O Reino de Deus é a manifestação plena do equilíbrio. Todos os exemplos contidos nos evangelhos e todo o ensinamento de Jesus é baseado no mesmo equilíbrio. De uma maneira simplista, é como se pudéssemos reduzir toda a lei e os profetas à análise do bom senso universal (entenda-se “eterno”) em busca do equilíbrio perfeito. E como se o pecado fosse pura e simplesmente a violação deste equilíbrio.

Muitas coisas em nossa vida perecem por causa de nossa insistência em extremar nosso modo de pensar e agir. É como se, radicalizando nosso modo de pensar, estivéssemos nos safando da ira vindoura. Seja relativizando a verdade para que possamos nos encaixar nela, ou absolutizando conceitos para que possamos convencer a nós mesmos e aos outros de que somos “bons o suficiente”.

Já ouviu alguém que diz buscar a Deus do seu “próprio jeito”? Ou outro que diz que aqueles que “não são como nós”, estão inevitavelmente do lado de fora do Reino?

Ao pensar numa forma pseudo-equilibrada do tipo Yin e Yang (onde há equivalência entre forças opostas) para tentarmos compreender a forma do Reino de Deus, podemos nos equivocar gravemente.  O Reino da luz é baseado na justiça e supremacia de Deus sobre tudo o que está contido neste Reino. Mas ao contrário do que a maioria pensa, as trevas não estão do lado de fora. Podemos enxergar as sombras do lado de dentro, onde a luz se abstém voluntariamente de sua manifestação. Não há lado de fora e isto sim é que torna-se preocupante. Pois a consumação do “castigo” aos que preferem viver nas trevas, se dá no contexto da justiça no Reino da luz.

Já reparou como sempre nos perguntam de que lado estamos? Sim! Estamos do lado de dentro, pois não há possibilidade de vida fora. Mas se preferimos perambular pelas sombras, ora relativizando, ora absolutizando conceitos para justificar nossa conduta… ou se fomos preferidos para caminhar no caminho do equilíbrio… em breve tudo isto será manifesto a todos.

“Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” (Apocalipse 22:11)

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