Top 5 das expressões sem sentido que usamos nas Igrejas
Atendendo a pedidos, segue a lista de expressões que perderam (ou nunca tiveram) o sentido ao longo das experiências “cristãs” ensinadas pelas Igrejas.
5 – EXORTAR
Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio. Leia o Restante
Extremos
Tenho medo de pessoas que tem certeza demais. Não suspeito da fé, que de algum modo é também uma certeza, mas não consigo compreender as absolutizações de conceitos. E sendo base do Reino de Deus o princípio do equilíbrio, torna-se inaceitável que alguém julgue encontrar a verdade em um posicionamento extremista. De modo que todo radicalismo torna-se pragmático… pois serve a um propósito inevitavelmente interesseiro. Leia o Restante
Liberdade relativa
Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores. Leia o Restante
A melhor maneira de…
Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.
A vida resume-se exclusivamente a isto? Leia o Restante
Ninguém aguenta gente chata!
Imagine um culto com todas as suas firulas. A variabilidade daquilo que as pessoas são capazes de imaginar não é algo muito surpreendente. E o que eu me pergunto constantemente é: DE QUEM É A CULPA? Leia o Restante
O extermínio da igreja primitiva
Estou cansado de ouvir a expressão “precisamos ser como a igreja primitiva”. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim naquela igreja. Leia o Restante
Simplicidade idiota
Me admira que pessoas prefiram categorizar a vida de modo tão radical e simplista. Como se fôssemos amebas, limitadas a uma constituição unicelular ridícula e totalmente compreensível. Ignoramos até mesmo as complexidades sentimentais e, por isto, frustramos a outros e a nós mesmos na tentativa de encontrar modelos de conduta verdadeiramente aplicáveis na vida prática.
Tentamos fazer do evangelho uma série de regras em que podemos acertadamente dizer “isto é certo” ou “isto é errado”. Como se a vida dada por Deus pudesse ser reduzida a meros erros e acertos. Como se as complexidades de nosso ser tivessem fugido ao controle do Criador.
Apenas a VERDADE pode nos libertar por que ela revela quem somos e o quanto somos incapazes de encontrar uma auto-redenção. Apenas renunciando até à capacidade de acertar, seremos encontrados aptos a genuinamente vivermos a nova vida em Cristo. Aquele que desistiu de não errar, encontra-se na situação ideal e preferida do Redentor.
Mais do que apenas abandonar as velhas práticas, a fé operosa será caracterizada como aquela que possui seu foco em SER aquilo que Cristo diz que devemos ser. Apenas isto.
Aqueles que insistirem em simplificar os processos, concentrando seus esforços na luta contra as práticas da carne, inevitavelmente se frustrarão. Pois a carne sempre vencerá. Não se pode combater fogo com fogo. Por isso, esta é uma luta perdida.
Pra exterminar o fogo, deve-se primeiramente encontrar uma fonte suficiente de água. Pra um fogo incontrolável, uma fonte inesgotável.
Em cada nuance de nossa miséria, complexidade, sentimentos e angústias; em cada pequeno detalhe, podemos sentir a inspiração do Criador. Em cada gole, em cada respiração. Em cada segundo, a eternidade. Em cada detalhe, o infinito.
Consegue sentar-se com amigos verdadeiros de frente à praia e não sentir-se em casa?
Consegue perceber que há amigos recentes que parecem ser velhos conhecidos?
Consegue ouvir Coldplay e não sentir Deus?
Será que o evangelho realmente o tornou livre o suficiente para que possa compreender o que estou tentando dizer?
Onde estão os sonhos
Há uma crise de identidade generalizada em pleno século XXI. Talvez isto explique o porquê da constante decepção de todos aqueles que baseiam suas convicções sobre sua própria vida em comparações. É como se tivéssemos nos esquecido de que somos todos diferentes. E portanto, sonhos alheios podem nos inspirar, mas não são necessariamente nossos sonhos.
O foco daqueles que tem difundido o ensino herético do pensamento positivo e da prosperidade como vontade de Deus, é a expropriação dos sonhos. É como se você não precisasse sequer avaliar se de fato as coisas boas que estão sendo prometidas realmente são aquelas que irão fazer sua vida fazer sentido. O misticismo vence o autoconhecimento.
Peguei carona nos sonhos de outras pessoas dezenas de vezes. E isto nunca foi necessariamente ruim. Sonhos alheios momentaneamente me ensinaram muitas coisas. Mas chega a hora em que torna-se necessário aprender a sonhar por si mesmo.
