de tudo que ganhava aos sacerdotes e ao templo. Hoje somos totalmente desobrigados disto. E vivemos de maneira graciosa a responsabilidade de darmos 100% de nossas vidas para o convívio em comunidade. O &#8220;dízimo&#8221; não passa de um compromisso entre homens para garantir a manutenção estrutural de prédios que não são mais templos. E aqueles que não contribuem, de maneira nenhuma são &#8220;menos abençoados&#8221;. Mas o verdadeiro cristão se manifesta na capacidade de assumir responsabilidades coletivas. Ele faz questão de colaborar por que acredita. E a liderança não tem papel fiscalizador no que se refere a finanças, mas seu papel é despertar FÉ. Quem crê, contribui. Não com dinheiro apenas. Mas com sua própria vida.</p>
<p>A função dos líderes é falar graciosamente do amor de Cristo e desta liberdade que tem sido negligenciada. Temos sim escravizado pessoas através da inserção do indivíduo em estruturas e métodos que nada tem a ver com a essência do cristianismo. Nosso papel enquanto pastores DEVE SER provocar o desejo da autêntica liberdade conquistada na cruz por nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>Aqueles que compreenderem a profundidade da liberdade e o privilégio de administrá-la, automaticamente conhecerão O CAMINHO DA SALVAÇÃO à medida que aprenderem a renunciar a coisas que lhe são lícitas, pelo puro interesse em agradar a Deus.</p>
<p>Ninguém poderá lhe dizer o que fazer. O que devemos é levar pessoas a se encontrarem pessoalmente com este Cristo que nos faz renunciar a todas as coisas. E por que nós renunciamos? Por que somos bons? DE MANEIRA NENHUMA! Renunciamos por que conhecemos A VERDADE&#8230; e a verdade é que não servimos para mais nada. Agora conhecemos nossa identidade e nossa vocação. E nosso caminho, embora vivamos uma luta constante contra os desejos de nossa própria carne, é O CAMINHO DE DEUS.</p>
<p>Você é livre. E ninguém pode tirar isto de você. A não ser você mesmo.</p>
<p>Este Cristo e toda sua glória e amor será visto na vida daqueles que, diante da plenitude da liberdade, aprenderam a renunciar voluntariamente a tudo que não convém. E o amor de Deus em nós constrangerá de maneira irresistível aos que ainda não possuem consciência de sua existência.</p>
<p>Você pode suportar este amor?</p>
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		<title>Comunidade dos chatos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 21:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em um mundo de relacionamentos descartáveis, se torna cada vez mais difícil atenuar o sentimento de tédio que é comum a todos os seres humanos a partir de uma certa idade. E é fato que as igreja criar programações aos sábados (que muitas vezes são verdadeiros programas de índio) simplesmente para ocupar a mente daqueles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo de relacionamentos descartáveis, se torna cada vez mais difícil atenuar o sentimento de tédio que é comum a todos os seres humanos a partir de uma certa idade. E é fato que as igreja criar programações aos sábados (que muitas vezes são verdadeiros programas de índio) simplesmente para ocupar a mente daqueles que ainda sentem prazer no relacionamento, demonstra o quanto nos privamos dos melhores prazeres que deveriam ser expontâneos na vida; como por exemplo a autêntica COMUNHÃO.<span id="more-951"></span></p>
<p>A dificuldade de lidar com pessoas casadas é a tendência que estas possuem em se segregarem das pessoas solteiras, a começar pelo tipo de atividade que preferem se envolver. Parece que as únicas opções existentes, necessariamente envolvem comida e possuem como variação apenas o local: se é na sua casa ou na minha.</p>
<p>Os programas dos solteiros também não são lá essas coisas. Quando não conhecíamos a Cristo, havia prazer em cada conversa com amigos, discutindo o impossível e frequentando lugares não-confortáveis; simplesmente pelo prazer de podermos nos socializarmos com pessoas diferentes. Mas, uma vez que tais pessoas passam para &#8220;o lado de cá&#8221;, entram para um círculo vicioso que envolve comida e filmes. E os tais ainda criticam os casados por não os acompanharem.</p>
<p>Independente de se somos casados ou solteiros, por que a vida social da maioria dos cristãos está delimitada por atividades rotineiras, previsíveis e desanimadoras? Por que nos tornamos a Comunidade dos Chatos, testemunhas vivas de como é preciso sair de tudo que é divertido para ser cristão? Sinceramente não compreendo isto.</p>
