Regras e ingratidão

Print Friendly, PDF & Email

Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente.

Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos de que a Graça SEMPRE excede o cumprimento de qualquer lei. Que os “mandamentos” dos cristãos são expressos quando voluntariamente doamos nossa vida. Quando repartimos o pouco e abrimos mão do tudo.

Preferimos as ordenanças por que ficamos livres do PENSAR. Ou seja… preferimos ser como animais debaixo de cabresto a exercermos o ministério da reconciliação. Até que venha a crise e a vida se torne insuportável.

E a ovelha fica desgarrada. Até ser encontrada por um pastor de verdade.

Mas é uma pena que nem tudo são flores. Passado algum tempo, muitos daqueles que alcançaram a graça através do ensino legítimo do evangelho tornam-se ingratos. Por que uma vez libertos das regras, assim que superficialmente curados de suas feridas da alma, retornam a reclamar e criticar. Uma verdadeira geração ingrata, veloz como o escorpião em destilar seu veneno. Se a velha Igreja não serve, parece que a nova também não. Lembrando que se nenhuma Igreja é boa o suficiente pra você, então provavelmente você é que não presta.

Regras não podem nos salvar. Só o amor pode. Compreenda qual sua porção nesta jornada com Cristo e MORRA para si mesmo. E só assim encontrará a verdadeira VIDA ETERNA, que aliás já começou para muitos de nós.

Você pode gostar...

5 Resultados

  1. Isabela Akemi disse:

    Nessa jornada muitas vezes me encontrei nessa ingratidão. Verdadeiramente só o AMOR pra que não retornemos a insensatez destes extremos. Ótima reflexão!

  2. Freire disse:

    “pastor de verdade”

    É brabo… Posso estar errada, mas creio que existem horas que um pastor para estar cada vez mais próximo da verdade necessita da nossa perseverança no amor, para que com paciência ele também seja pastoreado por nós. Não sei se pastoreado é a palavra correta. Procurar um pastor de verdade faz de nós covardes às vezes, daqueles que procuram 99 ovelhas para se confortar. Esquecemos-nos da graça, ficamos arrogantes e ingratos como você disse.
    Tenho pensado sobre outros “costumes” evangélicos. Dizemos que temos que fazer a diferença em qualquer lugar, contudo no dito qualquer lugar excluímos a própria igreja, pois acreditamos que ela deve fazer a diferença nas nossas vidas. Nossa natureza é tão distorcida que o “nosso novo” se contenta em satisfazer individualidades, no entanto o novo de Deus se refere à mudança do nosso imenso nada para um tudo que se concretização na vivência com os irmãos.

  3. Rômulo disse:

    Apenas um adendo que viver “sem regras” não significa que como cristãos devamos viver uma vida desregrada.
    Se for assim negamos o próprio amor quando afirma que o mesmo não se porta com indecência, ou inconvenientemente.
    Em outra menção quanto à fé, o apóstolo Paulo na carta aos coríntios também diz que se comer carne escandaliza o seu irmão então não coma, não por regra, mas por um amor genuíno e verdadeiro para com o irmão.
    Uma constante também infelizmente que tem sido vista nas igrejas é que grande parte das pessoas estão confundindo a liberdade que recebemos de Cristo Jesus com libertinagem, esta que aprisiona como todo o pecado e igualmente é um dos inúmeros caminhos para a perdição.
    A palavra de Deus é bem clara de que devemos seguir a Paz com todos e a Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.

  4. Freire disse:

    Rômulo,
    Acho que o lance das regras é que quando traçamos parâmetros para discernir tudo isso que você falou acabamos perder o foco do amor, da graça e da fé.

    ( Ariovaldo, você sabe e pode me dizer o motivo de não ter mais podcast no site do manifesto? Digo, podcasts mais atuais.)

  1. 19 de novembro de 2011

    […] Regras e ingratidão […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *