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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Conspirações</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Judas sou eu</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 12:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais. Quando milito a causa do pobre porém me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais.<span id="more-1256"></span></p>
<p>Quando milito a causa do pobre porém me deixo levar por desejos consumistas. Quando reclamo do governo mas defendo um partidarismo hipócrita que é ÓBVIO que não tem interesse algum em mudar a situação. Quando gasto meu dinheiro comigo mesmo e não com os que poderiam usufrir daquilo que Deus me deu.</p>
<p>Quando nego a Cristo em minhas pequenas ações.</p>
<p>Judas sou eu.<br />
Judas é você.</p>
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		<title>Desigrejados: a difícil adaptação</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 15:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos desafios de qualquer tentativa de &#8220;ser Igreja&#8221; está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes. Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos desafios de qualquer tentativa de &#8220;ser Igreja&#8221; está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes.</p>
<p>Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente fica deslumbrada com o ensino claro e direto das escrituras. Mas o crente &#8220;de outra Igreja&#8221;, embora rejeite completamente a experiência que passou, ao mesmo tempo se recusa a reaprender os fundamentos de uma vida cristã inspiradora. Ele muda de ambiente mas não quer abandonar os vícios.</p>
<p>Alcançar as pessoas desigrejadas é algo relativamente simples. Basta descer do púlpito, renunciar ao microfone e viver diretamente em meio às pessoas. A beleza do evangelho EXPERIMENTADO por si só é suficiente para atrair a todos. Mas num segundo momento torna-se necessário filtrar quem realmente está disposto a carregar a sua própria cruz daqueles que estão procurando apenas mais uma experiência religiosa para sua coleção.<span id="more-1248"></span></p>
<p>Nossa experiência tem ensinado que duas coisas são importantíssimas para se obter êxito neste processo de adaptação. A primeira é elevar os conflitos pessoais a um nível extremo. O caráter das pessoas deve ser (voluntariamente) exposto. E isto acontece quando usamos nosso próprio exemplo de vida como modelo. Torna-se insuportável tentar manter as aparências quando convivemos com &#8220;pessoas de verdade&#8221;. A segunda coisa importante é repartir os &#8220;custos&#8221; de tudo que for feito em comunidade. Isto significa que, mesmo quando pudermos pagar uma determinada conta sozinhos, ainda sim não o faremos. Preferiremos desafiar cada um a assumir sua parcela de responsabilidade. E se as coisas andarem mais devagar do que o desejado, ficará EXPLÍCITO que a culpa é partilhada tanto quanto as despesas financeiras.</p>
<p>Estas duas pequenas atitudes servirão como filtro para revelar quem É e quem, além de não ser, está mais interessado em atrapalhar os outros com suas crises pessoais infinitas do que em resolver sua própria vida.</p>
<p>O propósito de nossa pregação é apenas tornar as pessoas indesculpáveis diante de Deus. Se elas desejam ou não ter uma vida RETA com Cristo, isto não é diretamente responsabilidade nossa. Basta que TODAS as oportunidades, abraços, explicações e segundas-chances sejam dadas sem que os poupemos do CONFRONTO que o  evangelho naturalmente traz.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong><em>&#8220;Nunca recuse um convite.</em></strong><br />
<strong><em>Nunca resista ao desconhecido.</em></strong><br />
<strong><em>Nunca deixe de ser educado.</em></strong><br />
<strong><em>E nunca abuse da hospitalidade alheia.</em></strong><br />
<strong><em>Mantenha a mente aberta e usufrua a experiência.</em></strong><br />
<strong><em>E se doer, provavelmente é porque valeu a pena.&#8221; </em></strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Richard (Leonardo DiCaprio), no filme <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Praia" target="_blank">A Praia</a></em></p>
