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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Artigos</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Por que a matemática é importante na vida cristã</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 20:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você xingou sua professora de matemática a vida toda. Mas chegou a hora de perceber que sem a matemática a vida cristã jamais será bem sucedida. Isto se dá pelo simples fato de que é necessário fazer as contas antes de meter a cara nesta jornada. E os que se arriscam a ir &#8220;de qualquer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você xingou sua professora de matemática a vida toda. Mas chegou a hora de perceber que sem a matemática a vida cristã jamais será bem sucedida. Isto se dá pelo simples fato de que é necessário fazer as contas antes de meter a cara nesta jornada. E os que se arriscam a ir &#8220;de qualquer jeito&#8221;, quase sempre desistem e tornam-se frustrados.<span id="more-996"></span></p>
<p>A frustração se apresenta na vida de uma pessoa quando ela se surpreende com o custo da caminhada e termina por desejar um descanso fora de época. Já ouviu a expressão &#8220;ano sabático&#8221;? Pois é. Devo ter visto pelo menos 10 pessoas usarem esta expressão nos últimos 3 meses. E soa altamente estranho quando estamos falando de pessoas que deveriam estar apenas iniciando sua jornada ministerial.</p>
<p>Ano sabático. É o jeito que o crente tem de afirmar que está cansado demais. É o pedido de quem deu mais do que podia. Lembrando que quando damos o que temos, chamamos isto de OFERTA. Mas quando damos o que não temos, chamamos BURRICE.</p>
<p>A instabilidade dos sonhos de nossa geração se manifesta no desespero imediatista de nossas ações. Tentamos acelerar os prazos, sob a desculpa de que o mundo caminha mais rápido. Mas isto atropela completamente a simplicidade de um Deus que, só pra sacanear, meteu um livro chamado NÚMEROS logo no começo da bíblia. É o nosso Senhor se divertindo às nossas custas, mostrando que nossa pressa não tem nada a ver com o jeito dEle trabalhar. Deus apenas ri de nossa presunção e insiste que algumas coisas demoraram GERAÇÕES para acontecerem. Portanto, pare e FAÇA AS CONTAS.</p>
<p>Não importa na prática a velocidade em que se caminha. O que realmente importa é a direção e o sentido da caminhada. Independente da demora, todos chegaremos no mesmo lugar. Mas os que pensam que a vida cristã é apenas uma corrida até a esquina, resta apenas encostar e esperar retomar o fôlego.</p>
<p>Faça as contas e tenha a certeza de que o resultado é apenas consequência das etapas. E as fórmulas não são válidas na aplicação das escrituras simplesmente por que nosso papel não é obter resultados, mas discernir as etapas.</p>
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		<title>Por que ninguém gosta de mudanças</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 12:41:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mudanças geram desconforto. Por mais que nosso espírito seja aventureiro e movido por novas emoções, nosso corpo invariavelmente clama por rotinas. E a vida passa a ser considerada agradável (e segura) quando estamos cercados de rotinas. A vida do cristão obedece a mesma lógica. Ou vivemos confortavelmente em estruturas que exigem um nível controlado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mudanças geram desconforto. Por mais que nosso espírito seja aventureiro e movido por novas emoções, nosso corpo invariavelmente clama por rotinas. E a vida passa a ser considerada agradável (e segura) quando estamos cercados de rotinas.</p>
<p>A vida do cristão obedece a mesma lógica. Ou vivemos confortavelmente em estruturas que exigem um nível controlado de comprometimento, ou preferimos nos arriscar num pioneirismo desenfreado e inconsequente, sem compromisso intenso com ninguém e com nada; como uma busca insana pela adrenalina do novo. Mais uma vez vale a lei da inércia. O parado prefere ficar imóvel. E o que se move recusa-se a parar, pois é conveniente continuar caminhando.<span id="more-990"></span></p>
