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	<description>Tentando viver de modo digno, até encontrar uma morte digna.</description>
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		<title>Por que odiamos política?</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 15:13:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ó cristão safado e preguiçoso, rápido e disposto a consumir porcarias que de nada edificam. Você seria capaz de explicar por que a preguiça de pensar tomou por completo sua vida? Tenha um pouco de paciência e reflita.
Minha reflexão se iniciou quando&#8230;
&#8230;procurado por dois amigos em fase de decisão sobre suas candidaturas nas próximas eleições, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ó cristão safado e preguiçoso, rápido e disposto a consumir porcarias que de nada edificam. Você seria capaz de explicar por que a preguiça de pensar tomou por completo sua vida? Tenha um pouco de paciência e reflita.</p>
<p>Minha reflexão se iniciou quando&#8230;<span id="more-912"></span></p>
<p>&#8230;procurado por dois amigos em fase de decisão sobre suas candidaturas nas próximas eleições, fui inquirido sobre qual minha opinião a respeito. Confesso que já gastei muito tempo de minha vida revendo convicções a respeito do envolvimento de cristãos na política e, naquele momento, eu só pude dizer que meu desejo era realmente que houvessem candidatos em quem eu acreditasse.</p>
<p>Apenas quero <strong>ACREDITAR </strong>de verdade.</p>
<p>O problema desta apatia  generalizada que tomou conta de nossa geração, é que um alto preço será pago num futuro nem tão distante assim. Tudo continuará ruim e, por omissão, somos tão culpados quanto cada corrupto no poder deste país.</p>
<p>A questão é analisarmos se de fato é necessário que um cristão se candidate a um cargo público. A experiência nos diz que militantes evangélicos geralmente são os piores. Então como transformar a história de uma cidade/estado/país sem estar diretamente à frente do poder?</p>
<p>No auge da perseguição ao cristianismo dentro do Império Romano, surgiu uma máxima que pode nos guiar para um caminho excelente e desafiador. Diziam que &#8220;<em><strong>o pensamento cristão é mais poderoso do que Roma</strong></em>&#8220;. Infelizmente esta frase não pode ser utilizada nos dias de hoje.</p>
<p>Creio que não faz diferença se o vereador eleito é um satanista, macumbeiro, ateu ou um pastor. Todos são pessoas da mesma laia. Pecadores e incapazes de buscar naturalmente o que é JUSTO. Porém, creio também em duas forças que, aplicadas em conjunto, quase que inevitavelmente proporcionam sucesso na proposta de transformar politicamente determinada região.</p>
<p>A primeira força é a oração. Mas não irei gastar meu tempo explicando como isto se dá e os &#8220;porquês&#8221;. Levante seu traseiro fétido da cadeira e procure na bíblia. Vai encontrar muitas explicações claras a respeito disto.</p>
<p>A segunda força é a influência. Não a que os evangélicos tem obtido às custas de formação de currais eleitorais, ou da terceirização de funções públicas em troca de dinheiro; mas através da influência moral individual que cada cristão DEVERIA exercer.</p>
<p>O político satanista ou ateu deveria, em tese, temer. Deveria, independente de suas crenças individuais, nutrir o temor que o Império Romano sentiu pelo pensamento cristão. Deveria ter respeito pelos mártires cristãos de nossa geração; e por todos os que, independente de governo, crise ou qualquer outra coisa, continuam a viver intensamente um evangelho unanimemente reconhecido como genuíno.</p>
<p>E nós, deveríamos dar o exemplo. Sendo aqueles que, renunciando ao lado sujo da política (tão visível em nossos denominacionalismos), começássemos a busca incessante pela justiça; não mais reclamando da má administração dos impostos, mas revelando que somos capazes de empreender com o que nos resta&#8230; e até com a nossa própria vida se necessário.</p>
<p>Deixemos Roma cuidar do que lhe é próprio; enquanto nós continuaremos a gastar nossa vida exclusivamente com o que é imp0rtante: pessoas.</p>
<p>A política é o reflexo do povo.<br />
Porém, a política também é o reflexo da omissão da Igreja em todos os níveis.<br />
Quando nós fizermos nossa parte, toda a sociedade será transformada.</p>
<p>Inclusive a política.</p>
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		<title>A história que ninguém contou</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 12:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma história sobre um tal de Jesus. Talvez já tenha ouvido falar alguma coisa sobre ele. Dizem que, por falta de vagas nos hotéis próximos à rodoviária, sua mãe acabou parindo no curral dos animais. E na falta de um berço decente, o pobre coitado teve que se contentar com o cocho dos animais se alimentarem. Há relatos também de que o casamento de seus pais aconteceu em meio a certas circunstâncias estranhas. Parece que o homem suspeitava que a gravidez de sua futura esposa era de outro. E  isso era bem provável, pois ela ainda era comprovadamente virgem. Como diz o ditado: &#8220;família é tudo igual&#8230; só muda o endereço&#8221;. De fato, a inseminação artificial na época era DIVINA!<span id="more-807"></span></p>
