Revolta enlatada
Antes dos movimentos de contracultura se iniciarem por volta da década de 30, o conceito de “jovem” simplesmente não existia. Isto significava que mesmo que houvesse uma revolta em alguns indivíduos, não havia expressão visível capaz de modificar a sociedade. Porém hoje vivemos o oposto disto. Uma verdadeira ditadura da juventude. Leia o Restante
Os relacionamentos e o céu
A compreensão de que o Evangelho de Cristo é relacional surge à medida que o indivíduo percebe que, embora Deus preocupe-se com a salvação do indivíduo, é absolutamente impossível que tal pessoa viva dissociado da vida comunitária. Na vida comunitária encontramos a oportunidade de carregarmos nossa própria cruz, algumas vezes a cruz alheia e, muitas vezes, até de morrermos. Leia o Restante
Conhecimento, sabedoria e loucura
Após receber muito conhecimento, nossa mente precisa de tempo para que tudo se “assente”. Depois do caos, ou você pira, ou amadurece. Por isso é mais valoroso buscar a piedade do que o muito saber. A maioria de nós jamais será capaz de equilibrar a loucura da descoberta com as necessidades da vida.
Quando o desequilíbrio toma conta de um ser humano, ele passa a se sentir o dono da verdade. Torna-se capaz de afirmar veementemente que Deus o enviou a fazer determinada coisa, mesmo que isto seja contraditório em metodologia com os valores instituídos pelo próprio Deus. Logo, todo homem tem o dever de reavaliar constantemente suas motivações, evitando que artimanhas maquiavélicas tomem espaço em suas decisões. Leia o Restante
Como não plantar Igrejas
Há algo estranho nas metodologias aplicadas em 99% das igrejas de hoje. Uma aparência de sabedoria, que na verdade oculta muito de empreendedorismo, retórica e um discurso positivista. Enxergo no horizonte uma convicção quase hitleriana. E, embalados por nossos “líderes visionários”, compramos visões e sonhos que nem sempre fazem muito sentido.
Uma das coisas mais engraçadas ao se planejar o nascimento de uma nova Igreja, é exatamente a capacidade que temos de criar um anti-modelo bíblico e então justificá-lo até o fim. Coisas simples, porém não pequenas, revelam as verdadeiras intenções do coração de quem está metido nisso. Leia o Restante
Salvar a igreja? Pra que?
Quando me empenho em expor pormenorizadamente os motivos pelo qual acredito que o modelo de igreja evangélica existente no Brasil está com os dias contados, naturalmente muitas pessoas me perguntam: – “Como então salvar a igreja?”. Pois afirmo que isto não é necessário e nem colabora com plano de Deus. Ao contrário, devemos é jogar logo a pá de cal sobre algumas delas para que morram de uma vez. Leia o Restante
Perdi meu tempo
Nos anos 90 eu perdi meu tempo diversas vezes assistindo cultos que desciam a ripa na tal “nova era”. Pois a Nova Era começou em 97 e eu continuo na mesma. Então tocamos a vida nestes anos todos como se nada tivesse acontecido.
Perdi meu tempo assistindo palestras sobre mensagens subliminares. Pois o pior de tudo está explícito na nossa cara. Nas novelas, nas músicas e até nas próprias pregações dos idiotas legalistas que tentaram atar às nossas costas fardos pesadíssimos e desnecessários. Leia o Restante
Igreja: um delírio
Quando me converti, muitas coisas passaram pela minha cabeça. E devido à efusividade de meus “mentores” que insistiam que eu deixasse as ideias revolucionárias de lado, acabei por simplesmente obedecer. Mas muitos anos se passaram, de modo que hoje eu estou na posição de mentorear outros. Sinto muito por decepcionar todos os meus companheiro de ministério, mas me recuso a amputar sonhos e revoluções. Principalmente se estes tiverem algo a ver com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Leia o Restante
Inevitável
Ontem eu recebi a visita de um amigo que veio da Guiana Francesa (Robson é o seu nome) e resolveu passar uns tempos em Uberlândia. Depois de cerca de 50 minutos de conversa, meu trampo iria fechar e eu perguntei como ele iria atravessar a cidade inteira até a sua “casa”. Como a resposta foi a que eu já esperava (a pé), decidi caminhar empurrando minha bicicleta pra gente por a conversa em dia. Leia o Restante
Olhando pra trás. Olhando pra frente.
Olhar pra trás por cima do ombro, sem alterar sua tragetória enquanto pedala, é uma arte que eu já não dominava mais. Imprescindível para quem quer se aventurar no trânsito. Embora deverei sofrer menos assim que instalar um espelho retrovisor do lado esquerdo, conforme a lei (em teoria) obriga todo ciclista a usar.
Esta habilidade em olhar tudo à sua volta enquando pedala, além de proporcionar segurança, faz dos trajetos algo mais divertido e interativo. Ontem mesmo experimentei dois momentos interessantes. O primeiro foi cruzar com outra pessoa usando capacete. E esta pessoa sorriu, como se dissesse algo do tipo “ei! você não é o único alienígena nesta cidade!”. Num segundo momento encontrei uma garota empurrando a magrela na subida mais desgraçada do meu trajeto diário. Ela estava com aquela cara de “comecei a pedalar hoje”. Infelizmente não foi possível parar e conversar. Mas quem sabe numa próxima oportunidade. Leia o Restante
A fé experimentada através da minha bicicleta
Tentei pensar em várias comparações possíveis para explicar o sentimento de pedalar numa cidade onde não existe esta cultura. Então organizei algumas idéias e rodei cerca de 10 quilômetros, para que o texto represente bem minhas sensações e sentimentos. Além é claro, de comparar tais sentimentos ao que passei ao longo de minha caminhada cristã. Leia o Restante