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		<title>Pastores serão os últimos no Reino de Deus</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 12:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<category><![CDATA[Heresia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote. Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote.</p>
<p>Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão consideradas relevantes à medida que atinjam um público expressivo; e que haja repercussão entre estes &#8220;atingidos&#8221;. O fato é que eu não sei fazer outra coisa. Talvez minha maior contribuição com o Reino, segundo o chamado e vocação da parte de Deus, seja expressar em palavras as angústias que me afligem. E, identificando-se com tais situações, pessoas sejam levadas a ouvirem a voz de Deus.<span id="more-1168"></span></p>
<p>Porém a exposição gera popularidade no mau sentido da palavra, de modo que nossa função passa a ser mais valorizada do que o &#8220;serviço&#8221;. Isto é prejudicial e ao mesmo tempo uma maldição para os pregadores. Assim como aquele que jejua para parecer espiritual, o pregador recebe seu galardão à medida em que prega. E quanto mais prega, mais honra recebe por parte de homens. E quanto mais honra, menor tal homem se torna no Reino.</p>
<p>Isto culmina com a realidade de que nós pastores seremos os menores no Reino de Deus. Por que aqueles que fazem o Reino funcionar anonimamente são os verdadeiros heróis desta história. Todas aquelas pessoas que oraram, visitaram, choraram&#8230; e moveram os céus para que as coisas acontecessem&#8230; estes sim são os verdadeiros heróis.</p>
<p>Mas está tudo bem. Nada traz mais satisfação do que compreender os desígnios de Deus para sua vida.<br />
E àqueles que desejam tornarem-se pregadores, avaliem bem suas motivações. Por que entramos nessa vida para perder&#8230; de modo que outros possam ganhar. Parecemos grandes, mas no final seremos os menores&#8230; para que os menores possam ser grandes no Reino.</p>
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		<title>O evangelho e a lei</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 19:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de &#8220;autorizações&#8221; para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos. Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de &#8220;autorizações&#8221; para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos.</p>
<p>Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela quase unanimidade de todos os vereadores menos um. Tal lei limita os horários de Cerimônias (entenda-se cultos/vigílias/orações ou quaisquer outras práticas cristãs regulares) às 22h. E exige que, para exceder o horário, seja necessária uma autorização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.<span id="more-1155"></span></p>
<p>Acredito sinceramente que as igrejas que excedem os limites de barulho devem ser punidas exemplarmente, bem como todo tipo de estabelecimento. Mas, exigir que seja solicitada uma autorização para o exercício de uma prática cerimonial qualquer? Isto é simplesmente ridículo.</p>
<p>Provavelmente o interesse dos vereadores em aprovar tal absurdo foi o de manter o controle sobre os currais eleitorais, nos quais incluímos as Igrejas Evangélicas. Como a maioria esmagadora das cidades brasileiras possuem representatividade dos &#8220;evangélicos&#8221; nas bancadas municipais, torna-se extremamente interessante que ao longo dos mandatos dos vereadores, as instituições religiosas dependam de &#8220;favores&#8221; para facilitar o exercício de culto. E, em troca destes favores, os púlpitos continuam infestados de &#8220;candidatos cristãos&#8221; que representam mais o inferno do que qualquer outra coisa.</p>
<p>Sinceramente não faz diferença alguma para mim ou para a congregação que represento. Já adotamos a postura de respeitarmos a vizinhança bem antes disto se tornar lei. Porém, nossa liberdade a cada dia vai se tornando menor. E nossa conduta em breve irá partir para a ilegalidade se necessário.</p>
<p>Mas o que realmente incomoda não é a pressão deste mundo e de seus valores interesseiros. O que dói mesmo é a suposição de que o conceito de JUSTIÇA do Direito brasileiro tenha alguma coisa a ver com os valores do Reino. O politicamente correto está tomando conta dos corações dos cristãos. E com certeza isto é o tal &#8220;princípio do fim&#8221;.</p>
