Os últimos

Tenho o hábito de brigar com conceitos.  Gasto as vezes alguns anos para entender um conceito e, até que isto ocorra, mastigo incansavelmente as palavras até que um dia eu “veja a luz”.

No dia de ontem, vi a luz para um dos textos mais antigos que me tiraram do sério. Mateus, capítulo vinte, versículos quinze e dezesseis.

“Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.”

Ontem “deixaram” uma mensagem no meu messenger dizendo:

“(…) Deus não vai ficar esperando eu ficar melhor por isso se eu não fizer outro faz então é melhor que seja eu a fazer, porque eu quero ter algo que agrade a Deus pra entregar pra ele e quem sabe talvez poder fugir do inferno.”

Vamos por partes. Primeiro. Deus vai esperar o quanto for necessário. Se ele não esperasse, estaríamos literalmente ferrados. A paciência de Deus é, de fato, divina e eterna. Segundo. Para ter algo que agrade a Deus, basta fazer a vontade de Deus explícita de modo óbvio em sua palavra. O problema é que isto envolve negar a si mesmo e carregar a sua cruz. Envolve amar as pessoas como Deus as ama. E então poderá dizer que conhece a Deus, pois DEUS É AMOR. Terceiro. Não tem como fugir do inferno. A sentença sobre a minha vida é irrevogável. Eu sou merecedor do inferno e nada que eu faça poderá mudar isto. A morte é minha única herança por direito legítimo.

Felizmente fomos comprados com sangue. Minha dívida foi paga. Não foi suspensa a minha sentença, mas alguém a cumpriu em meu lugar. Isto não tem nada a ver com o que eu fiz ou deixei de fazer. Cristo pagou minha dívida, mesmo que eu não seja digno disto.

Agora vem a minha parte. Por que eu SOU, estou apto para FAZER. Não que Deus precise de mim ou dos meus supostos talentos, mas por que Ele permite que eu tenha parte na construção do Reino. Só não podemos nos esquecer da nossa responsabilidade para com as pessoas que Deus ama. Precisamos ser MODELO para as pessoas perdidas deste mundo (e como há pessoas perdidas!). Não modelo de como sermos os PRIMEIROS. Pois uma igreja cheia de “primeiros” seria inútil como um clube de campo. Nosso chamado é para sermos voluntariamente os ÚLTIMOS. Por que no Reino de Deus, o maior é aquele que serve.

Com um coração movido por gratidão, ofereceremos voluntariamente nossa vida. Correremos e não nos sentiremos cansados. Gastaremos tudo que possuímos e nosso coração ficará satisfeito. Enquanto houver uma gota de sangue para ser derramada, faremos questão de persistir no chamado. Até que o Reino se torne visível inclusive para os que não enxergam.

E no fim, voltaremos para a nossa pátria, que não é deste mundo. Sentaremos na mesa junto com nossa família, cuja filiação não é carne e nem sangue.

Senhor! O Reino é seu. O Senhor pode fazer o que quiser e minha opinião não é relevante o suficiente para ser considerada. O Senhor pode me mandar para o inferno ou me tornar parte do Seu Reino. A mim, só cabe obedecer sua palavra, com um coração grato e confiante de que minha vida Lhe pertence.

“Pois, se vivemos , para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor.” (Romanos 14-8)

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1 Resultado

  1. Jota disse:

    rs, esse é meu pastor

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