Quem tem medo de agulha?
Participamos de uma campanha para doação de sangue no último fim de semana. Foi no mínimo divertido. Apenas dois de nós conseguiram de fato encarar a agulhada. Os outros ou fugiram ou foram reprovados pela triagem médica. Eu fui reprovado por ter tatuagens com menos de 1 ano. Foi engraçado ver quem passou mal. Como sempre, tudo é diversão. Também inventamos altas piadinhas sobre os motivos pelos quais fomos reprovados. Tipo:
- Quantos parceiros sexuais você teve nos últimos 6 meses?
- Quantos dias tem em seis meses?
- Mais de 180.
- Hum… então… zero parceiros!
- Você foi reprovado pela piadinha.
No final do ano passado, me senti animado com a volta do Gustavo ao Brasil. O desejo do meu coração era virar esta cidade de cabeça pra baixo. Pois o Gusóide (como é chamado pelos amigos) está de volta há cerca de 2 meses e então estamos sendo confrontados com a realidade do dia a dia.
Estamos realizando planos para levar o Manifesto (nossa querida igreja) a viver loucuras que, continuando neste ritmo, jamais iria sequer experimentar. O desafio é bom. É caro. Arriscado. Mas não deixa de ser desejável.
Tenho meditado sobre a tal agulha da doação de sangue. Você já viu aquela agulha? É da grossura de uma carga de caneta Bic. Não há como condenar os que morreram de medo dela.
Em todo grupo de pessoas, vamos encontrar aqueles que fogem da agulhada. Também encontraremos aqueles que, embora submetam-se aos exames médicos, torcem para serem reprovados. Há o grupo dos que encaram o desafio, mas viram o rosto para o lado, na tentativa de não ver a carne sendo brutalmente perfurada. Mas o grupo que realmente interessa ao se planejar uma revolução, são aqueles que, independente de seu conforto, encaram a agulha de frente. Se alguém tem que se doar (mesmo que isto seja literal), estes são os primeiros a se oferecer.
Como podemos contar com aqueles que ainda não compreenderam que nosso chamado é perder voluntariamente para que outros possam experimentar da vitória de Cristo? Quanto custa isto? Tudo!
Depois que tudo termina, concluímos que a tal agulhada era desafiadora, mas não doía absolutamente nada. Nosso medo é que nos limitava.
“Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. (Jean Cocteau)
eu continuo com medo da agulha de doar sangue, hehehe… provavelmente no sábado eu estava até pesando uns 51 quilinhos, mas, pra que tentar??? egoismo o meu, mas tb eu passo mal demais!!! neste exato momento eu nao estou podendo doar sangue, estou com menos de 50 quilos. vai entender o destino…
gostei cara!