Viciados em púlpito
Sofro de uma série dificuldade em suportar pessoas que se convidam para pregar/tocar na igreja da qual faço parte. Sério mesmo! Creio que um pouco disto se dá pelas inúmeras vezes em que me decepcionei com pop-stars da fé que vieram de fora e falaram merda em público. Já me decepcionei tanto com pastores quanto com bandas que fazem sucesso no mainstream.
Minha dúvida é por que pregadores e músicos consideram normal este vício em aparecer. Parece que uma visita não vale a pena se não houver a oportunidade de dizer algo no foco dos holofotes.
Particularmente, não me ofereço jamais para pregar em outras igrejas. Não mesmo! Com exceção de uma ou duas, em que estou me oferecendo por pura sacanagem, só pra revidar os insistentes auto-convites realizados por tais pessoas.
O meu púlpito são as rodas de amigos, nas ruas e nos bares.
Meu microfone é a palavra.
E não preciso de exclusividade para falar.
Nem de mais volume que os demais.
Dispenso os holofotes, dispenso ficar no degrau mais alto.
Deste vício já fui curado. Agora sou apenas um ex-viciado.




24 de maio de 2010 em 10:11
Se pelo menos fossem pregar e não falassem merda…
24 de maio de 2010 em 10:50
A mano… fala ae… dá os nomes…rsrs
24 de maio de 2010 em 18:12
Nossa cara, você deve se orgulhar da sua humildade né!!!
26 de maio de 2010 em 7:20
é uma verdade!!! a famosa síndrome de Schumacher
26 de maio de 2010 em 11:43
pois é…
mamãe não ensinou que não se auto-convida pra ir na casa do amiguinho, né?
3 de junho de 2010 em 14:56
mas bah… muito bom esse post irmão! faz mto sentido isso. Eu já reparei que em algumas igrejas quando algum visitante ou banda se apresenta, eles recebem uma oferta especial. Eu nunca vi um pregador chegar e dar uma oferta para a igreja que convidou ele para pregar, mas já vi pedirem hosteis e cheques. Um abraço…
6 de junho de 2010 em 10:55
Bom dia caro pastor. Gosto de suas reflexões. Respeito as opiniões de todos os pensadores cristãos. Quanto a estar em busca de glamour, já estou saturado dessas práticas que considero, só satisfazem o ego de quem convida tais “ASTROS DO PÚLPITO” e algumas vezes o ego do anfitrião que gosta de ver movimento de gente em detrimento do mover do Espírito. O culto deixa de ser para Deus e passa a ser para agradar gente. Os líderes precisam acordar.
Boa observação!