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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Conceitos</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Liberdade relativa</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 12:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores. Não pretendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores.<span id="more-831"></span></p>
<p>Não pretendo expor detalhes sobre meus pontos de vista neste momento. Entendo que faço isso o tempo inteiro&#8230; desde os não-motivos pelos quais sou corinthiano, às minhas convicções bíblicas mais fundamentadas. Gostaria de propor idéias absurdas, numa tentativa de relativizar o que vem a ser liberdade.</p>
<p>Pra começar, imagine o velho jardim do Éden, segundo a bíblia, habitação do primeiro homem e de sua mulher nos primórdios da humanidade. Tenho plena convicção de que a maioria esmagadora das pessoas idealiza uma imagem muito semelhante de tal jardim. Pois tentemos olhar para os fatos de um ponto de vista diferente. O jardim era como um bordel. Sexo rolando em todo e qualquer lugar. Adão era um cara atacado. Traçava todas as mulheres do local. E sua mulher também não ficava atrás. Entregava-se com prazer ao primeiro homem que passasse em sua frente. Deus fazia vistorias periódicas ao final do dia, embora na verdade ele estava de olho em tudo, numa espécie de pay-per-view do Big Brother. E homem e mulher eram seres livres. Sem o peso (e a possibilidade) de compararem indivíduos, estavam livres e plenamente satisfeitos com o que tinham. Esta liberdade é suficiente para você?</p>
<p>Passemos a outro assunto bem interessante. Posso eu, enquanto cristão, consumir bebidas alcoólicas? Creio que esta discussão rende muitas controvérsias. Mas para relativizarmos o assunto de maneira definitiva, que tal falarmos sobre o consumo da maconha?</p>
<p>Posso eu, enquanto cristão, enquanto salvo, enquanto pastor&#8230; ser um consumidor de maconha? Sejamos diretos: o que a  bíblia diz explicitamente sobre o assunto? Pra começar, não há uma referência sequer direcionada ao consumo de produtos fumígeros. Mas há uma quantidade significativa de instruções no Novo Testamento em favor de não destruírmos a nós mesmos. Porém, o conceito de destruir-se pode ser estendido a tudo aquilo pode causar dano a nossa saúde. Da Coca Cola gelada que bebemos diariamente&#8230; passando pelo consumo excessivo de carne vermelha&#8230; e chegando finalmente na abstensão de determinados alimentos (que nos prejudica pela falta de determinados nutrientes).</p>
<p>Afinal, é PERMITIDO ou não que um cristão consuma maconha?</p>
<p>Claro que sim! A liberdade conquistada na cruz nos garante o direito de fazer todas as coisas. Porém, o apóstolo Paulo enfatiza o quanto PODER não significa DEVER. Somos livres inclusive para pecar. Mas não devemos. Algumas coisas não valem a pena. E liberdade nada tem a ver com fazer, mas simplesmente como compreender que a possibilidade e responsabilidade moral de errar existe.</p>
<p>Exijo o meu direito de consumir entorpecentes. Para que eu possa, no auge da concepção da liberdade em Cristo, renunciar. Quero o direito de fumar cigarros, para evitá-los. Quero poder beber livremente, para nunca exagerar.</p>
<p>E aqueles que não vivem em plena liberdade por não possuírem conceitos esclarecidos sobre o que é PODER e o que vem a ser CONVENIENTE, estes serão recebidos no convívio da Igreja sem pré-julgamentos.</p>
<p>Apenas quem vive em plena liberdade é capaz de amar incondicionalmente a outros. Apenas quem aprendeu a ser livre, será capaz de ajudar outros a encontrarem o único CAMINHO para a verdadeira liberdade.</p>
<p>Esta liberdade é suficiente para você?</p>
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		<title>A melhor maneira de&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 18:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.</p>
<p>A vida resume-se exclusivamente a isto?<span id="more-815"></span></p>
<p>Quero de volta minha liberdade. Mas não consigo ser livre sozinho. Moisés bem que tentou, mas viu que não havia graça alguma. Preferiu afastar-se. E Deus, numa das atitudes mais sacanas da bíblia, o envia de volta, como líder para resgatar os demais do velho sistema.</p>
<p>Sair do sistema é usufruir moderadamente de todas as coisas; sem se deixar dominar por nenhuma delas. É saber que algumas coisas são únicas na vida; portanto ninguém poderá dar conselhos que sejam realmente absolutos. É reconhecer que embora não haja nada de novo debaixo do céu, o que alguns apenas apontaram, nós temos o desafio de experimentar.</p>