<p>Por <a href="http://twitter.com/ariovaldojr" target="_blank">@ariovaldojr</a>, pastor levemente preocupado do <a href="http://uberlandia.manifestomissoesurbanas.com.br" target="_blank">Manifesto Missões Urbanas</a>.</p>
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		<title>Os relacionamentos e o céu</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 12:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas vezes, até de morrermos.<span id="more-1134"></span></p>
<p>A incapacidade de compreender a importância dos relacionamentos na vida do cristão é o que automaticamente o desqualifica para o céu. Isto se dá como se na verdade o céu e o inferno fossem a mesma coisa, mas o abismo que os separa é exatamente a incapacidade de relacionar-se. Então, nós é que levamos conosco o inferno, fazendo do céu um lugar insuportável. E se nesta vida ainda dispomos da presença divina mediante seu Espírito, neste inferno estaremos eternamente apartados de tal presença.</p>
<p>Para o salvo, todo inferno torna-se um céu. Para o perdido, qualquer céu torna-se um inferno.</p>
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		<title>Como não plantar Igrejas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 12:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido. Uma das coisas mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido.</p>
<p>Uma das coisas mais engraçadas ao se planejar o nascimento de uma nova Igreja, é exatamente a capacidade que temos de criar um anti-modelo bíblico e então justificá-lo até o fim. Coisas simples, porém não pequenas, revelam as verdadeiras intenções do coração de quem está metido nisso. <span id="more-1127"></span></p>
<p>Antigamente, quando Igreja ainda tinha algo a ver com &#8220;Reino de Deus&#8221;, &#8220;comunidade dos remidos&#8221; e &#8220;pregação das boas novas&#8221;, o líder visionário focava seu esforço em equipar determinada liderança. E uma vez que estes estivessem aptos para &#8220;suportar&#8221; o trabalho, o líder DEIXAVA A COMUNIDADE para continuar a obra de expansão do Reino através do trabalho em outro ponto de pregação. Mas curiosamente aprendemos a fazer o contrário. Criamos a expressão &#8220;Igreja Mãe&#8221;, possivelmente inspirados em Star Wars e outros filmes de ficção cientifica onde há uma matriz do Império que representa todo o mal. Hoje preferimos &#8220;enviar&#8221; os sem experiência para se aventurarem no trabalho e edificação de algo que pouco conhecem. E talvez isto explique o indíce tão alto de &#8220;pastores&#8221; desistentes.</p>
<p>Por que fazemos isto? Simplesmente por que preferimos ficar no conforto do que construímos. Afinal, começar tudo de novo pra que, se eu posso terceirizar a responsabilidade?</p>
<p>Ou como diz o texto de Mateus 23:3-7 numa interpretação livre:</p>
<p><strong><em>&#8220;Todas as coisas que disserem que vocês devem observar, observem e façam. Mas não procedam em conformidade com as obras destes que falam, por que eles dizem e não fazem. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem  sobre os ombros dos homens. Eles porém nem com o dedo querem movê-los. E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens. Pois até suas roupas são para aparecer. E amam os primeiros lugares nos jantares e as primeiras cadeiras nas igrejas, as saudações nas ruas e serem chamados pelos homens de PASTOR.&#8221;</em></strong></p>
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		<title>Neo-liberalismo teológico</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 19:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sei que vou levar pedradas por causa deste texto, mas a vida é assim. Tenho pensado muito sobre o quão maligna a expressão &#8220;neo-liberal&#8221; se tornou devido a ações políticas e a crítica dos esquerdistas (radicais de uma esquerda que já não existe mais). Simplesmente adotamos o discurso de que NEO-LIBERAL é coisa do capeta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que vou levar pedradas por causa deste texto, mas a vida é assim. Tenho pensado muito sobre o quão maligna a expressão &#8220;neo-liberal&#8221; se tornou devido a ações políticas e a crítica dos esquerdistas (radicais de uma esquerda que já não existe mais). Simplesmente adotamos o discurso de que NEO-LIBERAL é coisa do capeta. E quem ousa criticar tal linha de pensamento é taxado diretamente como inimigo do povo e de Deus.<span id="more-1069"></span></p>
