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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Fé</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>O que é felicidade</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 02:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vejo muitas pessoas que consideram que o objetivo pelo qual foram criadas por Deus é encontrar a tal da felicidade. E obviamente tais pessoas sofrem decepções seguidas em suas vidas, simplesmente por que convivem com um sentimento de prejuízo; já que na prática a felicidade vinculada a satisfação de nossos desejos raramente é alcançada. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo muitas pessoas que consideram que o objetivo pelo qual foram criadas por Deus é encontrar a tal da felicidade. E obviamente tais pessoas sofrem decepções seguidas em suas vidas, simplesmente por que convivem com um sentimento de prejuízo; já que na prática a felicidade vinculada a satisfação de nossos desejos raramente é alcançada.<span id="more-998"></span></p>
<p>Mas biblicamente é explícito que Deus não tem compromisso algum com nossa felicidade. Deus nos ignora completamente e faz questão de frustrar nosso desejos. Nosso Senhor é o grande estraga prazeres. E nós seremos eternamente alheios aos planos de Deus enquanto não compreendermos o real sentido da vida.</p>
<p>O objetivo pelo qual cada um de nós foi criado é DAR A SUA VIDA EM FAVOR DE OUTROS. E apenas quem compreende tal coisa irá encontrar a verdadeira felicidade que acompanha aqueles que discerniram seu chamado e vocação. Portanto, não faz diferença se as pessoas que você é obrigado a suportar colaboram ou não com seus planos. Independente do grau de dificuldade, não há outra coisa a ser feita senão cumprir cabalmente a ordem de nos relacionarmos. E não nos esforçamos para sermos &#8220;bonzinhos&#8221; para alcançar o céu. Na verdade apenas aqueles que já compreendem que são cidadãos do céu é que não conseguirão evitar o dar tudo de si mesmo.</p>
<p>Somente seremos mais que vencedores quando aprendermos a perder em favor daqueles que não merecem. E não é difícil encontrar tais pessoas, pois raramente alguém merece algo de bom.</p>
<p>Devido ao fato de todos estarmos debaixo da vontade divina com relação a nossa &#8220;data de validade&#8221;, cabe a nós naturalmente rapidamente expressarmos qual o propósito de nossa existência. Aqueles que irão se perder, rapidamente expressando a perdição em cada respiração. E aqueles que serão salvos, progredindo no sentido do único caminho.</p>
<p>Morrer por uma causa é nobre, mas a morte só é digna quando aprendemos a viver pelo que verdadeiramente vale a pena.</p>
<p>E nós que somos salvos não podemos resistir. Morreremos em plena felicidade por que sabemos que nossa pátria não é deste mundo. Não importa o quanto o fogo queime. A lenha logo acaba; e a VIDA ETERNA se revela com toda a sua plenitude.</p>
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		<title>Reforma teológica</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 13:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partindo do princípio de que a verdade não precisa de reforma, então no que consiste o conceito de reforma teológica, tema tão discutido quando o assunto é pós-modernidade? Toda a concepção teológica estabelecida é baseada principalmente nos últimos 500 anos de história. Como se anteriormente a isto, pouca coisa realmente produtiva tivesse sido produzida e; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo do princípio de que a verdade não precisa de reforma, então no que consiste o conceito de reforma teológica, tema tão discutido quando o assunto é pós-modernidade?<span id="more-937"></span></p>
<p>Toda a concepção teológica estabelecida é baseada principalmente nos últimos 500 anos de história. Como se anteriormente a isto, pouca coisa realmente produtiva tivesse sido produzida e; posteriormente, ninguém estivesse apto a estabelecer novos conceitos que traduzam as verdades eternas da palavra de Deus para uma forma compreensível ao estudo expositivo. E, provavelmente, estas concepções inflexíveis fazem com que as gerações futuras tenham desprezo pelo conhecimento teológico formal.</p>