<p>Pouco tem sido discutido na realidade eclesiástica brasileira sobre reforma teológica e, percebo que o assunto não agrada a muitas pessoas. Simplesmente por que independente de sermos pró ou contra o sistema vigente, de algum modo consideramos o modelo estabelecido como CONVENIENTE. Não queremos uma mudança real nas relações. Queremos apenas nos libertar do que existe, sem o compromisso de uma nova proposta.</p>
<p>Curiosamente Jesus fala sobre os fundamentos de sua Igreja, encarregando o apóstolo Pedro de ser uma espécie de guardião de tais fundamentos. Mas nosso foco no estudo do livro de &#8220;Atos dos Apóstolos&#8221; invariavelmente está nas gambiarras doutrinárias estabelecidas para traduzir verdades eternas à cultura judaica. Mas como somos programados para aceitar o software de 2 mil anos de cristianismo sem questionamentos, preferimos nos dividir em pró e contra o &#8220;sistema&#8221;. Não queremos algo novo se isto vier a exigir compromisso.</p>
<p>Nossa função enquanto cristãos do século XXI consiste em costurar o passado e viabilizar o futuro. Por que embora não haja nada de novo debaixo do céu, ainda sim torna-se imprescindível a ousadia em romper com a inércia dos fundamentos em que fomos gerados. De modo que a luz do evangelho volte a ofuscar a vida das pessoas que nos cercam. E saberemos que estamos no caminho certo quando encontrarmos homens que abandonarão todas as coisas para nos seguirem. Não por que somos bons, mas por que conhecemos &#8220;o caminho&#8221;.</p>
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		<title>Reforma teológica</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 13:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partindo do princípio de que a verdade não precisa de reforma, então no que consiste o conceito de reforma teológica, tema tão discutido quando o assunto é pós-modernidade? Toda a concepção teológica estabelecida é baseada principalmente nos últimos 500 anos de história. Como se anteriormente a isto, pouca coisa realmente produtiva tivesse sido produzida e; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Partindo do princípio de que a verdade não precisa de reforma, então no que consiste o conceito de reforma teológica, tema tão discutido quando o assunto é pós-modernidade?<span id="more-937"></span></p>
<p>Toda a concepção teológica estabelecida é baseada principalmente nos últimos 500 anos de história. Como se anteriormente a isto, pouca coisa realmente produtiva tivesse sido produzida e; posteriormente, ninguém estivesse apto a estabelecer novos conceitos que traduzam as verdades eternas da palavra de Deus para uma forma compreensível ao estudo expositivo. E, provavelmente, estas concepções inflexíveis fazem com que as gerações futuras tenham desprezo pelo conhecimento teológico formal.</p>
<p>Partindo do princípio que teorias humanas não são capazes de mudar a natureza e a soberania de Deus, por que então vivemos debaixo do medo da criação de novos modelos teológicos? A palavra de Deus não pode ser utilizada como uma âncora, que nos impede de exercitarmos o pensamento; mas ela é um alvo&#8230; que nos leva a um local determinado e CERTO, independente de qual teoria seja formulada. Afinal, quais conceitos teológicos (que muitas vezes são doutrinários) podem ser ser considerados verdadeiramente infalíveis, uma vez que foram criados pela mente humana?</p>
<p>Uma reforma teológica necessária consiste no exercício da intelectualidade através do conhecimento disponível em cada época. Sendo que, por mais que isto fuja do trivial, torna-se imprescindível utilizar de &#8220;conceitos relacionais&#8221; contemporâneos a &#8220;modelos matemáticos quânticos&#8221;. Repetindo mais uma vez: NÃO QUE ESTAS COISAS MUDEM QUEM DEUS É, mas permitindo que as gerações tenham prazer em buscar o conhecimento mais profundo sobre Deus.</p>
<p>A teologia necessita ser reformada por que nossas edificações ultrapassadas estão fundamentadas em nossa visão teológica. Uma vez que nossa visão acerca do Reino esteja fundamentada em algo traduzível para a geração contemporânea, então estaremos aptos a edificar novas igrejas para a nova geração.</p>
