Tiro no pé
Quando Cristo afirma que ao julgarmos também somos julgados, fica explícito que não fazem parte do Reino aqueles que porventura venham a imaginar que as medidas servem apenas para os outros. De modo que aquele que profere julgamento, condena a si mesmo primordialmente; e num segundo plano revela o pecado alheio. Tal revelação jamais é condenatória de fato por parte de quem a proferiu, visto que a responsabilidade pelo pecado é exclusivamente daquele que o cometeu.
O propósito desta revelação de pecados jamais é gerar competição, mas fazer valer a voz profética (a verdadeira voz profética), que enfatiza os fundamentos da palavra de Deus corrigindo qualquer desvio (como o fazem com excelência as cartas de Paulo). Leia o Restante
Jesus morreu na cruz pra eu trepar
Sexo! Masturbação! Antes ou depois do casamento? Pornografia?
Como se o Reino de Deus se resumisse a você satisfazer os desejos de seu pênis/vagina. Como se as verdades do Reino não estivessem tão explícitas, que fosse preciso que houvesse explicação sobre o que convém ou não. Não fode vai!
Se você é cristão de verdade (ou deseja ser), concentre-se nos fundamentos. Por que quem é capaz de discernir sua IDENTIDADE em Deus, não perde tempo garimpando justificativas para seus pecados. Leia o Restante
Minha mente oxigenada
Eu choro pela minha geração. Sinto como se estivéssemos tão perto e ao mesmo tempo tão longe de uma fé que colocava o sorriso no rosto do homem queimado na fogueira por se recusar a negar a Jesus, o Cristo. Pois sabia que todo sofrimento e agonia não duraria mais do que alguns minutos… e que sua mulher e seu filho, amarrados ao seu lado, experimentariam de gozo eterno, incomparavelmente melhor do que qualquer coisa conhecida nesta vida. Aquela era uma época em que retroceder não era uma opção.
Hoje temos tudo e ainda sim falta tudo.
Nos falta a guerra… o sangue sendo derramado e a coragem de preferir que este sangue seja o nosso.
A tarefa passada por Tyler Durden no filme clube da luta quando diz “provoque uma briga com alguém desconhecido e perca”, nos parece absurda por que nos recusamos veementemente a perder. Leia o Restante
A identidade é a chave
Nestes anos todos de ministério ainda me assusto com a volatilidade de muitos que buscam conselhos com relação a sua própria vocação. É como se boa parte das pessoas que estão empenhadas em ser Igreja ainda não estivessem convencidas de que isto é realmente a vontade de Deus para suas vidas. E então muitos tem me procurado afirmando desejar ter a mesma convicção que vê em minhas palavras.
A verdade é que embora (em certos níveis) eu tenha certeza a respeito do caminho de Deus em minha vida, a grosso modo precisei aprender a viver por fé em muitas circunstâncias. E isto significa que se eu em algum momento retroceder, simplesmente deixarei de compreender os “porquês” lá na frente.
Um exemplo disso é o que temos vivido em nossa Igreja, o Manifesto. Estamos no mesmo ritmo há 7 anos. Tentando e persistindo. Mas milagrosamente parece que a relevância nos alcançou e isto se tornou uma verdadeira revolução em nossa vida. Mas o que fizemos de diferente para “acertar” desta vez? Nada. Apenas fomos persistentes.
Se você tem dúvidas a respeito do que deve fazer, então pare de se preocupar com a ação e invista seu tempo na convicção. Apenas pessoas que compreendem perfeitamente qual é a vontade de Deus para suas vidas se encontrarão aptas a atravessar desertos sem reclamações ou desistências.
O Manifesto nunca foi o plano B. Ele é nosso único plano e sonho. E se tudo der errado, recomeçaremos (como já fizemos antes) tantas vezes quanto for necessário. Simplesmente por que compreendemos que não existe outro lugar para nós e para os que Deus chamar para esta jornada.
Você e Deus. Juntos.
De todas as coisas que são ensinadas na caminhada cristã, talvez a mais importante seja a confiança que necessitaremos para perserverar sozinhos. Digo, apenas nós e Deus. Por que se na maioria das vezes somos família/igreja/comunidade/amigos, na prática também enfrentaremos desertos que não podem ser repartidos.
As angustias do coração, a tristeza, o desânimo. Tudo isso terá que ser vencido por você e Deus. Por que nem todas as palavras do mundo serão suficiente para convencer seus companheiros de que não é preguiça ou falta de vontade. Há coisas que doem lá dentro. Há feridas cujo sangue são nossos sentimentos se externando.
Você e Deus. Juntos.
Por que no final tudo sempre dá certo.
E ele já sabe como termina a sua história.
Vida ordinária
Nestes dias tenho aprendido a valorizar o ordinário. As coisas simples e repetitivas que nos doutrinaram a repelir sempre que possível. Como se a liberdade estivesse apenas no maço de Hollywood (ou em qualquer outro comercial idiota). Como se fosse impossível ser verdadeiramente livre realizando as pequenas tarefas domésticas, trancafiado dentro de uma cela de prisão ou paralítico e restrito a mexer apenas os olhos.
Esta confusão em nossos conceitos de “liberdade” nos fez preguiçosos para o necessário; e sempre dispostos para as coisas menos importantes (porém prazerosas). Apenas nos acostumamos a ver os corajosos abandonando o emprego, a família, as convenções sociais, a prisão (ou tudo que faz alusão a ela)… e vivemos como se fôssemos os heróis de nossa própria história. Leia o Restante
Top 5 das expressões sem sentido que usamos nas Igrejas
Atendendo a pedidos, segue a lista de expressões que perderam (ou nunca tiveram) o sentido ao longo das experiências “cristãs” ensinadas pelas Igrejas.
5 – EXORTAR
Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio. Leia o Restante
Pastores serão os últimos no Reino de Deus
Sinto sobre minha vida o peso da vocação. Sou um pregador. Vulgo pastor. E não é cumprir minha função ou a pressão para que eu o faça que coloca tal peso sobre minhas costas, mas algumas coisas que fazem parte do pacote.
Tornou-se inevitável associar popularidade e relevência. De modo que minhas pregações só serão consideradas relevantes à medida que atinjam um público expressivo; e que haja repercussão entre estes “atingidos”. O fato é que eu não sei fazer outra coisa. Talvez minha maior contribuição com o Reino, segundo o chamado e vocação da parte de Deus, seja expressar em palavras as angústias que me afligem. E, identificando-se com tais situações, pessoas sejam levadas a ouvirem a voz de Deus. Leia o Restante
Fundamentalismos (homofobia x heterofobia)
O preconceito do católico com relação ao evangélico é exatamente igual à homofobia. E o preconceito do evangélico com relação ao católico é idêntico à heterofobia. O problema então se mostra um pouco mais complexo do que as análises populares tem sido capazes de enfatizar pois, fundamentalismo por fundamentalismo, toda ideologia pode se tornar algo desgraçadamente insuportável. Leia o Restante
Extremos
Tenho medo de pessoas que tem certeza demais. Não suspeito da fé, que de algum modo é também uma certeza, mas não consigo compreender as absolutizações de conceitos. E sendo base do Reino de Deus o princípio do equilíbrio, torna-se inaceitável que alguém julgue encontrar a verdade em um posicionamento extremista. De modo que todo radicalismo torna-se pragmático… pois serve a um propósito inevitavelmente interesseiro. Leia o Restante