<p>Curiosamente a origem das teologias de &#8220;esquerda&#8221; do século XX são de origem naturalmente LIBERAL. Pensadores (principalmente alemães) influenciaram a maneira de enxergarmos o evangelho; e daí surgiram linhas de pensamento que defendem explicitamente que precisamos cuidar primeiro da fome do povo e, consequentemente, pregarmos a palavra de Deus em um segundo momento.</p>
<p>Pois afirmo que tudo isto soa como altamente contraditório pra mim. A PALAVRA deve ser priorizada; sendo seguida de ações que testifiquem sua veracidade. Mas perder tempo com pessoas que estão morrendo (e continuarão assim se não pregarmos a Cristo) por desconhecerem a verdade, é um desperdício. Pérolas aos porcos, lembra?</p>
<p>A ação social desacompanhada da pregação do evangelho é parte do que chamo de Teologia Neo-Liberal. Conceitos antigos que manipulam a verdade acerca de qual é o real interesse de Cristo pelo ser humano, em favor da comodidade &#8220;cristã&#8221; da prática da meia-caridade (dar tudo, menos o que a pessoa realmente precisa para se libertar).</p>
<p>Similarmente, os governos populistas da América Latina flertam com o conceito de Neo-liberalismo. Embora afirmem que querem melhorar a vida do pobre, são incapazes de proporcionar salvação aos necessitados. Pois a única maneira de garantir a manutenção do poder é perpetuando a pobreza. Sempre haverá um &#8220;pai dos pobres&#8221; enquanto houverem miseráveis. Neo-liberalismo tornou-se a flexibilização dos conceitos em favor de interesses que mudam de acordo com a classe social. Pois se os pobres tornam-se menos pobres, o preço disto jamais pode ser o enriquecimento proporcional dos mais ricos. O inimigo não é a pobreza, mas a desigualdade social.</p>
<p>No campo espiritual temos a mesma situação. O inimigo não é a necessidade. Pois como o próprio Cristo afirmou, sempre teríamos os pobres conosco. Nosso alvo deve ser a real libertação dos tais de toda opressão espiritual. Devemos discipular pessoas para serem mestres e não eternos consumidores de nossa conveniente teologia.</p>
<p>Temos que ensinar as pessoas a pescarem. Enfatizando que cada um deve aprender a se livrar dos fardos que atrapalham a caminhada com Cristo. Precisamos de uma pregação sincera e desinteressada; capaz de alcançar definitivamente o coração do homens perdido e exausto.</p>
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		<title>Igreja Bonsai</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 19:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação a ser perpetuado com verdade e sinceridade, repugnando naturalmente toda tentativa de controle.<span id="more-1053"></span></p>
<p>Obviamente as pessoas procuram normatizar manuais a respeito do funcionamento da Igreja. A ponto de torná-la em uma &#8220;igreja bonsai&#8221;. Esculpida segundo a visão humanística de alguns indivíduos e de raízes limitadas ao ambiente seguro e conveniente da pouca terra que lhe abriga. Ela não se arrisca a crescer em solos desconhecidos. E todo galho é bem aparado, segundo a estética  aprazível aos olhos humanos.</p>
<p>Tais tentativas de controlar o crescimento da Igreja implicam necessariamente em mutilar partes que não correspondem aos paradigmas empresariais de produtividade. Graças a Deus não existiam &#8220;auditores&#8221; no primeiro século da Igreja. Ela teria perdido a oportunidade que apenas um ser vivo possui de crescer livre e descontroladamente. E também teria perdido o privilégio de MORRER.</p>
<p>Consegue imaginar uma igreja institucional com 2 mil anos de existência? Não mesmo! Deus nos livrou deste mal. Ele fez com que o seu Reino fosse como o grão de mostarda que, embora pareça pequeno, é capaz de crescer além das estruturas controladoras do jardineiro/pastor.</p>
<p>E quando o amor for o verdadeiro vínculo, então seremos uma só Igreja. E as organizações intitucionais servirão aos propósitos da Igreja Invisível de Cristo, sob pena de aniquilação total quando não mais servirem. Ninguém mais atará fardos ao pescoço alheio, tomando das pessoas a coisa mais preciosa que elas possuem: tempo. Mas, assim como o cristão que compreende a &#8220;graça&#8221; é desembaraçado com suas finanças sem que ninguém lhe pressione, naturalmente será também generoso ao doar seu tempo a tudo que o Espírito lhe pesar o coração.</p>