<p>E este ciclo não cessa.<br />
Desconstruir para construir novamente.<br />
Parece que Deus inventou a reciclagem há mais tempo do que se imagina. A reciclagem de sua Igreja.</p>
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		<title>Fracasso bíblico</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 20:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece &#8220;liga&#8221; para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são &#8220;bençãos&#8221; ou &#8220;conveniências&#8221;. A hipocrisia nos relacionamentos se torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas poucas vezes no ano em que temos a oportunidade de esbarrar em pessoas de ministérios de todo o mundo, sempre surgem algumas questões importantes a serem avaliadas. Como por exemplo se o que fornece &#8220;liga&#8221; para a unidade ministerial de pessoas de diferentes igrejas são &#8220;bençãos&#8221; ou &#8220;conveniências&#8221;.</p>
<p>A hipocrisia nos relacionamentos se torna comum em ambos os casos. E então as pessoas vivem de evento em evento, celebrando o culto de si mesmos; aproveitando cada momento para compartilhar do lado mais bonito de seus ministérios fracassados. E antes que me acusem de herege por chamar a outros de fracassados, deixe-me explicar mais detalhadamente o conceito do que vem a ser fracasso.<span id="more-980"></span></p>
<p>O modelo de fracasso bíblico consistem em dizer que, por mais abençoado que Deus tenha lhe feito, haverão muitas oportunidades em que teremos todos os motivos para nos sentirmos desmotivados. Por mais que uns vivam debaixo da proteção fictícia dos &#8220;brados de vitória&#8221; e dos &#8220;atos proféticos&#8221;, inevitavelmente estes também irão falhar. É como se Deus tivesse um prazer sádico em ver seu povo perecer. Mas, quando conhecemos a Deus e à sua palavra mais detalhadamente, percebemos que seu intuito está em nos trazer algum aprendizado. Não que seja necessário sofrer para se aprender algo, mas&#8230; inevitavelmente, algumas lições só se aplicam em determinadas pessoas por intermédio da didática adequada. Então, se você é um mané qualquer caminhando sobre a face da terra, ou um dos 70 que foram treinados pessoalmente por Cristo, para todos se aplicam os mesmos conselhos do mestre:</p>
<p>- Quando chegarem em uma cidade e não lhes receberem, partam para a próxima cidade. Sem levar poeira nos sapatos&#8230; e nem rancor.</p>
<p>Jesus enfatiza este discurso pelo simples fato de que IREMOS FALHAR. Por mais que você se santifique, uma hora a vaca vai pro brejo.</p>
<p>Compreendido este conceito, torna-se possível perceber que os relacionamentos entre ministérios diferentes só são autênticos quando fundamentados nas carências de cada um. Por que, se a fundamentação estiver na conveniência, logo substituímos os relacionamentos por outros mais convenientes; e se fundamentados na hipocrisia, logo nos cansamos e simplesmente não nos esforçamos mais em manter a unidade.</p>
<p>Nossas desgraças é que nos unem verdadeiramente. Por que ao compartilhar do sofrimento, percebemos que nossos irmãos por todo o mundo estão sofrendo das mesmas angústias. E também percebemos que Deus continua a nos guiar, mesmo que ainda não sejamos capazes de perceber como os problemas serão resolvidos.</p>
<p>Mas como objetivo do evangelho não é resolver problemas, então está tudo bem.<br />
Pois não são os problemas que nos &#8220;tirarão&#8221; do céu&#8230; mas os detalhes.</p>