<p>A teologia nunca salvou ninguém. Mas matou a muitos.<br />
O amor nunca matou ninguém. Mas salvou a muitos.</p>
<p>A melhor maneira de&#8230; &#8220;qualquer coisa&#8221; é a sua maneira.<br />
Se algo vale à pena ser aprendido com o passado, provavelmente é &#8220;como não fazer&#8221;.</p>
<p>Então, transpire a verdade; e seja a encarnação do Cristo que o mundo procura.</p>
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		<title>Ninguém aguenta gente chata!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 00:50:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Imagine um culto com todas as suas firulas. A variabilidade daquilo que as pessoas são capazes de imaginar não é algo muito surpreendente. E o que eu me pergunto constantemente é: DE QUEM É A CULPA? Hoje, aproveitando que não estava fazendo nada, fiz alguns testes de vídeo, sozinho em casa. Estou tentando gravar algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine um culto com todas as suas firulas. A variabilidade daquilo que as pessoas são capazes de imaginar não é algo muito surpreendente. E o que eu me pergunto constantemente é: DE QUEM É A CULPA?<span id="more-775"></span></p>
<p>Hoje, aproveitando que não estava fazendo nada, fiz alguns testes de vídeo, sozinho em casa. Estou tentando gravar algumas idéias com imagens por que já percebi que há um público cada vez maior nesta nova geração que é avesso à leitura de qualquer coisa com mais de 140 caracteres. Como eu não levo jeito pra ser escritor de provérbios, me sinto na obrigação de rebolar um pouco para encontrar um canal viável de comunicação.</p>
<p>A maior parte das pessoas odeia ouvir ou ver a si mesmo em algum tipo de gravação. Mas este recurso pode ser revelador para aqueles que pretendem descobrir porque tem dificuldade de encontrar pessoas que se sintam motivadas com suas conversas mais triviais.</p>
<p>Pode-se culpar um inexistente &#8220;espírito de desatenção&#8221; pela falta de atenção das pessoas em uma palestra. Pode-se culpar o diabo em pessoa. Mas tudo isto é tampar o sol com a peneira. É preciso um pouco de humildade para perceber que todos os elementos da vivência coletiva devem necessariamente ser inspiradores.</p>
<p>Não importa ter bons músicos numa igreja. Nem tampouco ser o &#8220;ás&#8221; da oratória, hermenêutica e retórica. Nas ruas, onde as pessoas de verdade vivem, o carisma fala mais alto que qualquer outra habilidade.</p>
<p>Se não há quem ouça a pregação, a culpa é sua!<br />
Se o evangelho em sua vida está desinteressante, então transforme-se.<br />
Ninguém aguenta gente chata. Ninguém aguenta mais você.</p>
<p>Quero todos os dias de minha vida um culto inspirador, com adoração inspiradora, palavras inspiradoras e SINCERIDADE que inspire sem a necessidade de explicações.</p>
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		<title>O extermínio da igreja primitiva</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 12:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cansado de ouvir a expressão &#8220;precisamos ser como a igreja primitiva&#8221;. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cansado de ouvir a expressão &#8220;precisamos ser como a igreja primitiva&#8221;. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim naquela igreja.<span id="more-727"></span></p>
<p>Onde estão as igrejas de 100 anos de idade? Eu conheço poucas. E as de 200 anos? E 1000 anos? Definitivamente de 2000 anos não deve haver nenhuma. Isto é parte do processo natural estabelecido por Deus para que haja crescimento em meio a um mundo de constantes mudanças: um modelo orgânico. Igrejas nascem, crescem, se reproduzem e MORREM. Pena que ainda somos pessoas que preferem adiar ao máximo o ponto máximo de toda criação: morrer. Sem morrer, a maioria não terá o privilégio de encontrar-se com o Criador.</p>
<p>O ponto forte da igreja dos primeiros séculos é ter conseguido, com tão poucos homens, viver intensamente o chamado e o compartilhar de sua fé. Isto sim é algo que devemos buscar e replicar em todas as épocas. Mas todos os aspectos culturais, sociais e morais, precisam ser constantemente reavaliados. Precisamos encontrar um equilíbrio entre a super valorização do ensino apostólico que é naturalmente carregado de influências judaicas, e a percepção de que somos sementes plantadas em terras bem diferentes. Para cada tipo de terra, há cuidados específicos a serem tomados para que haja uma boa frutificação. E afirmo sem medo de errar que, BOA FRUTIFICAÇÃO é aquela que cria frutos que serão melhores que a própria planta matriz.</p>