<p>Partindo do princípio que teorias humanas não são capazes de mudar a natureza e a soberania de Deus, por que então vivemos debaixo do medo da criação de novos modelos teológicos? A palavra de Deus não pode ser utilizada como uma âncora, que nos impede de exercitarmos o pensamento; mas ela é um alvo&#8230; que nos leva a um local determinado e CERTO, independente de qual teoria seja formulada. Afinal, quais conceitos teológicos (que muitas vezes são doutrinários) podem ser ser considerados verdadeiramente infalíveis, uma vez que foram criados pela mente humana?</p>
<p>Uma reforma teológica necessária consiste no exercício da intelectualidade através do conhecimento disponível em cada época. Sendo que, por mais que isto fuja do trivial, torna-se imprescindível utilizar de &#8220;conceitos relacionais&#8221; contemporâneos a &#8220;modelos matemáticos quânticos&#8221;. Repetindo mais uma vez: NÃO QUE ESTAS COISAS MUDEM QUEM DEUS É, mas permitindo que as gerações tenham prazer em buscar o conhecimento mais profundo sobre Deus.</p>
<p>A teologia necessita ser reformada por que nossas edificações ultrapassadas estão fundamentadas em nossa visão teológica. Uma vez que nossa visão acerca do Reino esteja fundamentada em algo traduzível para a geração contemporânea, então estaremos aptos a edificar novas igrejas para a nova geração.</p>
<p>E este ciclo não cessa.<br />
Desconstruir para construir novamente.<br />
Parece que Deus inventou a reciclagem há mais tempo do que se imagina. A reciclagem de sua Igreja.</p>
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		<title>O que sou ou o que quero ser?</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 19:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta pergunta é importante. Minhas pregações são baseadas em QUEM SOU ou em QUEM QUERO SER? E meus conceitos de certo e errado, justiça e injustiça, pecado e santidade? Compreendo que as novas gerações consideram uma virtude a capacidade de questionar a velha prepotência do discipulado tradicional. Mas até que ponto podemos nos conformar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta pergunta é importante. Minhas pregações são baseadas em QUEM SOU ou em QUEM QUERO SER? E meus conceitos de certo e errado, justiça e injustiça, pecado e santidade?<span id="more-956"></span></p>
<p>Compreendo que as novas gerações consideram uma virtude a capacidade de questionar a velha prepotência do discipulado tradicional. Mas até que ponto podemos nos conformar com nosso &#8220;jeito de ser&#8221;? O velho discipulado insistia na necessidade do verdadeiro seguidor de Cristo buscar um testemunho aprovado; e é bem provável que o modelo entrou em colapso quando a hipocrisia da tentativa de ser &#8220;santo&#8221; ultrapassou o temor que é inerente ao bom testemunho.</p>
<p>Então convivemos com discursos inflamados de cristãos afirmando que &#8220;são assim e pronto&#8221;. Nada parecidos com os ensinamentos do mestre e com o testemunho de homens comuns que abandonaram tudo para seguirem a Jesus. E com certeza cadáveres vão ficando pelo caminho de um líder que possui este perfil. É como um tumor em meio à verdadeira causa dos santos, que é a salvação da alma.</p>
<p>Sei que não presto, não sou confiável e que pouca coisa de bom há em mim. Mas quero, POR FÉ, falar sobre o que quero ser e POSSO ser, por que Cristo assim falou a meu respeito. Quero discipular pessoas, animando-as a renunciarem igualmente à hipocrisia e ao conformismo com seus defeitos.</p>
<p>Quero fazer parte de um exército que luta por causas eternas. Por que as demandas desta vida, assim como a angústia dos que acham que podem fazer alguma coisa para mudar o mundo, não acabam nunca.</p>
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		<title>Crise missiológica</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente que desistiu de viver o evangelho da maneira primordial (comunhão constante, confronto intenso e submissão voluntária).<span id="more-928"></span></p>
