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	<title>ARIOVALDO.com.br &#187; Angústia</title>
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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Regras e ingratidão</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 12:16:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente. Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente.</p>
<p>Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos de que a Graça SEMPRE excede o cumprimento de qualquer lei. Que os &#8220;mandamentos&#8221; dos cristãos são expressos quando voluntariamente doamos nossa vida. Quando repartimos o pouco e abrimos mão do tudo.<span id="more-1190"></span></p>
<p>Preferimos as ordenanças por que ficamos livres do PENSAR. Ou seja&#8230; preferimos ser como animais debaixo de cabresto a exercermos o ministério da reconciliação. Até que venha a crise e a vida se torne insuportável.</p>
<p>E a ovelha fica desgarrada. Até ser encontrada por um pastor de verdade.</p>
<p>Mas é uma pena que nem tudo são flores. Passado algum tempo, muitos daqueles que alcançaram a graça através do ensino legítimo do evangelho tornam-se ingratos. Por que uma vez libertos das regras, assim que superficialmente curados de suas feridas da alma, retornam a reclamar e criticar. Uma verdadeira geração ingrata, veloz como o escorpião em destilar seu veneno. Se a velha Igreja não serve, parece que a nova também não. Lembrando que se nenhuma Igreja é boa o suficiente pra você, então provavelmente você é que não presta.</p>
<p>Regras não podem nos salvar. Só o amor pode. Compreenda qual sua porção nesta jornada com Cristo e MORRA para si mesmo. E só assim encontrará a verdadeira VIDA ETERNA, que aliás já começou para muitos de nós.</p>
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		<title>Tiro no pé</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Oct 2011 10:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando Cristo afirma que ao julgarmos também somos julgados, fica explícito que não fazem parte do Reino aqueles que porventura venham a imaginar que as medidas servem apenas para os outros. De modo que aquele que profere julgamento, condena a si mesmo primordialmente; e num segundo plano revela o pecado alheio. Tal revelação jamais é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Cristo afirma que ao julgarmos também somos julgados, fica explícito que não fazem parte do Reino aqueles que porventura venham a imaginar que as medidas servem apenas para os outros. De modo que aquele que profere julgamento, condena a si mesmo primordialmente; e num segundo plano revela o pecado alheio. Tal revelação jamais é condenatória de fato por parte de quem a proferiu, visto que a responsabilidade pelo pecado é exclusivamente daquele que o cometeu.</p>
<p>O propósito desta revelação de pecados jamais é gerar competição, mas fazer valer a voz profética (a verdadeira voz profética), que enfatiza os fundamentos da palavra de Deus corrigindo qualquer desvio (como o fazem com excelência as cartas de Paulo).<span id="more-1204"></span></p>
<p>Na vida dos profetas podemos também perceber duas coisas. A primeira é que eles são sempre redundantes. Ou seja, raramente trazem algo de novo à narrativa do texto bíblico. Profeta de verdade é o que aponta para o óbvio de uma maneira ousada o suficiente para incomodar os acomodados. A segunda coisa é que eles incomodam DE VERDADE. E se não o fazem, é por que geralmente são falsos. Mas quando analisamos com delicadeza a questão, percebemos que não é bem o profeta que traz o incômodo, mas sua persistência em relembrar os fundamentos da fé.</p>
<p>Por isso antes de dar um tiro pro alto, recomendo que atire no próprio pé. Pra se lembrar o quanto dói. E se ainda sim a fúria não cessar, pelo menos irá caminhar bem mais devagar devido à ferida auto infligida. Um profeta que sofre e conhece o peso de suas palavras tende a ser um homem melhor.</p>
