Um ministério dispensável

Me sinto angustiado com as pressões do dia a dia. Incomodado com o que afirmamos ser prioridade em nossa vida e o que simplesmente realizamos no “automático”. Tal automatismo costuma ter origem oculta aos olhos de quem sofre as pressões, de modo que cabe à maioria nós apenas obedecer. Afinal, uns tomam as decisões; enquanto o resto de nós as acata.

Na vida da Igreja esta desconexão entre as “decisões” e o trabalho diário se manifesta constantemente. Mas o jovem do século XXI, principal força de trabalho, não é tolo como fomos no passado. Eles não aceitam as velhas opressões, travestidas de pressões ministeriais. Buscam a liberdade, ainda que isto implique em romper com o que chamamos de Igreja de Cristo. Uma pena, muitas vezes.

Porém há esperança. E nem é preciso criar algo novo ou diferente. Basta que sejam ressuscitados os fundamentos de nossa fé. Que haja a clara compreensão de que TER TUDO EM COMUM é um princípio que não se aplica convenientemente apenas nas finanças, mas também à fé e aos sonhos. Na prática, isto significa que a horizontalização institucional proporcionará fácil acesso à frente de trabalho. Sem as burocracias “modernas” que criamos ao longo da história do cristianismo. Inicialmente nós, os líderes, continuaremos à frente de todo trabalho, mas viabilizando que os que chegam tomem parte nas decisões e assumam posições privilegiadas.

E a pergunta que me vem à cabeça hoje é: SE EU MORRER AGORA, O TRABALHO CONTINUA? Por que meu ministério está 100% fundamentado na minha pessoa, então ele é totalmente dispensável.

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5 Resultados

  1. Kariston França disse:

    Caramba Ari, realmente devemos nos perguntar em que “nossas” igrejas estao baseadas.
    Lembro daquela reunião no manifesto quando você e o Rafa perguntaram onde estaríamos daqui a cinco anos…
    Realmente é preciso voltar as origens…

  2. Cesar disse:

    Estava pensando nisso semana passada…

    Deus é demais… obrigado Pai;….

    Valeu Ari, por escrever o que o Pai te fala.

  3. E aí depois Ariovaldo, o pessoal jovem , que hoje é bem de vanguarda, acaba saindo da igreja por não aturar a situaçõa deplorável e sem nexo dos fardos pesados que lhe são impostos …
    E aí aqueles líderes, que na maioria é uma cambada de ignorante fala : “Tinhamos uma juventude aqui na igreja, mas o diabo a arrastou para o mundo!”
    E em contra partida , eu digo, que se o diabo levou , então ele usou a vida desses líderes, sinceramente.
    Mas eu creio cara, no evangelho puro e funcional, que irá alcançar toda uma galera de forma genuína e singela.
    Creio nisso, creio nos pregadores de coração puro, para uma geração que está deseperada!
    Abraço

  4. Wilton disse:

    Ótima reflexão. Que pena que nossas igrejas hoje estão nas mãos de um homem só. Sem a participação da “plebe”. Já existe até o papado evangélico.

  5. Dalmo Cardoso disse:

    Querido, Ariovaldo.
    Aqui é seu rebelde aluno (JV 1982) do Rio de Janeiro e do Partido dos Trabalhadores, Dalmo Cardoso.
    Estive em Arujá a algum tempo mas não consegui rever muitos de quem lembro com enorme carinho e saudade.
    Estou planejando, uma visita juntamente com meus três filhos (o mais velho, com 26 anos, Advogado fazendo curso preparatório para concurso de Juiz de direito) e minha esposa Gisele.
    Hoje vivemos em Búzios onde temos Pousada e Restaurante se vier aqui no Rio ou próximo, peço a gentileza de fazer contato.
    Sempre lembro com muita saudade dos dias maravilhosos dias que pude desfrutar da compania de pessoas como Ivone, Jasiel, Adriano, Dorotéa e tantos outros.
    Querido Rev. um grande abraço e que nosso bom e poderoso Deus continue abençoando e cuidando como sempre.
    Segue nosso contato: http://www.mardebuziospousada.com (22)26234946 /78117462 Id 12*93945
    Um grande abraço, meu querido!

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