<p>Na verdade não fomos chamados para resolver problemas. Mas para levar pessoas ao caminho da salvação. Ministério voltado à resolução de problemas em primeiro plano, acaba por negar os fundamentos da fé cristã genuína.</p>
<p>Analisando a trajetória de Jesus nos evangelhos, dá para perceber detalhes importantes que são negligenciados.</p>
<p>1. Quantas pessoas Jesus não curou? Muitas.<br />
2. Quantos foram alimentados por Jesus e passaram fome nos anos seguintes? Muitas.<br />
3. Por que os discípulos de Jesus não foram curados de nenhuma doença? Por que talvez isto não era tão importante.<br />
4. O apóstolo Paulo estava enganado quando levanta ofertas para ajudar primordiamente os &#8220;da fé&#8221;? Hoje em dia há muitos que defendem que precisamos acolher primordialmente os &#8220;de fora&#8221;.</p>
<p>Além de tudo isto, sejamos capazes de perceber que não temos a solução para todos os NOSSO problemas. Então como resolver os problemas do mundo se não somos capazes de solucionar nem nossas próprias mazelas?</p>
<p>Nossa missão é ensinar a vida piedosa pela graça redentora de Cristo Jesus. Mas piedade é, antes de qualquer coisa, devoção às coisas eternas. O cuidado com o próximo, embora imprescindível e parte da fé cristã, não pode jamais passar a ser o PRIMEIRO mandamento.</p>
<p>Por que SOMOS, nós CREMOS e FAZEMOS. A inversão desta afirmação é o começo da deturpação da missão.</p>
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		<title>Aconselhamento ao avesso</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 11:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo. Ao lidar com pessoas e seus problemas, quase sempre me oponho aos que preferem dizer às pessoas o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconselhar pessoas não é necessariamente algo difícil. O que é realmente difícil é encontrar pessoas que buscam conselho. E tentar fazer valer um conselho na vida de alguém que não se importa, é pura perda de tempo.<span id="more-938"></span></p>
<p>Ao lidar com pessoas e seus problemas, quase sempre me oponho aos que preferem dizer às pessoas o que elas devem fazer. Digo isto por que a experiência revela que a maioria das pessoas SABE O QUE DEVE FAZER. Mas, se as pessoas sabem, por que procuram &#8220;conselheiros&#8221;? Simplesmente por que precisam de cúmplices para suas próprias decisões contrárias ao que sabem que é a verdade. Afinal, quando tudo der errado, tais pessoas tem a quem culpar.</p>
<p>Em um aconselhamento, devemos ajudar as pessoas a dizerem com sua própria boca aquilo que sabem que é o melhor. E então podemos ser aqueles que irão ajudar a viabilizar tais coisas. Acredite&#8230; isto é possível na maioria esmagadora das vezes. E nas vezes restantes, apenas choraremos com as pessoas; mostrando o quanto realmente nos importamos com elas da mesma maneira que Cristo se importa.</p>
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		<title>Feliz 1º de abril</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 13:47:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A verdade é que nos contentamos com o que Deus tem nos dado. E que não cobiçamos as coisas do próximo. Acreditamos na justiça divina e confiamos que, o trabalhador é digno de seu salário. Cremos que Deus cuida de nossos interesses e, por isso, vivemos despreocupadamente, nos esforçando em fazer o melhor sempre. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A verdade é que nos contentamos com o que Deus tem nos dado. E que não cobiçamos as coisas do próximo. Acreditamos na justiça divina e confiamos que, o trabalhador é digno de seu salário. Cremos que Deus cuida de nossos interesses e, por isso, vivemos despreocupadamente, nos esforçando em fazer o melhor sempre.<span id="more-935"></span></p>
<p>A verdade é que temos lutado até a última gota de sangue pelos valores do evangelho. Quem dera as pessoas da igreja fossem boas como nós. Teríamos uma igreja perfeita. Todo trabalho seria bem executado e nunca mais haveriam reclamações.</p>