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		<title>Você e Deus. Juntos.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 16:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De todas as coisas que são ensinadas na caminhada cristã, talvez a mais importante seja a confiança que necessitaremos para perserverar sozinhos. Digo, apenas nós e Deus. Por que se na maioria das vezes somos família/igreja/comunidade/amigos, na prática também enfrentaremos desertos que não podem ser repartidos. As angustias do coração, a tristeza, o desânimo. Tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De todas as coisas que são ensinadas na caminhada cristã, talvez a mais importante seja a confiança que necessitaremos para perserverar sozinhos. Digo, apenas nós e Deus. Por que se na maioria das vezes somos família/igreja/comunidade/amigos, na prática também enfrentaremos desertos que não podem ser repartidos.</p>
<p>As angustias do coração, a tristeza, o desânimo. Tudo isso terá que ser vencido por você e Deus. Por que nem todas as palavras do mundo serão suficiente para convencer seus companheiros de que não é preguiça ou falta de vontade. Há coisas que doem lá dentro. Há feridas cujo sangue são nossos sentimentos se externando.</p>
<p>Você e Deus. Juntos.<br />
Por que no final tudo sempre dá certo.<br />
E ele já sabe como termina a sua história.</p>
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		<title>Conhecimento, sabedoria e loucura</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jan 2011 12:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que tudo se &#8220;assente&#8221;. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as necessidades da vida. Quando o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que  tudo se &#8220;assente&#8221;. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é  mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós  jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as  necessidades da vida.</p>
<p>Quando o desequilíbrio toma conta de um ser humano, ele passa a se sentir o dono da verdade. Torna-se capaz de afirmar veementemente que Deus o enviou a fazer determinada coisa, mesmo que isto seja contraditório em metodologia com os valores instituídos pelo próprio Deus. Logo, todo homem tem o dever de reavaliar constantemente suas motivações, evitando que artimanhas maquiavélicas tomem espaço em suas decisões.<span id="more-1075"></span></p>
<p>Percebemos então que  a sabedoria se opõe à loucura. De nada adianta conhecer os mistérios da vida se a sanidade for perdida. Melhor seria a morte, pois se não somos mais capazes de auxiliar a outros, de nada mais servimos.</p>
<p>Embora a sabedoria seja de maneira grosseira um conjunto de conhecimentos aplicados, nem todo conhecimento gera real sabedoria. E estas podem até serem opostas uma à outra em diversas situações.  O sábio será aquele que encontrar os caminhos seguros para alcançar a maturidade intelectual, mesmo que desprovido de grande quantidade de informações.</p>
<p>Ou como resume bem as escrituras:</p>
<p><strong>&#8220;Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.&#8221; (Salmos 25:12)</strong></p>
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		<title>Como não plantar Igrejas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 12:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido. Uma das coisas mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos &#8220;líderes visionários&#8221;, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido.</p>
<p>Uma das coisas mais engraçadas ao se planejar o nascimento de uma nova Igreja, é exatamente a capacidade que temos de criar um anti-modelo bíblico e então justificá-lo até o fim. Coisas simples, porém não pequenas, revelam as verdadeiras intenções do coração de quem está metido nisso. <span id="more-1127"></span></p>