<p>Lá pelos seus 12 anos, o moleque espichava na altura e começava a por pra fora os ideais reacionários de seu pai (não o de criação, mas o que engravidara sua mãe antes do casamento). Ao invés de ir pro campo de futebol que ficava próximo ao local onde se crucificavam pessoas (na época as penitenciárias não eram muito populares), o pivete insistia em perturbar os religiosos. Enchia todos eles de perguntas. E surpreendentemente, eles até gostavam. Digo que isto é surpreendente por que não se fazem mais religiosos como antigamente. Hoje em dia perguntas não são tão bem vindas. Principalmente se for sobre gastos de dinheiro nas igrejas.</p>
<p>Então Jesus atingiu a maioridade civil! E resolveu que ia fazer uma turnê com sua banda pelas cidades próximas. Como loucura é algo magnético, rapidamente recrutou 12 integrantes. Na época era permitido montar bandas de rock com tantos membros. Hoje em dia, passou de 5, é considerado grupo de pagode. O nome da banda era &#8220;O Filho e os homens&#8221;. Só tinha um problema: ninguém sabia tocar nada. Mas Jesus era um cara persistente. Como todo bom brasileiro, estava decidido a não desistir nunca! Acabou que por um erro de pronúncia, a banda ficou conhecida como &#8220;Filho do homem&#8221;. Mas há certa justiça nisso, pois infelizmente a banda não era tão boa. Bom mesmo era o vocalista. Jesus arregaçava com tudo e com todos. As letras de suas músicas mexiam realmente com as pessoas. E curiosamente, não havia nada de tão novo. Fazia algo que o Iron Maiden faz até hoje: citou textos históricos e amplamente conhecidos. E em meio à turnê, multidões começaram a se aglomerar. E graças a seus talentos vocais insuperáveis (desculpe Bruce Dickinson, mas Jesus era o máximo), ficou conhecido por Mestre.</p>
<p>A maioria das pessoas ignorava que o talento de Jesus foi descoberto por um famoso produtor chamado João Batista. Esse tal de Batista era um verdadeiro garimpeiro! Ele inclusive foi o idealizador do primeiro &#8220;Rock in Rio Jordão&#8221;, show em que Jesus se apresentou publicamente pela primeira vez. O show foi incrível. As pessoas ficaram atônitas, sem entender de onde vinha aquela voz celestial. Infelizmente o pobre Batista não pode agenciar ao Mestre. Como a maioria dos produtores musicais, acabou perdendo a cabeça e foi assassinado de maneira trágica.</p>
<p>Ao contrário do baixista (um tal de Judas), que em seu íntimo desejava fazer carreira solo num futuro próximo, Jesus queria que a banda perpetuasse sua musicalidade por toda a eternidade. E pra isso investiu pesado na formação de cada um dos integrantes. E dedicou-se com afinco durante longos 3 anos de turnê.</p>
<p>A turnê foi um sucesso absoluto. A fama de Jesus o precedia. Multidões aguardavam ao Mestre nas entradas das cidades. E ele era muito amigável e simpático. Não recusava um autógrafo para nenhum de seus fãs. Mas fã é um bicho complicado. Hoje tá atrás de Jesus&#8230; amanhã já tá atrás do Calypso. Mas mesmo sabendo que a multidão não era fiel a suas músicas, Jesus continuava a cantar. E desafiava a cada pessoa que encontrava a também montar uma banda. Infelizmente, muitos são chamados, mas poucos escolhem para si este caminho.</p>
<p>Em vista da quantidade de interessados em sua musicalidade, Jesus organizou uma espécie de escola itinerante de música. Chegou a ter setenta alunos, que eram enviados de dois a dois para pequenos shows nas comunidades próximas. Os setenta voltaram de sua primeira apresentação com &#8220;sangue nos zóio&#8221;. Sentiram pela primeira vez o poder do Rock. Mas Jesus os advertiu que não se empolgassem pela multidão ou pela fama, mas sim por terem o privilégio de cantar músicas tão divinas.</p>
<p>Jesus era um cara estranho. Mesmo podendo hospedar-se nos melhores hotéis, preferia dormir na casa de amigos. E nem eram amigos de longa data. A maioria eram pessoas conhecidas nas ruas, em meio à turnê. Coisa de <em>rockstar</em> mesmo.</p>
<p>E eu poderia contar dezenas de histórias inéditas sobre Jesus e suas incríveis façanhas. Mas o realmente deve ser observado é sua atitude em, sendo o Deus do rock, se fazer acessível como um mero fã, para que todos nós possamos conhecer sua música.</p>
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		<title>Conectando-se às pessoas</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 18:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos.
Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos.<span id="more-765"></span></p>
<p>Alguns defendem que a expressão &#8220;conexão&#8221; está intimamente ligada ao momento tecnológico em que vivemos, principalmente pela influência da internet no cotidiano urbano. Mas é muito mais do que isso. O sucesso de cada ferramenta que surgiu nos últimos 10 anos da internet é como  uma resposta ao anseio de conectar-se e comunicar-se que está dentro de cada indivíduo. Isso é da natureza humana. Divinamente moldada pelo Criador.</p>
<p>Já percebeu como um culto pode  parecer chato e entediante? Por que isto acontece se o conteúdo da mensagem transmitida continua o mesmo em dois mil anos de cristianismo? A resposta é óbvia. Perdemos a capacidade de interagirmos com o público. Até mesmo nas conversas mais informais, há uma tendência natural de que as gerações se distanciem pela maneira de conceber o mundo e expressar isto em palavras.</p>
<p>Enquanto a idade nos faz buscar estabilidade em todo os aspectos da vida (do humor à realidade financeira), as próximas gerações não estão nem um pouco preocupadas com isto. Cada indivíduo da geração seguinte sente-se livre para contemplar um mundo que vai além da segurança e do conhecimento empírico adquirido pela geração anterior. Este é o poder que todo adolescente sente&#8230; a sensação de poder enxergar mais que o mundo inteiro! E será que estão errados?</p>
<p>Como então nos conectarmos às pessoas desta geração? É bem simples. Basta renunciarmos a nossas posições confortáveis. É indispensável que a &#8220;verdade&#8221; não seja dissociada do contexto cultural e secular. Não há (e talvez nunca houve) uma separação entre gerações e culturas; nem tampouco entre secular e sacro. Tudo sempre esteve diretamente conectado. Então, compreendendo como tudo está interligado, passamos a nos relacionar com os indivíduos em todos os aspectos possíveis. Influenciamos e nos deixamos influenciar não apenas pelos conceitos filosóficos, mas também pelas cores, pelos sons e pelos aromas. Vivendo em meio a esta geração, sobrarão oportunidades de revelar a imensidão de um Deus que é cheio de detalhes e infinito em possibilidades.</p>
<p>Talvez nossa dificuldade esteja no fato de que nós mesmos não conhecemos Deus nesta profundidade. Preferimos permanecer na segurança do Cristo distante, que não participa de toda expressão artística, por causa de sua provável aparência humanista.</p>
<p>Até o sentido de &#8220;humanista&#8221; fica diluído ao nos relacionarmos com Deus e com as pessoas nesta intensidade. O ser humano deixa de ser o poderoso anti-cristo e passa a ser parte de uma criação maravilhosa e perfeita. Caída sim, mas ainda cheia da graça de Deus que se estende sobre toda a terra.</p>
<p>Quanto ao culto entediante, há maneiras simples de evitar isto. É preciso que cada indivíduo sinta-se parte do todo. As conexões pessoais devem ser intensas. Estas conexões se expressarão intensas também coletivamente. A pregação deverá deixar de ser um mero sermão e passará a ser uma história fantástica sobre pessoas de verdade. Pessoas acessíveis e humanas como você e eu. No meio de cada história, haverão dezenas de oportunidades para explicações expositivas. Mas o principal é como uma pregação possui o poder de conectar-se pessoas. Há nelas o poder de tirar um indivíduo da cadeira, levá-lo a mundos que ele nunca imaginou. Haverá choro, riso e êxtase em cada instante. Cada palavra será inesquecível. Marcará as pessoas como fogo. E terminará trazendo todos de volta à realidade, mas com o desafio de elevarem-se diariamente às dimensões maravilhosas que somente a palavra de Deus é capaz de apresentar.</p>
<p>Como transformar seu &#8220;sermão&#8221; nisto? Comece VIVENDO intensamente todas estas coisas. Naturalmente as pessoas acreditarão quando tudo isto for verdade em sua própria vida. Daí em diante, não saberá falar de outras coisas. Não saberá mais como evitar as conexões com todos que estiverem à sua volta. E aqueles que se permanecerem se afastando do relacionamento, serão expurgados pelas intenções de seus próprios corações.</p>
<p>Igreja. Conexões. Cultura.  Música. Cores. Evangelho. Como dissociar estas palavras?</p>
<p>Não é possível ser um autêntico cristão enquanto não assumirmos o grau necessário de exposição de nossas vidas. Quem não está disposto a ficar nu diante do mundo, jamais exercitará a plenitude de sua capacidade de conectar-se às pessoas que Cristo ama.</p>
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		<title>Autoridade e governo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O apóstolo Paulo enfatiza no livro de Romanos, especificamente no capítulo 13, a importância de que toda alma esteja sujeita às autoridades. E completa, de maneira curta e grossa que, para tristeza da maioria de nós, TODA autoridade provém de Deus. O propósito deste artigo é divagar sobre como este conceito de autoridade se dá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O apóstolo Paulo enfatiza no livro de Romanos, especificamente no capítulo 13, a importância de que toda alma esteja sujeita às autoridades. E completa, de maneira curta e grossa que, para tristeza da maioria de nós, TODA autoridade provém de Deus. O propósito deste artigo é divagar sobre como este conceito de autoridade se dá na prática e, como deveríamos conceber tal autoridade para preservarmos a coerência de nosso discurso ao afirmarmos que somos &#8220;cristãos.<span id="more-892"></span></p>
<p>A figura de Jesus, enquanto Deus encarnado, representa o auge do modelo de autoridade para a sua então recém fundada Igreja. Sua autoridade se dá por influência, jamais ultrapassando a liberdade concedida por cada um nas relações individuais durante os 3 anos de seu ministério. Obviamente o conceito desta liderança que necessita de esforço para conquistar sua autoridade, agrada imediatamente a qualquer um. Porém a grande dificuldade é o quanto este modelo depende incondicionalmente da disposição das pessoas em submeter-se. Até mesmo Jesus foi confrontado por uma geração de rebeldes, bem armados e preparados com palavras que se tornaram muito comuns em nossos dias. Palavras de auto-defesa e que militam em favor de nossos próprios interesses.</p>
<p>Em tempos cada vez mais conturbados, torna-se fácil que digamos que a autoridade por influência é cativada dentro do ambiente do relacionamento, sendo necessário que haja disposição mútua no sentido de ser criado um ambiente de convívio constante e íntimo. Porém, esta linha de raciocínio soa como contraditória quando o contexto relacional de Jesus e seus discípulos é analisado. Claramente o texto bíblico enfatiza o quanto Jesus dedicou seu tempo a caminhar com os 12. Porém também é evidente no texto que, cada um dos 12 homens teve que renunciar a seus interesses em favor de fazerem parte do grupo. Não foi o &#8220;líder&#8221; que precisou passar tempo pescando junto com Pedro e André, mas exatamente o contrário. A submissão à autoridade de Jesus se deu primeiramente na atitude dos pescadores em encontrar tempo em sua agenda para se aproximarem de seu líder.</p>
<p>Um dos maiores problemas de todos nós é a dualidade entre a compreensão da importância de submetermos nossa vida a outros e a luta em defesa pelos nossos próprios interesses. Na maioria das vezes a figura do líder que nos agrada é também aquele que é idealizado pela conveniência. Pessoas buscam líderes que possam ser seus reféns. Sempre preferimos aqueles que lutam junto conosco em favor de nossas causas pessoais. E que não nos confrontem com palavras que sejam desagradáveis. Líderes devem pensar sempre o &#8220;bem&#8221;; e devem ser substituídos quanto não atendem às nossas necessidades. Um verdadeiro pseudo-evangelho self-service.</p>
<p>Curiosamente, a figura do &#8220;rei&#8221; é enfatizada por Paulo em sua carta a Timóteo. E é diretamente associada ao mesmo discurso acerca da autoridade e necessidade de submissão. Porém é importante destacar que rei não era eleito democraticamente; não podia ser destituído por desagrado de seus súditos; e sua autoridade possuía duração vitalícia.</p>
<p>O apóstolo Paulo insiste que a verdade absoluta é que não há escolha. E provavelmente a grande confusão de nossa geração seja com relação aos conceitos de &#8220;autoridade espiritual&#8221;, &#8220;governo&#8221; e &#8220;sacerdócio universal&#8221;. De fato somos todos sacerdotes e co-pastores uns dos outros. Mas a autoridade espiritual só se dá dentro do ambiente da submissão voluntária. Já o governo, é a mistura de todos estes elementos. Os que governam são sacerdotes (como todos os demais), levantados como autoridade espiritual (daqueles que se submetem), com o propósito de proporcionar os ajustes necessários para que o corpo viva de maneira coordenada.</p>
<p>Fora da coordenação do governo, ou trata-se de um câncer, ou de outro corpo.<br />
E submissão parcial é algo que soa altamente incoerente no contexto do evangelho. Ou somos de Cristo, com todos os requisitos e esforços, ou não.</p>
<p>Ou fazermos parte do corpo, devidamente organizado e ajustado, ou não.</p>
<p>E quem considera que seus problemas são com o ambiente institucional, que se mudem para encontrar um ambiente mais propício e saudável. E, depois de alguns anos, entrem para o grupo do qual eu faço parte, dos que sabem que todas as igrejas são iguais, afinal há uma só &#8220;Igreja&#8221;. O que realmente muda é a disposição de nosso coração.</p>
