Referenciais? Sim! Somos ortodoxos!

Quando éramos novos nesse negócio de “ser igreja”, percebemos que haviam alguns que enfatizavam com certo exagero o seu próprio nome. Sinceramente nunca nos preocupamos muito com isto, visto que sempre acreditamos em uma unidade que transcende denominações. Gastamos anos caminhando junto inclusive com pastores que nos desprezam e são contrários a esta visão de andar junto.

Começamos a perceber que uma coisa deveríamos deixar claro em tudo que fazemos: nossa confissão de fé. Pois tanto barulho gerado pelos ministérios ditos “alternativos”, resultou em menos relevância do que esperávamos. É como se tantos anos depois tivéssemos percebido que o nosso forte DEVE SER a dedicação ao estudo e aplicação de uma teologia sólida (fundamentos reformados). Por que todo o resto é passageiro e precisa constantemente ser reinventado.

Sim! Somos ortodoxos em nosso fundamentos.

Opa… pera lá… como assim?

O que fazemos NECESSITA ser uma expressão fiel daquilo que cremos. Por isso aprendemos a caminhar mais devagar, mas com olhos abertos e coração sensível às novas gerações. Não basta compreender a verdade, mas precisamos discernir maneiras de traduzir através da cultura aquilo que o Evangelho revela. O grande espetáculo em nossos cultos (e na nossa vida) é a PALAVRA. Não queremos controle sobre a vida alheia… não queremos dízimos… não queremos discípulos de nós mesmos.

Queremos caminhar com pés firmes para a redenção em Cristo Jesus. Proclamando tal salvação em tudo que fazemos. Sem aborrecer pessoas com uma pregação estúpida ou persuasiva. Mas expressando com GRAÇA aquilo que Deus é. Abrindo espaço para que os filhos de Deus sejam revelados quando em confronto com a Palavra.

Quando estes que são autênticos filhos de Deus forem revelados, não faltará empenho, trabalho, amor, abraços, dinheiro ou quaisquer outras coisas. Ninguém poderá impedir a revolução do Reino que silenciosamente vira o mundo de cabeça pra baixo há dois mil anos.

 

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5 Resultados

  1. Freire disse:

    “O grande espetáculo em nossos cultos (e na nossa vida) é a PALAVRA.”
    E a PALAVRA é CRISTO JESUS!!!!!
    Não tem como dizer isso sem ser explosiva em gratidão e regozijo.

    “pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele.
    Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.”
    Colossenses 1:16-17

  2. Carlão disse:

    Sobre os ortodoxos, e principalmente sobre os neo ortodoxos, neo calvinistas e derivados. Entendo que a experiência emergente do culto manero, Pr’s bacanas confissão de fé light “alternativa”, liturgia ( o que é isso mesmo? ) fraca, foi uma coisa que não deu muito certo, a grosso modo como tudo chega depois no Brasil, percebe se que no mundo as “práticas cristãs” e a confissões de fé ortodoxas tem entrado mais uma vez na moda, eu explicaria isso com a frustração entre os jovens na busca de referencias mais “estáveis”, acho que rolou um cansaço de respostas rasas, inovação de mais, modernidade de mais e respostas e principalmente “vida” de menos. Ok, bacana a redescoberta do Agostinho, do Calvino, do Spurgeon do Sproul, entendo a importância de de todos, mas o que me preocupa de verdade, isso talvez se deve por causa daquela velha história de que, pra sair de um extremos as vezes o impulso é grande de mais, e acaba se chegando além da linha do equilíbro, é a seguinte questão, você nota que tem rolado um prazer, meio que sádico, nos discursos antes esquecidos ( julgamento, juizo, predestinação, inferno ) na hora de mencioar alguns desses temas? De acordo com a gravidade de tais temas dentro da tradição reformada, isso não pediria lágrimas na hora de tais discursos? Tenho medo da facilidade com que alguns tem lembrado de tais assuntos, da “fácil acimilação” e principalmente no prazer do quase envio de muitos pro inferno. Vale a reflexão?

  3. Freire disse:

    Demais, Carlão. Esse é o ponto.
    Vejo que o “movimento alternativo gospel” realmente prometeu demais nas expectativas, mas permaneceu vazio – com algumas ressalvas. Há pouca afirmação da identidade cristã e muita negação. Isto é, muitos gritam que não são como os da Teologia da Prosperidade e afins, mas na hora de afirmarem o que são contentam-se em patinar em um deus que “conhece o nosso coração” e isso basta, como se sinceridade levasse à Deus.
    Como o Rev. Giovanni Zardini diz, o evangelho que tem sido pregado é o famoso “ Tenho pra mim que Deus…”. A verdade é que o Deus bíblico é imutável e não é conformado ao nosso coração.
    Sobre a facilidade do discurso eu penso ser uma preocupação relevante, contudo a maior segurança que podemos ter é a seguinte:
    “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito.
    As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; “
    João 10:26-27
    Porém a reflexão é válida sim.

  4. Bárbara Firmiano disse:

    Olá, eu gostaria de saber se ser livre no evangelho não acaba sendo uma utopia, pois às vezes sinto que vale mais a doutrina das igrejas do que o que a Bíblia ensina. Ou que vale mais o que o Pastor diz, do que o que está escrito. E que eu não posso apenas crer em Cristo pelo que Ele é e deixar que a minha fé, minha santidade, minha salvação venham a ser desenvolvidas conforme o meu crescimento na palavra; ou simplesmente viver sem pesos e buscar através da oração o que realmente venha ser pecado na minha vida. Veja bem eu me sinto num grande impasse, este que me traz uma profunda tristeza em ver que o Deus que eu amo pode se tornar complicado demais, por causa dos meus “líderes espirituais”. Quanto a estas questões, no que você pode me ajudar. Desde já agradeço a atenção.

  5. giovana disse:

    Bárbara, posso dar minha opinião? :D
    Servir a Deus é pra ser complicado mesmo. É a porta estreita, lembra? ” Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. ” – Mateus 7:13 e 14
    Enquanto ser mais valida a palavra do pastor do que a bíblia, o pastor deveria falar o que está escrito nela. Ele não faz isso? Tudo que Ele fala deveria ter base bíblica. Se você discorda de algo que foi dito, questione-o! Pergunte qual a base e leia. Veja o que você entende por ela. Devemos fazer o que Deus quer que façamos, não o que o homem quer. Mas nem sempre é fácil saber qual a vontade dEle. É preciso ter muito conhecimento da palavra (não pouco. Muito!) Então, Leia a bíblia ! Mas devemos ter cuidado, pois, até mesmo lendo nela podemos interpretar da maneira errada, e é preciso muita oração pedindo ao Senhor sabedoria, e a revelação que existe por trás daquelas letras!
    =)

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