<p>Conceitualmente podemos chamar de ídolo a qualquer coisa ou pessoa que é colocada numa posição que deveria ser exclusivamente de Deus. E muitas vezes é nisto que temos transformado a história da igreja de nossos antepassados: um ídolo inflexível. Morto. E que insistimos em dar-lhe poder para controlar nossas vidas.</p>
<p>Não sou um liberal. Definitivamente não sou. Entre o extremo do pensamento pós-moderno e dos velhos conceitos estabelecidos em 2 mil anos de cristianismo, me sinto preso AOS DOIS. Só espero que cada um possa compreender a necessidade de constante reavaliação de sua vida, pois, independente de qual linha de pensamento escolhermos viver presos, prestaremos contas diretamente ao próprio Deus.</p>
<p>Duvido que seja possível aborrecer tanto ao Senhor como quando nos transformamos em uma âncora que impede que as próximas gerações naveguem por águas ainda desconhecidas.</p>
<p>Nosso Deus é um oceano infinito de misericórdia e amor. Pra você pode ser suficiente molhar apenas os calcanhares. Só não se esqueça de que a sua falta de perspectiva e diligência não pode ser chamada de &#8220;padrão dos fiéis&#8221;.</p>
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		<title>Simplicidade idiota</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 00:24:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Me admira que pessoas prefiram categorizar a vida de modo tão radical e simplista. Como se fôssemos amebas, limitadas a uma constituição unicelular ridícula e totalmente compreensível. Ignoramos até mesmo as complexidades sentimentais e, por isto, frustramos a outros e a nós mesmos na tentativa de encontrar modelos de conduta verdadeiramente aplicáveis na vida prática. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me admira que pessoas prefiram categorizar a vida de modo tão radical e simplista. Como se fôssemos amebas, limitadas a uma constituição unicelular ridícula e totalmente compreensível. Ignoramos até mesmo as complexidades sentimentais e, por isto, frustramos a outros e a nós mesmos na tentativa de encontrar modelos de conduta verdadeiramente aplicáveis na vida prática.</p>
<p>Tentamos fazer do evangelho uma série de regras em que podemos acertadamente dizer &#8220;isto é certo&#8221; ou &#8220;isto é errado&#8221;. Como se a vida dada por Deus pudesse ser reduzida a meros erros e acertos. Como se as complexidades de nosso ser tivessem fugido ao controle do Criador.</p>
<p>Apenas a VERDADE pode nos libertar por que ela revela quem somos e o quanto somos incapazes de encontrar uma auto-redenção. Apenas renunciando até à capacidade de acertar, seremos encontrados aptos a genuinamente vivermos a nova vida em Cristo. Aquele que desistiu de não errar, encontra-se na situação ideal e preferida do Redentor.</p>
<p>Mais do que apenas abandonar as velhas práticas, a fé operosa será caracterizada como aquela que possui seu foco em SER aquilo que Cristo diz que devemos ser. Apenas isto.</p>
<p>Aqueles que insistirem em simplificar os processos, concentrando seus esforços na luta contra as práticas da carne, inevitavelmente se frustrarão. Pois a carne sempre vencerá. Não se pode combater fogo com fogo. Por isso, esta é uma luta perdida.</p>
<p>Pra exterminar o fogo, deve-se primeiramente encontrar uma fonte suficiente de água. Pra um fogo incontrolável,  uma fonte inesgotável.</p>
<p>Em cada nuance de nossa miséria, complexidade, sentimentos e angústias; em cada pequeno detalhe, podemos sentir a inspiração do Criador. Em cada gole, em cada respiração. Em cada segundo, a eternidade. Em cada detalhe, o infinito.</p>
<p>Consegue sentar-se com amigos verdadeiros de frente à praia e não sentir-se em casa?<br />
Consegue perceber que há amigos recentes que parecem ser velhos conhecidos?<br />
Consegue ouvir Coldplay e não sentir Deus?</p>
<p>Será que o evangelho realmente o tornou livre o suficiente para que possa compreender o que estou tentando dizer?</p>