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		<title>Desmistificando o óbvio</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 12:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Combati o bom combate. O que significa que, devem haver os maus combates. Aqueles que não valem a pena. Causas perdidas que até são um certo tipo de peleja, mas nem mesmo a vitória em tal caso pode ser chamada de boa. Ou também pode significar que, na luta cotidiana, nem todas as maneiras de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Combati o bom combate.</strong> O que significa que, devem haver os maus combates. Aqueles que não valem a pena. Causas perdidas que até são um certo tipo de peleja, mas nem mesmo a vitória em tal caso pode ser chamada de boa. Ou também pode significar que, na luta cotidiana, nem todas as maneiras de combater são válidas. Não é lícito passar por cima de pessoas, ou deixar cadáveres pelo caminho. O modo de combate só será bom se houver honra.<span id="more-888"></span></p>
<p><strong>Completei minha carreira.</strong> Não a carreira proposta a outros, mas apenas a parte que me cabe. Paulo não chegou a ser Pedro dentro do sistema eclesiástico; mas concentrou-se em ser o melhor na clara concepção que possuia de seu chamado. Completar significa também cumprir totalmente um determinado propósito. Uma vez que se sabe quais são suas responsabilidades, só poderá usar a palavra &#8220;completei&#8221; aquele que não deixou nada por fazer.</p>
<p><strong>Guardei a fé.</strong> Eis o conceito mais amplo e poderoso de todos. Significa que, apesar de todos os combates e de toda a experiência adquirida mediante o cumprimeto da carreira, ainda sim fui capaz de manter a integridade da mensagem de Cristo. Não me corrompi. Não me deixei levar pelos modismos, pela aparência e pelas pressões eclesiológicas. Não acumulei riquezas, nem transformei a Igreja de Cristo em uma empresa. Não busquei a conveniência, o conforto. Não matei pessoas com o meu modo de conceber a fé. Amei às pessoas como Cristo as ama. E preferi deixar todo o julgamento ao único que é digno de proceder sentenças justas.</p>
<p>Este é o velho modo de se viver o evangelho. É o bom vinho que, não importa quanto tempo passe, continua sempre excelente.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um remédio chamado hipocrisia</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 01:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Batista era um tipo de profeta enfático e duro com as palavras. E tais palavras, obviamente, incomodavam e despertavam 3 tipos de reações. Indiferença, ódio e arrependimento. Curiosamente não há muitas referências aos indiferentes na narrativa dos evangelhos. Estes eram considerados simplesmente como &#8220;as ovelhas perdidas da casa de Israel&#8221;. Já os que odiavam os discursos do profeta, ah&#8230; estes possuem participação ativa na história; e possuem um lugar &#8220;bem quentinho&#8221; reservado na eternidade. Mas o grupo que mais se assemelha aos cristãos do presente século é o terceiro tipo. Pessoas arrependidas&#8230; que podem não ser necessariamente salvas.<span id="more-880"></span></p>
<p>A expressão utilizada por João para confrontar a tais pessoas era &#8220;raça de víboras&#8221;. Particularmente considero esta expressão muito mais dura do que o &#8220;idiota&#8221; que usei recentemente em alguns textos e, por isso, recebi trocentas mensagens de repúdio ao meu linguajar. Mas voltando ao assunto&#8230; parece que o texto bíblico não se importa com a dureza do profeta. Afinal, todo aquele povo não passava de um bando de cobras. Bicho bonitinho&#8230; e traiçoeiro.</p>
<p>O motivo pelo qual os arrependidos daquela época foram confrontados é bem simples. Faziam questão de batizar-se mediante a confissão de seus pecados. E, voltando à realidade de suas vidas egoístas e totalmente longe dos preceitos da justiça de Deus, necessitavam retornar ao rio Jordão para novamente serem batizados mediante a demonstração de arrependimento.</p>
<p>Como João Batista não era besta, ferozmente alertou àquelas pessoas que a única maneira de fugirem definitivamente da ira vindoura era PRODUZINDO FRUTOS DIGNOS DE ARREPENDIMENTO.</p>
<p>E eis a questão que continua a soar como condenação a toda uma geração.</p>
<p>Mudamos a figura do profeta pelo pastor do domingo. E semana após semana, o arrependido recebe a oração em um momento de grande contrição. Pena que, devido à ausência dos frutos de arrependimento, nem o infinito de orações de fim de culto serão capazes de transformar este pecador safado em um pecador genuinamente salvo.</p>
<p>E, obviamente, se temos que lidar com uma geração contaminada com tais preceitos, quem serãos os responsáveis senão nós mesmos que semeamos as devidas sementes equivocadas?</p>
<p>Somos os mestres em ouvir discursos maravilhosos, concedidos aos nossos ouvidos através das palavras de tantos homens em nossa geração. E como as coisas mudaram! Há dúzias de bons cristãos, gritando a verdade das mais diversas maneiras.</p>