<p>A verdade é que não medimos &#8220;sucesso&#8221; ministerial pelo número de membros de uma igreja. Acreditamos piamente que a qualidade é mais importante. E nem queríamos fazer parte de uma comunidade grande. Ser grande dá trabalho demais.</p>
<p>A verdade é que somos pessoas confiáveis. Quem dera todos soubessem guardar segredo como nós!</p>
<p>Ai ai&#8230; Que saudades da &#8220;verdade&#8221;.</p>
<p><strong>A verdade é que mentimos todos os dias.<br />
Feliz primeiro de abril para você, mentiroso.</strong></p>
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		<title>Propaganda versus Evangelismo</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 14:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Somos especialistas em fazer propaganda enfatizando exatamente aquilo que não somos. Isto é quase sempre uma regra. No desespero de atingirmos um grupo grande de pessoas, atropelar a ética se torna algo comum. É preciso perceber que a ética para a elaboração de mídias de produtos não pode ser utilizada para a disseminação do evangelho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos especialistas em fazer propaganda enfatizando exatamente aquilo que não somos. Isto é quase sempre uma regra. No desespero de atingirmos um grupo grande de pessoas, atropelar a ética se torna algo comum. É preciso perceber que a ética para a elaboração de mídias de produtos não pode ser utilizada para a disseminação do evangelho.<span id="more-768"></span></p>
<p>Isto se dá por que o evangelho não deve ser associado a um produto. A publicidade de um produto quase sempre busca encontrar um apelo emocional para que pessoas o comprem. Mas emocionalismo não é o sentimento correto daquele que conhece verdadeiramente o evangelho; pois é algo volúvel e que não durará muito tempo. Quem se entrega a apelos emocionais e compra algo, quase sempre irá trocar sua aquisição por uma &#8220;melhor&#8221; num futuro próximo.</p>
<p>Outro grande problema que enfrentamos ao falar em evangelismo, é tentarmos aplicar conceitos de marketing à igrejas. Conceitualmente, igrejas costumam ser exatamente o contrário do que sua divulgação afirma. Esta dualidade entre a mídia e a realidade, provoca decepções tremendas. E também não deixa de ser uma mentira. Já vi muitas pessoas que ficaram impressionadas por práticas de rua, ou até mesmo por eventos ditos de &#8220;evangelismo&#8221;, que abusavam de expressões artísticas. Mas ao chegar no culto de domingo, tais pessoas se sentiam enganadas. Parecia que todo aquele ambiente legal foi apenas uma isca para se apresentar mais &#8220;do mesmo de sempre&#8221;.</p>
<p>E talvez o tipo mais comum de decepção provocada pela propaganda é quando uma pessoa se filia a uma igreja na perspectiva de viver com pessoas melhores que ela mesma. Isto é algo que quase sempre acaba mal. Afinal, a igreja é a comunidade dos arrependidos; daqueles que buscam a vida em santidade, mas&#8230; o quanto somos melhores que os de fora? Na ânsia de estar andando com pessoas &#8220;sem problemas&#8221;, muitos acabam formando grupos organizados pelo pior tipo de afinidade: suas dificuldades. E estes tem tudo o que é necessário para promover grandes tragédias. Mas se nosso marketing abordasse a verdade, pessoas saberiam que em nosso meio, trabalhamos como um hospital: muitos doentes, buscando constante recuperação.</p>
<p>Conheço uma igreja que possui um banner com a foto de algumas pessoas escolhidas a dedo em sua fachada. Porém, com o tempo, algumas pessoas abandonaram a fé. Inclusive, duas pessoas se revelaram homossexuais e se afastaram completamente da comunidade. Este banner por muitos é considerado como uma propaganda que deu errado e que, com certa urgência, necessita ser substituído. Inclusive há quem defenda o uso de bancos de imagens (com imagens pessoas desconhecidas) na confecção de uma nova fachada. Mas&#8230; há algo mais autêntico do que o velho banner? O velho representa a verdade. Diz que no nosso meio há pessoas com problemas. Que alguns talvez não chegarão até o fim, apesar de suas juras de amor a Cristo. E também revela que temos problemas como qualquer outra pessoa.</p>