<p>Talvez a resposta esteja em como lidamos com a cultura deste mundo. A cultura é um pilar indispensável das relações sociais e quem a despreza acaba vivendo como se pretendesse sair deste planeta. Obviamente esta é uma decisão idiota, que filia pessoas todos os dias na Comunidade dos Chatos.</p>
<p>Estou cansado de gente que perdeu seu vigor no começo da caminhada. Preciso de desafios e preciso agora. Simplesmente por que as &#8220;belezas&#8221; deste mundo podem até parecerem atraentes, mas sei que não são para mim.</p>
<p>Não quero e nem vou fazer parte da Comunidade dos Chatos.<br />
Prefiro vadiar por este mundo infernal, em busca de novos amigos.</p>
<p>Quem sabe seja possível encontrar pessoas que tenham a mesma sede da verdadeira COMUNHÃO.</p>
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		<title>A história que ninguém contou</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 12:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de outro. E  isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente virgem. Como diz o ditado: &#8220;família é tudo igual&#8230; só muda o endereço&#8221;. De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!<span id="more-807"></span></p>
<p>Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de dinheiro nas igrejas.</p>
<p>Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é considerado grupo de pagode. O nome da banda era &#8220;O Filho e os homens&#8221;. Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como &#8220;Filho do homem&#8221;. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo), ficou conhecido por Mestre.</p>
<p>A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro &#8220;Rock in Rio Jordão&#8221;, show em que Jesus se apresentou publicamente pela primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.</p>
<p>Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com afinco durante longos 3 anos de turnê.</p>
<p>A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia. Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus&#8230; amanhã já tá atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados, mas poucos escolhem para si este caminho.</p>
<p>Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação com &#8220;sangue nos zóio&#8221;. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.</p>
<p>Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa de <em>rockstar</em> mesmo.</p>
<p>E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em, sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que todos nós possamos conhecer sua música.</p>
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<p><a href="http://braobarbosa.com/jesusrocks/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1238" title="" src="http://www.ariovaldo.com.br/wp-content/uploads/2010/02/quadrinho.jpg" alt="" width="450" height="166" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://braobarbosa.com/jesusrocks/" target="_blank">http://braobarbosa.com/jesusrocks/</a></p>
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		<title>John Piper também erra</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar na atualidade, são pessoas que pensem e que sejam críticas sem descartar outros por possuírem opiniões divergentes das suas próprias. Então, por favor, tenha paciência antes de xingar minha mãe.<span id="more-873"></span></p>
<p>Citei John Piper, mas poderia listar vários outros nomes que são altamente inspiradores em minha vida. E que, ao não concordar 100% com nenhum deles, me alegro por saber que se tratam de seres humanos, restritos como todos nós às opiniões e experiências da vida.</p>
<p>Piper afirma no vídeo &#8220;Não desperdice seu púlpito&#8221; que os modismos dos pregadores contemporâneos deve ser deixado de lado em favor da pregação do evangelho puro e simples. E obviamente concordo com sua afirmação. Porém, o próprio Piper se enquadra no grupo dos que o fazem? Por um acaso, as formas e liturgias da pregação da palavra na Igreja Batista Bethlehem são essencialmente o evangelho de Cristo?</p>
<p>Todas as igrejas, com raríssimas excessões, incorporam o modelo de escola grega, utilizando do púlpito, das cadeiras e dos mecanismos acústicos adequados a uma exposição unilateral. A grande pergunta então é: foi Jesus que estabeleceu este modelo?</p>
<p>Mark Driscoll, de certa forma do lado oposto ao de Piper, também é um dos homens que admiro e ao mesmo tempo não engulo completamente. Ele me parece um conservador ao estilo do Piper, travestido de pós-moderno, com intenções explícitas de atingir a juventude de seu país. Por exemplo, sua opinião sobre o livro &#8220;A Cabana&#8221;, soa como altamente radical e intolerante. Através de suas observações, temos a sensação de que há pouca aceitação àqueles que enxergam Deus ligeiramente diferente.</p>