<p>Antigamente, quando Igreja ainda tinha algo a ver com &#8220;Reino de Deus&#8221;, &#8220;comunidade dos remidos&#8221; e &#8220;pregação das boas novas&#8221;, o líder visionário focava seu esforço em equipar determinada liderança. E uma vez que estes estivessem aptos para &#8220;suportar&#8221; o trabalho, o líder DEIXAVA A COMUNIDADE para continuar a obra de expansão do Reino através do trabalho em outro ponto de pregação. Mas curiosamente aprendemos a fazer o contrário. Criamos a expressão &#8220;Igreja Mãe&#8221;, possivelmente inspirados em Star Wars e outros filmes de ficção cientifica onde há uma matriz do Império que representa todo o mal. Hoje preferimos &#8220;enviar&#8221; os sem experiência para se aventurarem no trabalho e edificação de algo que pouco conhecem. E talvez isto explique o indíce tão alto de &#8220;pastores&#8221; desistentes.</p>
<p>Por que fazemos isto? Simplesmente por que preferimos ficar no conforto do que construímos. Afinal, começar tudo de novo pra que, se eu posso terceirizar a responsabilidade?</p>
<p>Ou como diz o texto de Mateus 23:3-7 numa interpretação livre:</p>
<p><strong><em>&#8220;Todas as coisas que disserem que vocês devem observar, observem e façam. Mas não procedam em conformidade com as obras destes que falam, por que eles dizem e não fazem. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem  sobre os ombros dos homens. Eles porém nem com o dedo querem movê-los. E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens. Pois até suas roupas são para aparecer. E amam os primeiros lugares nos jantares e as primeiras cadeiras nas igrejas, as saudações nas ruas e serem chamados pelos homens de PASTOR.&#8221;</em></strong></p>
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		<title>Neo-liberalismo teológico</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 19:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sei que vou levar pedradas por causa deste texto, mas a vida é assim. Tenho pensado muito sobre o quão maligna a expressão &#8220;neo-liberal&#8221; se tornou devido a ações políticas e a crítica dos esquerdistas (radicais de uma esquerda que já não existe mais). Simplesmente adotamos o discurso de que NEO-LIBERAL é coisa do capeta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que vou levar pedradas por causa deste texto, mas a vida é assim. Tenho pensado muito sobre o quão maligna a expressão &#8220;neo-liberal&#8221; se tornou devido a ações políticas e a crítica dos esquerdistas (radicais de uma esquerda que já não existe mais). Simplesmente adotamos o discurso de que NEO-LIBERAL é coisa do capeta. E quem ousa criticar tal linha de pensamento é taxado diretamente como inimigo do povo e de Deus.<span id="more-1069"></span></p>
<p>Curiosamente a origem das teologias de &#8220;esquerda&#8221; do século XX são de origem naturalmente LIBERAL. Pensadores (principalmente alemães) influenciaram a maneira de enxergarmos o evangelho; e daí surgiram linhas de pensamento que defendem explicitamente que precisamos cuidar primeiro da fome do povo e, consequentemente, pregarmos a palavra de Deus em um segundo momento.</p>
<p>Pois afirmo que tudo isto soa como altamente contraditório pra mim. A PALAVRA deve ser priorizada; sendo seguida de ações que testifiquem sua veracidade. Mas perder tempo com pessoas que estão morrendo (e continuarão assim se não pregarmos a Cristo) por desconhecerem a verdade, é um desperdício. Pérolas aos porcos, lembra?</p>
<p>A ação social desacompanhada da pregação do evangelho é parte do que chamo de Teologia Neo-Liberal. Conceitos antigos que manipulam a verdade acerca de qual é o real interesse de Cristo pelo ser humano, em favor da comodidade &#8220;cristã&#8221; da prática da meia-caridade (dar tudo, menos o que a pessoa realmente precisa para se libertar).</p>
<p>Similarmente, os governos populistas da América Latina flertam com o conceito de Neo-liberalismo. Embora afirmem que querem melhorar a vida do pobre, são incapazes de proporcionar salvação aos necessitados. Pois a única maneira de garantir a manutenção do poder é perpetuando a pobreza. Sempre haverá um &#8220;pai dos pobres&#8221; enquanto houverem miseráveis. Neo-liberalismo tornou-se a flexibilização dos conceitos em favor de interesses que mudam de acordo com a classe social. Pois se os pobres tornam-se menos pobres, o preço disto jamais pode ser o enriquecimento proporcional dos mais ricos. O inimigo não é a pobreza, mas a desigualdade social.</p>
