O pastor e o caixa dois

Era uma vez um pastor que sentia em seu coração que era necessário investir um pouco mais em estrutura no local onde sua congregação se reunia semanalmente. Então ele procurou seus companheiros co-pastores e compartilhou suas angústias. Num ato inesperado de fé, muitas idéias de planejamentos de curto prazo rapidamente encheram uma folha de papel. Porém nem todas as letras escritas foram suficientes para animar aos demais membros da igreja, pois estes se cansaram de ver planos que jamais se tornaram realidade.

Tentando mudar esta realidade, os pastores procuraram apoio para seus planos mirabolantes junto à sua denominação. Quem sabe encontrariam algum “toddy” destinado a investimentos para melhorar a vida das pessoas. Porém, foram informados pelo departamento financeiro que suas possibilidades de arrecadação são o limite do risco que estão autorizados a correr. O plano de reestruturação da forma da igreja nem sequer foi olhado, pois afinal, o que pode um plano contra os números?

Para que pudessem viabilizar um financiamento dos investimentos estruturais junto à sua denominação, foi proposto que um dos pastores se tornasse fiador da dívida pessoalmente. A proposta inicialmente pareceu razoável, já que as finanças pessoais de todos os que estão realmente envolvidos com o ministério, costumam estar sempre à disposição da coletividade. É quase a materialização da utopia de Atos 2:42.

Após preencher várias promissórias (que todos sabem que com certeza serão executadas em caso de não pagamento), o financiamento foi autorizado. E os pastores passaram a colocar em prática todos os sonhos que Deus havia dado. Milagrosamente, o ânimo foi aceso na vida daqueles que estavam mais apáticos. Um verdadeiro milagre aconteceu.

Às custas de uma série de atividades paralelas desenvolvidas dentro do local onde a Igreja se reúne, os pastores conseguiram mês após mês honrar os compromissos financeiros assumidos no financiamento. Foi criada uma administração financeira paralela à arrecadação do gasofilácio, com propósito específico de custear a dívida assumida. E tudo ia muito bem.

Só que um dia, em meio a uma tempestade de pensamentos desordenados, um dos pastores se perguntou:

– Por que, à semelhança da Universal do Reino de Deus, a maioria das denominações incentivam seus pastores a fazer caixa dois?

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3 Resultados

  1. Boa pergunta a do final… e a história super interessantes! hehehehehe… é nois paquito!

  2. Hélio Borba disse:

    Nós temos uma grande dificuldade em sintonizar nosso discurso ao nosso viver. A Igreja, como ajuntamento humano e não como modelo bíblico, introjeta valores alheios àqueles do Reino, que Deus nos perdoe. As vezes é importante olharmos para mais o nosso umbigo e nos arrependermos (mudar nossa mente).

  3. euripedes disse:

    A propósito de uma frase ouvida.

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