Viva a perseguição? Talvez.

Anteontem (2 de maio de 2009) morreu Augusto Boal. Já ouviu falar dele? Eu também nunca tinha ouvido até ontem, quando assisti a notícia de sua morte.

O que me chamou atenção para a notícia foi o fato do repórter citar que ele criou o “teatro invisível”. A convergência entre minha vida e a de Boal está exatamente nesta forma teatral tão diferente. Considerando que eu nunca estudei teatro (aliás, nem tenho interesse pelo assunto), fiquei surpreso ao ser informado no ano passado de que uma das atividades que planejei já havia sido inventada e possuía até nome.

Boal inventou o teatro invisível durante o exílio na Argentina, entre os anos de 1971 e 1976. Foi a maneira que encontrou de proporcionar voz às idéias políticas de sua época, possibilitando com que amadores (como eu e você) pudessem utilizar as artes cênicas para se manifestar.

Me incomoda o fato de a maioria de nós estar acomodado a ponto de não mais buscar a inovação em área alguma. Boal morreu anteontem! Fomos contemporâneos de um homem que por sua ousadia e inconformismo foi expulso de sua pátria. Questiono se estas facilidades da vida moderna não nos transformaram em réplicas subdesenvolvidas do pior tipo de estadunidense que existe: Homer Simpson.

Enquanto muitos lutam por defender o direito de livre manifestação religiosa, prefiro ficar meditando sobre o quão isso é realmente fundamental e apropriado. A perseguição é inevitável. É também algo amargo e que irá trazer muito sofrimento. Mas poderá ser um divisor de águas, mostrando claramente quem está de qual lado.

Felizmente Deus tem sustentado um remanescente, no qual me esforço diligentemente para ser incluído. Pessoas que vivem como se estivessem sendo perseguidas por um AI-5 das regiões celestiais. Inconformados com a incapacidade de questionar que está tão na moda. Será tão difícil de compreender que toda a criatividade É em Cristo?

Em meio à perseguição a verdade brilhará como o ouro. Ninguém se sacrificará para viver uma religiosidade meia-boca. E talvez esta cultura da graça barata (conceito elaborado por Dietrich Bonhoefer) seja amenizada.

Aguardo ansiosamente o dia do extermínio de tudo aquilo que não É. Meu empenho está em obedecer à voz da revolução, trazendo consciência da verdade, transformando sutilmente este mundo em algo mais próximo daquilo que existe apenas na eternidade. Gostaria de compreender tudo que Deus tem para os próximos anos de minha vida. Porém não irei ficar de braços cruzados até lá. O tempo voa e precisamos correr enquanto é dia.

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1 Resultado

  1. Tibérius disse:

    Ótimo texto véio…
    Vivemos uma era do “quanto menos problemas mais abençoado…”
    Onde o neste mundo tereis aflições é deixado de lado…
    abs irmão…

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