A preocupação dos pretensiosos

Pretensiosos são aqueles que pensam saber sobre a vida mais que os demais. Como se formas, métodos e técnicas empíricas fossem suficientes para que alguém pudesse ser considerado verdadeiramente sábio. Não há como desprezar a realidade de que o povo judeu possuía alguns milhares de anos de história e conhecimento. E ainda sim negaram com suas doutrinas e ensinamentos, ao próprio Cristo.

Maturidade não consiste em formatar-se segundo o curso deste mundo, ou dos modelos religiosos, doutrinários e teológicos historicamente estabelecidos. Mas em reconhecer que, somos pequenos demais em relação ao futuro. Independente de quão fantásticas eram as visões de Paulo acerca do futuro da Igreja, definitivamente ele jamais poderia contemplar uma vida com celulares, ipods e internet. Ele pôde fazer afirmações referindo-se até ao terceiro céu, porém preferiu calar-se no que se refere ao futuro das sementes que plantou. O apóstolo da unidade concentrou seus esforços em replicar o ensino de que é preciso ater-se aos fundamentos da fé. E que todo o mais é altamente desnecessário e, eventualmente, pode ser classificado como “escândalo”.

Escândalo é negar pessoas. É sufocá-las com fardos que elas não podem (ou não querem) carregar. É supor que, somos todos iguais e que a compreensão acerca daquilo que vem a ser “correto” ou “errado”, seja absolutamente igual em todo tipo de contexto cultural, ideológico e temporal. Deus é imutável e ele é a verdade absoluta. Porém todo o restante é mutável. Tudo. Todos.

O mundo mudou e continua a mudar. Cabe a nós decidir se continuaremos a tentar armazenar vinho novo em odres velhos. Segundo a bíblia, o velho é excelente. Mas ainda sim é incapaz de conter o novo.

Mais do que inspirar outros, nossa geração possui desafios que até aqui tem sido intransponíveis para os que possuem mais de 40 anos. Desafios como permitir um debate aberto sobre nossos fundamentos teológicos; favorecer o aprimoramento de todo modelo eclesiológico conhecido; gerar pessoas que tenham sonhos que vão além do que somos capazes de compreender; criar espaço para que tais pessoas sejam plenas em suas vocações.

Assim como aconteceu em todas as épocas, às vezes preferimos pensar que estamos no auge do conhecimento teológico e da revelação acerca das escrituras. Mais uma geração de mendigos somos nós. Nos contentamos com pouco; e ainda achamos que ninguém precisa de mais do que nós mesmos temos experimentado até o presente momento.

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1 Resultado

  1. Luci disse:

    Olha é isso!! Na verdade é confortavél demais continuar fingindo que já alcançamos a estatura que nos era possível!”geração de mendigos” isso confronta…DEUS te usou demais aqui,menino das belas tranças.

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