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Judas sou eu

Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais. Leia o Restante

Desigrejados: a difícil adaptação

Um dos desafios de qualquer tentativa de “ser Igreja” está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes.

Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente fica deslumbrada com o ensino claro e direto das escrituras. Mas o crente “de outra Igreja”, embora rejeite completamente a experiência que passou, ao mesmo tempo se recusa a reaprender os fundamentos de uma vida cristã inspiradora. Ele muda de ambiente mas não quer abandonar os vícios.

Alcançar as pessoas desigrejadas é algo relativamente simples. Basta descer do púlpito, renunciar ao microfone e viver diretamente em meio às pessoas. A beleza do evangelho EXPERIMENTADO por si só é suficiente para atrair a todos. Mas num segundo momento torna-se necessário filtrar quem realmente está disposto a carregar a sua própria cruz daqueles que estão procurando apenas mais uma experiência religiosa para sua coleção. Leia o Restante

Regras e ingratidão

Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente.

Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos de que a Graça SEMPRE excede o cumprimento de qualquer lei. Que os “mandamentos” dos cristãos são expressos quando voluntariamente doamos nossa vida. Quando repartimos o pouco e abrimos mão do tudo. Leia o Restante

Aprendendo a amar

Você faz idéia do que é amar uma pessoa mais do que a si mesmo? Sabe o que significa sentir o terror de imaginar o quanto doeria viver sem alguém? Imagina até o quanto morrer (e ir para o céu) ainda sim é algo que precisa ser adiado devido ao imenso que amor que sente?

Estes sentimentos passaram a tomar meu coração depois que meu filho nasceu. Desde então sou homem dividido entre a convicção de que meu filho antes de ser meu é de Deus; e entre a compreensão da missão que me cabe de viabilizar o conhecimento do amor de Cristo nele através do que posso repartir. Leia o Restante

Vida ordinária

Nestes dias tenho aprendido a valorizar o ordinário. As coisas simples e repetitivas que nos doutrinaram a repelir sempre que possível. Como se a liberdade estivesse apenas no maço de Hollywood (ou em qualquer outro comercial idiota). Como se fosse impossível ser verdadeiramente livre realizando as pequenas tarefas domésticas, trancafiado dentro de uma cela de prisão ou paralítico e restrito a mexer apenas os olhos.

Esta confusão em nossos conceitos de “liberdade” nos fez preguiçosos para o necessário; e sempre dispostos para as coisas menos importantes (porém prazerosas). Apenas nos acostumamos a ver os corajosos abandonando o emprego, a família, as convenções sociais, a prisão (ou tudo que faz alusão a ela)… e vivemos como se fôssemos os heróis de nossa própria história. Leia o Restante

Top 5 das expressões sem sentido que usamos nas Igrejas

Atendendo a pedidos, segue a lista de expressões que perderam (ou nunca tiveram) o sentido ao longo das experiências “cristãs” ensinadas pelas Igrejas.

5 – EXORTAR

Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio. Leia o Restante

Pastores serão os últimos no Reino de Deus

Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote.

Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão consideradas relevantes à medida que atinjam um público expressivo; e que haja repercussão entre estes “atingidos”. O fato é que eu não sei fazer outra coisa. Talvez minha maior contribuição com o Reino, segundo o chamado e vocação da parte de Deus, seja expressar em palavras as angústias que me afligem. E, identificando-se com tais situações, pessoas sejam levadas a ouvirem a voz de Deus. Leia o Restante

Fundamentalismos (homofobia x heterofobia)

O preconceito do católico com relação ao evangélico é exatamente igual à homofobia. E o preconceito do evangélico com relação ao católico é idêntico à heterofobia. O problema então se mostra um pouco mais complexo do que as análises populares tem sido capazes de enfatizar pois, fundamentalismo por fundamentalismo, toda ideologia pode se tornar algo desgraçadamente insuportável. Leia o Restante

Extremos

Tenho medo de pessoas que tem certeza demais. Não suspeito da fé, que de algum modo é também uma certeza, mas não consigo compreender as absolutizações de conceitos. E sendo base do Reino de Deus o princípio do equilíbrio, torna-se inaceitável que alguém julgue encontrar a verdade em um posicionamento extremista. De modo que todo radicalismo torna-se pragmático… pois serve a um propósito inevitavelmente interesseiro. Leia o Restante

O evangelho e a lei

Uma das primeiras resoluções das ditaduras mundo afora é regulamentar qualquer ajuntamento de pessoas. Isto sempre começa mediante o excessivo controle do estado sobre as multidões e através da exigência de “autorizações” para promover assembléias (ajuntamentos) de quaisquer tipos.

Em Uberlândia, uma lei polêmica acaba de ser apresentada pelo digníssimo prefeito @odelmoleao e aprovada pela quase unanimidade de todos os vereadores menos um. Tal lei limita os horários de Cerimônias (entenda-se cultos/vigílias/orações ou quaisquer outras práticas cristãs regulares) às 22h. E exige que, para exceder o horário, seja necessária uma autorização da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Leia o Restante