Que venha a perseguição!
Bom mesmo é quando a igreja é perseguida a ponto de não poder alugar um prédio. Pra começar não ficamos preocupados durante todo o mês com a arrecadação de dízimos e ofertas. Não haveriam despesas fixas tão asfixiantes. Não seria preciso usar Malaquias fora de contexto para forçar as pessoas a ofertarem por medo do devorador.
Não incomodaríamos nossos vizinhos com os ensaios do louvor. Não teríamos a “dona Maria” reclamando todos os sábados a noite do barulho bem na hora do Jornal Nacional. E o pior é que eles tem razão em reclamar. “Graças a Deus” eu não moro vizinho de minha própria igreja. Deve ser muito bom poder louvar a Deus apenas com sussurros. Não sei se a maioria das pessoas já parou para imaginar que isso é totalmente possível.
Bom mesmo é quando não precisamos investir em decoração e multimídia valores exorbitantes e muitas vezes superiores ao que gastamos com pessoas. É muito bom quando precisamos que cada um traga uma cadeira de casa. É muito bom quando somos poucos e não é necessário ar-condicionado. Basta ligar um ventilador, ou mudar o culto para outro local mais fresco.
Bom mesmo é quando não podemos pagar a ninguém para ficar por conta do “rebanho”. Todos compartilhariam da responsabilidade de cuidar de seus irmãos. E se algum irmão for “separado” para a dedicação exclusiva no ministério, poderíamos compartilhar com ele apenas suas necessidades básicas e na medida de nossas possibilidades. Cada prato de comida teria um sabor especial para quem o recebe. Seria muito diferente de poder comprar sua própria comida. Servir ao ministério seria de fato um ato de renúncia.
Bom é quando não podemos usar microfones e, então, precisamos falar do evangelho no mesmo volume dos ouvintes. Então a pregação se torna viva e participativa. Acabam-se as circunstâncias em que ficamos horas e horas seguidas ouvindo alguém falar de cima de um palco. Se não conseguimos prestar atenção em quem berra num microfone, é por que o assunto deve ser realmente desinteressante. Mas por que será que preferimos culpar as pessoas ou o “espírito de distração” por nossa irrelevância?
Bom é quando nossa casa não pode ser referência de reunião, sob risco de sermos presos. Bom é quando nossa vida não pode se tornar referência de conduta, sob risco de sermos mortos. Fica tão mais fácil discernir quem é ou não discípulo de Jesus. Poucos se arriscariam fingindo ser crente sob o risco constante de ser perseguido. Não seria necessário gastar palavras em pregações combatendo a religiosidade do povo.
Bom mesmo é ser crente em países muçulmanos.
Eu disse que estas coisas todas são boas. Não disse que eram fáceis!




5 de junho de 2009 em 11:31
eh issae. quando não temos como gastar com o trivial, somos forçados a nos concentrar apenas no essencial.
6 de junho de 2009 em 20:47
Parabéns pastor! Estou de acordo e até já tinha começado a desenvolver um pouco essa idéia em:
http://teophilo.info/analises/liberdadedemais.php
Onde eu passo a acompanhar suas postagens?
7 de junho de 2009 em 23:41
Excelente texto, cara!
seria uma oportunidade ímpar podermos ser perseguidos por causa de Jesus, se é que somos dignos disso!
Fica com Deus!
17 de junho de 2009 em 21:35
Ola Ariovaldo,
Postei este seu artigo hoje no Genizah e fez mnuito sucesso. Muitos comentarios! Fica a vontade de dar um pulo lá e responder aos seus leitores.
Tem links para cá, mas as pessoas comentam lá.
Um abraço e parabens pela analise.
Danilo
3 de outubro de 2009 em 4:16
Bom mesmo é vc permanecer em uma igreja com todas essas caracteristicas regeitadas no texto e ser luz lá dentro, caminhando em amor e orando para que Deus abra os olhos daqueles que estão cegos, Lutero não queria sair da Igreja catolica e formar uma Protestante, ele queria fazer uma mudança ali onde ele estava (o pobre foi escurraçado de lá e o resultado é q hj existe um abismo emtre nós e a Catolica.. Deus vai trazer um avivamento no meio deles que vai envergonhar muito evangelico.. Bom mesmo é viver um evangelho baseado no amor, vencendo as dificuldades com paciencia e respeito.. Deus tem muito para a igreja dele e ele conta com todos nós. Eu acho legal essas igrejas emergentes que tem surgido, porem acho que a igreja convencional esta sofrendo muito e precisa muito de nós para ajuda-los a abrirem os seus olhos e eles tem muito para ensinar para nós tmb.. todos somos fracos e necessitamos de misericordia…
5 de agosto de 2010 em 17:21
Estava pesquisando sobre dízimo na Internet e cai em seu texto republicado no blog Genizah e de lá, entrei aqui.
No seu primeiro parágrafo, entendi que estava falando do texto de Malaquias 3:10. De tanto os pastores de minha igreja repetirem esse versículo (para justificar a obrigatoriedade do dízimo), acabei decorando. Sou dizimista e sempre considerei o dízimo uma conta a pagar, assim como os impostos, o seguro do carro, o condomínio etc. ou seja, é pesado, mas obrigatório (pelo assim me foi explicado). Queria que o irmão, então me explicasse melhor sobre sua consideração do uso deste versículo, ou seja, como é usado fora do contexto? Muito grato, na Paz.