<p>Esta é a publicidade da verdade; que não mente para se alcançar resultados. E com certeza, um evangelismo baseado em mentiras, não pode ser usado para representar aquele que é o caminho, A VERDADE e a vida.</p>
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		<title>A igreja emergente em que creio</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 14:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em um certo momento de minha caminhada com Cristo, me senti como um náufrago, sozinho em um pequeno bote com um par de remos, bem no meio de um oceano aparentemente infinito em que não dá para enxergar terra olhando para lado algum. O que fazer então se a lógica diz que não há esperança? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um certo momento de minha caminhada com Cristo, me senti como um náufrago, sozinho em um pequeno bote com um par de remos, bem no meio de um oceano aparentemente infinito em que não dá para enxergar terra olhando para lado algum. O que fazer então se a lógica diz que não há esperança? Este é o relato de onde minha vida se cruzou com o movimento emergente.<span id="more-908"></span></p>
<p>Voltando à solidão do alto mar, resolvi escolher aleatoriamente uma direção e remar incessantemente. Era preciso crer que o silêncio de Deus sempre fez parte de seus desígnios. E assim foram os anos seguintes&#8230; esforço e busca pelo desconhecido. Até que finalmente pude avistar terra seca e desejá-la. Porém, quanto mais me aproximava, mais a voz de Deus sussurava novamente em meus ouvidos; até que pude compreendê-la claramente. Dizia o Senhor que tudo aquilo que eu avistara era bom; <strong>mas não era para mim</strong>. O caminho de Deus para alguns de nós é &#8220;pro outro lado&#8221;.</p>
<p>Muitos perguntam como posso falar tanto sobre chamado e convicção, sendo que não sei explicar ao certo como é o lugar para onde estou caminhando. E a resposta é que na verdade isso não é importante. O que realmente importa é se prosseguimos em caminhar dia após dia NA DIREÇÃO E SENTIDO CORRETOS. Não preciso mais ver o que me espera; pois sei que Deus não se engana.</p>
<p>Então tenho lutado para viver de maneira a compreender o que de bom está emergindo em nossa geração. E assim como na música POP, sempre é possível encontrar algumas coisas boas e muitas coisas terríveis.</p>
<p>Dentre as coisas boas, posso citar a ousadia em questionar aspectos doentios da eclesiologia moderna. O mundo clama por cristãos que vivam debaixo de um discurso coerente e transparente. Estes são verdadeiros profetas pós-modernos. O povo morre por que nós desperdiçamos nosso tempo e dinheiro com empreendimentos que visam garantir a sobrevivência estrutural; como se isso realmente fosse importante. Mas, graças a Deus, um remanescente tem sido levantado, para em pequenas ações, repensar e reviver as verdades eternas do Reino. E este novo vinho, tem tudo para ser uma safra excelente.</p>
<p>Mas nem tudo são flores. Pois nunca na história se viu tamanha decepção com a igreja de Cristo no meio dos que se dizem &#8220;cristãos&#8221;. Discursos inflamados movem céus e terra para promover confronto com os velhos paradigmas, porém nada acrescentam no sentido de reformar e salvar as igrejas que trouxeram o evangelho até nossa geração. Rompemos com o mandamento de Deuteronônio 19:14, que nos proíbe de remover os marcos de nossos antepassados; mas em nossa ganância, diluímos os conceitos de obediência, submissão voluntária, sobriedade e liberdade.</p>
<p>Também as instituições para-eclesiásticas estão novamente na moda. É o círculo da desestruturação das igrejas se fechando na América Latina, assim como já aconteceu no século passado nos Estados Unidos. Com a desculpa de promover o necessário, os fundamentos da fé estão sendo diluídos. Somos uma geração de pseudo-cristãos, preferencialmente ligados a movimentos e sutilmente desligados do corpo de Cristo. Perdemos o privilégio de nossos antepassados de, através dos movimentos (antigamente chamados de &#8220;avivamentos&#8221;), promover a ressureição do chamado da única organização social que representa a Cristo e seu evangelho. Todo o resto, definitivamente passará.</p>
