Eu realmente quero a verdade?
O problema de lidar com coisas espirituais é que, inevitavelmente, quem procura acha. Quem busca ouvir mentiras, irá encontrar centenas delas. Quem busca a verdade, baterá de frente com ela. [Leia o restante]
O problema de lidar com coisas espirituais é que, inevitavelmente, quem procura acha. Quem busca ouvir mentiras, irá encontrar centenas delas. Quem busca a verdade, baterá de frente com ela. [Leia o restante]
Pessoas são definidas por suas concepções do que vem a ser liberdade. Por isso, compreender o conceito alheio é tão importante em minha opinião. Conhecer opiniões é a melhor maneira de conhecer as pessoas integralmente. E partir para um momento de confronto de idéias, invariavelmente é o que nos transforma em pessoas melhores. [Leia o restante]
Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou. [Leia o restante]
Estou cansado de conselhos que visam censurar meu consumo de carne. Ou de margarina. Cerveja. Refrigerante. Gasolina. Água. Estou farto de dicas sobre como devo me organizar. Fazer agenda. Lista de tarefas. Educar meus filhos. Tratar minha esposa. Sinto pena desta geração, perdida em meio a sonhos empacotados a vácuo pelos seus pais. Escola. Enem. Vestibular. Faculdade. Carreira.
A vida resume-se exclusivamente a isto? [Leia o restante]
“Sabe o que é? Estou com dúvida sobre se posso ou não fazer uma tatuagem. O que o senhor, pastor, me aconselha?”
Claro que não, seu idiota! Se você ainda tem dúvidas, está mais do que claro que NÃO DEVE fazer. Mas como vira e mexe ainda sou obrigado a responder este tipo de pergunta, gostaria de fazer uma reflexão objetiva e definitiva sobre tatuagens. [Leia o restante]
Sei que ninguém é igual. Mas alguns são menos iguais que os demais. A maneira com que organizo minhas idéias não é algo muito fácil de se explicar. Se parece um pouco com o sistema exotérico pelo qual você encontrará minhas cuecas espalhadas por várias partes dos armários localizados em dois quartos de minha casa. [Leia o restante]
Imagine um culto com todas as suas firulas. A variabilidade daquilo que as pessoas são capazes de imaginar não é algo muito surpreendente. E o que eu me pergunto constantemente é: DE QUEM É A CULPA? [Leia o restante]
Estou cansado de ouvir a expressão “precisamos ser como a igreja primitiva”. Ao analisar, através das mais diversas fontes, como se desencadeou a tragetória da igreja dos primeiros séculos, indo do seu ápice até o seu total declínio, não consigo compreender por que insistimos em valorizar excessivamente as características que nem são tão importantes assim naquela igreja. [Leia o restante]
Que valor tem as pessoas? O salário do empregado só é igual ao do patrão se este souber fazer algo que o patrão não saiba. Portanto dificilmente encontrará sinceridade no discurso dos empregadores ao dizerem que preocupam-se com a qualidade de vida das pessoas. A verdade é que preocupam-se mesmo apenas em como aumentar a produtividade do trabalho alheio.
O salário de um pastor-presidente é quantas vezes maior que o da faxineira da igreja? E quem trabalha mais? Este tipo de pergunta dificilmente é bem vinda. Somos um povo que possui garras afiadas para apontar as injustiças dos políticos, porém igualmente avessos à justa prestação de contas. Mas como replicar o ensino de que devemos nos envolver financeiramente nos desafios empreendidos pelas instituições religiosas se muitas vezes nem nós mesmos acreditamos neles?
Emprego é um tipo de prostituição. Fingimos satisfação para o patrão pensar que está valendo seu dinheiro gasto. Já o emprego na igreja pode ser duas vezes pior. Claro que em todo lugar há exemplos vivos de pessoas que derramam sua vida em favor do serviço (arte de servir). Só que infelizmente a grande maioria prostitui-se para sobreviver. E nós na maioria das vezes somos coniventes com isto. Não se pode desconsiderar que sacrificar-se por pouco sempre será mais difícil que sacrificar-se por muito. Podem distorcer o quanto quiserem o ensino de que passar camelos pelo fundo de uma agulha é algo viável em “seu caso”. Mas a indiferença dos que insistem em afirmar que isto pode ser feito tão facilmente, está refletida na história daqueles que todos os dias são injustiçados na divisão das “ofertas”. Partilhar segundo as necessidades? Este trecho está fora de moda.