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		<title>Onde estão os sonhos</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 14:38:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Há uma crise de identidade generalizada em pleno século XXI. Talvez isto explique o porquê da constante decepção de todos aqueles que baseiam suas convicções sobre sua própria vida em comparações. É como se tivéssemos nos esquecido de que somos todos diferentes. E portanto, sonhos alheios podem nos inspirar, mas não são necessariamente nossos sonhos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma crise de identidade generalizada em pleno século XXI. Talvez isto explique o porquê da constante decepção de todos aqueles que baseiam suas convicções sobre sua própria vida em comparações. É como se tivéssemos nos esquecido de que somos todos diferentes. E portanto, sonhos alheios podem nos inspirar, mas não são necessariamente nossos sonhos.</p>
<p>O foco daqueles que tem difundido o ensino herético do pensamento positivo e da prosperidade como vontade de Deus, é a expropriação dos sonhos. É como se você não precisasse sequer avaliar se de fato as coisas boas que estão sendo prometidas realmente são aquelas que irão fazer sua vida fazer sentido. O misticismo vence o autoconhecimento.</p>
<p>Peguei carona nos sonhos de outras pessoas dezenas de vezes. E isto nunca foi necessariamente ruim. Sonhos alheios momentaneamente me ensinaram muitas coisas. Mas chega a hora em que torna-se necessário aprender a sonhar por si mesmo.</p>
<p>Também dá pena daqueles que se conformaram com os sonhos enlatados. Carros, casas, dinheiro, faculdade, trabalho&#8230; como se estas coisas pudessem preencher o vazio que há dentro de cada ser humano.</p>
<p>Proponho a estes o exercício Tyler: saia na rua, provoque uma briga com completo estranho&#8230; e perca. Verá que provocar uma briga é algo relativamente fácil. Mas perder, nem tanto.</p>
<p>Quem ainda não aprendeu a perder, não está pronto para vencer. Quem não sabe sonhar, jamais irá experimentar uma vitória autêntica.</p>
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		<title>A excelência das coisas ordinárias</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 12:33:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Desgraçadamente abençoados por Deus. Assim é boa parte das pessoas que insistem em perder seu tempo na vivência hipócrita de um evangelho que não tem nada de bom e nem de novo. As bênçãos, tão valorizadas, não têm nada a ver com a transformação do indivíduo. Servem apenas para amenizar os sofrimentos do caminho da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desgraçadamente abençoados por Deus. Assim é boa parte das pessoas que insistem em perder seu tempo na vivência hipócrita de um evangelho que não tem nada de bom e nem de novo. As bênçãos, tão valorizadas, não têm nada a ver com a transformação do indivíduo. Servem apenas para amenizar os sofrimentos do caminho da perdição.</p>
<p>Por que bares e boates possuem portas estreitas, onde as pessoas ordenamente se afileiram e aguardam ansiosamente sua vez de entrar&#8230; e enquanto isso, criamos portais imensos nas entradas das igrejas, sendo quase necessário insistir para que bêbados e transeuntes desavisados entrem para que o &#8220;culto&#8221; não pareça vazio.</p>
<p>Em nossa busca pelo extraordinário, desprezamos o valor das coisas ordinárias da vida. E particularmente me sinto um apreciador das coisas ordinárias em que posso sentir o poder da vida e da salvação mediante a graça de Cristo. Por exemplo, um bar nada possui de realmente atraente e que possa mudar a vida de alguém. Mas ainda sim as pessoas enxergam momentos de redenção neste local &#8220;sagrado&#8221;. Em cada gole, uma reflexão. Até que as pessoas estejam anestesiadas de suas capacidades de refletir. Mas o primeiro gole não pode ser condenado pelo exagero do segundo.</p>
<p>Já nas igrejas, nada há de interessante. Em nossa busca incessante pelo que foge ao ordinário, criamos estruturas especializadas em criar momentos desinteressantes. Perdemos o privilégio da simplicidade. Nos esquecemos do que significa estar juntos sem um motivo. Obviamente o poder de Deus continua a operar milagres, mesmo em meio a todo este tédio. Talvez seja a maneira dEle dizer &#8220;vou mostrar quem ainda manda&#8221;.</p>
<p>Consegue imaginar uma igreja onde a porta seja estreita e haja um segurança enorme organizando a fila? Então, faltando 5 minutos para começar o culto, ele fecha a porta e informa que o local atingiu a lotação máxima. E que na próxima semana, os interessados em participar devem chegar com mais antecedência.</p>