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		<title>Tratado Apostólico Emergente</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 11:59:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito tem sido falado neste início de século XXI sobre a necessidade da reinvenção das formas pelas quais a Igreja de Cristo se apresenta. Para tal, surgiram diversas expressões, como desconstrução, nova reforma e ministério relacional. No entanto, considero ser fundamental esboçar algo sobre a necessidade latente de que cada igreja estabelecida assuma o compromisso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito tem sido falado neste início de século XXI sobre a necessidade da reinvenção das formas pelas quais a Igreja de Cristo se apresenta. Para tal, surgiram diversas expressões, como desconstrução, nova reforma e ministério relacional. No entanto, considero ser fundamental esboçar algo sobre a necessidade latente de que cada igreja estabelecida assuma o compromisso apostólico de favorecer e incentivar o surgimento de novas igrejas e novos ministérios. Mas para que isto seja realidade, alguns paradigmas precisam ser destruídos.<span id="more-822"></span></p>
<p>O primeiro paradigma que precisa ser aniquilado é de que a única maneira de servir a Deus é de acordo com as metodologias e formas existentes dentro de determinado ministério. Generalizações que enquadram aqueles que não se encaixam em modelos funcionais como &#8220;os que não são&#8221;, são sempre danosas e contrárias à definição de Reino. Um reino não pode subsistir se estiver dividido. Portanto, aqueles que não reconhecem virtudes na diversidade de compreensão do que vem a ser ministério, necessariamente são os que provocam divisões.</p>
<p>A visão equivocada dos que se consideram &#8220;novo vinho&#8221;, de que é possível ser igreja desconectados do contexto histórico, também surge como um grande problema. Tais &#8220;ministérios&#8221; são movidos por sentimentos que os levam a serem exatamente iguais aos que criticam. E isto se torna visível à medida que  as formas litúrgicas se repetem na negação do modelo (como se houvesse um &#8220;mundo bizarro&#8221;, onde o novo torna-se exatamente o contrário do velho), ou ainda na dificuldade prática dos &#8220;novos&#8221; em estabelecerem alianças com quem não lhe traz benefícios (chamo isto de super valorização do &#8220;cool&#8221;).</p>
<p>A verdade não precisa de reforma. Apenas as motivações e práticas decorrentes é que precisam. Pois o mundo está farto de tentativas de mudanças de rótulo que não implicam em mudança de conteúdo.</p>
<p><strong>&#8220;E ninguém deita vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres, e perder-se-á o vinho e também os odres; mas deita-se vinho novo em odres novos.&#8221; (Marcos 2:22)</strong></p>
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		<title>Por que eu amo a Igreja mesmo ela parecendo uma porcaria</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 19:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Às vezes dizemos que a igreja se tornou uma merda. Mas ela possui virtudes que não podem ser desprezadas. Além de ser a única organização oficialmente encarregada de ser porta-voz do evangelho, ela também possui em sua natureza missiológica, a consciência de que PARAR não é uma opção. Isto explica em parte o motivo pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes dizemos que a igreja se tornou uma merda. Mas ela possui virtudes que não podem ser desprezadas. Além de ser a única organização oficialmente encarregada de ser porta-voz do evangelho, ela também possui em sua natureza missiológica, a consciência de que PARAR não é uma opção.<span id="more-966"></span></p>
<p>Isto explica em parte o motivo pelo qual as pessoas preferem se dedicar a ministérios desconectados de tudo ao invés da velha igreja. Nos ditos &#8220;ministérios&#8221;, não há um compromisso de continuidade. Você é livre para ir e vir, conforme der na telha; sem a necessidade de prestar contas de suas ações a ninguém e tampouco dar satisfações sobre as decisões tomadas em nome da conveniência.</p>
<p>Esta crise de visão nem chega a ser uma novidade. Ela surge de tempos em tempos, quando as pessoas chamadas por Deus passam a se considerar a &#8220;última bolacha do pacote&#8221;. Aconteceu com os que migravam do Egito para a terra prometida. E novamente com os discípulos de Jesus. Ambos consideravam que suas ações estavam desconectadas do contexto social e histórico do momento.</p>
<p>Curiosamente Jesus fez o contrário do que parecia conveniente. Antes de ser um subversivo, era um frequentador assíduo de sinagogas. E o reconhecimento público era visível, quando pessoas que faziam parte do sistema religioso vigente insistiam em chamá-lo de mestre.</p>