<p>No campo espiritual temos a mesma situação. O inimigo não é a necessidade. Pois como o próprio Cristo afirmou, sempre teríamos os pobres conosco. Nosso alvo deve ser a real libertação dos tais de toda opressão espiritual. Devemos discipular pessoas para serem mestres e não eternos consumidores de nossa conveniente teologia.</p>
<p>Temos que ensinar as pessoas a pescarem. Enfatizando que cada um deve aprender a se livrar dos fardos que atrapalham a caminhada com Cristo. Precisamos de uma pregação sincera e desinteressada; capaz de alcançar definitivamente o coração do homens perdido e exausto.</p>
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		<title>Igreja Bonsai</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 19:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As paredes de uma igreja, seu estatuto, liturgias e até mesmo a &#8220;visão&#8221; de sua liderança são pequenos demais para comportar a natureza essencialmente livre de um verdadeiro cristão. E este fato é o que proporciona a natureza orgânica da Igreja de Cristo. De modo que graças a tal natureza, continua o evangelho da salvação a ser perpetuado com verdade e sinceridade, repugnando naturalmente toda tentativa de controle.<span id="more-1053"></span></p>
<p>Obviamente as pessoas procuram normatizar manuais a respeito do funcionamento da Igreja. A ponto de torná-la em uma &#8220;igreja bonsai&#8221;. Esculpida segundo a visão humanística de alguns indivíduos e de raízes limitadas ao ambiente seguro e conveniente da pouca terra que lhe abriga. Ela não se arrisca a crescer em solos desconhecidos. E todo galho é bem aparado, segundo a estética  aprazível aos olhos humanos.</p>
<p>Tais tentativas de controlar o crescimento da Igreja implicam necessariamente em mutilar partes que não correspondem aos paradigmas empresariais de produtividade. Graças a Deus não existiam &#8220;auditores&#8221; no primeiro século da Igreja. Ela teria perdido a oportunidade que apenas um ser vivo possui de crescer livre e descontroladamente. E também teria perdido o privilégio de MORRER.</p>
<p>Consegue imaginar uma igreja institucional com 2 mil anos de existência? Não mesmo! Deus nos livrou deste mal. Ele fez com que o seu Reino fosse como o grão de mostarda que, embora pareça pequeno, é capaz de crescer além das estruturas controladoras do jardineiro/pastor.</p>
<p>E quando o amor for o verdadeiro vínculo, então seremos uma só Igreja. E as organizações intitucionais servirão aos propósitos da Igreja Invisível de Cristo, sob pena de aniquilação total quando não mais servirem. Ninguém mais atará fardos ao pescoço alheio, tomando das pessoas a coisa mais preciosa que elas possuem: tempo. Mas, assim como o cristão que compreende a &#8220;graça&#8221; é desembaraçado com suas finanças sem que ninguém lhe pressione, naturalmente será também generoso ao doar seu tempo a tudo que o Espírito lhe pesar o coração.</p>
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		<title>Fico tentando entender</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 14:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fico tentando entender a ganância das pessoas pela visibilidade e pelo espaço no púlpito. Como se houvesse alguma vantagem em ocupar tais espaços. Como se biblicamente falando, Jesus tivesse incentivado a discussão entre os discípulos a respeito de quem dentre ele era o maior. Vivemos uma inversão de valores bem sinistra. Há uma hipervalorização dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico tentando entender a ganância das pessoas pela visibilidade e pelo espaço no púlpito. Como se houvesse alguma vantagem em ocupar tais espaços. Como se biblicamente falando, Jesus tivesse incentivado a discussão entre os discípulos a respeito de quem dentre ele era o maior.<span id="more-1030"></span></p>