<p>Acredito em igrejas emergentes por que há idoneidade em muitos que Deus tem levantado. Pessoas que, independente da aparências e glamour pós-moderno, estão dedicando suas vidas a criar pontes entre as igrejas estabelecidas e as que serão plantadas. Estas pontes proporcionarão oportunidades de que o evangelho continue a transformar pessoas em todos os lugares, emergindo em meio ao caos e à cultura.</p>
<p>Acredito em igrejas emergentes por que elas serão as únicas capazes de criar pontes entre o antigo e o novo. Acredito por que a Igreja de Cristo é sempre emergente; pois quando e onde menos se espera, emergem graça e vida, para continuar a propagação da mensagem da salvação e da família de Deus que vive verdadeiramente junta, não apenas na conveniência de seus interesses, mas principalmente nos confrontos diários do bom e velho discipulado.</p>
<p>Esta é a igreja emergente em que creio.<br />
Mesmo não sabendo como serão os demais detalhes de sua aparência.<br />
Mas&#8230; quem liga para aparência?</p>
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		<title>Conectando-se às pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos. Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos.<span id="more-765"></span></p>
<p>Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada ao momento tecnológico em que vivemos, principalmente pela influência da internet no cotidiano urbano. Mas é muito mais do que isso. O sucesso de cada ferramenta que surgiu nos últimos 10 anos da internet é como  uma resposta ao anseio de conectar-se e comunicar-se que está dentro de cada indivíduo. Isso é da natureza humana. Divinamente moldada pelo Criador.</p>
<p>Já percebeu como um culto pode  parecer chato e entediante? Por que isto acontece se o conteúdo da mensagem transmitida continua o mesmo em dois mil anos de cristianismo? A resposta é óbvia. Perdemos a capacidade de interagirmos com o público. Até mesmo nas conversas mais informais, há uma tendência natural de que as gerações se distanciem pela maneira de conceber o mundo e expressar isto em palavras.</p>
<p>Enquanto a idade nos faz buscar estabilidade em todo os aspectos da vida (do humor à realidade financeira), as próximas gerações não estão nem um pouco preocupadas com isto. Cada indivíduo da geração seguinte sente-se livre para contemplar um mundo que vai além da segurança e do conhecimento empírico adquirido pela geração anterior. Este é o poder que todo adolescente sente&#8230; a sensação de poder enxergar mais que o mundo inteiro! E será que estão errados?</p>
<p>Como então nos conectarmos às pessoas desta geração? É bem simples. Basta renunciarmos a nossas posições confortáveis. É indispensável que a &#8220;verdade&#8221; não seja dissociada do contexto cultural e secular. Não há (e talvez nunca houve) uma separação entre gerações e culturas; nem tampouco entre secular e sacro. Tudo sempre esteve diretamente conectado. Então, compreendendo como tudo está interligado, passamos a nos relacionar com os indivíduos em todos os aspectos possíveis. Influenciamos e nos deixamos influenciar não apenas pelos conceitos filosóficos, mas também pelas cores, pelos sons e pelos aromas. Vivendo em meio a esta geração, sobrarão oportunidades de revelar a imensidão de um Deus que é cheio de detalhes e infinito em possibilidades.</p>
<p>Talvez nossa dificuldade esteja no fato de que nós mesmos não conhecemos Deus nesta profundidade. Preferimos permanecer na segurança do Cristo distante, que não participa de toda expressão artística, por causa de sua provável aparência humanista.</p>
<p>Até o sentido de &#8220;humanista&#8221; fica diluído ao nos relacionarmos com Deus e com as pessoas nesta intensidade. O ser humano deixa de ser o poderoso anti-cristo e passa a ser parte de uma criação maravilhosa e perfeita. Caída sim, mas ainda cheia da graça de Deus que se estende sobre toda a terra.</p>