<p>Subversão sem submissão é algo que não faz muito sentido.<br />
A verdadeira revolução se faz de dentro pra fora.<br />
E ela não é baseada em &#8220;novos modelos&#8221;. Mas em viver com coerência o ÚNICO MODELO.</p>
<p>A igreja não cheira tão bem quanto deveria, mas eu não tenho outro lugar melhor pra ir.</p>
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		<title>Em defesa das instituições</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 13:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Considero importantíssima a desconstrução dos conceitos acerca da igreja contemporânea. Não dá pra fugir desta discussão. Mas haverá fundamento sólido nos discursos que consideram que as instituições religiosas são o próprio anti-cristo? No passado recente da história da igreja brasileira, enfrentamos desafios semelhantes aos da idade média, onde a igreja anterior à reforma tomou para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considero importantíssima a desconstrução dos conceitos acerca da igreja contemporânea. Não dá pra fugir desta discussão. Mas haverá fundamento sólido nos discursos que consideram que as instituições religiosas são o próprio anti-cristo?<span id="more-959"></span></p>
<p>No passado recente da história da igreja brasileira, enfrentamos desafios semelhantes aos da idade média, onde a igreja anterior à reforma tomou para si privilégios institucionais que, de tão danosos, tornou iminente a primeira Reforma. O problema é que não importa o que você tente empreender coletivamente, necessariamente terá que institucionalizar coisas. O próprio Jesus falava de maneira feroz contra a religiosidade institucional, mas não questionava os fundamentos das instituições estabelecidas em seu tempo. O problema não era a existência organizacional, mas a falta de eficiência de tais estruturas e também da falta de compromisso das pessoas envolvidas com a vontade de Deus.</p>
<p>Reconstruir é o passo seguinte a toda desconstrução. Não há outro caminho. Pois, ao menos metade do Novo Testamento trata de preceitos explícitos com relação ao convívio em comunidade. Talvez isto seja para que nos lembremos que, a Igreja é a única organização certificada e aprovada por Deus para a edificação do Reino. Então não basta repetir para si mesmo que &#8220;somos todos sacerdotes&#8221;, se não relembrarmos que nem todos fomos chamados para o GOVERNO na comunidade.</p>
<p>Há um ditado popular que afirma que &#8220;o poder corrompe&#8230; e o poder absoluto corrompe absolutamente&#8221;. Este é um ditado herético e que representa bem nossa insatisfação mal direcionada. Deus possui o poder absoluto, porém a própria palavra de Deus afirma que nele não há corrupção alguma. Igualmente, a Igreja de Cristo deve avançar, lembrando sempre de onde vem sua autoridade e poder. E nós jamais podemos nos esquecer que, instituições devem servir à Igreja de Cristo. Não iremos nos corromper por que aquele que é o TODO PODEROSO jamais se corrompe. Nossa luta não é contra a institucionalização, mas contra o governo dos interesses institucionais (que visam garantir a sobrevivência estrutural) sobre a Igreja de Cristo.</p>
<p>Não culpe a enxada pelo mau uso feito pelo agricultor.<br />
O problema SEMPRE está nas pessoas. As estruturas são um mero detalhe.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Comunidade dos chatos</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 21:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Heresia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo de relacionamentos descartáveis, se torna cada vez mais difícil atenuar o sentimento de tédio que é comum a todos os seres humanos a partir de uma certa idade. E é fato que as igreja criar programações aos sábados (que muitas vezes são verdadeiros programas de índio) simplesmente para ocupar a mente daqueles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo de relacionamentos descartáveis, se torna cada vez mais difícil atenuar o sentimento de tédio que é comum a todos os seres humanos a partir de uma certa idade. E é fato que as igreja criar programações aos sábados (que muitas vezes são verdadeiros programas de índio) simplesmente para ocupar a mente daqueles que ainda sentem prazer no relacionamento, demonstra o quanto nos privamos dos melhores prazeres que deveriam ser expontâneos na vida; como por exemplo a autêntica COMUNHÃO.<span id="more-951"></span></p>