<p>Vivemos uma inversão de valores bem sinistra. Há uma hipervalorização dos testemunhos desgraçados em determinados aspectos. Quanto pior, melhor. Já viu pessoas que contam nos púlpitos a plenos pulmões sobre suas desventuras no tráfico de drogas? Tais histórias são sempre seguidas de gritos de &#8220;aleluia&#8221; em quase todo tipo de congregação. Isto tem incentivado pessoas a aumentarem seus testemunhos; de modo que aquele cara que &#8220;fornecia&#8221; um baseado apenas para seu primo, agora transformou-se no maior ex-traficante do estado de São Paulo.</p>
<p>Aceitamos o exagero e valorizamos a desgraça. Porém apenas dentro dos limites da conveniência. Pois quem suportará um pastor que conte no púlpito seu passado enquanto pedófilo; completando que agora que Jesus o salvou, ele se tornou líder do Ministério Infantil. Ah… não importa o quanto o testemunho seja glorioso. Rapidamente todos os pais sairão correndo para salvarem seus filhos do perigo &#8220;iminente&#8221;.</p>
<p>Curiosamente não há muitos requisitos bíblicos para aqueles que ensinam a palavra de Deus. Como se para se tornar pregador fosse talvez a menos burocrática das funções na vida da Igreja. Tanto que, quando os discípulos censuram um homem que curava &#8220;em nome de Jesus&#8221;, rapidamente o próprio Cristo insistiu que não deviam proibí-lo. Como se Jesus estivesse dizendo que não importavam as credenciais do pregador. O que valia mesmo é a integridade da mensagem.</p>
<p>Mas há uma categoria de pessoas que se tornaram os desprezados nas comunidades cristãs. São os chamados de diáconos. Os homens do serviço. Aqueles que são de fato os administradores de todas as coisas. Para estes há muitos pré-requisitos. Estes precisam ser bons administradores e de testemunho intocável. Precisam ser pouco dados ao vinho e amantes da piedade.</p>
<p>Na ganância pela visibilidade acabamos por criar monstros que acumulam funções. Tudo sob a desculpa de que há poucos trabalhadores para a seara. E isto é altamente inconcebível, uma vez que até o próprio Cristo terceirizou diversas funções no exercício de seu ministério. Mesmo que isto pudesse custar caro, Ele manteve Judas como o tesoureiro; sabendo que isto não iria terminar muito bem.</p>
<p>Fico tentando entender. Talvez por que eu ainda seja inocente demais. Ou por que haja em nossa geração um clamor pela pureza da mensagem do evangelho.</p>
<p>É como sentir saudades de algo que não conhecemos. Mas que ao mesmo tempo não resta dúvida nenhuma de que seja A VERDADE.</p>
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		<title>Priorizamos o que é importante?</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 18:27:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Numa convocação de oração para homens, mais de 200 prontamente responderam. Coisa bonita de se ver. Dois mil anos de cristianismo e ainda está viva a chama que faz com que pessoas deixem o conforto de suas casas para reunirem-se num lugar afastado, longe da civilização, para contemplarem os céus e participarem de momentos intensos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa convocação de oração para homens, mais de 200 prontamente responderam. Coisa bonita de se ver. Dois mil anos de cristianismo e ainda está viva a chama que faz com que pessoas deixem o conforto de suas casas para reunirem-se num lugar afastado, longe da civilização, para contemplarem os céus e participarem de momentos intensos de oração coletiva.</p>
<p>Mas então não pude deixar de reparar na ORDEM com que as orações acabaram por ser dirigidas. E isto sinceramente me incomoda muito. Principalmente por que não estou falando do erro alheio, mas de erros dos quais eu sou cúmplice.<span id="more-1013"></span></p>
<p>As orações foram realizadas na seguinte ordem: para os empresários; para as autoridades; para os autônomos; para os artistas e médicos; para os professores&#8230;</p>
<p>Então imediatamente imaginei como seria a figura de Cristo mobilizando um grupo de oração. Ele chamaria seus doze discípulos e dirigiriam-se a um certo &#8220;monte&#8221; afastado. E lá começariam orando na seguinte ordem: primeiro para o Império Romano; depois para os Fariseus; para os Saduceus; para os Publicanos cobradores de impostos&#8230;</p>