<p>Será que estou sonhando? Ou será que coisas simples e ordinárias podem realmente revelar o quanto somos (ou deveríamos ser) relevantes?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O pastor e o caixa dois</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 13:42:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. Porém nem todas as letras escritas foram suficientes para animar aos demais membros da igreja, pois estes se cansaram de ver planos que jamais se tornaram realidade.</p>
<p>Tentando mudar esta realidade, os pastores procuraram apoio para seus planos mirabolantes junto à sua denominação. Quem sabe encontrariam algum &#8220;toddy&#8221; destinado a investimentos para melhorar a vida das pessoas. Porém, foram informados pelo departamento financeiro que suas possibilidades de arrecadação são o limite do risco que estão autorizados a correr. O plano de reestruturação da forma da igreja nem sequer foi olhado, pois afinal, o que pode um plano contra os números?</p>
<p>Para que pudessem viabilizar um financiamento dos investimentos estruturais junto à sua denominação, foi proposto que um dos pastores se tornasse fiador da dívida pessoalmente. A proposta inicialmente pareceu razoável, já que as finanças pessoais de todos os que estão realmente envolvidos com o ministério, costumam estar sempre à disposição da coletividade. É quase a materialização da utopia de Atos 2:42.</p>
<p>Após preencher várias promissórias (que todos sabem que com certeza serão executadas em caso de não pagamento), o financiamento foi autorizado. E os pastores passaram a colocar em prática todos os sonhos que Deus havia dado. Milagrosamente, o ânimo foi aceso na vida daqueles que estavam mais apáticos. Um verdadeiro milagre aconteceu.</p>
<p>Às custas de uma série de atividades paralelas desenvolvidas dentro do local onde a Igreja se reúne, os pastores conseguiram mês após mês honrar os compromissos financeiros assumidos no financiamento. Foi criada uma administração financeira paralela à arrecadação do gasofilácio, com propósito específico de custear a dívida assumida. E tudo ia muito bem.</p>
<p>Só que um dia, em meio a uma tempestade de pensamentos desordenados, um dos pastores se perguntou:</p>
<p>- Por que, à semelhança da Universal do Reino de Deus, a maioria das denominações incentivam seus pastores a fazer caixa dois?</p>
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		<title>Pensamentos de 1987</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:34:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante algum dia do ano letivo em 1987, quando eu cursava a segunda série do primeiro grau, numa época em que as crianças ainda faziam provas de verdade e eram reprovadas caso não obtivessem notas mínimas, participei de uma discussão sobre alguma coisa do gênero gramatical. Então formulei uma frase de exemplo: - Eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante algum dia do ano letivo em 1987, quando eu cursava a segunda série do primeiro grau, numa época em que as crianças ainda faziam provas de verdade e eram reprovadas caso não obtivessem notas mínimas, participei de uma discussão sobre alguma coisa do gênero gramatical. Então formulei uma frase de exemplo:</p>
<p>- Eu não sou feliz.</p>
<p>Imediatamente fui questionado pela professora, que era mestra em jogar apagadores na cabeça dos alunos bagunceiros (acredite&#8230; naquela época os professores faziam isso&#8230; e você ainda apanhava em casa depois). Ela perguntou se eu realmente achava que não era feliz. Sem me dar conta do quanto os adultos se preocupam com a felicidade das crianças, insisti que realmente eu não era feliz.</p>
<p>Os meses seguintes foram cheios de questionamentos por parte de meus pais, tentando entender por que afinal eu havia dito na escola que não era feliz. Depois de perceberem que eu não possuía uma resposta coerente, fui moralmente censurado, sendo obrigado a guardar para mim mesmo estes questionamentos mais íntimos.</p>
<p>Isto se repetiu diversas vezes em minha vida. Quando um problema surgia, bastava alguém me dar um tranco e dizer &#8220;ah! pare de reclamar&#8230; você não tem problema nenhum!&#8221;. Me acostumei tanto a isto, que me tornei indiferente às opiniões alheias (principalmente daqueles que eram de minha própria casa).</p>
