Desabafos no Twitter
Os que detém o controle das massas nas igrejas estão tão cegos que não percebem que os maiores inimigos de Cristo são eles mesmos. Não consigo conceber a possibilidade de SER Igreja sem pensar na liberdade plena que Cristo nos deu. É o evangelho libertando pessoas! Não quero ensinar ninguém a me obedecer. Seria um desperdício pra ambas as partes ensinar isto. Quero inspirar pessoas a seguirem a Cristo!
O mesmo evangelho que SALVA que também testemunha contra aqueles que resistem a Cristo. Portanto pregar salva e condena ao mesmo tempo. Por isso dizer “Senhor, Senhor” não faz diferença alguma. Conhecer o evangelho ou viver uma pseudo-religiosidade é perda de tempo.
Mutilar a si mesmo (e a outros) com a desculpa estúpida de que isso é “santidade”, é a coisa mais idiota que alguém pode fazer.
Se o pastor tem PODER, a culpa é toda sua. Você que sustenta isso! Mas se o pastor tem RESPEITO, é por que de fato é SERVO da comunidade.
Santidade é viver intensamente TUDO que Deus criou COM SABEDORIA. Sem se corromper. Sem se tornar escravo de coisa alguma. Mas Santidade é também não se omitir. É viver intensamente! É se importar com a causa do outro… e não fugir com medo do “mundo”.
Por que eu deveria temer o “mundo”? Jesus já o venceu. Meu temor é apenas de Deus. Por que só Ele tem poder sobre a minha vida. Só Ele pode me tirar da miséria existencial eterna.
Seria Deus injusto?
Resolvi escrever este texto como resposta a uma das perguntas que me foram enviadas no Formspring. O assunto é bem interessante e com certeza seriam necessárias muito mais palavras para descrever de maneira exaustiva a visão da fé cristã geral sobre o assunto. Mas ainda sim me propus a tentar fazê-lo de maneira resumida.
PERGUNTA – Pastor, o senhor pode comentar algo sobre as questões que levantam acerca das pessoas que nascem com doenças congênitas (geralmente querendo mascarar sua incredulidade e dizer o absurdo que Deus é injusto)? Leia o Restante
Serviço
Uma comunidade que não compreende a responsabilidade de servir, não serve para nada. E servir não se restringe a promover ação social ou outras esmolas. Mas preocupar-se com o outro do mesmo modo que se ocupa de si mesmo.
Parece que o “amar ao próximo como a ti mesmo” está restrito aos indivíduos que vivem no alcance de nossa conveniência. Ou seja, ajudo o irmão, ajudo o necessitado… mas ignoro completamente outras igrejas que tenham objetivos que não sejam exatamente os nossos. Nossas igrejas se transformaram na formalização da indiferença. Leia o Restante
Feito Homem
Recentemente adquiri uma máquina de escrever. Alguns dias depois, um mimeógrafo. Em pleno século XXI ainda tento entender como algumas coisas que fizeram parte de minha infância foram sucateadas tão velozmente. É, sei que não precisamos mais de uma máquina de escrever quando temos computador, mas se faltar energia, provavelmente serei a única pessoa da minha rua que é capaz de “imprimir” uma página.
Algumas coisas que os antigos tinham como parte do seu dia a dia ainda me deixa curioso. Como por exemplo o meu avô fazendo barba utilizando aqueles velhos barbeadores de metal, com lâminas que cortam de verdade. E acabamento de navalha. Tecnicamente navalhete. Popularmente, navalha mesmo. Leia o Restante
Deus salve a cultura!
Perdi muito tempo em minha vida assistindo pregações que apontavam a tecnologia e os meios de comunicação como o anticristo ou como sinais da temível “nova era” que nunca chegou. Primeiro a TV, depois a música e então a Internet. Tudo foi precipitadamente demonizado, aumentando ainda mais o abismo cultural do cristão em meio a um mundo em constante mudança.