<p>A dificuldade de lidar com pessoas casadas é a tendência que estas possuem em se segregarem das pessoas solteiras, a começar pelo tipo de atividade que preferem se envolver. Parece que as únicas opções existentes, necessariamente envolvem comida e possuem como variação apenas o local: se é na sua casa ou na minha.</p>
<p>Os programas dos solteiros também não são lá essas coisas. Quando não conhecíamos a Cristo, havia prazer em cada conversa com amigos, discutindo o impossível e frequentando lugares não-confortáveis; simplesmente pelo prazer de podermos nos socializarmos com pessoas diferentes. Mas, uma vez que tais pessoas passam para &#8220;o lado de cá&#8221;, entram para um círculo vicioso que envolve comida e filmes. E os tais ainda criticam os casados por não os acompanharem.</p>
<p>Independente de se somos casados ou solteiros, por que a vida social da maioria dos cristãos está delimitada por atividades rotineiras, previsíveis e desanimadoras? Por que nos tornamos a Comunidade dos Chatos, testemunhas vivas de como é preciso sair de tudo que é divertido para ser cristão? Sinceramente não compreendo isto.</p>
<p>Talvez a resposta esteja em como lidamos com a cultura deste mundo. A cultura é um pilar indispensável das relações sociais e quem a despreza acaba vivendo como se pretendesse sair deste planeta. Obviamente esta é uma decisão idiota, que filia pessoas todos os dias na Comunidade dos Chatos.</p>
<p>Estou cansado de gente que perdeu seu vigor no começo da caminhada. Preciso de desafios e preciso agora. Simplesmente por que as &#8220;belezas&#8221; deste mundo podem até parecerem atraentes, mas sei que não são para mim.</p>
<p>Não quero e nem vou fazer parte da Comunidade dos Chatos.<br />
Prefiro vadiar por este mundo infernal, em busca de novos amigos.</p>
<p>Quem sabe seja possível encontrar pessoas que tenham a mesma sede da verdadeira COMUNHÃO.</p>
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		<title>Crise missiológica</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito me preocupa a corrente de pessoas que se envolvem com a tentativa de resolver os problemas desta vida, sob o pretexto de estar vivendo um evangelho integral. Sim, eu conheço os conceitos de missão integral e sei que assistencialismo nada tem a ver com isto. Mas também sei que cada vez mais encontramos gente que desistiu de viver o evangelho da maneira primordial (comunhão constante, confronto intenso e submissão voluntária).<span id="more-928"></span></p>
<p>Na verdade não fomos chamados para resolver problemas. Mas para levar pessoas ao caminho da salvação. Ministério voltado à resolução de problemas em primeiro plano, acaba por negar os fundamentos da fé cristã genuína.</p>
<p>Analisando a trajetória de Jesus nos evangelhos, dá para perceber detalhes importantes que são negligenciados.</p>
<p>1. Quantas pessoas Jesus não curou? Muitas.<br />
2. Quantos foram alimentados por Jesus e passaram fome nos anos seguintes? Muitas.<br />
3. Por que os discípulos de Jesus não foram curados de nenhuma doença? Por que talvez isto não era tão importante.<br />
4. O apóstolo Paulo estava enganado quando levanta ofertas para ajudar primordiamente os &#8220;da fé&#8221;? Hoje em dia há muitos que defendem que precisamos acolher primordialmente os &#8220;de fora&#8221;.</p>
<p>Além de tudo isto, sejamos capazes de perceber que não temos a solução para todos os NOSSO problemas. Então como resolver os problemas do mundo se não somos capazes de solucionar nem nossas próprias mazelas?</p>
<p>Nossa missão é ensinar a vida piedosa pela graça redentora de Cristo Jesus. Mas piedade é, antes de qualquer coisa, devoção às coisas eternas. O cuidado com o próximo, embora imprescindível e parte da fé cristã, não pode jamais passar a ser o PRIMEIRO mandamento.</p>
