Não somos os protagonistas
É fácil perceber a dificuldade que as pessoas possuem em compreender que os problemas dos demais são tão importantes quanto os seus próprios. Na ótica do egoísta, tudo que importa é o que o afeta. O resto tem serventia apenas para fins de entretenimento ou para ter assunto em conversas. O egoísta vive no senso do prejuízo. Sente-se o prejudicado por todas as circunstâncias e pessoas. E para vacinar-se contra a “perda”, desenvolve em si mesmo uma personalidade capaz de conviver com a malandragem, discretamente disfarçada de esperteza.
Outro erro usual é quando o egoísta tenta agir como coadjuvante. É ridículo por que, no fundo de seu coração, deseja a posição do protagonista. Então projeta suas expectativas e até mesmo sua inveja na figura de outro ser humano. Se o positivismo beira o ridículo, a comparação com fins de se adquirir o que outros possuem, é mais ridícula ainda. Quando pensamos desta maneira, nos excluímos do grupo dos criticados. Sempre atacamos OS OUTROS. Preferimos pensar que somos imunes a determinados erros e que, pelo menos “neste caso”, somos totalmente inocentes.
Somos figurantes. Aqueles que não deveriam, em tese, preocupar-se em aparecer demais na história. Nosso papel é favorecer todo o enredo desenvolvido pelo protagonista. E só.
O mundo segue cada dia se tornando mais individualista…por isso o alto indice de criminalidade, suicidios e distanciamento da presença do Pai.
Não somos protagonistas!!!
O verdadeiro Protagonista está sendo deixado de lado… ocupando o lugar dos menores figurantes.