<p>Mas preferimos continuar em nossa caminhada mesquinha e egoísta. Passando na drogaria mais próxima antes de cada momento de confronto; adquirindo e se entorpecendo com o remédio chamado hipocrisia. Pois só assim conseguiremos aplaudir aos homens de Deus; e em seguida voltarmos aos nossos próprios interesses.</p>
<p>Pregadores da minha geração&#8230; gritem!<br />
Cristãos genuínos que ainda respiram&#8230; procurem uma maneira da verdade transformar-se em FRUTOS DIGNOS.</p>
<p>É nossa responsabilidade.</p>
<p><strong>&#8220;Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.&#8221; (Tiago 2:18)</strong></p>
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		<title>John Piper também erra</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 17:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para tentar minimizar o número de pessoas que irão me xingar, gostaria de começar este texto afirmando que também sou admirador das palavras do velho Piper. E também considero importante enfatizar que não estou tentando acrescentar detalhes em sua pregação às custas de me promover. Mas talvez uma das coisas mais difíceis de se encontrar na atualidade, são pessoas que pensem e que sejam críticas sem descartar outros por possuírem opiniões divergentes das suas próprias. Então, por favor, tenha paciência antes de xingar minha mãe.<span id="more-873"></span></p>
<p>Citei John Piper, mas poderia listar vários outros nomes que são altamente inspiradores em minha vida. E que, ao não concordar 100% com nenhum deles, me alegro por saber que se tratam de seres humanos, restritos como todos nós às opiniões e experiências da vida.</p>
<p>Piper afirma no vídeo &#8220;Não desperdice seu púlpito&#8221; que os modismos dos pregadores contemporâneos deve ser deixado de lado em favor da pregação do evangelho puro e simples. E obviamente concordo com sua afirmação. Porém, o próprio Piper se enquadra no grupo dos que o fazem? Por um acaso, as formas e liturgias da pregação da palavra na Igreja Batista Bethlehem são essencialmente o evangelho de Cristo?</p>
<p>Todas as igrejas, com raríssimas excessões, incorporam o modelo de escola grega, utilizando do púlpito, das cadeiras e dos mecanismos acústicos adequados a uma exposição unilateral. A grande pergunta então é: foi Jesus que estabeleceu este modelo?</p>
<p>Mark Driscoll, de certa forma do lado oposto ao de Piper, também é um dos homens que admiro e ao mesmo tempo não engulo completamente. Ele me parece um conservador ao estilo do Piper, travestido de pós-moderno, com intenções explícitas de atingir a juventude de seu país. Por exemplo, sua opinião sobre o livro &#8220;A Cabana&#8221;, soa como altamente radical e intolerante. Através de suas observações, temos a sensação de que há pouca aceitação àqueles que enxergam Deus ligeiramente diferente.</p>
<p>O que une a todos os pregadores do Reino é a essência da mensagem da salvação, única e explicitamente representada pela figura do Deus encarnado sob o nome de Cristo Jesus. Porém devemos compreender que, toda crítica aos modelos de exposição das verdades contidas na Bíblia, é quase sempre exagerada. Jesus falava sobre árvores, sementes&#8230; sobre plantas das mais diversas espécies&#8230; sobre filhos estúpidos, sobre tesouros e sobre a relação empregado/patrão. Em cada pequeno detalhe e, através das mais diferentes técnicas e momentos, Ele comunicava as verdades eternas.</p>
<p>Por isso, concentre-se na mensagem de Piper, na ousadia de Driscoll&#8230; mas principalmente no evangelho de Jesus. Conte histórias que tenham a ver com a sua realidade; e que mexam com a vida das pessoas segundo aquilo que Deus já está fazendo e, muitas vezes, elas sequer são capazes de perceber. Lembre-se que o &#8220;seu púlpito&#8221; não é um lugar, mas uma atitude.</p>
<p>E nunca se esqueça que, o próprio Jesus defendeu a legitimidade daquele que não era &#8220;do grupo&#8221; dos discípulos a promulgar o evangelho. Por quem não é contra nós, é por nós.</p>
<p>Amo estes caras&#8230; por que são pessoas comuns, como todos nós.<br />
Amo o Piper, mesmo o considerando conservador demais.<br />
Amo o Driscoll, mesmo crendo que ele precisava ser ousado não apenas na aparência.</p>
<p>Estamos todos no mesmo barco.</p>
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		<title>A hora de pedir ajuda</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 13:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há uma onda de orientações afirmando que as pessoas que possuem problemas de compulsão (seja em que área for), devem procurar ajuda. Tudo fundamentado em estatísticas e versículos bíblicos enfatizando o quanto é importante que não sejamos dominados por coisa alguma. Porém, qual é a hora certa de pedir ajuda?