<p>De repente estas idéias voltam à minha mente, exatos 12 anos depois. Reafirmo que nunca fui e continuo não sendo feliz. Mas isto não é algo desesperador como muitos podem pensar. A felicidade na verdade é um caminho e não um lugar. Tenho vivivo de passagem pela felicidade todos os dias, porém a tristeza inerente ao inconformismo de meu espírito é que me faz continuar caminhando. Combatendo o ódio, vou vivendo o amor. Assim venço dia a dia toda apatia que faz de um homem um fracassado. Vencer é continuar.</p>
<p>Das muitas coisas que eu gostaria de poder ter dito a mim mesmo na infância (caso fosse possível mandar recados pro passado), eu enfatizaria estas cinco:</p>
<ol>
<li>Você não é igual aos demais. Portanto não tente ser. Não vale a pena.</li>
<li>Se o mundo inteiro discorda de sua opinião, então você está no caminho certo.</li>
<li>Não se preocupe com o futuro. Ele naturalmente dará certo.</li>
<li>Não perca uma única noite de sono por causa de seus problemas. Eles não são tão importantes assim.</li>
<li>Você irá encontrar muitas pessoas que querem aprender a olhar o mundo com outros olhos. Portanto continue a andar firme no caminho. Quando menos perceber terá conseguido inspirar muitos.</li>
</ol>
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		<title>Adubando o joio</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes nos vemos lutando contra circunstâncias sem avaliarmos quais as vantagens em fazê-lo. Por que há tantas questões urgentes que preferimos convenientemente não abordar, enquanto insistimos em levantar bandeiras contra outras? Algumas realidades que estão próximas, como por exemplo a proibição de manifestações de idéias que sejam contrárias ao  homossexualismo, soam no mínimo interessantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes nos vemos lutando contra circunstâncias sem avaliarmos quais as vantagens em fazê-lo. Por que há tantas questões urgentes que preferimos convenientemente não abordar, enquanto insistimos em levantar bandeiras contra outras?</p>
<p>Algumas realidades que estão próximas, como por exemplo a proibição de manifestações de idéias que sejam contrárias ao  homossexualismo, soam no mínimo interessantes em meu ponto de vista. Nossa conduta enquanto cristãos está tão manchada, que a sociedade simplesmente prefere ignorar nossas opiniões. E está difícil não dar razão à sociedade sobre os que se dizem cristãos.</p>
<p>Desobediência civil era uma prática comum nos anos 60, onde principalmente os hippies, demonstravam suas insatisfações com os valores estabelecidos. Ficava explícito quem era verdadeiro (true) e quem não era. Mas depois do mundo dar tantas voltas, em pleno século XXI, preferimos aceitar totalmente o &#8220;programa&#8221; instalado na mentalidade coletiva. Parece razoável acreditar que só há dois tipos de pessoas: os justos e os criminosos.</p>
<p>Naturalmente concluo que algumas destas pressões sociais para criação de leis que vão contra a genuína fé cristã serão muito produtivas, embora pouco agradáveis. Funcionarão como adubo para joio. Não importa se o joio irá crescer mais que o trigo. Importante mesmo é que no final seja possível separar perfeitamente quem é o que. Inevitavelmente será facílimo descobrir onde estarão os verdadeiros cristãos. Aqueles que quiserem ouvir a palavra de Deus, deixarão de ir às igrejas e se dirigirão às penitenciárias.</p>
<p>Quem sabe através da reavaliação individual e coletiva de nossas motivações, seremos capazes de influenciar o mundo através de nossas práticas. Curiosamente preferimos trabalhar ao contrário na maioria das vezes. Se a conduta de alguém está alinhada com os preceitos moralmente aceitáveis, então tal pessoa é dita &#8220;sem problemas&#8221;. As demais questões, referentes aos pensamentos, à fé e demais convicções pessoais, preferimos que sejam sufocadas. O que importa mesmo no final é a conduta. E assim criamos uma geração de seguidores da &#8220;nova lei&#8221;. Esta nova lei, embora baseada superficialmente nos mesmos textos bíblicos que fundamentam a graça, está mais para DESGRAÇA.</p>
<p>Analisando a vida dos grandes homens da bíblia, curiosamente não há um sequer (com excessão de Cristo), que seria considerado apto para o ministério pastoral segundo os critérios explicitamente desejáveis nos dias de hoje. Os grandes heróis bíblicos possuem manchas enormes em seus currículos. E Deus, em seu incrível senso de humor, enfatiza cada um dos defeitos de conduta no texto. Porém, todos os justificados, possuem uma mente, uma fé e todas as demais convicções pessoais apontando para a eternidade.</p>
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