<p>O que une a todos os pregadores do Reino é a essência da mensagem da salvação, única e explicitamente representada pela figura do Deus encarnado sob o nome de Cristo Jesus. Porém devemos compreender que, toda crítica aos modelos de exposição das verdades contidas na Bíblia, é quase sempre exagerada. Jesus falava sobre árvores, sementes&#8230; sobre plantas das mais diversas espécies&#8230; sobre filhos estúpidos, sobre tesouros e sobre a relação empregado/patrão. Em cada pequeno detalhe e, através das mais diferentes técnicas e momentos, Ele comunicava as verdades eternas.</p>
<p>Por isso, concentre-se na mensagem de Piper, na ousadia de Driscoll&#8230; mas principalmente no evangelho de Jesus. Conte histórias que tenham a ver com a sua realidade; e que mexam com a vida das pessoas segundo aquilo que Deus já está fazendo e, muitas vezes, elas sequer são capazes de perceber. Lembre-se que o &#8220;seu púlpito&#8221; não é um lugar, mas uma atitude.</p>
<p>E nunca se esqueça que, o próprio Jesus defendeu a legitimidade daquele que não era &#8220;do grupo&#8221; dos discípulos a promulgar o evangelho. Por quem não é contra nós, é por nós.</p>
<p>Amo estes caras&#8230; por que são pessoas comuns, como todos nós.<br />
Amo o Piper, mesmo o considerando conservador demais.<br />
Amo o Driscoll, mesmo crendo que ele precisava ser ousado não apenas na aparência.</p>
<p>Estamos todos no mesmo barco.</p>
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		<title>Hipocrisia pastoral</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 13:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com &#8220;pastores&#8221;, é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de &#8220;membros&#8221; em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com &#8220;pastores&#8221;, é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de &#8220;membros&#8221; em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a arrecadação nos gasofilácios. É sempre assim. Escolhem como critério de comparação aquilo que julgam serem melhores que os demais. Ninguém jamais quer ser comparado em um quesito que seja um ponto fraco de seu ministério/igreja.<span id="more-844"></span></p>
<p>Nesta fúria estúpida por desejar ser melhor que outros, uma das coisas que mais me ofende são os pastores retrucadores. Aqueles que sempre tem alguma coisa a acrescentar&#8230; e adoram citar textos gringos para sustentar seus pontos de vista. Temos uma geração falida em vários quesitos&#8230; e que encontrou no estilo de ser &#8220;cabeção&#8221;, a maneira de ser idolatrada por suas ovelhas. É uma pena que ficar calado é uma das coisas que o &#8220;amplo conhecimento&#8221; não ensina a nenhum pastor. Uma geração de pessoas hipócritas e louca para dar respostas a todas as coisas (como se isso fosse possível). E além de tudo, uma geração idólatra, que coloca pessoas de ministérios distantes como &#8220;grandes&#8221;, enquanto ignora completamente as virtudes e acertos de seus compatriotas; talvez por os considerar como concorrência.</p>
<p>De métodos as igrejas também estão fartas. Já sabemos até como xingar com propósito, apostolicamente ou em células. Mas tudo isto não foi capaz de produzir a tal revolução que arde no coração dos verdadeiros filhos de Deus. Um pastor que se considera treinado, preparado ou cheio de métodos e experiência, deve necessariamente ser desqualificado do serviço. Este já possui seu coração corrompido pela soberba. Não dá pra ignorar que Jesus escolheu para seus discípulos exatamete o tipo de gente que jamais escolheríamos para líderes. Jesus errou? Somos nós melhores?</p>
<p>Pastores, líderes, ministérios e pessoas&#8230; todos devem se apresentar de maneira transparente. Precisamos ser inspiradores mas também autênticos. Somos altamente capazes de falar sobre a glória de Deus&#8230; mas de que adianta apenas falar? Deveríamos nos revirar do avesso, mostrando nossas angústias, dificuldades, sofrimentos, medos&#8230; e TAMBÉM nossa única esperança. Devemos jogar a imagem do pastor e do super-crente no lixo. Por que o mundo jamais precisou de tais pessoas. O mundo precisa de pessoas de verdade, especialistas em chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Pessoas que apesar de todo o sofrimento e dificuldade, são os primeiros a por mão no bolso em favor do desconhecido que passa por necessidade.</p>
<p>A luz do evangelho brilha muito mais em pessoas reais.<br />
Aqueles que olham para pessoas e enxergam como elas realmente são.<br />
E que consideram a todos superiores a si mesmos. Pela fé!</p>
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