É como se houvesse uma linha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma onda de orientações afirmando que as pessoas que possuem problemas de compulsão (seja em que área for), devem procurar ajuda. Tudo fundamentado em estatísticas e versículos bíblicos enfatizando o quanto é importante que não sejamos dominados por coisa alguma. Porém, qual é a hora certa de pedir ajuda?<span id="more-847"></span></p>
<p>É como se houvesse uma linha imaginária separando os que precisam de auxílio daqueles que conseguirão resolver seus problemas por conta própria. E consideramos comos os mais fracos aqueles que estão além do limite controlável da compulsão. Porém, é difícil encontrar alguém que adquire por si só a capacidade de discernir que já está do outro lado. A maioria de nós prefere dizer que bebe socialmente, toma apenas uns remedinhos sem receita, fuma apenas um cigarrinho de vez em quando, admiramos a beleza da criação nas fotos pornográficas que pulam na nossa frente todos os dias&#8230; e que mal há nisso?</p>
<p>O mal está em nossas excessivas tentativas de obter controle sobre aquilo que é incontrolável. Nossa carne grita, nosso desejos se tornam indomáveis e, naturalmente, cedemos. Não importa se em pequenas ou grandes coisas. Todos cedemos às compulsões da carne em algum nível. Não há de fato nem um justo sequer. Mas&#8230; há uma esperança!</p>
<p>Ao invés de nos segregarmos em dois grupos (os santos e os pecadores), devemos renunciar completamente ao falso controle que temos sob nossa conduta. Quanto mais uma pessoa se aproxima de Jesus, naturalmente deveria caminhar para uma maior exposição. Por isso é absolutamente possível separar aqueles servem ao sistema religioso daqueles que de fato servem a Deus. Religiosos investem boa parte de seu tempo na criação de um perfil público conveniente às relações sociais e altamente hipócrita, visto que não representa quem a pessoa realmente é.</p>
<p>Renunciar é submeter-se. Não aos religiosos, não à ilusão da cobertura espiritual. Mas à amizade. Aos bons relacionamentos desinteressados. Aos amigos de jornada, que caminham rumo ao mesmo destino. Este é o papel da Igreja, inalienável, porém quase sempre negligenciado.</p>
<p>Faz parte da Igreja de Jesus aquele que entende que TODO MOMENTO é hora de pedir ajuda. Só passou pela porta estreita aquele que desistiu de encontrar virtudes em si próprio e, expondo a si mesmo, encontra forças para não desistir. Não importa se o problema é pequeno e aparentemente domável. Na renúncia da ilusão do controle, encontramos cura verdadeira para todas as coisas.</p>
<p>Uma pessoa que vence muitas vezes seguidas não pode ser chamada de &#8220;mais que vencedor&#8221;. Só podem ser chamados de MAIS aqueles que percebem que nossa vitória está além deste &#8220;jogo&#8221;. Por isso, o medo de parecer um derrotado não pode aterrorizar aqueles que querem realmente mudar sua vida.</p>
<p>Faça alguma coisa!<br />
Exponha-se!</p>
<p>Peça ajuda para resolver aquele problema que você tem certeza que é capaz de resolver sozinho. Simplesmente por que &#8220;sozinho&#8221; é uma palavra que não faz parte do Reino de Deus.</p>
<p><strong>&#8220;Pois que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? ou que dará o homem em troca da sua vida?&#8221; (Mateus 16:26)</strong></p>
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		<title>Hipocrisia pastoral</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 13:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com &#8220;pastores&#8221;, é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de &#8220;membros&#8221; em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das coisas mais desagradáveis que sou obrigado a conviver no convívio com &#8220;pastores&#8221;, é a hipocrisia doutrinária comparativa. Líderes de ministérios estão todo o tempo fazendo comparações. Desde o número de &#8220;membros&#8221; em uma determinada congregação, passando pelas estratégias que oferecem resultados, pelas análises pseudo intelectuais de suas fundamentações teológicas e, finalmente, com a arrecadação nos gasofilácios. É sempre assim. Escolhem como critério de comparação aquilo que julgam serem melhores que os demais. Ninguém jamais quer ser comparado em um quesito que seja um ponto fraco de seu ministério/igreja.<span id="more-844"></span></p>
<p>Nesta fúria estúpida por desejar ser melhor que outros, uma das coisas que mais me ofende são os pastores retrucadores. Aqueles que sempre tem alguma coisa a acrescentar&#8230; e adoram citar textos gringos para sustentar seus pontos de vista. Temos uma geração falida em vários quesitos&#8230; e que encontrou no estilo de ser &#8220;cabeção&#8221;, a maneira de ser idolatrada por suas ovelhas. É uma pena que ficar calado é uma das coisas que o &#8220;amplo conhecimento&#8221; não ensina a nenhum pastor. Uma geração de pessoas hipócritas e louca para dar respostas a todas as coisas (como se isso fosse possível). E além de tudo, uma geração idólatra, que coloca pessoas de ministérios distantes como &#8220;grandes&#8221;, enquanto ignora completamente as virtudes e acertos de seus compatriotas; talvez por os considerar como concorrência.</p>