<p>Por que SOMOS, nós CREMOS e FAZEMOS. A inversão desta afirmação é o começo da deturpação da missão.</p>
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		<title>Propaganda versus Evangelismo</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 14:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
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		<description><![CDATA[Somos especialistas em fazer propaganda enfatizando exatamente aquilo que não somos. Isto é quase sempre uma regra. No desespero de atingirmos um grupo grande de pessoas, atropelar a ética se torna algo comum. É preciso perceber que a ética para a elaboração de mídias de produtos não pode ser utilizada para a disseminação do evangelho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos especialistas em fazer propaganda enfatizando exatamente aquilo que não somos. Isto é quase sempre uma regra. No desespero de atingirmos um grupo grande de pessoas, atropelar a ética se torna algo comum. É preciso perceber que a ética para a elaboração de mídias de produtos não pode ser utilizada para a disseminação do evangelho.<span id="more-768"></span></p>
<p>Isto se dá por que o evangelho não deve ser associado a um produto. A publicidade de um produto quase sempre busca encontrar um apelo emocional para que pessoas o comprem. Mas emocionalismo não é o sentimento correto daquele que conhece verdadeiramente o evangelho; pois é algo volúvel e que não durará muito tempo. Quem se entrega a apelos emocionais e compra algo, quase sempre irá trocar sua aquisição por uma &#8220;melhor&#8221; num futuro próximo.</p>
<p>Outro grande problema que enfrentamos ao falar em evangelismo, é tentarmos aplicar conceitos de marketing à igrejas. Conceitualmente, igrejas costumam ser exatamente o contrário do que sua divulgação afirma. Esta dualidade entre a mídia e a realidade, provoca decepções tremendas. E também não deixa de ser uma mentira. Já vi muitas pessoas que ficaram impressionadas por práticas de rua, ou até mesmo por eventos ditos de &#8220;evangelismo&#8221;, que abusavam de expressões artísticas. Mas ao chegar no culto de domingo, tais pessoas se sentiam enganadas. Parecia que todo aquele ambiente legal foi apenas uma isca para se apresentar mais &#8220;do mesmo de sempre&#8221;.</p>
<p>E talvez o tipo mais comum de decepção provocada pela propaganda é quando uma pessoa se filia a uma igreja na perspectiva de viver com pessoas melhores que ela mesma. Isto é algo que quase sempre acaba mal. Afinal, a igreja é a comunidade dos arrependidos; daqueles que buscam a vida em santidade, mas&#8230; o quanto somos melhores que os de fora? Na ânsia de estar andando com pessoas &#8220;sem problemas&#8221;, muitos acabam formando grupos organizados pelo pior tipo de afinidade: suas dificuldades. E estes tem tudo o que é necessário para promover grandes tragédias. Mas se nosso marketing abordasse a verdade, pessoas saberiam que em nosso meio, trabalhamos como um hospital: muitos doentes, buscando constante recuperação.</p>
<p>Conheço uma igreja que possui um banner com a foto de algumas pessoas escolhidas a dedo em sua fachada. Porém, com o tempo, algumas pessoas abandonaram a fé. Inclusive, duas pessoas se revelaram homossexuais e se afastaram completamente da comunidade. Este banner por muitos é considerado como uma propaganda que deu errado e que, com certa urgência, necessita ser substituído. Inclusive há quem defenda o uso de bancos de imagens (com imagens pessoas desconhecidas) na confecção de uma nova fachada. Mas&#8230; há algo mais autêntico do que o velho banner? O velho representa a verdade. Diz que no nosso meio há pessoas com problemas. Que alguns talvez não chegarão até o fim, apesar de suas juras de amor a Cristo. E também revela que temos problemas como qualquer outra pessoa.</p>
<p>Esta é a publicidade da verdade; que não mente para se alcançar resultados. E com certeza, um evangelismo baseado em mentiras, não pode ser usado para representar aquele que é o caminho, A VERDADE e a vida.</p>
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