<p>Ei! Pera lá! Jesus jamais fez estas orações. E afirmava que o seu Reino não era deste mundo. Que nada tinha a ver com este modelo de organização social e política estabelecidos. Este mundo, seus líderes e seus interesses, apesar de estarem debaixo da autoridade divina, ainda sim não fazem parte DO REINO.</p>
<p>Jesus não serviria para ser pastor em uma igreja evangélica contemporânea. Por que sua insistência em orar prioritariamente pelos perdidos, pelos abandonados, pelas viúvas, pelos órfãos, pelos que sofrem&#8230; por todas as ovelhas perdidas&#8230; ahhh&#8230; essa insistência de Jesus o desqualifica para o nosso sistema.</p>
<p>Somos melhores que Cristo?<br />
Então por que nossos interesses são tão divergentes dos valores do Reino?<br />
Ou será que minha bíblia está errada?</p>
<p>Priorizamos o que é realmente importante?</p>
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		<title>Contrata-se pastores com urgência</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 17:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Devocional]]></category>
		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou farto de pessoas que se consideram senhores da razão. Manipuladores de palavras em favor de suas causas pessoais. Estou farto por que acredito que o propósito daquele que expõe uma idéia é, primordialmente, se abrir ao julgamento alheio e jamais ponderar de maneira absoluta sobre determinado assunto. Absoluta é apenas a palavra de Deus. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou farto de pessoas que se consideram senhores da razão. Manipuladores de palavras em favor de suas causas pessoais. Estou farto por que acredito que o propósito daquele que expõe uma idéia é, primordialmente, se abrir ao julgamento alheio e jamais ponderar de maneira absoluta sobre determinado assunto. Absoluta é apenas a palavra de Deus. E mesmo assim há alguns mestres em garimpar conveniência das sagradas escrituras.<span id="more-1001"></span></p>
<p>Já me perguntaram por que eu não modero comentários neste blog. O único motivo que faz sentido para justificar minha decisão em conviver com o escárnio é que creio verdadeiramente que minhas palavras não são a meu favor. O objetivo de minha pregação não é a minha defesa. Mas com certeza sou o primeiro a vestir a carapuça em cada detalhe que sou capaz de apontar.</p>
<p>No contexto bíblico eram os doutores da lei que estavam com a razão. Eles tinham todos os motivos para perseguir a religião dos cristãos. Mas devemos sempre atentar para o fato de que nem sempre &#8220;ter bons motivos&#8221; basta.</p>
<p>Bons motivos são geralmente o motivo de nossas desgraças. Tome por exemplo as &#8220;alianças&#8221;. As entre ministérios fundamentadas em conveniências pessoais são totalmente desprezíveis. E no contexto evangélico a expressão &#8220;amizade de porta de bar&#8221; se transformou em &#8220;amizade em véspera de evento&#8221;. No restante dos dias, cada um que viva segundo a sua razão, lutando por seus próprios interesses. Cada um lutando por seu próprio feudo.</p>
<p>E enquanto isto alguns de nós continuam a caminhada. Fora do glamour e desesperados até o último fio de cabelo. Continuamos a clamar para que Deus mate as febres passageiras e que traga logo os autênticos trabalhadores. Precisamos que os pastores do rebanho de Deus sejam manifestos, por que as demandas tem se apresentado insaciáveis. Caminhamos sem nos justificar; mas lutando para que a justificação do evangelho alcance a muitos.</p>
<p>Em nossa igreja currículos de pastores são bem vindos. Mas apenas os escritos com sangue e suor; sobre a própria carne. Cujas referências ecoem como ações de graças a Deus em todo instante. E que sejam dignos o suficiente para renunciarem à razão. Pois o mundo está novamente cheio de doutores da lei.</p>
<p>Aos que convivem conosco na esperança de obterem apenas um estágio na vida cristã, afirmamos categoricamente que VOCÊS NÃO SÃO BEM VINDOS. E os que aguardavam um grito de recrutamento para alistarem-se nas milícias celestiais, MANIFESTEM-SE.</p>
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