<p>De métodos as igrejas também estão fartas. Já sabemos até como xingar com propósito, apostolicamente ou em células. Mas tudo isto não foi capaz de produzir a tal revolução que arde no coração dos verdadeiros filhos de Deus. Um pastor que se considera treinado, preparado ou cheio de métodos e experiência, deve necessariamente ser desqualificado do serviço. Este já possui seu coração corrompido pela soberba. Não dá pra ignorar que Jesus escolheu para seus discípulos exatamete o tipo de gente que jamais escolheríamos para líderes. Jesus errou? Somos nós melhores?</p>
<p>Pastores, líderes, ministérios e pessoas&#8230; todos devem se apresentar de maneira transparente. Precisamos ser inspiradores mas também autênticos. Somos altamente capazes de falar sobre a glória de Deus&#8230; mas de que adianta apenas falar? Deveríamos nos revirar do avesso, mostrando nossas angústias, dificuldades, sofrimentos, medos&#8230; e TAMBÉM nossa única esperança. Devemos jogar a imagem do pastor e do super-crente no lixo. Por que o mundo jamais precisou de tais pessoas. O mundo precisa de pessoas de verdade, especialistas em chorar com os que choram e se alegrar com os que se alegram. Pessoas que apesar de todo o sofrimento e dificuldade, são os primeiros a por mão no bolso em favor do desconhecido que passa por necessidade.</p>
<p>A luz do evangelho brilha muito mais em pessoas reais.<br />
Aqueles que olham para pessoas e enxergam como elas realmente são.<br />
E que consideram a todos superiores a si mesmos. Pela fé!</p>
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		<title>Super resumo da espiritualidade alheia</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 12:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ariovaldo Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A maneira com que as pessoas se relacionam com o culto comunitário a Deus reflete necessariamente a natureza do relacionamento que possuem com a pessoa de Jesus. Simples assim.
Tentativas de se criar processos que facilitem a caminhada com o evangelho podem ser os maiores inimigos da multiplicação de uma fé genuína. Isso ocorre por que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A maneira com que as pessoas se relacionam com o culto comunitário a Deus reflete necessariamente a natureza do relacionamento que possuem com a pessoa de Jesus. Simples assim.</p>
<p>Tentativas de se criar processos que facilitem a caminhada com o evangelho podem ser os maiores inimigos da multiplicação de uma fé genuína. Isso ocorre por que as pessoas nascem com uma tendência natural de valorizar o lado místico das coisas, quase sempre desprezando a compreensão que poderiam obter através de suas ações.<span id="more-839"></span></p>
<p>Conheço muitas pessoas que pensam que o culto é o produto final daquilo que é a função da igreja na vida das pessoas. Por este conceito estar invertido, criamos tantas anomalias espirituais&#8230; como os parasitas (ou vampiros), que semana após semana recarregam suas energias sugando tudo que podem&#8230; seja nas palavras que convém, seja na oração de encerramento; ou como os anestesiados que, indiferente de qualquer coisa que Deus queira fazer,  já estão confortáveis em se relacionar com o evangelho e com as demais pessoas dentro de limites considerados seguros.</p>
<p>E esta análise não é novidade alguma. Da multidão que se aglomerava para ouvir pessoalmente os ensinos de Jesus, o que mais havia era gente destes dois grupos. Quantos não o seguiram com o intuito de usufruirem das multiplicações de pães, da cura das doenças e demais milagres? E quantos o seguiram por que ele estava na moda? Ambos os grupos naufragaram antes da conclusão da obra da cruz.</p>
<p>Igualmente nós, precisamos saber em que grupo estamos.</p>
<p>Uma vez compreendendo que nossa vivência com o evangelho não deve se dar mais nestes níveis superficiais, estaremos aptos a manifestar a natureza de nossa vocação. Os condenados caminhando velozmente para a perdição inevitável. E os santificados, mesmo tentando seguir o curso da vontade deste mundo, não conseguindo se distanciar da obra redentora da cruz. A diferença entre os dois é sutil&#8230; mas reveladora!</p>
<p>Com a compreensão de que fazemos parte dos &#8220;salvos&#8221;, agora expressaremos nossa espiritualidade em função de nosso relacionamento com a pessoa de Jesus. Nossa adoração se dará em cada pequeno detalhe. E contaminaremos as reuniões públicas e as enfadonhas reuniões sociais/políticas que esta geração insiste em chamar de igreja.</p>
<p>Uma fé genuína não é aquela que vê virtude na desgraça que a igreja se tornou. Mas é aquela que ignora a instituição hipócrita e continua trabalhando onde as pessoas vivem. A igreja deve estar onde as pessoas estão.</p>
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