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		<title>Uns chamam de ar. Eu chamo de salvação.</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 13:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
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		<description><![CDATA[Uns dizem que precisamos de uma revolução. Outros querem a inquisição. Eu sinceramente não sei muito a respeito do que seria &#8220;melhor&#8221;. Mas em minha mente apenas uma questão se passa. Pois, se eu concordo com as idéias &#8220;estabelecidas&#8221; por este sistema corrupto, sou fundamentalista. Mas se ouso discordar, então sou chamado de liberal. Ah&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uns dizem que precisamos de uma revolução. Outros querem a inquisição. Eu sinceramente não sei muito a respeito do que seria &#8220;melhor&#8221;. Mas em minha mente apenas uma questão se passa. Pois, se eu concordo com as idéias &#8220;estabelecidas&#8221; por este sistema corrupto, sou fundamentalista. Mas se ouso discordar, então sou chamado de liberal. Ah&#8230; gostaria eu de poder demonstrar para estas pessoas que vivemos uma crise que vai além das velhas definições. Por que nossa geração não clama por respostas, pois sequer aprendeu ainda a formular as perguntas. Nossa geração respira a pós-modernidade. E não somos nós que estamos na pós-modernidade. Ela é que está em nós.<span id="more-1039"></span></p>
<p>E dentre as muitas coisas que me intrigam, a maior delas é como pode o homem se entusiasmar tanto com a liberdade; mas diante da primeira oportunidade de voltar ao cabresto, torna a submeter-se à pseudo autoridade espiritual daqueles que continuam geração após geração a atar fardos nas pessoas.</p>
<p>As vozes proféticas de nossa geração dia após dia se vendem. Trocam o privilégio de relembrar a verdade que já foi revelada pelos cargos eclesiásticos e toda a sua política suja. E o coração do homem de bem, chamado para servir, corrompe-se pela inobservância de que obedecer a Deus é exatamente o contrário de concordar com esta corja.</p>
<p>Mas há esperança! Por que a pós-modernidade diluirá os valores seculares daquela que reinvindica o título de Igreja. E os gasofilácios morrerão vazios. Os prédios se tornarão cheios de teias de aranha; e seremos iguais ao cristianismo morto do Velho Mundo. Não é preciso muita &#8220;revelação&#8221; para perceber que quando fazemos as MESMAS COISAS, obviamente iremos obter aproximadamente OS MESMOS RESULTADOS. E se de fato queremos ser diferentes, o ideal seria fazer o contrário de tudo que temos feito.</p>
<p>E o evangelho não morre por que é como o ar. Fundamental a todos os que permanecem vivos, mesmo que estes não se deem conta disto. E quando se acabarem os modelos passageiros com todas as suas mentiras de prosperidade e empreendedorismo, então o Reino se manifestará novamente. Glorioso e implacável. Fazendo de novo com que a salvação seja medida pela sinceridade das orações dos santos e não por indíces monetários.</p>
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		<title>Liberdade graciosa</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 21:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Conspirações]]></category>
		<category><![CDATA[Heresia]]></category>
		<category><![CDATA[Subversão]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA. Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi algumas sugestões recomendando que eu escrevesse algo a respeito de liberdade. Bom&#8230; acredito que a liberdade é um dos preceitos fundamentais da vida e, por isso, segue um pequeno esboço sobre o que eu chamo de LIBERDADE GRACIOSA.<span id="more-1028"></span></p>
<p>Há um conflito de interesses em jogo em 99.9% das igrejas. Embora as pessoas vivam debaixo de um discurso de liberdade, a realidade não costuma ser tão generosa. As organizações e seus métodos de tomar decisões são altamente autoritários. E as liberdades dos indivíduos são desrespeitadas no convívio coletivo, através de pressões que visam manipular pessoas segundo o interesse da liderança.</p>
<p>Mas analisando os princípios bíblicos da liberdade e da organização social/espiritual que chamamos de Igreja, isto não era para ser exatamente assim. O propósito da vida em comunidade deveria ser expressar graciosamente a vocação e identidade dos indivíduos; deixando os interesses pessoais de todos sujeitos às verdadeiras prioridades da  vida coletiva.</p>