Também dá pena daqueles que se conformaram com os sonhos enlatados. Carros, casas, dinheiro, faculdade, trabalho… como se estas coisas pudessem preencher o vazio que há dentro de cada ser humano.
Proponho a estes o exercício Tyler: saia na rua, provoque uma briga com completo estranho… e perca. Verá que provocar uma briga é algo relativamente fácil. Mas perder, nem tanto.
Quem ainda não aprendeu a perder, não está pronto para vencer. Quem não sabe sonhar, jamais irá experimentar uma vitória autêntica.
A excelência das coisas ordinárias
Desgraçadamente abençoados por Deus. Assim é boa parte das pessoas que insistem em perder seu tempo na vivência hipócrita de um evangelho que não tem nada de bom e nem de novo. As bênçãos, tão valorizadas, não têm nada a ver com a transformação do indivíduo. Servem apenas para amenizar os sofrimentos do caminho da perdição.
Por que bares e boates possuem portas estreitas, onde as pessoas ordenamente se afileiram e aguardam ansiosamente sua vez de entrar… e enquanto isso, criamos portais imensos nas entradas das igrejas, sendo quase necessário insistir para que bêbados e transeuntes desavisados entrem para que o “culto” não pareça vazio.
Em nossa busca pelo extraordinário, desprezamos o valor das coisas ordinárias da vida. E particularmente me sinto um apreciador das coisas ordinárias em que posso sentir o poder da vida e da salvação mediante a graça de Cristo. Por exemplo, um bar nada possui de realmente atraente e que possa mudar a vida de alguém. Mas ainda sim as pessoas enxergam momentos de redenção neste local “sagrado”. Em cada gole, uma reflexão. Até que as pessoas estejam anestesiadas de suas capacidades de refletir. Mas o primeiro gole não pode ser condenado pelo exagero do segundo.
Já nas igrejas, nada há de interessante. Em nossa busca incessante pelo que foge ao ordinário, criamos estruturas especializadas em criar momentos desinteressantes. Perdemos o privilégio da simplicidade. Nos esquecemos do que significa estar juntos sem um motivo. Obviamente o poder de Deus continua a operar milagres, mesmo em meio a todo este tédio. Talvez seja a maneira dEle dizer “vou mostrar quem ainda manda”.
Consegue imaginar uma igreja onde a porta seja estreita e haja um segurança enorme organizando a fila? Então, faltando 5 minutos para começar o culto, ele fecha a porta e informa que o local atingiu a lotação máxima. E que na próxima semana, os interessados em participar devem chegar com mais antecedência.
Será que estou sonhando? Ou será que coisas simples e ordinárias podem realmente revelar o quanto somos (ou deveríamos ser) relevantes?
O pastor e o caixa dois
Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. Porém nem todas as letras escritas foram suficientes para animar aos demais membros da igreja, pois estes se cansaram de ver planos que jamais se tornaram realidade.
Tentando mudar esta realidade, os pastores procuraram apoio para seus planos mirabolantes junto à sua denominação. Quem sabe encontrariam algum “toddy” destinado a investimentos para melhorar a vida das pessoas. Porém, foram informados pelo departamento financeiro que suas possibilidades de arrecadação são o limite do risco que estão autorizados a correr. O plano de reestruturação da forma da igreja nem sequer foi olhado, pois afinal, o que pode um plano contra os números?
Para que pudessem viabilizar um financiamento dos investimentos estruturais junto à sua denominação, foi proposto que um dos pastores se tornasse fiador da dívida pessoalmente. A proposta inicialmente pareceu razoável, já que as finanças pessoais de todos os que estão realmente envolvidos com o ministério, costumam estar sempre à disposição da coletividade. É quase a materialização da utopia de Atos 2:42.
Após preencher várias promissórias (que todos sabem que com certeza serão executadas em caso de não pagamento), o financiamento foi autorizado. E os pastores passaram a colocar em prática todos os sonhos que Deus havia dado. Milagrosamente, o ânimo foi aceso na vida daqueles que estavam mais apáticos. Um verdadeiro milagre aconteceu.
Às custas de uma série de atividades paralelas desenvolvidas dentro do local onde a Igreja se reúne, os pastores conseguiram mês após mês honrar os compromissos financeiros assumidos no financiamento. Foi criada uma administração financeira paralela à arrecadação do gasofilácio, com propósito específico de custear a dívida assumida. E tudo ia muito bem.
Só que um dia, em meio a uma tempestade de pensamentos desordenados, um dos pastores se perguntou:
- Por que, à semelhança da Universal do Reino de Deus, a maioria das denominações incentivam seus pastores a fazer caixa dois?