<p>Quanto ao culto entediante, há maneiras simples de evitar isto. É preciso que cada indivíduo sinta-se parte do todo. As conexões pessoais devem ser intensas. Estas conexões se expressarão intensas também coletivamente. A pregação deverá deixar de ser um mero sermão e passará a ser uma história fantástica sobre pessoas de verdade. Pessoas acessíveis e humanas como você e eu. No meio de cada história, haverão dezenas de oportunidades para explicações expositivas. Mas o principal é como uma pregação possui o poder de conectar-se pessoas. Há nelas o poder de tirar um indivíduo da cadeira, levá-lo a mundos que ele nunca imaginou. Haverá choro, riso e êxtase em cada instante. Cada palavra será inesquecível. Marcará as pessoas como fogo. E terminará trazendo todos de volta à realidade, mas com o desafio de elevarem-se diariamente às dimensões maravilhosas que somente a palavra de Deus é capaz de apresentar.</p>
<p>Como transformar seu &#8220;sermão&#8221; nisto? Comece VIVENDO intensamente todas estas coisas. Naturalmente as pessoas acreditarão quando tudo isto for verdade em sua própria vida. Daí em diante, não saberá falar de outras coisas. Não saberá mais como evitar as conexões com todos que estiverem à sua volta. E aqueles que se permanecerem se afastando do relacionamento, serão expurgados pelas intenções de seus próprios corações.</p>
<p>Igreja. Conexões. Cultura.  Música. Cores. Evangelho. Como dissociar estas palavras?</p>
<p>Não é possível ser um autêntico cristão enquanto não assumirmos o grau necessário de exposição de nossas vidas. Quem não está disposto a ficar nu diante do mundo, jamais exercitará a plenitude de sua capacidade de conectar-se às pessoas que Cristo ama.</p>
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		<title>Desmistificando o óbvio</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 12:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>

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		<description><![CDATA[Combati o bom combate. O que significa que, devem haver os maus combates. Aqueles que não valem a pena. Causas perdidas que até são um certo tipo de peleja, mas nem mesmo a vitória em tal caso pode ser chamada de boa. Ou também pode significar que, na luta cotidiana, nem todas as maneiras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Combati o bom combate.</strong> O que significa que, devem haver os maus combates. Aqueles que não valem a pena. Causas perdidas que até são um certo tipo de peleja, mas nem mesmo a vitória em tal caso pode ser chamada de boa. Ou também pode significar que, na luta cotidiana, nem todas as maneiras de combater são válidas. Não é lícito passar por cima de pessoas, ou deixar cadáveres pelo caminho. O modo de combate só será bom se houver honra.<span id="more-888"></span></p>
<p><strong>Completei minha carreira.</strong> Não a carreira proposta a outros, mas apenas a parte que me cabe. Paulo não chegou a ser Pedro dentro do sistema eclesiástico; mas concentrou-se em ser o melhor na clara concepção que possuia de seu chamado. Completar significa também cumprir totalmente um determinado propósito. Uma vez que se sabe quais são suas responsabilidades, só poderá usar a palavra &#8220;completei&#8221; aquele que não deixou nada por fazer.</p>
<p><strong>Guardei a fé.</strong> Eis o conceito mais amplo e poderoso de todos. Significa que, apesar de todos os combates e de toda a experiência adquirida mediante o cumprimeto da carreira, ainda sim fui capaz de manter a integridade da mensagem de Cristo. Não me corrompi. Não me deixei levar pelos modismos, pela aparência e pelas pressões eclesiológicas. Não acumulei riquezas, nem transformei a Igreja de Cristo em uma empresa. Não busquei a conveniência, o conforto. Não matei pessoas com o meu modo de conceber a fé. Amei às pessoas como Cristo as ama. E preferi deixar todo o julgamento ao único que é digno de proceder sentenças justas.</p>
<p>Este é o velho modo de se viver o evangelho. É o bom vinho que, não importa quanto tempo passe, continua sempre excelente.</p>
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