Uns chamam de ar. Eu chamo de salvação.

Uns dizem que precisamos de uma revolução. Outros querem a inquisição. Eu sinceramente não sei muito a respeito do que seria “melhor”. Mas em minha mente apenas uma questão se passa. Pois, se eu concordo com as idéias “estabelecidas” por este sistema corrupto, sou fundamentalista. Mas se ouso discordar, então sou chamado de liberal. Ah… gostaria eu de poder demonstrar para estas pessoas que vivemos uma crise que vai além das velhas definições. Por que nossa geração não clama por respostas, pois sequer aprendeu ainda a formular as perguntas. Nossa geração respira a pós-modernidade. E não somos nós que estamos na pós-modernidade. Ela é que está em nós.

E dentre as muitas coisas que me intrigam, a maior delas é como pode o homem se entusiasmar tanto com a liberdade; mas diante da primeira oportunidade de voltar ao cabresto, torna a submeter-se à pseudo autoridade espiritual daqueles que continuam geração após geração a atar fardos nas pessoas.

As vozes proféticas de nossa geração dia após dia se vendem. Trocam o privilégio de relembrar a verdade que já foi revelada pelos cargos eclesiásticos e toda a sua política suja. E o coração do homem de bem, chamado para servir, corrompe-se pela inobservância de que obedecer a Deus é exatamente o contrário de concordar com esta corja.

Mas há esperança! Por que a pós-modernidade diluirá os valores seculares daquela que reinvindica o título de Igreja. E os gasofilácios morrerão vazios. Os prédios se tornarão cheios de teias de aranha; e seremos iguais ao cristianismo morto do Velho Mundo. Não é preciso muita “revelação” para perceber que quando fazemos as MESMAS COISAS, obviamente iremos obter aproximadamente OS MESMOS RESULTADOS. E se de fato queremos ser diferentes, o ideal seria fazer o contrário de tudo que temos feito.

E o evangelho não morre por que é como o ar. Fundamental a todos os que permanecem vivos, mesmo que estes não se deem conta disto. E quando se acabarem os modelos passageiros com todas as suas mentiras de prosperidade e empreendedorismo, então o Reino se manifestará novamente. Glorioso e implacável. Fazendo de novo com que a salvação seja medida pela sinceridade das orações dos santos e não por indíces monetários.

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