Esta análise não é sobre os meios de comunicação em si, mas sobre como há um desafio ainda desconhecido de uma geração a respeito de como pode (e deve) um cristão interagir intensamente com a cultura que o cerca sem que seja corrompido por ela. Isto por que desconectar-se do mundo e da cultura é o mesmo que cometer suicídio ou mudar-se pra um convento afastado da civilização. Se não consumirmos/produzirmos cultura, nos afastamos das pessoas e perdemos a capacidade de traduzir as verdades eternas do Reino na linguagem que as pessoas compreendem. Leia o Restante
Quando
Quando eu me converti a Cristo, me sentia um lixo diante da visível santidade (segundo o que eu compreendia a respeito disso) de meus companheiros. Era como se houvesse uma percepção de que eu não era digno de fazer parte daquele grupo. A paciência de meus mestres (amigos de verdade) foi não apenas em ensinar princípios, mas principalmente em reafirmar o quanto Deus tem um gosto estranho e duvidoso por aqueles que “não são”.
Os anos se passaram e aprendi a admirar grandes homens de Deus. Ou quase. A comparação com a minha própria vida era inevitável e eu continuava me sentindo a escória da humanidade. Então o tempo acabou revelando que uma grande parte dos grandes homens que admirei sustentavam apenas uma aparência moralmente respeitável. Leia o Restante
Judas sou eu
Quando ensino o que não acredito. Quando oro por cura sem realmente se importar com o que irá acontecer. Quando desejo salvar minha própria vida e livrar o meu pescoço do sufoco. Quando me poupo da vergonha e humilhação, colocando-me como sutilmente melhor do que os demais. Leia o Restante
Desigrejados: a difícil adaptação
Um dos desafios de qualquer tentativa de “ser Igreja” está na correta adaptação daqueles que vieram de outras experiências religiosas à vida genuína em comunidade. E com certeza os mais difíceis de serem suportados são os que já eram (ou tentaram ser) crentes.
Quando uma pessoa vem de outro tipo de vivência de fé, rapidamente fica deslumbrada com o ensino claro e direto das escrituras. Mas o crente “de outra Igreja”, embora rejeite completamente a experiência que passou, ao mesmo tempo se recusa a reaprender os fundamentos de uma vida cristã inspiradora. Ele muda de ambiente mas não quer abandonar os vícios.
Alcançar as pessoas desigrejadas é algo relativamente simples. Basta descer do púlpito, renunciar ao microfone e viver diretamente em meio às pessoas. A beleza do evangelho EXPERIMENTADO por si só é suficiente para atrair a todos. Mas num segundo momento torna-se necessário filtrar quem realmente está disposto a carregar a sua própria cruz daqueles que estão procurando apenas mais uma experiência religiosa para sua coleção. Leia o Restante
Não faço pra ser. Faço por que sou.
“Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2:18)
Desde o princípio está explícito que toda a criação obedece à lógica simples de dar fruto segundo a sua espécie (Gn 1:11). De modo que é impossível que uma árvore má dê bom fruto.
Vivemos (teoricamente) debaixo da compreensão de que nada que fazemos nos torna aptos a entrar no céu pelo esforço em si mesmo; e igualmente nada que façamos possui o poder de nos tirar do céu. Mas cada pequena ação aponta para o caminho que estamos percorrendo, segundo a nossa natureza (identidade). Se o da santificação, através de constantes confrontos em nosso caráter (Jo 15:2), ou o da perdição, revelado mediante a hipocrisia de uma árvore frondosa que não possui nada além de sombra. Leia o Restante
Regras e ingratidão
Regras aprisionam. Traçam limites. Separam pessoas. Distinguem o que é lícito ou não. Fazem aparentes divisas entre o santo e o profano. Mas não são capazes de libertar ninguém verdadeiramente.
Embora estejamos desobrigados de quaisquer tentativas de justificação por meio de regras, parece que nossa geração de cristãos ainda é legalista ao extremo. Nos esquecemos de que a Graça SEMPRE excede o cumprimento de qualquer lei. Que os “mandamentos” dos cristãos são expressos quando voluntariamente doamos nossa vida. Quando repartimos o pouco e abrimos mão do tudo. Leia o Restante