“‘Trabalhador” é aquele que está mais preocupado com o resultado de seus esforços do que com os benefícios que obtém dele. Porém indiscutivelmente é mais fácil ser aquele que faz os próprios salários. Seja na iniciativa privada, ou na iniciativa eclesiástica.
Me pergunto se, de todos os “recursos” depositados aos pés dos apóstolos para que se exercessem justiça social, eles primeiramente separavam sua porção. Talvez eu tenha compreendido errado, mas parece que o povo sentiu-se compelido a ofertar por verem nos discípulos de Jesus o exemplo. Exemplo… coisa fácil de citar… e difícil de mostrar nos dias de hoje.
De toda sorte de “posições” existentes na igreja do primeiro século, claramente distinguimos duas importantíssimas: os que se dedicavam à palavra de Deus… e os que se dedicavam ao serviço. Curiosamente há mais pré-requisitos para os que seriam escalados para o tal diaconato do que para o ensino da palavra. Os mestres precisavam ser homens íntegros, exemplares e que dominam bem a palavra. Porém os diáconos precisavam ser também BONS ADMINISTRADORES. Assim, aqueles que ocupavam os púlpitos preocupavam-se apenas em serem bons “trabalhadores”. E igualmente usufruiam das ofertas segundo a medida da necessidade, idoneamente avaliadas pelos homens do serviço.
Penso que prostituição, a grosso modo, é pagar por aquilo que deve ser de graça.
A palavra de Deus diz que aquele que se prostitui, peca contra o próprio corpo. Portanto sexualmente ou ideologicamente, aqueles que se vendem em razão de obterem dinheiro para satisfazerem os desejos de seus ventres, inevitavelmente sofrerão as mesmas consequências.
Aos tais, alerto que abandonem suas práticas abomináveis, arrependam-se e vivam dignamente o caminho que leva à eternidade. E o que passar disto, é mentira.
Diante de tantas palavras duras, concluo: continuaremos nos prostituindo? E continuaremos a consumir o esforço alheio sem o justo pagamento? Não basta dizer “eu não estou envolvido nisto”. É preciso protestar, exigir, interferir. Os omissos são igualmente responsáveis e prestarão contas disto no devido tempo.
A figura de Cristo ao expor determinada história através de uma parábola, representa a tentativa de levar indivíduos incapazes de compreenderem uma realidade totalmente lógica e racional, a experimentarem novos pontos de vista, frequentemente perdendo o rumo de suas vidas e abalando suas convicções mais profundas.
Ao contrário do que preferimos adotar como método “perfeito” de ensino das verdades eternas através da “exposição sistemática” da palavra de Deus, o próprio Messias utilizava maneiras totalmente avessas ao nosso doutrinamento teológico. Simplesmente sacudia ao mais sábio dos homens ao propor de forma totalmente fantasiosa e figurativa, uma verdade que é absoluta. Este tal de Jesus era o mestre da pedagogia que mexe com as pessoas.
Imagine quantas cenas passaram pela cabeça de Nicodemos segundo João 3 ao concluir que, se conforme as palavras do mestre, era necessário nascer de novo, então obviamente seria indispensável que ele, mesmo sendo velho, entrasse novamente para dentro do ventre de sua mãe para poder nascer de novo. Sim meu amigo. Ele imaginou a pobre senhora sua mãe de pernas abertas, enquanto ele calculava como seria possível adentrar a vagina da pobre velha.
Como pode um homem considerado um sábio em sua época, perder-se totalmente em meio a uma proposição tão simples de Jesus? Pois afirmo que este homem foi incapaz de viver enquanto de si não vomitou desesperadamente a pergunta que traria sua segurança de volta. Ele precisava da resposta mais do que do ar que respirava.
Será que temos sido aqueles que têm contado as parábolas do século XXI? Na iminência do pensamento pós-moderno, ainda há uma carência imensa dos verdadeiros pregadores, que falam com as pessoas na linguagem que elas entendem. E que fazem proposições que as levam ao céu, com todas as cores, sons e aromas.
Esta não é uma geração apática ao evangelho. Nós é que temos sido incapazes de mostrar as belezas da eternidade que já começou.
Por que refletir sobre todas esta coisas? Por que neste seu céu todo branquinho e silencioso, nem eu quero entrar.