Transparência na Igreja: exija!

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A apatia do brasileiro com relação as circunstâncias que lhe são impostas é um dos principais motivos pelos quais pastores estelionatários se dão tão bem por estas bandas. O discurso infundado de que “devemos orar ao invés de reclamar” virou um coro uníssono. Por falta de conhecimento, o corpo padece. Neste caso, o corpo de Cristo.

Depois de quase 500 anos de reforma, há coisas óbvias que todo aquele que congrega em algum tipo de Igreja já deveria saber que é natural exigir. Omitir-se, além de ser muito prejudicial, acaba colaborando com a corrupção do sistema.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Sua Igreja possui transparência financeira? Ou as finanças são tratas de maneira secreta e esotérica? Cuidado! Pode haver pastores que estão determinando os valores dos próprios salários. É perfeitamente justo exigir um detalhamento de entradas e saídas, para que fique explícito o quanto custam as estruturas e o quanto custam os pastores e obreiros. Também torna-se natural criar um piso salarial RACIONAL e compatível com a realidade da localidade. Se o salário do pastor aumenta, todos os que são remunerados pela comunidade também deveriam receber aumento proporcional. Além de que é preciso avaliar bem o quanto cada um precisa desta remuneração, visto que pode haver pessoas no ministério que possuem outros negócios que já os remunerem de modo mais que suficiente.  Será justo que o pastor titular receba 10x o salário de um diácono? Quem realmente trabalha mais? Pense.

DECISÕES DE GABINETE

Tornou-se comum a liderança das Igrejas trazerem novidades prontas. Tomam decisões em gabinetes fechados, sem que haja uma correta representação de pessoas da comunidade. Para fazer com que as medidas adotadas se tornem populares, basta revesti-las com um ar espiritual. Ou seja, “a visão de Deus pra este período é”. Ou “Deus falou que…”. Questionar COMO foi discernido este tipo de coisa é perfeitamente justo. Exigir que uma assembléia seja convocada para orar e debater à luz da Palavra as decisões mais drásticas, é mais do que necessário.

CARGOS E ORDENAÇÕES

Por que o filho do pastor foi ordenado pastor? Por que o líder do louvor é o primo do pastor? Por que o tesoureiro da Igreja é amigo de longa data do pastor? Lembre-se: a Igreja não é um covil de amigos reunidos segundo a conveniência. É mais do que importante que haja entre a liderança pessoas que pensem diferente. Praticar nepotismo é um absurdo, além de ser pecado também.

E sua Igreja? É transparente?

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10 Resultados

  1. Ronei disse:

    Nas igrejas neopentecostais essa palavra não faz parte do repertório. Transparência financeira, não existe é obscura. A regra é simples se concordar com o sistema fica, se não vai para outro lugar.

  2. Fernando Sumaré disse:

    Eu cansei de frequentar igrejas deste tipo até que encontrei uma que todos arregaçam as mangas, fazem evangelismo e estamos construindo uma casa missionária no Brejão – BA. Sempre fui tachado como Che Guevara, como rebelde ou apelidaram-me de “mister revolta” por exigir santidade e transparência, sempre contra campanhas com fins lucrativos, carrão zero e alto salário dado para o pastor, etc. Você está certo Ariovaldo, onde estou é tudo às claras e o pastor é um cara humildão e trampa pro reino de Deus e não para si mesmo e ganha menos na igreja do que na área em que trabalhava, apesar das nossas diferenças futebolísticas (eu bugrino e ele pontepretano, rsrsrs). Tudo à luz da palavra e democrático. Tá difícil mas todos devem garimpar até encontrar um local assim.

  3. Milena disse:

    MUDANÇA DE MENTE, É O QUE TODOS OS CONVERTIDOS PRECISAM!

  4. A minha foi, mas atualmente não é mais. Por isso, como bom protestante decidi questionar, mas paguei o preço e estou pagando. Depois de servir 25 anos a denominação fui afastado de meus cargos e praticamente excluído, pois a liderança-mor alertou as lideranças locais para não me receberem em seu meio. Outros que igual a mim, também questionaram foram ameaçados de perderem suas funções e credenciais e a maioria se calou para não perder as funções, como se isso fosse critério para se herdar o reino dos céus.

    Parabéns pela matéria. Peço permissão para republicá-lo em meu blog.

  5. Josias Conceição disse:

    Enquanto transparência resumir-se no sonho dos inconformados. Igreja será banco, pastor gerente, fiéis clientes e dízimo taxa bancária.

  6. Michele Macedo disse:

    Nossa, esse blog está me ajudando bastante. Não só as publicações do Ariovaldo, mas também os comentários.

  7. Eu e minha esposa somos evangélicos e frequentávamos uma determinada congregação, porém achamos por bem nos afastarmos, uma vez que durante o período em que congregamos nesta igreja nunca vimos prestação de contas, até porque ali dizimamos fielmente. Não vimos nenhuma transparência conforme exige a palavra de Deus. Chegamos a levar o assunto ao pastor sugerindo prestação de contas com transparência, mas como não deram ouvidos a sugestão achamos por bem sair em busca de uma congregação que seja clara e cumpra realmente a palavra de Deus. O Espirito Santo nos deu o conhecimento o suficiente para sabermos da obrigatoriedade de colocarmos em prática os ensinamentos e exemplos verdadeiros, principalmente quando tratamos dos cuidados com as coisas de Deus. Obrigado pelos comentários dos irmãos!

  8. Paulo Sergio disse:

    Mas existe pra toda Igreja que abre, um Estatuto de Fundação e que deve ser criada uma diretoria inclusive financeira e uma eleição anual para renovação dos mesmos e pouca gente sabe disso. Vejam este trecho do estatuto de uma Igreja Batista:
    CAPÍTULO IV
    DA ASSEMBLEIA GERAL
    Art. 11. A Assembleia Geral, constituída pelos membros da Igreja, é o seu poder soberano, cabendo-lhe as seguintes atribuições:
    I – eleger e exonerar os pastores da Igreja;
    II – eleger e exonerar os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal;
    III – eleger e exonerar os membros do Presbitério da Igreja, bem como os membros de outros órgãos da Igreja;
    IV – deliberar sobre o desligamento de qualquer membro da Igreja, mediante parecer, devidamente fundamentado, do Presbitério;
    V – aprovar o orçamento anual;
    VI – apreciar os relatórios periódicos e anuais da Diretoria e demais órgãos administrativos;
    VII – alienar total ou parcialmente e gravar com ônus o patrimônio da Igreja;
    VIII – aceitar doações, heranças e legados;
    IX – transferir a sede da Igreja;
    X – decidir sobre a mudança do nome da Igreja;
    XI – reformar o estatuto;
    XII – deliberar sobre a dissolução da Igreja;
    XIII – tomar outras decisões que envolvam aspectos administrativos, eclesiásticos e doutrinários, conforme regimento interno;
    XIV – resolver os casos omissos neste estatuto e no regimento interno.

  9. Weslei disse:

    Este estatuto existe em muitas igrejas porém difícil é seguir a risca!! O ser humano infelizmente corre da transparência!!

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