<p>Cristo morreu na cruz para garantir a liberdade total e irrestrita. Isto significa que somos livres para TODAS AS COISAS sem nenhuma restrição. Todos os seres humanos são livres para fazerem o que quiserem, sabendo que não mais respondem ao conjunto bíblico velho-testamentário de leis. Fomos comprados pelo Filho de Deus e, agora, devemos satisfações unica e exclusivamente a ele.</p>
<p>Somos livres para fumar maconha; para praticar sexo sem restrições; para consumir pornografia. Porém é fato que o propósito pelo qual a liberdade nos foi dada não é exatamente o uso abusivo de todas as coisas que nos foram consideradas lícitas.</p>
<p>Jesus afirma que sua vinda não possui o propósito de REVOGAR a lei, mas de CUMPRÍ-LA. Como então faz sentido esta nova concepção de plena liberdade diante da afirmação de que o cumprimento da lei continua sendo obrigatória? Isto é bem simples. A graça é a possibilidade de excedermos o cumprimento da lei, mediante o caminho chamado GRAÇA. Não somos obrigados a fazer, mas não há outra possibilidade. O problema diante de tamanha liberdade é que o MEDO do julgamento divino não basta para criar indivíduos verdadeiramente beatos. A religiosidade não é capaz de criar uma consciência transformada. Mas aqueles que compreendem plenamente o propósito de Deus para suas vidas, não conseguem resistir ao CAMINHO.</p>
<p>Este caminho é o da RENÚNCIA. Diante de toda a liberdade que possuímos, espiritualmente somente seremos livres quando soubermos escolher dentre TODA AS COISAS apenas aquelas que CONVÉM. E esta &#8220;noção&#8221; de conveniência não está no indivíduo, mas expressa em cada pequeno detalhe da pessoa de Jesus.</p>
<p>Antes eu não podia adulterar. Agora pela graça eu estou livre. Mas excederei o cumprimento da lei quando entender que NEM OLHAR para uma mulher com intenção impura eu devo. Antes o povo judeu devia 10% de tudo que ganhava aos sacerdotes e ao templo. Hoje somos totalmente desobrigados disto. E vivemos de maneira graciosa a responsabilidade de darmos 100% de nossas vidas para o convívio em comunidade. O &#8220;dízimo&#8221; não passa de um compromisso entre homens para garantir a manutenção estrutural de prédios que não são mais templos. E aqueles que não contribuem, de maneira nenhuma são &#8220;menos abençoados&#8221;. Mas o verdadeiro cristão se manifesta na capacidade de assumir responsabilidades coletivas. Ele faz questão de colaborar por que acredita. E a liderança não tem papel fiscalizador no que se refere a finanças, mas seu papel é despertar FÉ. Quem crê, contribui. Não com dinheiro apenas. Mas com sua própria vida.</p>
<p>A função dos líderes é falar graciosamente do amor de Cristo e desta liberdade que tem sido negligenciada. Temos sim escravizado pessoas através da inserção do indivíduo em estruturas e métodos que nada tem a ver com a essência do cristianismo. Nosso papel enquanto pastores DEVE SER provocar o desejo da autêntica liberdade conquistada na cruz por nosso Senhor Jesus Cristo.</p>
<p>Aqueles que compreenderem a profundidade da liberdade e o privilégio de administrá-la, automaticamente conhecerão O CAMINHO DA SALVAÇÃO à medida que aprenderem a renunciar a coisas que lhe são lícitas, pelo puro interesse em agradar a Deus.</p>
<p>Ninguém poderá lhe dizer o que fazer. O que devemos é levar pessoas a se encontrarem pessoalmente com este Cristo que nos faz renunciar a todas as coisas. E por que nós renunciamos? Por que somos bons? DE MANEIRA NENHUMA! Renunciamos por que conhecemos A VERDADE&#8230; e a verdade é que não servimos para mais nada. Agora conhecemos nossa identidade e nossa vocação. E nosso caminho, embora vivamos uma luta constante contra os desejos de nossa própria carne, é O CAMINHO DE DEUS.</p>
<p>Você é livre. E ninguém pode tirar isto de você. A não ser você mesmo.</p>
<p>Este Cristo e toda sua glória e amor será visto na vida daqueles que, diante da plenitude da liberdade, aprenderam a renunciar voluntariamente a tudo que não convém. E o amor de Deus em nós constrangerá de maneira irresistível aos que ainda não possuem consciência de sua existência.</p>
<p>Você pode suportar este amor?</p>
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